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segunda-feira, setembro 07, 2026

Cinquenta edições enchem-nos de história (e também de muitas estórias)...


Não fui. Não escrevi nada.

Não é que me tenha passado ao lado, mas não liguei tanto quando devia ao "número redondo".

O ano passado passei por lá (não visitava a Quinta da Atalaia há mais de uma década...), porque quis descobrir diferenças e também ver se encontrava um ou outro amigo, daqueles que vão antes e vêm depois (o que não aconteceu...).

Mas é impossível passar ao lado desta festa de massas, que entre outras coisas, é a pioneira dos festivais musicais, e sempre com preços em conta.

Passei por Loures, pelo Alto da Ajuda e talvez por um ou outro sítio, antes de aparecer esse achado, que foi a Quinta da Atalaia.  Sei que visitei a "Festa do Avante!" umas duas dezenas de vezes (mais ano menos ano...), com amigos, com namoradas e também com a família.

Sei que é um abuso dizer que "não há festa como esta", mas que é um marco histórico, em muitos sentidos, não devem existir grandes dúvidas. Até na cada vez mais ausente, solidariedade humana, que ainda vive dentro de todos aqueles que continuam a passar parte das suas férias a "construir a Festa".

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, junho 25, 2026

Gente que não desiste de viver...


Não sei explicar muito bem porquê, mas conheço muito boa gente de Almada, que anda entre os oitenta e noventa anos (alguns passam...). Os meus filhos às vezes dizem mesmo, "só conheces velhos", com um ar provocador.

E é um bocado assim. Penso que isso tem muito a ver com o meu papel de historiador local. São as pessoas antigas que nos conseguem levar com mais facilidade ao tempo que já não existe...

E talvez também eu seja um "sujeito antigo", embora não se note tanto, fisicamente.

E foi assim que uma manhã destas, ao passar pela esplanada do "Café Central", encontrei o Joaquim a ler o jornal, atentamente, numa das suas mesas. Tirei-lhe um retrato e depois fui cumprimentá-lo, agradado por ver que ele continuava interessado em saber como vai o mundo, com as notícias de papel.

Disse-me que sim, com um sorriso, que ainda não tinha desistido do mundo, mesmo com as suas noventa e quatro primaveras e as mazelas normais de quem vive mais do que estava à espera...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, maio 17, 2026

Ora aqui está uma boa ideia, esta do regresso das bibliotecas itinerantes...


Não me importa que possa ser considerada uma ideia ultrapassada, esta das "bibliotecas itinerantes", por este tempo que quer dar cada vez menos espaço aos livros de papel.

É uma boa ideia. Ponto final.

O importante é continuarmos na luta, andar por aí à procura de leitores, de todas idades e dizermos que o livro é o "avião" e o "barco" mais em conta que existe à nossa volta. Só ele nos leva de viagem, quando não temos euros na carteira, por este mundo, que parece estar cada vez mais perto.

E o Luís, tenho a certeza que se adequa bem a este papel, de bibliotecário itinerante.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, março 22, 2026

Quando as conversas nos fazem pensar e mudar (para melhor)...


Uma das coisas que mais gosto das conversas é quando sinto que me enriquecem e ajudam a pensar melhor.

Foi mais ou menos isso que aconteceu ontem, na sede da SCALA, depois da inauguração da minha exposição de fotografia, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos".

Continuámos à beira Tejo e começámos uma boa conversa sobre o "Ginjal: memória e futuro", animada por Henrique Mota, Teresa Ribeiro e Carla Carvalho, aberta a todos os presentes.

Embora tivesse escrito no texto que publiquei ontem, que tinha sido uma boa decisão "terraplanar" todo aquele espaço, à medida que ia ouvindo outras opinião e olhando para as fotografias que saltavam das paredes, percebi que tinha sido uma estupidez não ter deixado pelo menos duas ou três paredes de pé, para servirem de inspiração aos vários "grafiteiros" que passavam pelo Ginjal.

Ainda fui capaz de pensar melhor e perceber que se podia ter mantido a entrada e a passagem do Corredor do Luís dos Galos" (e da Júlia...)... Mas para isso acontecer, era preciso que as pessoas encarregadas de deitar tudo abaixo, gostassem de "museus a céu aberto"... Onde também poderia ter "sobrevivido" um painel dos azulejos azuis e brancos da bonita fachada da casa da Júlia (e claro do Henrique, da Carla e da restante família)...

