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sábado, novembro 22, 2025

Os velhos "laranjinhas" estão a despedir-se do Tejo...


Como acontece muitas vezes, perdi o cacilheiro por um minuto. Em vez de ficar parado à espera, andei a cirandar pelo cais de Cacilhas, a fazer tempo.

Depois de ter ido até ao Farol e voltado, vi que era uma das velhas barcas laranjas, o "Sintrense", que estava atracada ao cais.

Os "caixotes eléctricos" já andavam por aqui. Já viajara num deles e sabia que daqui a nada os "laranjinhas" desapareciam do mapa...

O que me fazia confusão não era as novas barcas não terem proa, era terem perdido a sua cor característica, que passava a ser apenas um risco na nova imagem de marca. Era aquele laranja que sobressaía tanto nas fotografias e aguarelas que retratavam a travessia, estar prestes a desaparecer.

Mais uma vez fiquei a pensar que era muito conservador, em algumas coisas, mais ou menos tradicionais. Lembrei-me dos eléctricos de Lisboa, que houve um tempo em que estavam a perder a cor para a publicidade excessiva e também dos táxis, que felizmente voltaram à velha cor, ao preto e verde...

Ninguém é perfeito.

Nota: Texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


terça-feira, novembro 04, 2025

A minha primeira "Cacilhas"...


A primeira vez que me recordo de ouvir falar de Cacilhas, foi nas páginas de um dos livros de leitura da escola primária.

Era um texto de algum escritor (tenho de investigar o caso...) que vinha acompanhado de uma imagem nocturna do Tejo, com um Cacilheiro a fazer a travessia e tinha como fundo as luzes da Outra Banda.

Não me lembro do conteúdo do texto, mas pela imagem que ficou gravada na minha cabeça, à distância de mais de meio século, penso que se devia falar do regresso a casa das muitas pessoas que trabalhavam em Lisboa e viviam na outra margem do Rio. 

Sim, a Cacilhas desse tempo, não fugia do epiteto de "dormitório da Capital", que continua actual...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


domingo, agosto 17, 2025

Parece que tudo ficou mais perto no Ginjal...


Claro que é apenas "ilusão óptica", mas parece que tudo ficou mais perto no Ginjal. Sim, é notório o aumento da largueza das vistas (vê-se tudo mais longe e mais largo)...

Os restaurantes ainda têm mais filas, de gente que quer "saborear o Tejo" e o Jardim do Rio tornou-se uma das atracções de Verão, para quem gosta do rio, do sol e de sombras (há de tudo...).

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, agosto 04, 2025

O Cais do Ginjal voltou a ser devolvido aos amantes do Tejo


Escrevi ontem no meu "Largo", sobre a minha passagem pelo Cais do Ginjal, ao fim da tarde de sábado. Cais que, felizmente, voltou a estar aberto a todos aqueles que gostam de passear rente ao Tejo.


Além do piso ter sido "remendado" (em alguns lugares era uma urgência...), a demolição das paredes dos vários armazéns, em ruínas há décadas, deu mais claridade e amplitude a este cais que se prolonga de Cacilhas à área agradável de restauração do "Atira-te ao Rio" e do "Ponto Final".


Há alguns placares colocados a meio, envolvidos na rede que nos separa da área demolida que dão (muito bem) algumas informações históricas sobre este local, único, no Concelho de Almada.

Foi bom regressar ao Ginjal...

(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)


domingo, maio 18, 2025

O Ginjal hoje já é uma coisa diferente


Com as terraplanagens que se estão a fazer nos velhos armazéns ao longo do Cais do Ginjal, notam-se as mudanças, já é uma coisa diferente.

Há a esperança de que se avance, que depois de se destruir, se construa, que se dê uma nova vida e um novo rumo, a um dos lugares mais aprazíveis da "Outra Banda" (tem mais significado histórico que "Margem Esquerda"), graças ao Tejo...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, abril 21, 2025

As Portas que Fecham o Ginjal...


O Ginjal está "interdito".


Estas são as "portas" e as "paredes" que fecham o Cais a todos aqueles que gostam de caminhar e conversar com o Tejo...

Pelo habitual ritmo das obras oficiais na Margem Sul, esta "proibição" promete ser por muito tempo.

(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, agosto 23, 2024

"As Marés Vivas no Ginjal..."


Quase tudo pode ser um "espectáculo", depende apenas do nosso olhar, daquilo que os nossos olhos querem ver.  

Graças às marés vivas as águas do Tejo subiram bem muito mais que um palmo durante as tardes desta semana. Lembrei-me de algumas aventuras curiosas vividas nas margens do rio perto de Vila Franca de Xira, quando o Tejo "transbordava"... 

Curioso, acabei por caminhar no paredão do Ginjal que estava quase ao "nível do mar", ao mesmo tempo que ia tirando algumas fotografias, aqui e ali.

Gostei bastante da fotografia que ilustra estas palavras.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

Nota: publicado inicialmente no "Largo da Memória".


sábado, abril 08, 2023

"Quem é que se esqueceu de pagar a factura de electricidade na Praça Gil Vicente?"


