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segunda-feira, setembro 22, 2025

«O que é um mau autarca?»


Deverão existir dezenas de definições e explicações do que é um mau autarca.

Claro que a pergunta que me fizeram, trazia "água no bico", queriam que eu concretizasse as críticas que faço, de vez em quando (são menos do que as que devia, reconheço...), à autarca cá do burgo.

Foi por isso que resolvi não pessoalizar a questão.

Disse apenas que um mau autarca é alguém que consegue, quando comparado com o seu antecessor, fazer pior em praticamente todos os domínios, desde a higiene (contentores cheios de lixo e ruas sujas e mal cheirosas...) às artérias (mau estado do piso e mau fluxo de viaturas...), passando depois por os outros sectores mais sensíveis, como são a melhoria dos espaços verdes (sem os tornarem uma "selva", fazendo com que sejam agradáveis para todos...) ou ainda a oferta social, cultural ou desportiva.

Ou seja, alguém, que em vez de melhorar, piora a qualidade de vida dos seus concidadãos.

E nem falei dos dinheiros, de quem gosta de gastar mais do que tem e mal, muito menos dos compadrios, demasiado visíveis, quando se tem o desplante de arranjar empregos para a família e para os amigos...

Claro que depois houve "retratos" para todos os gostos, onde não poderia faltar o sorriso cínico do alcaide de Lisboa...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

Nota: Texto publicado anteriormente no meu "Largo". Publico-o aqui, porque tenciono escrever sobre a realidade almadense, durante as próximas semanas.


quinta-feira, janeiro 02, 2025

Uma Almada que se quer e deseja diferente


Esta fotografia tirada no último dia do ano, com as flores que foram colocadas junto ao busto de José Elias Garcia, na rua com o mesmo nome, em Cacilhas, pelo "O Farol", tem um simbolismo especial.

Depois de este espaço ter sido "pichado" e usado como "reservatório de lixo", durante meses a fio, sem que alguém dos vários poderes locais, se preocupasse seriamente com o assunto, foi limpo e  fez-se finalmente  justiça a um espaço de homenagem a um grande republicano (quando ainda era proibido sê-lo...), nascido em Cacilhas.

Continuamos a acreditar que a melhor forma de combater os "selvagens" que não sabem respeitar o espaço público, que é de todos, é mantê-lo em bom estado de conservação, de forma a que esta gente vá percebendo, que é uma beleza poder usufruir das coisas em perfeitas condições, e não sujas ou destruídas...

É uma boa forma de começar o ano, com uma imagem simbólica, de quem gostava de ver uma Almada mais limpa e mais bonita (mesmo sabendo que, por ser ano de eleições, muita coisa irá mudar para melhor, para fazer esquecer os anos de desleixo das autarquias socialistas do Concelho...).

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sábado, novembro 23, 2024

Não há limites para a falta de vergonha (e respeito) da Câmara Municipal de Almada


Não percebo como é uma câmara dita socialista, governa tanto contra as pessoas, neste caso particular contra os almadenses.

A sua única preocupação é o lucro fácil. Pelo menos esta é a explicação que encontro para a instalação de parquímetros em todos os lugares onde é possível estacionar, sem que se efectuem quaisquer obras de melhoramentos desses espaços.

Na zona onde vivo (Quinta da Alegria), há um parque de estacionamento "meio selvagem", onde a única obra feita foi a colocação de linhas brancas para delimitar o estacionamento (provavelmente já a pensar no passo seguinte...).


Nos lugares onde costumo estacionar é visível a degradação do alcatrão, pois estes foram feitos pelo construtor dos prédios, há quase quarenta anos, sem que houvesse qualquer preocupação na melhoria do piso (tal como acontece com as estradas, naturalmente esburacadas...), por parte da Autarquia durante todo este tempo.

Autarquia que em vez de fazer as melhorias tão necessárias nos pisos (estradas e parques de estacionamento), coloca sinais e parquímetros, porque o que interessa é o "dinheiro fácil", de quem precisa de estacionar os seus carros, quando se desloca a Almada e não fazer o seu papel, como Autarquia, na defesa e melhoria da qualidade de vida dos seus concidadãos...

(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, setembro 25, 2024

Gostamos de correr riscos...


Ao olhar para a sarjeta mais próxima da minha casa, quase coberta por folhas deste Outono, que chega quando lhe apetece, só tenho um comentário: gostamos de correr riscos.