Mas isto são quase palavras de um "sonhador"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, fevereiro 28, 2026

Olho de Boi, entre o longe e o perto...


A tempestade também andou por Almada. Felizmente, com menos dramas humanos que na Costa de Caparica ou Porto Brandão.

Um dos lugares atingidos foi a estrada que liga a Boca do Vento ao Olho de Boi e ao Ginjal.


Desta vez a Autarquia não esperou um mês (foram apenas umas três semanas...) para retirar a lama, a terra e os restos de árvores, abrindo de novo a estrada aos moradores e turistas, amantes da Margem Sul do Tejo. 

Ontem vi uma máquina e um camião a levar tudo o que caiu da encosta (ou arriba...), que só torna ainda mais visíveis as nossas fragilidades naturais, quase sempre olhadas de forma desatenta pelos governos e governantes...

(Fotografias de Luís Eme - Olho de Boi)

Nota: publicado também no "Largo da Memória".


quinta-feira, fevereiro 19, 2026

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Mau tempo no cais...


Num mês povoado de desgraças, de Norte a Sul, devido aos ventos tempestivos e às cheias, passei pelo Ginjal e encontrei um paredão mais esburacado e umas árvores a quererem ficar na praia das Lavadeiras...


Fiquei a pensar que foi muito boa ideia o que fizeram entre Abril e Maio, deitando abaixo os armazéns e restos de habitações que se mantinham de pé.

Se não o tivessem feito, tinha acontecido agora mais uma desgraça, provavelmente com várias vítimas...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Eu finjo que isto só se passa aqui, mas deve ser "geral"...


Continuo a gostar de viver nesta minha Cidade, mesmo que seja governada por gente que devia estar a fazer outras coisas.

Tirei esta fotografia nestes dias com rastos de "Ingrid´s" e "Kristin´s", num daqueles intervalos em que o Sol aparece, mesmo que seja por pouco tempo.

Mais uma vez a "protecção civil" do Município, fez aquilo que é mais fácil (em Almada esta gente é especialista nisso...), colocar placas proibitivas ou barreiras para evitar passagens. Ou seja, fechou o parque de estacionamento mais central da Cidade, porque há uma parte do seu interior que precisa de obras, há pelo menos meia-dúzia de anos. Mas como sempre, os políticos têm-se limitado a assobiar para o ar, enquanto vão metendo o dinheiro dos clientes no "saco"...

Provavelmente, isto passa-se de Norte a Sul, gente que finge que governa e resolve os problemas, mas que depois fica à espera que eles se resolvam sozinhos, até perceberem que se trata mesmo de uma impossibilidade e têm de arregaçar as mangas.

Mas isso é o que menos me interessa. Vivo em Almada. E por isso mesmo gostava que a minha terra fosse governada por gente competente, atenta e com um sentido mais humanista.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, dezembro 24, 2025

Sei que é pedir muito, mas...


No Natal normalmente fazem-se pedidos.

Mesmo sem andar na escola primária, sem ter de escrever ao Pai Natal a pedir-lhe um presente, gostava que Almada se tornasse diferente.

Que a apatia de quem nos governa (tanto no Município como na Junta), se transformasse em algo mais funcional e positivo para todos nós, que finalmente as duas senhoras percebessem que foram eleitas para transformar o nosso Concelho num lugar mais aprazível para vivermos.

Se se preocupassem mais com a higiene urbana e com o mau estado dos passeios e estradas da cidade, já não era muito mau (mesmo que seja muito "poucachinho"). 

Era bom que o agora parceiro da coligação "lhes abrisse os olhos", mas provavelmente estou a pedir muito...

A culpa é do Natal. É uma data dada a exageros...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, dezembro 15, 2025

Quinze dias depois, o espectáculo na Rua Emília Pomar mantém-se...


Não sei o que é que se passa com os serviços de limpeza do Município e da Junta de Freguesia.

Sei apenas que a "lixeira" a céu aberto da Rua Emília Pomar já ultrapassou os quinze dias de vida, sem que alguém se preocupassem em remover todo aquele lixo.

Como agora há muitas modernices artísticas em Almada, desde que a Piscina de São Paulo, foi transformada em galeria de arte, é possível que aquilo que eu vejo com lixo, possa ser uma "instalação artística", daquelas demasiadas modernas para o meu gosto.