Agora que os dias e as noites estão mais agradáveis, sabe bem sair de casa ao cair da noite e descer até ao Tejo, mesmo que seja apenas para ver as águas calmas do "melhor rio do mundo".

Quando descemos até ao coração de Cacilhas não reparámos na "escuridão" que toma conta da Praça Gil Vicente, porque o dia ainda não desaparecera, completamente. Só duas horas depois, quando regressámos a casa, é que percebemos que tem muito pouco de romântico chegar à praça e sentirmo-nos "quase às escuras" (é como se de repente alguém apagasse a luz...).

Até apetece perguntar: "Quem é que se esqueceu de pagar a factura da electricidade na Praça Gil Vicente?" (sei que não é caso único, acho bem que se poupe energia, mas sem colocar em causa a segurança das pessoas...).

Era bom que os governantes do Município e da União de Juntas de Freguesia de Almada, resolvessem descer até ao Cacilhas, para verem com os próprios olhos, a "escuridão" em que fica a Praça Gil Vicente, tornando este espaço mais desconfortável e inseguro, para quem tem de andar dentro da noite por Almada...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, março 08, 2023

Elogio ao "Quase Invisível" Arquivo Histórico de Almada


Tenho publicado num dos meus blogues (Olhar [e Amar] o Tejo), pequenas transcrições da conferência de Agro Ferreira, proferida em 1933, em Almada, quer teve como título, "A Avenida da Margem Sul e os Transportes do Tejo" (posteriormente publicada num pequeno opúsculo), retiradas do sempre útil, "Almada na História" (boletim de fontes documentais), publicado pelo Arquivo Histórico de Almada.

Este boletim, por ter mais textos que imagens, passa um pouco ao lado dos almadenses (a excepção são as pessoas que se interessam pela História de Almada...), mas é um bom retrato do excelente trabalho, quase invísivel, produzido pelo Arquivo Histórico de Almada, que por isso mesmo, merece o nosso elogio.


sábado, junho 18, 2022

Ainda não Consegui Perceber...


Ainda não consegui perceber, mas também não perguntei a ninguém, que "coisa" é aquela que "cresceu" rente ao Tejo, quase mesmo ao lado dos espaços museológicos ligados à Marinha (Fragata D. Fernando II e Glória e Submarino...).

Mas faz-me confusão este quase "vale tudo", da governação socialista, em que nem a beira-rio está preservada.

Já tinha falado do regresso da indústria automóvel ao centro da cidade, que anos antes fora sendo afastada pela CDU, para a zona industrial... E agora aparece este "barracão" de dimensões consideráveis, mesmo em frente ao Canecão, com mais que vista para o Tejo (até tem praia...).

(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, outubro 05, 2020

Um Inverno Mais Rigoroso, pode Deitar Tudo a Perder...


O Ginjal continua a ser o meu espaço de caminhadas dilecto. Noto que hoje é mais concorrido que ontem, porque a companhia do Tejo (assim como do mar ou de outro rio qualquer), torna qualquer passeio mais agradável.

É demasiado visível que há zonas do paredão que começam a ficar marcadas pelas movimentações das águas do Rio (em marés mais vivas e violentas), porque nada é eterno e o Ginjal continua a marcar passo e usar involuntariamente as suas "ruínas" como o principal atractivo turístico desta margem do Tejo.

Este abandono de décadas faz com que pense que o paredão poderá ficar ainda mais esburacado, ao ponto de ser "cortado" à passagem das pessoas (esta é a resposta habitual das autoridades às intempérides, "limpam as mãos", de qualquer tragédia que possa acontecer, com a colocação de grades e fitas...), num futuro mais próximo do que se poderá julgar.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal, na última sexta-feira)


quinta-feira, outubro 01, 2020

O Tejo Merece Muito Mais...


Uma das coisas que me faz mais confusão é a relação que os pescadores têm com os rios e com os oceanos, como se não dependessem deles para a sua sobrevivência...

Só pensam no hoje. Para eles, o amanhã não existe mesmo.

Ainda hoje vi um pescador a deitar "lixo" para o Tejo, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Embora não me faltasse vontade, acabei por não o questionar. Mas se o questionasse, o mais certo era ser "enxovalhado", como se não tivesse nada a ver com o que ele fazia, como se o Rio não fosse de todos nós...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, setembro 23, 2020

Quando a Presidente de Câmara nos "Envergonha"...


Quando ouvi Inês Medeiros, presidente do Município de Almada, a gracejar sorridente na televisão, que os moradores do bairro social do "Picapau Amarelo", "têm uma vista maravilhosa" e que não se importava de ir para lá viver amanhã, pensei que se tratava de uma "brincadeira". 

Não, é muito pior que isso: é a demagogia política no seu melhor.

