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sábado, maio 23, 2026

Boas "Sementes" lançadas em Almada


Fala-se muito (e bem) do Festival de Teatro de Almada, que se realiza no Verão e fala-se pouco do "Sementes" (eu também...), a mostra internacional de artes para o pequeno público, que já vai na sua trigésima primeira edição, organizada pelo Teatro Extremo. 

Tal como o Festival, o "Sementes" não se fica por Almada, viaja também para Loures, Montemor-o-Novo e Palmela, entre 22 de Maio e 7 de Junho.

Espero que tenha a aderência que merece dos jovens almadenses (e arredores...), de todas as idades. 

Gosto particularmente do cartaz desta edição, feito pela Catarina Pé-Curto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, julho 16, 2025

Não sei se Almada continua a ser a "Capital do Teatro" (mas com toda a certeza que é uma das...)


Persistência, orgulho, resiliência, alegria, competência, diversidade, e poderia continuar a adjectivar um Festival único... Mas o verdadeiro segredo do sucesso é o trabalho, muito trabalho.

É ele que mantém viva a chama do "Festival de Almada", que já vai na sua 42 edição (sem se assustar com a redução de apoios...).

(Fotografia de Luis Eme - Almada)


quinta-feira, junho 15, 2023

40 anos de Festival, é muito Teatro! (e do bom)


Gosto particularmente da imagem escolhida para o cartaz do "Festival de Teatro de Almada" deste ano, que já vai na sua quadragésima edição (soube posteriormente que é da autoria de Noé Sendas).

É caso para dizer: 40 anos de Festival, é muito Teatro! E ainda por cima do bom!

Joaquim Benite (o pai e a mãe do Festival...) já não está por cá, mas a equipa chefiada por Rodrigo Francisco continua a fazer a diferença e a projectar Almada, como a "Capital do Teatro" no mês de Julho.

O meu aplauso para todos eles (especialmente para os que trabalham, ano após ano, longe dos holofotes).


sexta-feira, fevereiro 17, 2023

"Uma Sereia Chamada Ermelinda"


Nos anos em que ando mais envolvido com projectos literários, leio menos.

O mais curioso, é esta quase pausa, começar logo em Janeiro, mesmo que no começo do ano ainda tenha bastante disponibilidade para ler.

Este mês pensei que talvez seja possível "fintar" esta quase paragem com a escolha de livros mais pequenos e interessantes... A minha primeira escolha foi a peça de teatro "Uma Sereia Chamada Ermelinda", da autoria de Alexandre Castanheira (lida em dois "actos"...). O mais curioso, foi ter assistido à peça em 2011 (ano da edição do livrinho que me foi oferecido pelo autor...), que se baseava no romance autobiográfico, "Cais do Ginjal", de Romeu Correia, encenada pela Associação Manuel da Fonseca, e nunca a ter lido.

Gostei de ler a peça, porque Alexandre Castanheira não se cinge ao "Cais do Ginjal" (pelo menos foi o que senti...), há por ali pequenas coisas dos "Tanoeiros", do "Tritão" e até de obras biográficas, como a história de vida de Armando Arrobas, que Romeu quase imortalizou.

E tem também uma forte componente de resistência e consciencialização política, através da Ermelinda, que é muito mais que uma "sereia"...

Foi bom reviver lugares e personagens (dentro e fora dos livros), numa obra que tem uma dedicatória muito singular e pessoal...

(Texto publicado inicialmente no "Largo da Memória", mas por falar do Ginjal, fazia sentido trazê-lo para cá...)


quarta-feira, outubro 27, 2021

25.ª Edição da Mostra de Teatro de Almada


A "Mostra de Teatro de Almada" está quase a começar. E é já a sua 25.ª edição.

Com toda a certeza que neste quarto de século foram revelados excelentes actores, encenadores e também muitos técnicos, uns que continuaram ligados ao mundo do espectáculo, profissionalmente, outros nem por isso.

Todos sabemos que os "trabalhadores da Cultura" foram dos que mais sentiram a pandemia, porque as razões do coração nem sempre combinam bem com as da razão. Mas a Arte sempre se alimentou sobretudo do amor e do talento, nunca quis ser racional. 

É também por isso que a "Mostra" é sempre bem vinda, ainda por cima volta a contar com o público, que também é parte integrante do espectáculo.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, julho 16, 2021

Alexandre Castanheira e "Uma Certa Vanguarda"


A leitura da peça de teatro, "Uma Certa Vanguarda", da autoria de Alexandre Castanheira, uma grande figura da cultura almadense (que já nos deixou), fez com que "entrasse" de novo no mundo do associativismo. 