Só espero que não estejam a querer entrar para o "guiness"...

Agora mais a sério, é uma vergonha a forma como os eleitos do PS cuidam das ruas de Almada, onde é difícil ficar indiferente a tanto desmazelo e falta de higiene pública.

Só espero que todos aqueles que voltaram a colocar no poder as donas Inês Medeiros e Maria de Assis, continuem felizes...

(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)


sábado, dezembro 06, 2025

"Quem não tem vergonha, toda a terra é sua"...


Diz-se, e muito bem, que "quem não tem vergonha, toda a terra é sua".

É isso que eu sinto em relação aos autarcas de Almada recém reeleitos.

Como é que esta gente é capaz de concorrer a eleições, depois de ter feito um trabalho sofrível durante oito anos, em coisas tão visíveis como são a higiene urbana ou o cuidado com os arruamentos.

E nem vou falar das coisas mais complicadas de resolver, como é o caso do crescimento dos "bairros de lata", em que a solução continua a ser: "culpar o governo central"...


Mas o que eu quero mesmo falar é desta lixeira a céu aberto (é sempre a mesma, no cimo da rua Emília Pomar, cujos monos por ali permanecem, há mais de uma semana...), sem que a Junta de Freguesia ou o Município, faça o seu trabalho e por onde tenho de passar diariamente. 

Foi para isso que se candidataram, para cuidar da cidade e dos almadenses (ou devia ser, até pelas promessas do costume...).

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sábado, novembro 22, 2025

Os velhos "laranjinhas" estão a despedir-se do Tejo...


Como acontece muitas vezes, perdi o cacilheiro por um minuto. Em vez de ficar parado à espera, andei a cirandar pelo cais de Cacilhas, a fazer tempo.

Depois de ter ido até ao Farol e voltado, vi que era uma das velhas barcas laranjas, o "Sintrense", que estava atracada ao cais.

Os "caixotes eléctricos" já andavam por aqui. Já viajara num deles e sabia que daqui a nada os "laranjinhas" desapareciam do mapa...

O que me fazia confusão não era as novas barcas não terem proa, era terem perdido a sua cor característica, que passava a ser apenas um risco na nova imagem de marca. Era aquele laranja que sobressaía tanto nas fotografias e aguarelas que retratavam a travessia, estar prestes a desaparecer.

Mais uma vez fiquei a pensar que era muito conservador, em algumas coisas, mais ou menos tradicionais. Lembrei-me dos eléctricos de Lisboa, que houve um tempo em que estavam a perder a cor para a publicidade excessiva e também dos táxis, que felizmente voltaram à velha cor, ao preto e verde...

Ninguém é perfeito.

Nota: Texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, outubro 20, 2025

Acordar tarde e a más horas (e com uma vontade imensa de sacudir o capote)


Há mais que uma maneira de interpretar as palavras da Presidente da Câmara de Almada, sobre os vários "bairros de lata" que foram crescendo ao longo dos últimos oito anos.

Quem não seja de cá, até é capaz de pensar: "Até que enfim, foi eleita uma pessoa responsável, preocupada com as pessoas que vivem em situações miseráveis, no seu concelho".

Mas quem vive por aqui, e não vem a Almada apenas para "ver a bola" ou o "Cristo-Rei", sabe que a senhora foi eleita para o seu terceiro e último mandato, como presidente da Autarquia, estando a entrar no seu nono ano como responsável máxima pelo Município.

É por isso que perguntamos, porquê, porque só agora é que disse o óbvio à comunicação social? Embora com o cuidado de fugir com mais de sete pés da sua responsabilidade. Sim, falou como se não tivesse nada a ver com o assunto.

Acredito que não tenha competências para resolver sozinha este problema social, mas a CMA deve ser a primeira entidade a fiscalizar e a dar os primeiros passos contra a construção ilegal no Concelho, ao mesmo tempo que deve ser sensível a todos estes dramas humanos. 

Acusar o Governo Central de "todos os males do mundo" e dizer que os terrenos onde os bairros de lata cresceram lhe pertencem, como todos sabemos, é a maneira mais fácil de não resolver problema nenhum.

(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)


segunda-feira, outubro 13, 2025

O dia seguinte promete mais do mesmo...


