Um dos lugares atingidos foi a estrada que liga a Boca do Vento ao Olho de Boi e ao Ginjal.
(Fotografias de Luís Eme - Olho de Boi)
Nota: publicado também no "Largo da Memória".
Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
Um dos lugares atingidos foi a estrada que liga a Boca do Vento ao Olho de Boi e ao Ginjal.
(Fotografias de Luís Eme - Olho de Boi)
Nota: publicado também no "Largo da Memória".
Além de construirmos em cima de linhas de água (secas), ainda fazemos coisas mais parvas: reduzimos os cursos de água existentes a canais subterrâneos ou a meros ribeiros, muitas vezes ladeados de pedras ou cimento (algumas até têm o piso inferior forrado a cimento...).
Mas ainda vamos mais longe: por não gostarmos muito de cortar as ervas nos espaços públicos, escondemos a terra com pedras, alcatrão e cimento, limitando cada vez mais os espaços onde a água, pode e deve, ser absorvida pelos solos...
Não tenho grandes dúvidas que num futuro próximo, iremos ter as nossas "Valências", principalmente nas localidades que se situam ao nível do mar e onde as pessoas preferem assobiar para o ar, em vez de pensar em mudarem-se para lugares mais seguros...
Percebem quase sempre, tarde demais, que a água não se desvia, escolhe sempre o caminho mais próximo e rápido para passar...
(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)
Quase que me fica mal dizer que fiquei agradavelmente surpreendido com a beleza de algumas imagens, porque o nosso "Monsanto" é um lugar onde não falta beleza nem motivos inspiradores, e a qualidade artística de Carlos Canhão é reconhecida por todos os almadenses.
Mas o artista não se limitou a pintar, também escreveu. Cada aguarela conta a sua história.... é uma exposição para "ver e ler", sim, está próxima da poesia ilustrada.
Gostei de um outro lado da exposição, o lado da memória, de quem não esquece, de quem é grato à mulher que foi a grande responsável por hoje termos um "pulmão" verde, onde podemos andar, correr, saltar ou simplesmente ficar ali, a descansar e a pensar, que a vida às vezes parece uma coisa boa... sim, foi e é bonita a homenagem a Maria Emília de Sousa, que nenhum almadense deve ter dúvidas que foi uma grande presidente do nosso Município, cuja obra continua bem visível...
E neste tempo estranho, é sempre bom deixar aqui um aplauso à Junta de Freguesia do Feijó e do Laranjeiro e ao seu presidente, Luís Palma, que não se "assustou" com a pandemia e abriu mais uma vez a sua casa à Cultura, para apoiar a exposição e a edição do bonito livro-catálogo, que nos ajudará a rever, sempre que quisermos, a arte do Carlos e a beleza do Parque da Paz.
Para terminar, informo que quem gosta de fotografia, tem também uma outra exposição (em frente), do Ruben e da Sofia, que nos mostram o seu olhar fotográfico - sensível, bonito e original - do nosso Parque (cheio) de Paz.
E bastou consultar o boletim municipal para constar que os pelouros directamente ligados a este "atentado", pertencem aos vereadores do PSD. Ou seja, Nuno Matias é o responsável pelos Espaços Verdes, Ambiente e Energia, e Miguel Salvado tem a seu cargo a Rede Viária, Trânsito e Frota.
(Fotografia de Luís Eme - Fonte da Telha)