Nos incêndios é o que sabemos, a prevenção fica quase sempre a meio caminho. Agora que começam as primeira chuvas, era bom que os responsáveis do urbanismo e das limpezas das nossas autarquias, não estivessem à espera que as suas localidades começassem a ficar "entupidas", abrindo o caminho às primeira cheias...

Já os antigos diziam que "mais vale prevenir que remediar"... Mas esta gente é moderna demais e finge não perceber o que é bom senso (e senso comum), ao mesmo tempo que demonstra gostar pouco de se antecipar aos problemas...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


terça-feira, fevereiro 13, 2024

Gostava tanto de ter motivos para dizer bem...


Não tinha previsto que o "Casario" se fosse tornando um espaço quase de "má língua", mas a realidade é o que é, mesmo que se deixem os óculos em casa.

Vínhamos a caminhar pelos passeios, cada vez mais esburacados, quando o Chico disse que os tipos da "junta" tinham andado com um spray amarelo a assinalar a falta de pedras da calçada (coisa que já deve ter sido feita há mais de um ano), esqueceram-se foi de passarem pelas ruas nos dias seguintes para as repor e colocar no sítio...

Como não sou uma "alma caridosa" como o Chico, disse que era mais provável que tivesse sido algum almadense a "pintar" os buracos, para chamar a atenção de peões desatentos, que algum funcionário das autarquias locais.

O meu companheiro já não conduz, pelo que não sabe o que se passa nas estradas, em que esta bendita chuva alarga as "crateras" e cria quase "facas" em redor das tampas das sarjetas. Mas os olhos não enganam, quando atravessamos a estrada e ele acrescentou que estava tudo uma "lástima"...

Foi quando chegámos à conclusão que a Presidente de Câmara e respectivos vereadores (tal como a Presidente de Junta e vogais...), devem deslocar-se de helicóptero em Almada e não de carro (lá estamos nós a dar-lhes ideias...).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, agosto 16, 2022

O "Vale Tudo" nas Ruas de Almada...


Deparar com sujidade nas ruas de Almada é uma coisa habitual. Sei que a responsabilidade é repartida entre "quem de direito" (que devia estar mais atento ao que se vai passando nas ruas...) e os próprios cidadãos, que gostam de conspurcar o espaço público.

Mas ainda não tinha encontrado nada, como aconteceu hoje, tanto na rua Emília Pomar (bem encostado ao gradeamento da Escola Cacilhas-Tejo) como na Eduardo Alves, onde foram depositados rente aos contentores de lixo doméstico, vários bidons e garrafões cheios de uma substância oleosa escura. Ou seja, "lixo industrial", que além de ser inflamável é tóxico.

Não tenho dúvidas de que se trata de um "crime ambiental".

Acho que já é tempo das Autarquias locais acabarem de uma vez por todas com este "vale tudo" nas ruas de Almada. 

Acredito que nem seja muito difícil de descobrir a origem deste "lixo industrial", não deve ter vindo assim de tão longe...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, fevereiro 26, 2020

A Devolução de Subsídios ao Município


A minha primeira impressão sobre a exigência de devolução de subsídios atribuídos a Colectividades almadenses pelo Município, era de que se tratava de uma medida correcta (as verbas não foram utilizadas para o fim a que foram pedidas).

Mas depois de fazer uma análise mais profunda, fiquei com bastantes dúvidas se este era o procedimento que fazia mais sentido, ainda por cima de alguém que já demonstrou, mais que uma vez, que não tem grande respeito pelo passado e pelo presente do Movimento Associativo Popular.

Sei de pelo menos cinco casos de Colectividades que, ou já devolveram, ou vão ter de devolver verbas que lhes foram atribuídas (acredito que deverão existir mais...). E também sei que em alguns casos estas verbas só foram "desviadas" do objectivo para a qual tinham sido concedidas, por uma mera questão de sobrevivência destas colectividades.

Colectividades que se sentem cada vez mais "órfãs", de quem as apoiava (o que acontecia durante a governação da CDU...) e agora parece estar mais apostado na sua extinção, que na sua sobrevivência...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, outubro 02, 2019

Mais um "Ensaio Sobre a Surdez"...


Soube que António Vitorino de Almeida apresentou na minha Cidade Natal (Caldas da Rainha) um livro, que aborda a forma como se ouve (e o que se ouve...) música no nosso país.