Tirei esta fotografia, hoje, quando me dirigia para casa, depois do almoço. Estes contentores cheios ficam na rua Emília Pomar, mesmo ao lado da Escola Cacilhas-Tejo.

Não deixa de ser curioso, que no dia seguinte, após as eleições e com a vitória socialista, me depare com um retrato, que parece querer dizer o que nos vai acontecer nos próximos quatro anos. 

Sim, parece que vamos ter mais do mesmo: muito lixo e falta de higiene nas ruas. Desta vez nem sequer se pode falar de uma "lixeira" rente aos contentores, o retrato mostra sim, a habitual falta de comparência dos serviços municipais, que deviam ter como missão despejar os resíduos sólidos dos almadenses...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quinta-feira, outubro 02, 2025

O tempo das promessas vãs que são levadas pelo vento (esse mesmo, que sopra a quase 100 quilómetros...)


Este tempo de promessas vãs, é do pior que há.

É o tempo da gente que repete as promessas, porque para eles, são isso mesmo, promessas (coisas que sabem que nunca irão fazer...).

Gente que normalmente só encontramos nos cartazes espalhados por aí (e ainda bem).

Pergunto sempre, a mim mesmo, o que é que leva alguém, que foi mau autarca, que em quatro e oito anos, não fez nada de tocante e visível, nada que se diga que melhorou a vida das pessoas que vivem à sua volta, a querer  ser reeleito.

Existem por aí, às dezenas, de Norte a Sul. Têm coisas que não lembram ao diabo, a principal talvez seja a falta de vergonha na cara. 

É gente que mente a todos os espelhos que encontra, até mesmo aos vidros das montras ou de carros, que gostam de mostrar reflexos. E até podiam fazer publicidade a qualquer marca de dentífricos.

É por isso que este tempo de promessas vãs, é do pior que há...

Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, setembro 27, 2025

Almada: uma cidade que perdeu qualidade de vida e identidade (três)


Não é que eu seja adepto das obras quase "faraónicas", mas em oito anos de governação socialista, não foi feita nenhuma grande obra, estruturante, que beneficiasse os almadenses.

Quando vim viver para Almada em 1987, nem sequer tive a sensação do pouco que existia, no campo da oferta social, cultural e desportiva. Só no começo da década seguinte é que me comecei a integrar e a usufruir da Cidade, que tinha começado a construir duas obras essenciais para o seu crescimento, o Pavilhão dos Desportos do Laranjeiro (à época era dos melhores do país) e o Fórum Romeu Correia, que oferecia, finalmente, a todos os cidadãos locais, uma biblioteca com condições para satisfazer a curiosidade literária e as necessidades de estudo de uma grande comunidade, especialmente os jovens estudantes. Mas esta casa da cultura, além da biblioteca (com dois polos, a sala para gente crescida e a para as crianças...), oferecia um bom auditório, uma sala multiusos (para lançamentos de livros, colóquios, exposições, etc.) e também uma videoteca e uma fonoteca.

Houve também duas obras que vi crescer e que sempre gostei de usufruir, que continuam a ser emblemáticas na cidade, a Casa da Cerca (para mim é o melhor miradouro de Almada e um espaço expositivo e de lazer muito agradável, que foi transformada no Centro de Arte Contemporânea e tem acolhido exposições importantes e tem um belo jardim) e o Parque da Paz, o pulmão verde do Concelho, que foi crescendo ao longo dos anos e hoje se prolonga do Laranjeiro até ao Pragal. No campo das culturas poderia falar também do Museu da Cidade ou da Oficina de Cultura, e no desporto, da construção de piscinas e de pavilhões em todas as Freguesias do Concelho.

A única coisa diferente que os autarcas socialistas fizeram foi a, prestes a inaugurar, "Loja do Cidadão", na Romeira, cuja localização é no mínimo questionável, já que está afastada do centro da cidade. Se pensarmos que a CDU tinha adquirido as antigas instalações da EDP, na rua Bernardo Francisco da Costa, mesmo no centro de Almada (que continua abandonada, vá lá saber-se porquê, oito anos depois...), que seria o local ideal para uma infraestrutura do género, estamos conversados...