Não foi difícil de imaginar as reuniões de direcção que inspiraram o autor. Embora já não assistisse à cultura machista, que continuou a resistir depois de Abril, com muitos homens de esquerda, que só eram progressistas fora de casa... Gostei deste retrato, real, assim como da luta das mulheres destes associativistas, que também queriam (e muito bem) participar na "revolução social e cultural" que ainda continuou bem viva bastantes anos depois de Abril.

E claro, recordou-me o professor Alexandre, o poeta e o bom companheiro de muitas jornadas culturais na nossa cidade, que me ensinou tanto, sem se aperceber...


terça-feira, janeiro 21, 2020

Os 90 Anos do Chico


Francisco Gonçalves, um dos melhores actores amadores de Almada e da nossa Incrível Almadense, festeja hoje o seu nonagésimo aniversário.

Para nós, mais chegados ele é o Chico, mas o mais importante de tudo, é ele ser das melhores pessoas que conheço.

Apesar de ter entrado no clube restrito dos "noventa", continua a conservar no olhar, uma limpidez rara, que não só afasta todas as "nuvens" que nos cercam, como é capaz de descobrir o melhor que existe dentro de cada um de nós.

quarta-feira, novembro 06, 2019

66 Belos Cartazes...

Descobri por acaso (ao passar pela Oficina de Cultura), na tarde de domingo, a bela exposição de José Manuel Castanheira, "Sessenta e Seis Cartazes", que nos leva de viagem pela sua história criativa, entre o cenógrafo e desenhador gráfico (uma boa parte dos bonitos cartazes são de peças e festivais de teatro...).

É uma exposição que merece a nossa visita, pela sua qualidade. E hoje, às 21 horas, há a possibilidade de se conversar com o autor, o José Manuel Castanheira.

Embora não tenha recebido nenhum convite para a inauguração da exposição (25 de Outubro), recebi um, ainda a tempo de assistir à "conversa".  O que não deixa de ser curioso, se antes no tempo dos "convites pelo correio" que chegavam fora de horas, a desculpa era o carteiro... agora deve ser da "avaria" nos e-mails...

sexta-feira, novembro 02, 2018

Começa Hoje...


A "22.ª Mostra de Teatro de Almada" começa hoje e oferece dezenas de espectáculos aos almadenses, pelos grupos de teatro do Concelho (amadores e profissionais), até ao dia 18 de Novembro.

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, outubro 28, 2018

"A Biblioteca Encantada" na Incrível

Hoje de manhã assisti à peça infantil, "A Biblioteca Encantada", um original de Iris Paracas, encenado e interpretado pelo Cénico Incrível Almadense.

Embora seja suspeito, por gostar de livros e de bibliotecas, achei a peça extremamente feliz e didáctica, numa altura em que se lê de outras formas, usando normalmente menos papel e menos palavras.

Foi bom ver as personagens a saltarem dos livros e a fazerem companhia à Alice, uma menina que pensava que não gostava de ler... Pensava!


Toda aquela roda viva de personagens, a entrar e a sair do palco, fez com que o público seguisse com entusiasmo a peça do princípio ao fim.

E também foi boa ideia a possibilidade das crianças presentes, puderem subir ao palco e tirar fotografias com as personagens após o final da peça.

(Fotografias de Luís Eme)

terça-feira, julho 03, 2018

A Festa Está Quase a Começar...

Passei pela António da Costa e davam-se alguns retoques finais para o "Festival de Almada", o 35, que enche Almada de teatro durante uma boa parte do mês de Julho.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 24, 2017

Há Horas de Sorte...

Hoje apareci na Sala Pablo Neruda do Forum Romeu Correia às 18 horas, para assistir a mais uma conversa sobre as facetas de Romeu Correia, com o professor Duarte Ivo Cruz (convidado para falar sobre o dramaturgo e o teatro de Romeu Correia) e com o jornalista Ribeiro Cardoso (convidado para falar do autor mais representado por amadores).

Infelizmente (para quem não compareceu) e felizmente para a meia-dúzia de pessoas que formaram uma mesa redonda (a Alexandra, a Edite, o Gabriel, a Maria João a Sónia e eu) com os dois excelentes interlocutores, passámos quase duas horas num ambiente de grande cumplicidade e camaradagem à volta do Romeu, do seu teatro, dos seus livros e também de outras curiosidades, bem vindas à conversa.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 17, 2017

Dia de Romeu Correia

Hoje é o dia em que se comemora o centenário do nascimento de Romeu Correia, que abriu os olhos pela primeira vez, em Cacilhas, a 17 de Novembro de 1917.

