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segunda-feira, setembro 07, 2026

Cinquenta edições enchem-nos de história (e também de muitas estórias)...


Não fui. Não escrevi nada.

Não é que me tenha passado ao lado, mas não liguei tanto quando devia ao "número redondo".

O ano passado passei por lá (não visitava a Quinta da Atalaia há mais de uma década...), porque quis descobrir diferenças e também ver se encontrava um ou outro amigo, daqueles que vão antes e vêm depois (o que não aconteceu...).

Mas é impossível passar ao lado desta festa de massas, que entre outras coisas, é a pioneira dos festivais musicais, e sempre com preços em conta.

Passei por Loures, pelo Alto da Ajuda e talvez por um ou outro sítio, antes de aparecer esse achado, que foi a Quinta da Atalaia.  Sei que visitei a "Festa do Avante!" umas duas dezenas de vezes (mais ano menos ano...), com amigos, com namoradas e também com a família.

Sei que é um abuso dizer que "não há festa como esta", mas que é um marco histórico, em muitos sentidos, não devem existir grandes dúvidas. Até na cada vez mais ausente, solidariedade humana, que ainda vive dentro de todos aqueles que continuam a passar parte das suas férias a "construir a Festa".

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, maio 23, 2026

Boas "Sementes" lançadas em Almada


Fala-se muito (e bem) do Festival de Teatro de Almada, que se realiza no Verão e fala-se pouco do "Sementes" (eu também...), a mostra internacional de artes para o pequeno público, que já vai na sua trigésima primeira edição, organizada pelo Teatro Extremo. 

Tal como o Festival, o "Sementes" não se fica por Almada, viaja também para Loures, Montemor-o-Novo e Palmela, entre 22 de Maio e 7 de Junho.

Espero que tenha a aderência que merece dos jovens almadenses (e arredores...), de todas as idades. 

Gosto particularmente do cartaz desta edição, feito pela Catarina Pé-Curto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, julho 16, 2025

Não sei se Almada continua a ser a "Capital do Teatro" (mas com toda a certeza que é uma das...)


Persistência, orgulho, resiliência, alegria, competência, diversidade, e poderia continuar a adjectivar um Festival único... Mas o verdadeiro segredo do sucesso é o trabalho, muito trabalho.

É ele que mantém viva a chama do "Festival de Almada", que já vai na sua 42 edição (sem se assustar com a redução de apoios...).

(Fotografia de Luis Eme - Almada)


quinta-feira, abril 24, 2025

Tertúlia de Abril na Incrível


Na tarde de 26 de Abril a Incrível Almadense quer ouvir contar histórias de Abril, através do testemunho das "Gentes de Abril" da nossa Cidade, num ambiente tertuliano.

Nestas conversas, com e em Abril, há sempre alguma coisa de novo que fica, sobre a história do nosso país, da nossa cidade e das nossas gentes...

Se puderem apareçam. 


sexta-feira, dezembro 20, 2024

Um Natal com cada vez mais dificuldades, em esconder debaixo do tapete as "misérias humanas"...


Não sei se lhe chame uma coisa curiosa, até porque pode ser mais comum do que aquilo que eu possa imaginar.

À medida que os anos vão passando,  tenho cada vez menos paciência para o Natal.

Sei que em parte isso deve-se a este mundo que nos rodeia, ter cada vez menos ares natalícios (as luzes e as montras não contam...). Gaza, Beirute, Damasco ou Kiev, são os maiores exemplos...

Por outro lado, como tenho os filhos já adultos (ainda não há netos...), perdeu-se um pouco o encanto e a sua alegria contagiante (mesmo que passageira...) em receber presentes...

Tenho vários defeitos, mas a hipocrisia, o cinismo e a inveja, não estão no "pacote" (e ainda bem, são das coisas mais miseráveis e vulgares dos seres humanos...). E esta época trás todas essas coisas - em "tamanho xl" - para as casas, para as ruas, para as igrejas e sobretudo para as lojas.

E se há coisa que nós vamos perdendo com os anos, é a paciência para fazermos fretes.

Claro que isto não tem nada a ver, por exemplo, com a reunião natalícias das famílias. Numa época em que este núcleo especial tem sido tão desvalorizado, é bom que as pessoas que se encontrem, nem que seja, na tal "uma vez por ano"...

É com gosto que janto a 24 com a minha sogra, passo ceia com os meus cunhados e mais família (onde até costuma aparecer o "pai natal"...). Ou almoço a 25 com a minha mãe e o meu irmão...

Mas não consigo suportar este regresso ao passado, ao tempo dos "coitadinhos", com os ricos a voltarem a "escolher" o seu pobrezinho, para a sua ceia (voltou-se a isto, com mais visibilidade, porque os ricos estão mais ricos e os pobres mais pobres...) ou a ver o presidente da república a servir refeições aos sem abrigo (ele bem podia fazer com que o natal para esta gente não fosse apenas um dia. Até lhe dou a ideia de, quando sair do cargo, fomentar estes encontros, mensalmente...).