O que fizeram sim, foi fechar museus (Música Filarmónica, CIAV e Naval),  assim como outras infraestuturas socioculturais, que foram deslocalizadas e  deixaram de servir as pessoas como deveriam, como são os casos do Arquivo Histórico ou o Núcleo Arquelógico do Concelho.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, setembro 23, 2025

Almada: uma cidade que perdeu qualidade de vida e identidade (um)


Quem tem memória e lucidez, sabe que Almada, oito anos depois da governação socialista, está mais suja e mais descuidada, menos associativa e menos culta.

Nesta minha primeira análise, vou focar-me apenas nos aspectos que são mais visíveis...

Em termos de higiene (tenho abordado vezes demais esta questão, aqui no "Casario"...), a Cidade nunca esteve tão suja e com tanto lixo a céu aberto. E não existe qualquer desculpa. Se hoje se faz mais lixo, se as pessoas deitam mais coisas fora, o serviço de recolha de resíduos urbanos tem de ser mais efectivo, como foi noutros tempos, diário, ou então dia sim dia não, nunca de três em três, ou de quatro em quatro dias.

Na limpeza das ruas e dos espaços verdes, nota-se um descuido, que não existia nas governações anteriores da CDU. Há passeios onde as ervas crescem até quase meio metro, e assim ficam semanas a fio. Há vários parques de recreação que são tudo menos isso, pois tornam-se mais apropriados para os animais fazerem as necessidades que para as crianças brincarem...

E depois temos as artérias, cheias de buracos (nem as principais escapam, como o caso do eixo central, por onde circula o metro...), que fazem que os condutores tenham de ter uma atenção redobrada. E ainda tem acontecido outra coisa, no mínimo curiosa, em vez de repararem o solo, dedicam-se mais à "pintura", criando novas divisões nas estradas, tal como novas passadeiras, em lugares pouco perigosos (como fizeram na minha rua...) ou "zebras", como se estivéssemos na "savana".

Nestes campos a culpa não é apenas do PS. Não podemos, nem devemos ignorar, a existência de uma coligação com o PSD, de mais de sete anos (que teve um final estratégico, pouco tempo antes das eleições, para que eles fingissem não ter nada a ver com o assunto...), em que os vereadores sociais democratas tiveram pelouros ligados ao ambiente, aos espaços verdes e redes viárias. Eles que tanto queriam acabar com o lixo nas ruas (nos cartazes é sempre tudo mais fácil)...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, setembro 22, 2025

«O que é um mau autarca?»


Deverão existir dezenas de definições e explicações do que é um mau autarca.

Claro que a pergunta que me fizeram, trazia "água no bico", queriam que eu concretizasse as críticas que faço, de vez em quando (são menos do que as que devia, reconheço...), à autarca cá do burgo.

Foi por isso que resolvi não pessoalizar a questão.

Disse apenas que um mau autarca é alguém que consegue, quando comparado com o seu antecessor, fazer pior em praticamente todos os domínios, desde a higiene (contentores cheios de lixo e ruas sujas e mal cheirosas...) às artérias (mau estado do piso e mau fluxo de viaturas...), passando depois por os outros sectores mais sensíveis, como são a melhoria dos espaços verdes (sem os tornarem uma "selva", fazendo com que sejam agradáveis para todos...) ou ainda a oferta social, cultural ou desportiva.

Ou seja, alguém, que em vez de melhorar, piora a qualidade de vida dos seus concidadãos.

E nem falei dos dinheiros, de quem gosta de gastar mais do que tem e mal, muito menos dos compadrios, demasiado visíveis, quando se tem o desplante de arranjar empregos para a família e para os amigos...

Claro que depois houve "retratos" para todos os gostos, onde não poderia faltar o sorriso cínico do alcaide de Lisboa...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

Nota: Texto publicado anteriormente no meu "Largo". Publico-o aqui, porque tenciono escrever sobre a realidade almadense, durante as próximas semanas.


domingo, agosto 17, 2025

Parece que tudo ficou mais perto no Ginjal...


Claro que é apenas "ilusão óptica", mas parece que tudo ficou mais perto no Ginjal. Sim, é notório o aumento da largueza das vistas (vê-se tudo mais longe e mais largo)...

Os restaurantes ainda têm mais filas, de gente que quer "saborear o Tejo" e o Jardim do Rio tornou-se uma das atracções de Verão, para quem gosta do rio, do sol e de sombras (há de tudo...).

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)