Mesmo sabendo que não é de bom tom "misturar águas", sei que este título poderia facilmente ser transportado para a presidência da sua filha, Inês Medeiros, na nossa Cidade (que no fundo, é igual a quase todas as outras do nosso país, que continua povoado de autarcas que têm sempre mais certezas que dúvidas...).

Eu sei que este é o tempo em que as pessoas gostam mais de falar do que de ouvir, mas isso nunca poderá servir de desculpa para quem governa uma urbe de mais de 150 mil pessoas.

Até porque vou aproveitar este Outubro, para lançar um olhar crítico pelo que se tem feito de "incompreensível" (para mim claro...) nesta nossa Almada, nos dois últimos anos.

sábado, abril 27, 2019

«Estupidamente, a Câmara pensa mais na comunicação social que nos almadenses.»


Mesmo que não nos apetecesse muito, por estarmos na manhã de 25 de Abril, não tivemos outra hipótese, senão dar razão ao Francisco. 

Quando ele nos disse: «Estupidamente, a Câmara  pensa mais na comunicação social que nos almadenses», arrancou-nos um sorriso e uma mão cheia de palavras, carregadas de ironia e de liberdade.

Tudo porque o "Público" trazia uma reportagem de uma página inteira sobre uma exposição de que ninguém sabia que se realizava em Almada (em vários lugares...), com 45 cartazes da autoria de 45 artistas (do desenho à fotografia, passando pela pintura, escultura, arte urbana, etc). 

O mais curioso, é que éramos todos malta das "culturas", não da batata, mas das artes e letras...

Depois de lermos a notícia, concluímos que o Francisco é mesmo espertalhaço, pois estava mais uma vez certo. 

Não tínhamos grandes dúvidas que para os organizadores da exposição, era mais importante que ela fosse difundida na comunicação social que ser visitada pelos habitantes da Cidade...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, março 18, 2019

A Falta de Respeito Institucional (e a Incompetência) do Município de Almada para com as Associações Almadenses


Um dos aspectos que mais me surpreenderam pela negativa no "Encontro do Movimento Associativo Almadense" foi o testemunho de três dirigentes, que denunciaram a resposta "mentirosa" dos serviços do Município aos seus pedidos de apoio, feitos através da respectiva Plataforma.

Pelo que percebemos foi enviado para todas as colectividades (ou para a sua maioria...) um ofício com o mesmo teor, informando que a não atribuição dos subsídios pedidos se devia à não entrega de toda a documentação obrigatória (os intervenientes afirmaram que os seus processos estavam completos...) e também ao facto de não terem a sua situação regularizada na Segurança Social e nas Finanças (algo que também foi negado pelos três...). Havia ainda uma alínea que dizia que já tinham pedido um apoio nos últimos três anos, mas um dos dirigentes que falou, referiu que o seu pedido, era o primeiro que a sua Associação fazia ao Município...

Já tínhamos conhecimento da situação, pois uma associação da qual somos associados, também recebeu o mesmo ofício. Mas não fazíamos ideia que a sua cópia tinha sido enviada para a generalidade das Colectividades que tinham pedido apoio, com os mesmos argumentos e pressupostos, errados, ou para sermos ainda mais claros, mentirosos.

Em 25 anos que já levo de prática associativa, nunca tinha ouvido algo semelhante. Revela uma falta de respeito, de seriedade e de responsabilidade, sem precedentes, do Município perante as Colectividades Almadenses e os seus dirigentes.

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, março 17, 2019

Autarquia Almadense de Costas Voltadas para o Associativismo

Ontem estive presente no "Encontro do Movimento Associativo Almadense", que se realizou na Cova da Piedade, organizado pela Associação das Colectividades do Concelho de Almada, onde se abordaram, com alguma pertinência, alguns dos problemas que afectam o Movimento Associativo Popular do Concelho.

Estiveram presentes cerca de 100 pessoas, cuja maioria eram dirigentes associativos. Houve vinte intervenções, da mesa e da plateia, quase todas elas pertinentes, trazendo para a reunião problemas concretos e oferecendo também algumas pistas para a sua resolução.

Percebemos que existe um problema comum, a falta de apoio e de sensibilidade, por parte do Município, perante a generalidade das Colectividades de cultura, desporto e recreio, que todos sabemos, continuarem a substituir o Estado nos seus deveres, expressos na Constituição...