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


quinta-feira, abril 25, 2024

O 25 de Abril e o Associativismo em Almada


Como de costume, a Comemoração do 25 de Abril é festejada com o Movimento Associativo (mesmo que os actuais autarcas o tentem menorizar, sempre que podem...), com o tradicional desfile das Colectividades.

E a Incrível Almadense continua a marcar presença e a ser um exemplo para todos e para todas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, março 01, 2024

A Festa das Artes da SCALA


É amanhã que é inaugurada a "Festa das Artes da SCALA", na Oficina de Cultura de Almada.

Esta exposição de arte colectiva continua a tentar fazer jus ao nome, a ser uma festa e a mostrar a arte dos Scalanos (não tenho actualizado os dados estatísticos, mas são dignos de registo... São centenas de artistas que expuseram as suas obras nestas 29 exposições...).

Como de costume participo com três fotografias.


quinta-feira, junho 15, 2023

40 anos de Festival, é muito Teatro! (e do bom)


Gosto particularmente da imagem escolhida para o cartaz do "Festival de Teatro de Almada" deste ano, que já vai na sua quadragésima edição (soube posteriormente que é da autoria de Noé Sendas).

É caso para dizer: 40 anos de Festival, é muito Teatro! E ainda por cima do bom!

Joaquim Benite (o pai e a mãe do Festival...) já não está por cá, mas a equipa chefiada por Rodrigo Francisco continua a fazer a diferença e a projectar Almada, como a "Capital do Teatro" no mês de Julho.

O meu aplauso para todos eles (especialmente para os que trabalham, ano após ano, longe dos holofotes).


terça-feira, fevereiro 28, 2023

Não se Explica, Participa-se...


Hoje à tarde passei pela "Festa das Artes da SCALA",  a exposição anual colectiva, que está na Oficina da Cultura, acompanhado.

Quando me disse que eu, e mais duas ou três pessoas, estávamos ali a mais, limitei-me a sorrir. Até porque não havia ninguém que estivesse ali representado, cuja participação não fosse voluntária...  

Não sei se o disse por saber as razões do meu afastamento desta associação cultural,  se foi pelo que viu nas paredes. Provavelmente foi pelas duas razões...

Mas se a exposição for encarada como uma "festa", não se explica, participa-se.

Voltou a insistir, que se tivesse passado ali vinte anos antes, encontrava as mesmas coisas. Embora tivesse alguma razão, estava farta de saber qual era o espirito da exposição, sabia que não havia grande espaço para mudanças.

Tenho sempre dificuldade em acompanhar as críticas a esta exposição (umas maiores outras menores). Claro que se poderia reinventar em alguns aspectos, usar mais criatividade e inovação. Mas isso são sempre coisas difíceis de se conseguir em eventos colectivos.

E claro que não se deve proibir ninguém de expor...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, fevereiro 27, 2022

Encontros e Reencontros na "Festa das Artes da SCALA"


Ontem voltei a ter uma agradável tarde artística em Almada.

Combinei com o meu amigo Américo bebermos um café e ver a sua exposição na IMARGEM ("Caminhos se Abrem Caminhos").

Além de metermos a conversa em dia, não há como uma visita guiada pelo próprio artista. Gostei do que que vi e também das palavras do Américo. Embora conhecesse quase todos os trabalhos expostos, gostei do equilibro, da arte com que a exposição foi montada.


Depois passámos pela inauguração da Festa das Artes da SCALA, na Oficina de Cultura, onde também tínhamos expostos trabalhos artísticos. Foi bom rever alguns amigos e amigas, conversar e sorrir com eles. 

Como havia um momento musical a decorrer (lembrei-me das palavras da Maria Manuel, quando dizia que a inauguração devia ser para as pessoas olharem as obras expostas conversarem e serem apresentadas umas às outras - se sentissem curiosidade, o que aconteceu comigo -, e não para músicas e poesias. Cada vez estou mais de acordo com ela...), tivemos de ficar na parte livre a conversar e a olhar para as paredes e para as esculturas espalhadas pela sala.


Quando finalmente foi possível olhar com olhos de ver (embora a confusão fosse muita e tenha de lá ir novamente, para ver o que não vi...), descobri um quadro da Rosarlette Meirelles, autora do que melhor se encontra em Almada de arte de rua. Quis muito conhecê-la, para lhe dizer que gosto muito dos seus desenhos, sempre com pessoas sofridas e preocupações sociais nas suas temáticas. 

Felizmente ainda estava na exposição e foi bom trocarmos algumas palavras e conhecermo-nos pessoalmente.

(Fotografias de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, junho 16, 2021

sábado, março 06, 2021

"A Casa da Amizade" e os Meus Amigos Comunistas de Almada em Festa


Hoje é um dia de festa para o PCP e para todos os comunistas. É por isso que presto aqui a minha homenagem a todos os meus amigos comunistas, almadenses, que sempre me trataram como "um deles" (apesar da minhas "heterodoxias"...).