Como é que uma presidente de Câmara é capaz de dizer isto? Até parece que as pessoas  vivem apenas da vista das suas habitações e que as condições de habitabilidade das suas casas não contam para nada. Com a agravante de existirem muitos apartamentos que precisam de obras há mais vinte anos (Isto sem pôr em causa que muitas vezes são os próprios moradores os culpados das más condições em que vivem, pelos seus comportamentos destrutivos e por não fazerem a manutenção devida). 

Se eu morasse no bairro do "Picapau Amarelo" (ou apenas "amarelo"...), aparecia na sede do Município e propunha-me trocar de casa com a presidente, já amanhã.

Pois é, parece que só falta mesmo, roubarem-lhes a vista (e vontade não deve faltar a muitos especuladores e agentes imobiliários, que adorariam encher toda a margem sul do rio com condomínios fechados e hotéis de luxo).

(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)

quarta-feira, agosto 19, 2020

Vem Aí "Mau Tempo no Canal"...


Hoje, ao fim do dia, a mudança de tempo na foz do Tejo, ofereceu uma bonita tonalidade de castanhos e cinzentos, amarelados...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

domingo, agosto 16, 2020

O Tejo está a Voltar a Ter Movimento...

Os turistas estão a voltar à Capital, e seduzidos pelo Tejo, não perdem um bom passeio do Estuário à Foz...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

domingo, julho 26, 2020

O que o Tejo Une e Separa...


Penso que o Tejo é o principal responsável pelo facto das localidades ribeirinhas, próximas da Capital, possuírem uma identidade própria, que também tem sido alicerçada por séculos de história.

Almada, Barreiro, Seixal ou Montijo, por exemplo, são muito diferentes da Amadora, de Odivelas ou de Loures.

Esta "fronteira" natural só começou a ser esbatida nos últimos cem anos, com a melhoria das condições de travessia do rio, com o começo da oferta de carreiras regulares entre as duas margens do rio. 

E a partir de 1966, com a construção da Ponte 25 de Abril (é muito mais bonito que o nome anterior...) que liga Alcântara ao Pragal, tudo ficou mais próximo...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

segunda-feira, junho 08, 2020

O Tejo hoje Parece um Oceano

Por hoje se festejar o Dia Mundial dos Oceanos, o Tejo, com a ajuda do vento, transformou-se num Mar...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

quinta-feira, abril 23, 2020

Uma Cidade, um Livro, um Amigo...


Morava em Almada há meses, sem qualquer referência familiar, associativa ou cultural, nesta cidade. Era um quase perfeito "anónimo".

Claro que não vim morar para esta Cidade, apenas porque sim. Tinha feito 25 anos e queria "fixar-me", ter o meu canto. Os meus pais, mesmo à distância de cem quilómetros, apoiaram-me de imediato.

Por razões profissionais a Margem Sul era uma boa opção, mas não podia ficar muito longe da Capital... Sabia que não queria ir viver para a Cruz de Pau ou para o Miratejo, por exemplo. Depois de ter visto duas ou três casas, levaram-me pela primeira vez à Quinta da Alegria. Gostei logo do lugar, daquela encosta virada para o Rio (nem pensei nos inconvenientes da Lisnave, que ficava em frente...).

Depois, já no interior do apartamento, que ainda estava em construção, fiquei maravilhado com a vista da janela da sala e pensei: "que bom, tanto Tejo..." 

Havia ainda outra vantagem, a pé, estava a dez, doze minutos do cais de Cacilhas, com a travessia do Rio, a vinte de Lisboa. E por aqui fiquei, há já trinta e três anos...

As palavras são assim, queria falar de um livro e de um amigo e onde já vou (e até me devo estar a repetir, mas isso é o que menos interessa)...

Pois, queria dizer eu de que... meses depois, andava eu a "vagabundear" no interior da Barateira - a mais espaçosa loja de livros usados que conheci -, quando descobri os "Desportistas Almadenses" (primeiro volume), uma obra que me chamou logo atenção, porque o desporto sempre fizera parte da minha vida, e na época, também profissionalmente.

Longe estava eu de pensar que seis anos depois, entrevistaria o autor da obra (para o "Record"), e ganharia um amigo, dos melhores que conheci pela vida fora: Henrique Mota, que fará em Setembro cem anos.

Por hoje ser o Dia do Livro, não posso esquecer que, depois de crescido, foram os jornais e os livros que me ofereceram mais amigos pela vida fora...

segunda-feira, março 30, 2020

"Apareçam! Há Poucos Mirones!"

Li algures que os golfinhos se tinham aproximado de Veneza, agora mais calma e mais límpida.

Por acaso, não querem aparecer por Lisboa, Trafaria, Ginjal ou Cacilhas?

Apareçam! Até porque há poucos mirones!

(Fotografia de Luís Eme - Olho de Boi)

sexta-feira, março 20, 2020

As Únicas Novidades, São, uma ou Outra Pintura...

Logo conto ir dar mais uma volta, rente ao Tejo, apesar dos Chuviscos.

Além do "deserto" humano desejável que encontrei na minha última caminhada, também descobri uma nova pintura de parede no Ginjal, ligeiramente mais sinistra que o habitual...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)