Se não o tivessem feito, tinha acontecido agora mais uma desgraça, provavelmente com várias vítimas...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
Se não o tivessem feito, tinha acontecido agora mais uma desgraça, provavelmente com várias vítimas...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
Tirei esta fotografia nestes dias com rastos de "Ingrid´s" e "Kristin´s", num daqueles intervalos em que o Sol aparece, mesmo que seja por pouco tempo.
Mais uma vez a "protecção civil" do Município, fez aquilo que é mais fácil (em Almada esta gente é especialista nisso...), colocar placas proibitivas ou barreiras para evitar passagens. Ou seja, fechou o parque de estacionamento mais central da Cidade, porque há uma parte do seu interior que precisa de obras, há pelo menos meia-dúzia de anos. Mas como sempre, os políticos têm-se limitado a assobiar para o ar, enquanto vão metendo o dinheiro dos clientes no "saco"...
Provavelmente, isto passa-se de Norte a Sul, gente que finge que governa e resolve os problemas, mas que depois fica à espera que eles se resolvam sozinhos, até perceberem que se trata mesmo de uma impossibilidade e têm de arregaçar as mangas.
Mas isso é o que menos me interessa. Vivo em Almada. E por isso mesmo gostava que a minha terra fosse governada por gente competente, atenta e com um sentido mais humanista.
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
Às vezes acontecem pequenos acasos, agradáveis, nas viagens de cacilheiro, entre as duas margens do "melhor rio do mundo", como são os encontros inesperados com pessoas de quem gostamos.
Foi o que aconteceu na sala de espera do Cais de Sodré, quando descobri as as minhas queridas vizinhas Natália e Rosa. Além de atravessarmos o Tejo, apanhámos o metro e ainda subimos a rua Emília Pomar. Só nos despedimos depois do elevador do nosso prédio parar no terceiro andar...
Como sempre, falámos de várias coisas, até das novas barcas que nos levam para cá e para lá e que funcionam a electricidade.
Se eu achava que os novos nomes das "barcas rectangulares" deviam ser mais simples, elas acharam deliciosa a escolha de aves do rio (mesmo que algumas nos fossem completamente desconhecidas...). Como era o caso particular da "Tarambola-Dourada", o nome da barca que nos levou até Cacilhas,
Eu sei que vou acabar por me habituar à elegância das aves escolhidas, mas tinha preferido que tivessem escolhido as singularidades da toponomia popular da nossa Margem, como são os casos do "Olho de Boi" ou da "Boca do Vento".
Ninguém é perfeito...
Nota: texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
Já está assim há mais de um mês. Além de ser perigoso para quem passa por ali, a tendência será para piorar, se não se fizer nada (como é normal acontecer), porque continua a ser Inverno...
Sempre que me cruzo com estes "acidentes de percurso", a minha primeira memória vai para um grande autarca da Junta de Freguesia de Almada, que tive o grato prazer de conhecer e ver em acção nas ruas de Almada, Renato Montalvo.
O bom do Renato gostava mais da rua que dos gabinetes, e era por isso que andava sempre atento ao que se passava nas artérias da cidade e assim que detectava algo fora da normalidade, usava o telemóvel para resolver o assunto. Falava directamente com as pessoas responsáveis pela resolução do problema e de um dia para o outro, este aparecia resolvido.
Eu sei que não existem pessoas insubstituíveis, mas há pessoas que fazem mais falta que outras. E o Renato Montalvo é uma delas...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
Mesmo sem andar na escola primária, sem ter de escrever ao Pai Natal a pedir-lhe um presente, gostava que Almada se tornasse diferente.
Que a apatia de quem nos governa (tanto no Município como na Junta), se transformasse em algo mais funcional e positivo para todos nós, que finalmente as duas senhoras percebessem que foram eleitas para transformar o nosso Concelho num lugar mais aprazível para vivermos.
Se se preocupassem mais com a higiene urbana e com o mau estado dos passeios e estradas da cidade, já não era muito mau (mesmo que seja muito "poucachinho").
Era bom que o agora parceiro da coligação "lhes abrisse os olhos", mas provavelmente estou a pedir muito...
A culpa é do Natal. É uma data dada a exageros...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
Sei apenas que a "lixeira" a céu aberto da Rua Emília Pomar já ultrapassou os quinze dias de vida, sem que alguém se preocupassem em remover todo aquele lixo.
Como agora há muitas modernices artísticas em Almada, desde que a Piscina de São Paulo, foi transformada em galeria de arte, é possível que aquilo que eu vejo com lixo, possa ser uma "instalação artística", daquelas demasiadas modernas para o meu gosto.
