Mostrar mensagens com a etiqueta S. João. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta S. João. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, junho 24, 2020

Tudo é Diferente...



A nossa vida mudou...

(Nunca pensei que fosse possível, mudar tanto em tão pouco tempo)

Hoje é dia de São João, é dia da Cidade de Almada e feriado municipal. Infelizmente este ano é um feriado diferente, estranho, que faz de Almada e de todas as Terras que festejam habitualmente os Santos Populares, lugares mais silenciosos, frios e pobres...


(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

segunda-feira, junho 24, 2019

O São João em Almada...

Hoje foi feriado em Almada, dia da Cidade e do nosso São João.

Claro que em Almada não se vivem os festejos populares, como no Porto, por exemplo, que também festeja o João, mas  como acontece em todo o lado, cada Terra tem o seu tempo, os seus usos e o seu ritmo...

Esta fotografia é do ano passado, da Rua Capitão Leitão, próxima dos Paços do Concelho, onde até se interrompe o trânsito, para se petiscar, ouvir música e dançar.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, junho 24, 2013

A Procissão de S. João Baptista


Embora more em Almada há vinte seis anos, só ontem é que assisti à primeira parte  da procissão de S. João.

Sim, primeira parte. No fim da tarde de 23 de Junho S. João é levado da Igreja de Santiago para a Capela da Ramalha, onde pernoita e fica até ao fim da tarde seguinte, quando se assiste à segunda parte da procissão, com o seu regresso à Igreja de Santiago, no percurso inverso.

É uma procissão de quase duas horas e que exige alguma resistência física, apesar da maior parte dos participantes pertencerem à terceira idade. Parte da Igreja de Santiago, no Jardim do Castelo, percorre a rua Capitão Leitão até ao Cabo da Vila e depois segue na direcção do Pragal, descendo na direcção da Capela da Ramalha, na rotunda junto à estátua de Fernão Mendes Pinto.

Há duas lendas associadas a estes festejos, a primeira relata um caso de amor entre um soldado cristão das tropas do rei D. Afonso Henriques e uma bonita princesa moura, que acabaria por provocar uma batalha entre portugueses e mouros, na Ramalha, que teria contado com a ajuda de S. João, na vitória lusitana.

A segunda lenda fala também de uma batalha, mas já nos tempos de D. Sancho I, ocupado com a reconquista do território e que travou uma batalha contra MIramolim de Marrocos e vence, mais uma vez com as boas graças de S. João.

Associada a esta lenda e à procissão era organizado também um arraial, um desfile de carroças e galeras,  e engalanadas com canas verdes e flores campestres, que transportavam pessoas e merendas, acompanhados por ranchos de folgazões, que se faziam acompanhar por músicos das bandas das colectividades de Almada e animavam a festa. 

Estes festejos pagãos das colheitas realizaram-se até aos anos sessenta do século passado. 

Segundo rezam algumas crónicas, o seu fim estará ligado aos desacatos provocados pelo consumo excessivo de vinho da região, que fazia com que algumas  rivalidades locais viessem ao de cima e a festa acabasse da pior maneira.