sábado, março 27, 2021

Rua Pedonal Devolvida aos Carros...


Durante estes tempos estranhos, há muito poucas pessoas a circularem na Rua Cândido dos Reis (a rua dos restaurantes), que fica no coração de Cacilhas.

Esta fotografia é exemplificativa. Apesar da rua se ter tornado pedonal (uma excelente ideia...), os carros voltaram, mesmo que timidamente (e ainda bem...), a querer dar alguma vida, a um lugar que vivia sobretudo das pessoas.

Das pessoas que passavam para baixo e para cima e das outras, que enchiam as esplanadas, dos cafés e restaurantes...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, março 24, 2021

Um Tempo, sem Tempo para Despedidas...


Soube pela blogosfera ("Almadalmada") do desaparecimento de Fernando Paiva de Moura,  comerciante local e uma figura desde sempre ligada ao movimento associativo almadense, a 17 de Março.

Com uma Cultura acima da média e um conhecimento profundo da história de Almada e do Movimento Associativo, conversei muitas vezes com o Fernando, para esclarecer algumas dúvidas e também em busca de mais saber (ajudou-me a perceber o funcionamento de algumas bibliotecas do Concelho e a conhecer melhor algumas figuras da história recente de Almada, assim como o movimento anarquista no Concelho...).

Sim, o Fernando manteve sempre uma "costela anarquista", herdada do pai, Joaquim Moura, grande figura local deste movimento, o que fazia com que fosse uma pessoa especial e tivesse um entendimento singular sobre as coisas do mundo que nos rodeavam. Era irmão de Adelino Moura, um grande desportista e associativista almadense, que também já nos deixou.

Guardo a amizade, a simpatia e a afabilidade com que sempre me tratou.

Infelizmente vivemos tempos sem tempo para despedidas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, março 21, 2021

Nosso Farol



Nosso Farol
 
Ante-Âmbolo de nossa infância,
Mirante dos nossos sonhos,
Luz guardiã da esperança
Que embalou nossos anos mais risonhos.
Ex-libris dum lugar harmonioso
Lá no alto, como grande e distinto senhor,
Como um verde mastro
Elevado e orgulhoso
Te mantiveste erecto,
Altivo em teu labor,
De cintilante brilho te revestiste,
Abrindo em tua luz-verde-esmeralda
Os caminhos do rio, que te embalou
E, em ti viveu...
E, um dia sem aviso
Te arrancaram p’la raiz,
E o lugar, que contigo foi feliz
Assim ficou castrado e entristeceu.
A tua formosa luz se apagou,
Murchou p’ra sempre
Vivendo hoje somente
Em nossa saudosa mente...
 

 Anyana

(Poema escrito por uma poetisa natural de Cacilhas, que já não está entre nós. Pensamos que nos anos 1990... antes do regresso simbólico do Farol a Cacilhas)

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quinta-feira, março 18, 2021

Mais um "Projecto de Papel" em Almada


Depois das "danças" e "contradanças", de mais de vinte anos, com os projectos urbanísticos da "Cidade da Água" (Lisnave), Ginjal e Almaraz, que ainda não sairam do papel - ao contrário do prometido pela gestão socialista -, surgiu agora o "Innovation District". Projecto que pretende ocupar 400 hectares entre o Monte de Caparica e Porto Brandão, segundo a notícia que li, em "ambiente californiano" (a olhar para o Tejo, como convém...).

Convém recordar que o Ginjal, era mesmo para avançar, neste mandato, até teve quase marcada a sessão do lançamento da "primeira pedra"...

Não deixa de ser curioso, que existam sempre novidades destas antes das eleições. Porque será?

(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)


quarta-feira, março 10, 2021

Almada, Terra de Cultura e de Artistas


Eu sei que a Cultura ainda é pior que o futebol, no campo da distribuição dos dividendos: são ainda menos os que ganham muito e muito mais os que ganham pouco.

Quando se vive numa terra como Almada, que sempre se gostou de afirmar pela Cultura (mesmo que muitas vezes fosse uma coisa "postiça", mais política que real), é normal que exista mais gente do que se pensa, a passar mal, a ver o chão a fugir-lhe dos pés nestes tempos pandémicos.

E nesta Cultura, há duas áreas que sobressaem, a música e o teatro. Na Arte de Talma, além de existirem duas companhias profissionais, existe mais de uma dezena de grupos, que vivem entre o amador e "fingimento" que se é profissional. No panorama musical, as bandas de culto quase que se resumem aos UHF (os Da Weasel, ainda estão só a "treinar" para o regresso...), mas existem largas dezenas de músicos, uns profissionais, outros quase e outros ligeiramente mais longe, que se espalham por bandas profissionais, estúdios de gravação e bandas de garagem (ainda existem muitas...). E depois ainda temos aqueles que queriam ser actores e músicos, mas que acabaram por ficar pelo caminho e hoje são apenas técnicos de som, técnicos de luzes (eles gostam mais que se diga luminotécnica e sonoplastia...) ou simples "carregadores de instrumentos". Embora no teatro exista menos espaço para "pessoal de fora" do palco (há muitos grupos em que os actores até vendem bilhetes...).

Ou seja, são muitas as famílias almadenses, com o futuro incerto, para além dos pobres do costume, que habitam os bairros clandestinos e (pouco) sociais. 