A ausência de qualquer elemento do Município (foram convidados a Presidente do Município, o Presidente da Assembleia Municipal, os Vereadores e um Director de Serviços...), diz quase tudo sobre sobre a sua posição perante um parceiro, incontornável, em Almada.  

Sim, incontornável. As Associações são as responsáveis por quase tudo o que se faz na cultura, no desporto, no recreio, junto das populações. Nos últimos anos ainda têm ido mais longe, oferecendo apoio nos cuidados primários que são prestados, às pessoas mais idosas e carenciadas de Almada (todas as Freguesias do Concelho têm associações de reformados, às quais se juntam outras IPSS's que diariamente apoiam milhares de pessoas...).

Trabalho esse que sempre foi feito, maioritariamente, de forma voluntária e graciosa.

Durante a próxima semana irei escrever no "Casario" sobre algumas das coisas mais importantes que ouvi (algumas delas completamente incompreensíveis...).

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, março 14, 2019

Encontro do Associativismo Almadense


Se há alguém que tem razão de queixa do actual executivo camarário de Almada são as Colectividades Populares, de cultura, de desporto e de recreio, almadenses.

Uma fonte fidedigna  disse-nos que em 2018, houve mais de 200 pedidos de apoio que não foram atendidos e que nem sequer mereceram qualquer resposta ou justificação válida por parte do Município.

A realidade diz-nos que o Movimento Associativo, apesar das dificuldades de sobrevivência (cada vez maiores...), ainda continua a substituir o Estado, na formação desportiva e cultural da maior dos portugueses, que continuam a encontrar nas Colectividades o seu espaço primordial de convívio e de desenvolvimento físico e intelectual. 

Pelo que faz todo o sentido que o Associativismo seja apoiado (o que não é sinónimo de se ser "subsídiodependente"...), pelo Poder Local.

E faz ainda mais sentido que as Colectividades Almadenses se encontrem, para debater os problemas que mais as afligem, e colocam mesmo em causa, a sua sobrevivência no futuro próximo.

A Associação das Colectividades do Concelho de Almada, sensível a todas estas questões, promove no próximo sábado, às 15 horas, no pavilhão da SFUAP, Cova da Piedade o "Encontro do Movimento Associativo Almadense", com um tema bastante abrangente:  "Almada, uma atitude colectiva, viva e com futuro, que caminho?"

Pensamos que esta é a altura certa para as Colectividades e os seus dirigentes se encontrarem e discutirem de uma forma aberta e honesta, os seus verdadeiros problemas, e se possível, encontrarem o tal caminho, tão necessário...

domingo, março 10, 2019

A Aposta (oficial) na Transformação de Almada em "Cidade Satélite" de Lisboa


A entrevista de hoje da presidente do Município de Almada,  Inês Medeiros, à revista "Visão", acaba por ser positiva, pelo menos para mim.

Já tinha notado (e escrito...) que há a tentativa de "roubar" a identidade local do Concelho de Almada - e até a própria história -, fingindo não perceber que os almadenses não se envergonham do seu passado, das suas raízes operárias e associativas. 

Claro que acho muito bem que se aproveitem as potencialidades da nossa localização geográfica, do "boom" do turismo, mas sem termos de ser, necessariamente, uma "Mini Lisboa". 

Será que não podemos fazer todo esse aproveitamento e continuarmos a ser Almada?

Quando a presidente diz: «Quando chegamos de cacilheiro a Cacilhas, pomos os pés em terra e deixamos de ver Lisboa. Há uma espécie de muro, de muralha de aço [risos]. Não faz sentido sermos o município da resistência. Os próprios almadenses sentiam um desfasamento entre as potencialidades de Almada e a realidade. Tem de haver outra dinâmica.» Também sorrio.

Acho alguma graça a esta caracterização (muito perto da fabulação...). Talvez por nunca ter encontrado nenhum muro, muito menos uma muralha no Largo. 

Encontro sim, um largo feio e pouco agradável para quem chega, sim (desde sempre...), embora perceba que a maior parte das pessoas que chegam do cacilheiro são habitantes da Margem Sul (esquecendo as horas mortas...) que querem apanhar os autocarros e o metro, para chegarem o mais rapidamente a casa... Ou seja, afastar os transportes do Largo, será um problema para toda aquela gente...

Mas basta andar uns metros em direcção ao Farol e apreciar o Tejo que chega a Lisboa (há bancos e tudo para nos sentarmos...).