Infelizmente a pandemia cancelou os nossos almoços na "Casa da Amizade", no Pragal, onde o convívio e o companheirismo eram o mais importante destas jornadas, onde além da boa comida e bebida, não faltava a alegria e a animação com música, poesia e anedotas.

Nesta fotografia é possível ver o Xico e o Orlando a declamarem "O Mar", como só eles sabem...

(Fotografia de Luís Eme - Pragal)


quinta-feira, dezembro 24, 2020

A Falta de Sensibilidade Social do "Bloco Central" de Almada


Sei que hoje é um dia em que se desejam Boas Festas (mesmo que as que fazem de Norte a Sul, sejam demasiado curtas para todos nós).

Mas eu prefiro fazer uma reflexão crítica sobre as duas forças políticas que exercem o poder em Almada, que são os principais responsáveis por nunca termos tido uma política cultural e desportiva no nosso país, pois em 48 anos de democracia, nunca fizeram as reformas que necessárias para que o desporto e a cultura fossem acessíveis a todos os portugueses.

Foi sempre o tecido associativo (tão desprezado em Almada por ter a cor "vermelha, no seu entender...), que substituiu o Estado, que fomentou a cultura e o desporto, especialmente nos bairros mais pobres, "salvando" tantos jovens, que tiveram nestas duas áreas a única possibilidade de virarem as costas ao mundo do crime e da droga, que lhes batia à porta diariamente.

Se os socialistas e sociais democratas de Almada tivessem vergonha na cara, aplaudiam e apoiavam o movimento associativo almadense, em vez de continuarem a pedir a devolução de subsídios (alguns dados no mandato anterior da CDU), apenas porque o dinheiro não foi investido nas áreas para o qual tinha sido pedido.

Só mesmo quem nunca foi dirigente associativo é que não sabe qual é o dia a dia no interior de uma Colectividade, sempre a "tapar buracos", com despesas fixas (não falo apenas da água, luz e gás...) quase sempre superiores às receitas...

Espero que os Almadenses lhes dêem a resposta que merecem nas próximas eleições, pois já basta de tanta falta de sensibilidade social e estupidez (que vai muito para além do natural).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, dezembro 24, 2019

BOAS FESTAS



(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

domingo, dezembro 15, 2019

O Concerto de Natal da Incrível


Ontem foi um dia cheio de música para os Incríveis e para os Almadenses.

Depois da Arruada de manhã, seguiu-se o também tradicional Concerto de Natal, durante a tarde, no Salão de Festas da Colectividade de Almada.


O Concerto teve um atractivo especial, a interpretação musical (e teatral) do conto "Pedro e o Lobo", que contou com a colaboração do Teatro Independente de Loures, que deu vida às personagens da história, narrada pela presidente do Município de Almada, Inês Medeiros, que aceitou o desafio do maestro Jorge Camacho, da Banda da Incrível, para participar nesta festa com música, teatro e natal, do movimento associativo almadense.

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, dezembro 04, 2019

Natal Almadense com Cheiro a Lisboa...

O Natal almadense volta a ter um cheiro a Lisboa, tal como aconteceu no ano passado, com a realização de vários espectáculos que, provavelmente, vão encher a tenda de circo, montada no parque urbano do centro da cidade.

Não tenho nada contra as visitas de Pedro Abrunhosa, Miguel Esteves Cardoso, Gregório Duvivier, Aldina Duarte, Miguel Araújo ou Ana Bola, entre outros comediantes e músicos, que vão tentar animar Almada.

Mas como morador e contribuinte cá do burgo, ficava mais satisfeito se pelo menos 10 por cento da despesa que o Município irá fazer com toda esta animação, fosse gasto com as bandas filarmónicas do Concelho e com os seus grupos corais ou de música popular...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, novembro 01, 2019

O Pescador na Procissão de Cacilhas

Achei curiosa a presença de um pescador na Procissão de Cacilhas (com as canas aos ombros...), porque o "Milagre de Cacilhas" teve como principal protagonista um pescador (ou catraeiro...), que pegou numa imagem da Virgem Maria e dirigiu-se para as águas que invadiam a localidade, durante o "maremoto" de 1755 (que se seguiu depois do sismo...) e pediu à Virgem, para que acalmasse as águas e pusesse termo aquele "inferno"... 

O que viria a acontecer e fez com que a população de Cacilhas, passasse a realizar anualmente uma Procissão (que se realiza desde o século XVIII), como forma de agradecer este "Milagre".

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas) 

segunda-feira, junho 24, 2019

O São João em Almada...

Hoje foi feriado em Almada, dia da Cidade e do nosso São João.

Claro que em Almada não se vivem os festejos populares, como no Porto, por exemplo, que também festeja o João, mas  como acontece em todo o lado, cada Terra tem o seu tempo, os seus usos e o seu ritmo...

Esta fotografia é do ano passado, da Rua Capitão Leitão, próxima dos Paços do Concelho, onde até se interrompe o trânsito, para se petiscar, ouvir música e dançar.

(Fotografia de Luís Eme)