As homenagens vão suceder-se hoje, amanhã e depois (em alguns casos quase que se atropelam...).

Uma das mais significativas de hoje é a edição de uma das várias peças que nos deixou, inéditas. Falo de "A Comédia dos Maus Costumes", que será apresentada hoje ao fim da tarde, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia e penso que editada pelo Município de Almada.

segunda-feira, março 27, 2017

O Melhor do Teatro...


Enquanto escritor, o melhor que o Teatro me oferece é a possibilidade de escrever sobre a vida, de uma forma bem mais simples e directa, que qualquer outro estilo ou técnica literária.

Quando escrevo não penso numa, mas sim em várias pessoas. São elas que acabam por dar vida às personagens e que um dia poderão ser gente nos palcos...

E isso é o melhor que pode acontecer a quem escreve teatro, ver os "bonecos" que desenhámos com palavras ganharem um rosto, um corpo, serem gente e transformarem o palco numa festa.

domingo, março 19, 2017

Um Sábado Cheio de Cultura...


Ontem foi tive um sábado cheio de Cultura...

De tarde foi o lançamento do livro e inauguração da exposição, "O Feitiço da Água" do meu amigo Modesto Viegas, um dos grandes fotógrafos da margem Sul, na Sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada).

Não tenho qualquer problema em dizer que esta é uma das melhores exposições de fotografia que vi em Almada, nos últimos anos.


À noite fui ver os "Bonecos de Luz" do Romeu Correia, encenado por Rodrigo Francisco e e interpretado pela Companhia de Teatro de Almada, no Auditório Lopes Graça do Fórum Romeu Correia.

Apesar do começo "periclitante" (e confuso) da peça, as coisas compuseram-se e sai da sala satisfeito com o trabalho desenvolvido pelas personagens, que conseguiram saltar do livro e encher o palco.

(Fotografias de Luís Eme)

sexta-feira, março 03, 2017

O Escritor que não Lia Livros

No próximo domingo, às 16 horas, o Cénico Incrível Almadense apresenta a peça, "O Escritor que não Lia Livros", de Pedro Magalhães, no Salão de Festas da Colectividade.

Alberto Oliveira, um dos actores em palco, levanta estas questões, na sinopse da peça:

«Deve um escritor assumir as suas dúvidas num jardim público? No limite por termo à rotina dos dias sempre iguais para que o cidadão foi formatado? Entender nas entrelinhas as palavras não escritas de quem lhe ouve as interrogações? E ler os livros de quem também escreve? Vamos ouvi-lo?»

domingo, fevereiro 19, 2017

"O Baile do Amor" do Orlando

Uma das atracções da manhã de sábado nos festejos da "Semana do Amor" organizada pelo Museu da Cidade com o apoio do Movimento Associativo, foi a pequena demonstração histórica representada pelo Cénico Incrível Almadense sobre o funcionamento os bailes nas colectividades dos anos quarenta e cinquenta do século passado. 

Destaco as mães sentadas, sempre bem vigilantes aos pares das filhas... e também a presença do chamado "mestre de sala" (o histórico Castelino representado pelo grande Chico Gonçalves...), com ordens para separar os casais de dançarinos, cuja inspiração musical (e não só...) ia ao ponto de quase colar os corpos...

Este pequeno número cénico foi feito a partir de um bonito conto de Orlando Laranjeiro, "O Baile do Amor".

(Fotografias de Luís Eme)

sábado, novembro 19, 2016

A Cidade do Teatro


Hoje, ao começo da tarde (às 15 horas) vai ser apresentado na Casa da Cerca o livro, "A Cidade do Teatro", coordenado por Sarah Adamopoulos com textos de António Vitorino, Isabel Mões, Nuno Bernardo e Xico Braga.

Estou curioso em folhear esta obra que pretende historiar (embora vá mais longe...) os vinte anos da Mostra de Teatro de Almada (uma espécie de festival do teatro amador - ou parecido - que se faz por aqui).

Esta curiosidade deve-se ao facto de ter conversado com a Sarah Adamopoulos, coordenadora da obra, várias vezes, especialmente sobre a história do teatro da Incrível e de ter cedido várias imagens do teatro e da sua história. A seu pedido também acabei por escrever um pequeno texto sobre o que entendi ser o período de ouro da "Arte de Talma" na "Sociedade Velha" de Almada (anos 50 e 60 do século passado).