Gostei de voltar ao Salão de Festas da Incrível Almadense, para assistir à sua Sessão Solene, que continua a coincidir, com grande felicidade, com a comemoração da implantação da República. Ainda por cima, fui surpreendido com os rostos de alguns amigos especiais (Carlos Guilherme, Orlando Laranjeiro, Carlos Alberto e Joaquim Brás), que já nos deixaram e fazem parte da história da Incrível, nas telas afixadas nas partes laterais do palco.
A sessão teve início com um belo concerto da nossa Banda Filarmónica, que continua a conjugar da melhor maneira a experiência com a juventude dos seus músicos, que em algumas peças, contaram com a presença de duas belas vozes (uma delas a da Andreia, que gostei de rever e abraçar) que cantaram e encantaram o público que encheu o Salão.
Também foi bom encontrar vários amigos como o Vitor Rosado, um dos grandes associativistas com quem trabalhei, em Almada, e na Incrível.
Pensava estar preparado para aguentar a parte mais chata da cerimónia (os discursos de convidados e de quem gosta de se "fazer de convidado"...), até porque o meu amigo Chico era um dos homenageados pela Colectividade. Só não contava é que alguns partidos políticos aproveitassem este espaço festivo, para fazerem também política partidária. Primeiro foi o PCP a fazer uma intervenção, com várias mensagens para o Município, sobre as dificuldades que associativismo do Concelho enfrenta. Depois apareceu uma senhora da Iniciativa Liberal. E eu desisti.
Abandonei o Salão, ciente de que o aniversário da Incrível era um espaço festivo para muitas coisas, excepto para a política partidária.
O Associativismo sempre foi, e continua a querer ser, outra coisa...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)