Só espero que todos aqueles que voltaram a colocar no poder as donas Inês Medeiros e Maria de Assis, continuem felizes...
(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)
É isso que eu sinto em relação aos autarcas de Almada recém reeleitos.
Como é que esta gente é capaz de concorrer a eleições, depois de ter feito um trabalho sofrível durante oito anos, em coisas tão visíveis como são a higiene urbana ou o cuidado com os arruamentos.
E nem vou falar das coisas mais complicadas de resolver, como é o caso do crescimento dos "bairros de lata", em que a solução continua a ser: "culpar o governo central"...
Foi para isso que se candidataram, para cuidar da cidade e dos almadenses (ou devia ser, até pelas promessas do costume...).
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
Disse que não achava nada, por não saber qualquer pormenor sobre esta nova aliança, que se prepara para governar a cidade nos próximos quatro anos.
Perante a insistência, lá disse que achava no mínimo estranha esta união, por estas duas forças políticas terem passado os últimos oito anos de costas voltadas.
Depois perguntei aos meus dois companheiros de almoço, se sabiam a razão da não continuidade do PSD na coligação, depois de ter estado quase oito anos ao lado do PS.
Nenhum sabia.
A única coisa que posso acrescentar, é que esta aliança é prova de que a maior parte dos políticos, tanto da esquerda como da direita, não têm coluna vertebral.
O que toda esta gente faz pelo poder...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
Depois de ter ido até ao Farol e voltado, vi que era uma das velhas barcas laranjas, o "Sintrense", que estava atracada ao cais.
Os "caixotes eléctricos" já andavam por aqui. Já viajara num deles e sabia que daqui a nada os "laranjinhas" desapareciam do mapa...
O que me fazia confusão não era as novas barcas não terem proa, era terem perdido a sua cor característica, que passava a ser apenas um risco na nova imagem de marca. Era aquele laranja que sobressaía tanto nas fotografias e aguarelas que retratavam a travessia, estar prestes a desaparecer.
Mais uma vez fiquei a pensar que era muito conservador, em algumas coisas, mais ou menos tradicionais. Lembrei-me dos eléctricos de Lisboa, que houve um tempo em que estavam a perder a cor para a publicidade excessiva e também dos táxis, que felizmente voltaram à velha cor, ao preto e verde...
Ninguém é perfeito.
Nota: Texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
Como de costume, sei que não irão fazer coisa nenhuma, a não ser que aconteça algo de grave, uma morte ou um acidente que coloque os vários poderes em causa.
Se isso acontecer, a GNR ou a PSP serão enviadas de imeadiato para o local, tal como as máquinas para deitar abaixo algumas das barracas, que entretanto podem começar a ser construídas nas "terras de alguém" (até agora segundo se diz estes bairros estão eregidos em "terra de ninguém")...
Claro que este crescimento dos bairros da Penajóia, Raposo e companhia, deve-se a dois factores, que dificilmente se conseguem separar: os vários oportunismos de quem se habituou a "viver do nada" e dos "rendimentos mínimos" (até há quem já se dedique a "alugar barracas"...) e a necessidade de muitas famílias, que apesar de trabalharem, não conseguem ter dinheiro suficiente para alimentar o agregado familiar e alugar uma casa com condições mínimas de habitabilidade.
(Fotografia de Luís Eme - Feijó)
Era um texto de algum escritor (tenho de investigar o caso...) que vinha acompanhado de uma imagem nocturna do Tejo, com um Cacilheiro a fazer a travessia e tinha como fundo as luzes da Outra Banda.
Não me lembro do conteúdo do texto, mas pela imagem que ficou gravada na minha cabeça, à distância de mais de meio século, penso que se devia falar do regresso a casa das muitas pessoas que trabalhavam em Lisboa e viviam na outra margem do Rio.
Sim, a Cacilhas desse tempo, não fugia do epiteto de "dormitório da Capital", que continua actual...
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
Mesmo assim, eu pergunto: o que é fizeram aos "artistas" que andavam a pintar as estradas esburacadas, em verdadeiras "operações cosméticas"? Agora que eram necessários, é que se têm esquecido de fazer o seu trabalho e "pintar" as passadeiras da Praça Gil Vicente (essas mesmo, as duas mais próximas da Escola Cacilhas-Tejo), bastante movimentadas, por sinal.
Infelizmente, o que não faltam por aí, são condutores que se esquecem de olhar para o sinal e como não existem as "linhas brancas", fingem que não precisam de dar passagem aos peões...
Pois é, parece que afinal, Almada continua por realizar. Apesar dos cartazes que ainda andam espalhados por aí, com uma presidente sorridente, dizerem o contrário...
E entretanto estamos a chegar a Novembro...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)