Há uma outra frase, que diz muito da presidente: «Almada tem de sair do estado de bela adormecida e acordar para todo um fervilhar que existe na Área Metropolitana de Lisboa, assumindo a sua centralidade, tendo um espaço público mais qualificado, sendo um município de referência a nível universitário e criando um conjunto com a capital. Somos dois municípios que se olham nos olhos. Encaramo-nos de frente.»

No meu olhar, descubro uma lisboeta estrangeirada, apostada (são suas as palavras...) em criar um conjunto com a Capital. Isso explica em parte a aposta de tantos lisboetas em lugares-chave da Autarquia, em detrimento de almadenses. E explica também algum cosmopolitismo, que tem pouco a ver com a realidade do Concelho.

Acredito que a presidente ainda vai perceber que as coisas não mudam apenas por "decreto", ou porque achamos que estamos certos e os outros estão todos errados...

(Fotografia de Luís Eme - o Largo de Cacilhas, sem qualquer muro ou muralha, o Tejo está logo ali, a dizer-nos olá...)

quinta-feira, março 07, 2019

Regras Ambientais Diferentes em Almada...


No sábado o meu filho andou a cortar alguns ramos da nespereira da avó. Passei por lá no fim e ajudei a arrumar num canto do quintal o que se cortara, contrariando a ideia e vontade de colocar tudo junto aos contentores do lixo. Disponibilizei-me a contactar a União de Juntas de Almada, para depois recolherem o "lixo verde" do quintal e não no passeio, em nome das regras de higiene e civismo.

Quando contactei telefonicamente a Junta para a "recolha", acabei por ser surpreendido, pela negativa, para variar. O funcionário que me atendeu disse que a União de Juntas não fazia recolhas em quintais e aconselhou-lhe a ir colocando, ao cair da noite, os ramos da nespereira, junto ao contentor do lixo, que depois seriam recolhidos durante a manhã.

Como se costume dizer "quem manda pode" e mesmo a contragosto, lá colocámos as folhas e os bocados de troncos junto ao contentor mais próximo.

Curiosamente, hoje acabei por achar piada a este placard informativo do Município, que até fala de "coimas", para quem deixar "monos" e outro lixo, junto aos contentores...

Parece-me que era boa ideia, que se entendessem sobre este assunto. Não faz qualquer sentido que o Município diga uma coisa e a União de Juntas outra... Até porque estou de acordo com o placard informativo, quero uma Almada mais limpa...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Uma Rua para o Zé Pedro em Almada


Disseram-me que o Zé Pedro, o saudoso líder dos "Xutos e Pontapés", vai ter uma Rua em Almada.

Provavelmente estavam à espera que criticasse esta decisão camarária, só que eu gostei da ideia... 

E vou mais longe, acho que se trata de uma bonita homenagem, a alguém que foi mais almadense, que a maior parte dos vultos que têm nomes de ruas no nosso concelho.

A banda mais emblemática de rock do nosso país é de vários lugares, e um deles, é Almada. E não o digo apenas porque o Tim e o João Cabeleira são "filhos da terra".

Digo-o porque durante anos os "Xutos" ensaiaram no centro de Almada, numa garagem que fica próxima do quartel dos Bombeiros Voluntários de Almada, que visitei mais que uma vez.

(Fotografia de Alexandre Nobre)

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

As "Danças Políticas" da Dança em Almada...

A notícia da criação da Casa da Dança de Almada, em Cacilhas, num primeiro olhar, pareceu-me quase uma "brincadeira", por saber que já existe há bastantes anos na Cidade, a Companhia de Dança de Almada.

Mas vamos lá transcrever a notícia que li no "JN":

"A Companhia Paulo Ribeiro - Associação Cultural receberá 120 mil euros para a concretização, dinamização e programação deste projecto, a instalar no Ponto de Encontro, em Cacilhas", indica, em comunicado, o Município do distrito de Setúbal. Segundo a mesma fonte, a Casa da Dança de Almada será uma estrutura centrada na dança contemporânea, com dois objectivos principais: "garantir uma oferta de qualidade ao nível da programação de espectáculos de dança contemporânea e promover o ensino das diferentes modalidades de dança contemporânea e, sobretudo, junto da população mais jovem de lançar novos horizontes e de resgatar talentos."