Não sei se o Município tem feito alguma coisa por toda esta gente. Acredito que deve ter dado algum apoio, até porque a presidente veio das culturas (das artes cénicas). Mas quem apoia, como sempre, são os pais e avós, que voltam a ser o "amparo" destes jovens de pelo menos duas gerações, que se estendem dos vinte aos cinquenta...

Em alturas como a que estamos a viver, vale menos de nada, ser artista, mesmo numa terra que gosta de se afirmar pela Cultura...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, março 06, 2021

"A Casa da Amizade" e os Meus Amigos Comunistas de Almada em Festa


Hoje é um dia de festa para o PCP e para todos os comunistas. É por isso que presto aqui a minha homenagem a todos os meus amigos comunistas, almadenses, que sempre me trataram como "um deles" (apesar da minhas "heterodoxias"...).

Infelizmente a pandemia cancelou os nossos almoços na "Casa da Amizade", no Pragal, onde o convívio e o companheirismo eram o mais importante destas jornadas, onde além da boa comida e bebida, não faltava a alegria e a animação com música, poesia e anedotas.

Nesta fotografia é possível ver o Xico e o Orlando a declamarem "O Mar", como só eles sabem...

(Fotografia de Luís Eme - Pragal)


sábado, fevereiro 27, 2021

O Vazio Local Sente-se Mais...


A explicação que encontro para não ter grande vontade de escrever por aqui no "Casario", prende-se com o vazio que sinto em relação a Almada, à cidade onde habito.

É quase um "não existir". A pandemia também é isto...

 (Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, fevereiro 10, 2021

Uma Cidade Igual a Todas as Outras...


Almada é uma Cidade, igual a tantas outras,  que tenta resistir, que finge estar viva.

A maior parte das pessoas estão fechadas em casa. Algumas, poucas, têm de sair de casa para fazer as compras indispensáveis. Circulam entre a desconfiança e o medo (os "imortais" não contam, que tanto podem ser meia-dúzia de adolescentes ou meia-dúzia de homens de meia-idade, que não sobrevivem sem os copos de todos os dias e inventam "tabernas" onde é possível...).

Almada é apenas uma Cidade igual a todas as outras deste nosso país.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, janeiro 31, 2021

Esta Sensação de "Hibernação"...


Provavelmente esta sensação que tenho de "hibernação" de quem governa a Cidade onde vivo, é sentida numa boa parte das vilas e cidades deste país (as aldeias não contam, há muito que estão entregues a elas próprias...).

Espero que seja apenas isso, uma sensação, e que os governantes almadenses continuem atentos aos vários problemas sociais do Concelho, que se têm agravado com a pandemia.

Não só desejo como acredito que sim, que eles estão atentos aos mais pobres (é bom que algumas cantinas de escolas permaneçam abertas para alimentar os alunos que não podem, nem devem, "passar fome", e que são sempre mais do que imaginamos...), aos pedidos de apoios do hospital, dos centros de saúde, dos bombeiros e de lares e centros de dia de idosos.

Sei que falo das estradas esburacadas e de outras miudezas, que são mesmo isso, miudezas... quando comparadas com os problemas sociais que se agravaram nos últimos meses, sobretudo nos bairros que alojam as pessoas que sempre viveram com mais dificuldades.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, janeiro 29, 2021

Às Vezes Acontece...


Esta "frase" acabou por ser publicada no "Largo" (por engano) e acabou por ficar.

Como o "Casario" está quase abandonado, ao sabor desta pandemia que nos fecha em casa, tinha pensado usar este quase letreiro, colocada à entrada do "Castelo" (nunca gostei de lhe chamar castelo, embora tenha muralhas, por ser feito de cimento, para mim os castelos são feitos de pedra...) por aqui.

No "Largo" disse que esta frase soava tanto a "estado novo", embora governantes como o Costa ou o Marcelo fossem capazes de colocar frases iguais, aqui e ali, para nos encherem de "moral"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, janeiro 23, 2021

Regressar à "Vaca Fria"...


Sei que posso estar a ser injusto e egoísta para os operários que colocam "novos tapetes" de alcatrão nas nossas estradas, mas este confinamento (com muito menos trânsito nas ruas) podia ser aproveitado para dar uma "nova vida" às estradas e aos carros de Almada.

Se já existiam buracos, com a chuva, não só "alargaram" como "afundaram". Há várias ruas que já se podem considerar perigosas, com a da fotografia, que não mostra bem a "cratera", o buraco mais distante (e é difícil desviarmo-nos dela por causa dos carros estacionados...).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, janeiro 14, 2021

Homenagem a um "Deus" Terreno no Ginjal


O frio não tem sido muito convidativo para passeios rente à margem do Tejo.

Mas hoje apeteceu-me ir pelo Ginjal a fora. E foi bom, porque descobri várias novidades. A maior de todas foi a homenagem que foi feita a Maradona, nas paredes dos velhos armazéns, nas proximidades dos restaurantes...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, dezembro 27, 2020

O "Jardim Zoológico" de Elgee na Arealva


As mudanças de "cenário" nas paredes dos velhos armazéns do Ginjal e da Quinta da Arealva, por vezes oferecem-nos belas surpresas.


Hoje ao passar pela Quinta da Arealva reparei no "jardim zoológico" pintado por Elgee, que merece alguma "publicidade" aqui no Casario.



Acabei por publicar no "Largo da Memória" outras inspirações de Elgee, que não ficam nada a dever ao seu "mundo dos animais"...

(Fotografia de Luís Eme - Arealva)