Este episódio faz com que comece a acreditar que os "boatos" que ouço por aí têm alguma razão de ser, e que possa haver mesmo uma "guerra surda", socialista, que quer acabar com o que entende serem os "feudos comunistas" associativos e culturais.

Como sempre me manifestei contra o "compadrio" que existia entre a CDU e algumas associações, no passado, não posso aceitar, de maneira nenhuma, que também se façam "perseguições políticas", no presente...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, fevereiro 05, 2019

O Associativismo Almadense e o Elitismo Cultural


As demasiadas "transferências" de gente da Capital para Almada, para exercerem funções de chefia em órgãos culturais do Município, faz com que se olhe demasiadas vezes para a cultura local, como uma coisa quase se segunda, principalmente quando esta é difundida pelo movimento associativo.

Até posso perceber que gostem mais de "lagosta" que de "jaquinzinhos" (embora estes hoje sejam muito mais procurados por quem vem de fora...), mas sempre ouvi dizer que os gostos não se devem discutir. A qualidade sim, pode e deve ser discutida. E essa, posso dizer com alguma propriedade, que tem deixado muito a desejar, naquela que quer ser a "grande sala de visitas" de Almada, a Casa da Cerca. 

Nunca esqueço uma exposição que esteve patente neste lugar único de Almada, que acabei por visitar com os meus filhos e os meus sobrinhos, depois deles andarem a brincar nos seus jardins. Quando lhes perguntei o o que achavam da exposição, o meu sobrinho mais velho,  com a sua "alma de artista", torceu o nariz e disse-me que era capaz de fazer muito melhor, que os quadros que estavam na parede. E tinha toda a razão. As telas penduradas resumiam-se a bocados de cimento atirados para cima do tecido, que depois tinham sido pintado com tintas claras...

Volto a dizer mais uma vez: espero que as pessoas de Lisboa desçam à terra, porque Almada não é a Capital do País...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 24, 2019

«Almada não é Lisboa!»

Enquanto cidadão almadense, começo a ficar incomodado,com as mudanças que o Município está a fazer nas suas estruturas, algumas das quais começam a querer perturbar "o coração da cidade", mexendo inclusive com a sua história e as suas tradições.

Não digo isto apenas por algumas das pessoas escolhidas para cargos de responsabilidade, terem vindo da Capital. Embora sejam quase todos "para-quedistas", um termo que Fernando Gil, dirigente histórico da Incrível, gostava de usar quando aparecia gente de fora a querer "trepar paredes" nas colectividades. Ou seja, gente sem qualquer conhecimento ou identificação com Almada.

Ao contrário do que deve pensar a Senhora Presidente da Câmara, Almada não é Lisboa. A sua história é mais popular e menos cosmopolita. As suas gentes são mais simples, mas também mais solidárias. E talvez até tenham mais história e histórias para contar, de um passado operário de resistência, que  muito as orgulha.

É por isso que não aceito o que estão a querer fazer a algumas instituições museológicas municipais, tentando retirar-lhes a identidade, que foram construindo ao longo dos anos, e até a sua vocação etnográfica e antropológica.

O mais curioso, é que na vereação camarária, estão presentes vários almadenses, que ao que tudo indica, são coniventes com o que se está a passar na Cidade.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 20, 2018

Olá Associativismo...


Toda a gente que de alguma forma está, ou esteve, ligada às colectividades de Almada, sabe que elas já viveram dias melhores.

Mas nos últimos anos as coisas pioraram, muitas portas se fecharam, para não se voltarem a abrir.

Há ainda casos estranhos, como o da quase "usurpação" das instalações do Clube Recreativo da Ramalha, pelos "rendeiros"...

A única coisa que sei, é que há demasiada passividade de algumas instituições, como a Associação das Colectividades do Concelho de Almada e algumas juntas de Freguesia, que andam sempre demasiado distraídas em relação ao que se passa à sua volta...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, outubro 12, 2018

Sem Qualquer Desculpa...


Um ano de governação é mais que suficiente, para que se acabem com dúvidas ou desculpas, sobre o que continua a correr menos bem no nosso Concelho.

E há de facto muita coisa a correr menos bem em Almada (sem me afastar muito da Cultura e do Associativismo...).

O facto da "Agenda Cultural" ao dia 12 ainda não ter sido distribuída ao povo almadense, é apenas um sinal (pequenino...) do aparente "desnorte" (não sei se propositado ou não...), do governo local, socialista e social-democrata...

(Fotografia de Luís Eme)