sexta-feira, julho 10, 2026

É bom recordar que a presidência do SMAS tem funcionado como "moeda de troca" na governação local...


Tudo o que acontece - de mau e de bom - no Concelho de Almada, está directamente ligado à governação do PS, e à presidência de Inês de Medeiros. São mais de oito anos e meio de poder. Os socialistas não têm qualquer espaço para o habitual "passa culpas".

Existe sim, alguma cumplicidade com os partidos com que se coligou ao longo dos mandatos.

É por isso que se trata de uma piada de mau gosto, o PSD ter vindo a terreiro, afirmar que "não tem nada a ver com assunto". Os factos falam por si, foi um vereador do PSD que presidiu os SMAS (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento) entre os anos de 2017 e 2024.

O mesmo se passou na coligação seguinte, feita com a CDU. Mais uma vez, Inês Medeiros "ofereceu" a presidência do SMAS ao partido com que acordara governar Almada, neste seu último mandato (desde Outubro de 2025).

Isto prova duas coisas. O pouco interesse que o SMAS sempre despertou ao PS e à presidente de Câmara (que também se comprova com a redução de investimento durante os dois primeiros mandatos, com a cumplicidade do companheiro de coligação, o PSD). E a ligação dos partidos com que se coligou a todo este problema (bem podem tentar "sacudir a água do capote", como o fez  apressadamente o vereador do PSD...), por terem aceitado a presidência do SMAS, mesmo que fossem apenas uma espécie de "rainha da inglaterra"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, julho 08, 2026

A falta de água em Almada é uma grande ironia (há mais de oito anos que a CMA "mete água" em Almada)...


De vez enquanto escrevo sobre o mau serviço que é prestado pelo Munícipio de Almada, aos almadenses. Tento não ser muito insistente, embora os problemas se mantenham - e em alguns casos até se agravem -, ano após ano.

O meu espanto é que, no meio de tanta incompetência, as pessoas continuam a votar no partido do poder. Nunca percebi porquê. Mas também não perco muito a tentar perceber, até por se passar o mesmo a nível nacional... 

O que eu posso dizer, como morador do Concelho de Almada há mais de trinta e nove anos, é que a forma como se olha para a coisa pública, a começar pelas ruas, nunca foi tão displicente. Lixo, buracos e vegetação, são o "pão nosso de cada dia", em todo o Concelho.

É muito triste sermos notícia nacional devido à falta de água, apenas porque não se "fez o trabalho de casa", como foi dito pela Ministra do Ambiente. Até porque o nosso subsolo possui um dos maiores aquíferos do distrito de Setúbal...

Pessoas ligadas à CDU garantem-me que em 2017 já existia um plano de renovação de toda a rede pública, assim como um projecto para a realização de novos furos de água. Mas como o costume é ignorar as iniciativas feitas pelos outros partidos, mesmo que sejam boas para a população, não vale a pena fazer grandes comentários.

Por todas estas razões, não tenho qualquer dúvida, de que a falta de água em Almada, é uma grande ironia em relação à governação local (ou não se desse o caso de se andar a "meter água" no Município, há mais de oito anos...).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, julho 06, 2026

"Almada sem água" (ainda bem que não é verdade...)


Na actualidade as notícias são dadas mais com o intuito de alarmar, que de informar as pessoas.

É a constatação que posso fazer em relação à notícia divulgada por vários canais televisivos, sobre a falta de água canalizada em Almada.

Existe um problema recorrente nas freguesias que ficam mais povoadas durante o Verão (Costa de Caparica e Charneca de Caparica, onde existem muitas "segundas casas", com piscina...), porque nos últimos oito anos e meio, não foram feitas as obras previstas e necessárias (ainda no tempo da CDU...).

Mas posso garantir, como habitante de Cacilhas, que apenas senti menor pressão da água no período nocturno, em alguns dias. Ou seja, nunca fiquei sem água canalizada em casa.

Ainda bem que a falta de água em Almada "só é geral" nas notícias...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, junho 30, 2026

Mesa cheia na nossa "Tertúlia do Bacalhau com Grão"...


Esta segunda-feira o Restaurante Olivença voltou a ter uma mesa cheia, a querer recordar os velhos tempos da "Tertúlia do Bacalhau com Grão", que de 2014 a 2020, reunia neste primeiro dia de cada semana uma dúzia de amigos, que gostavam de estar uns com os outros e de partilharem memórias, histórias e também anedotas, normalmente contadas pelo bom do Orlando.

Aos três "habitués" (Chico, Carlos e Luís), juntaram-se o Mário, o Henrique, o Tomás, o Pedro e a Sónia.

Conversámos, sorrimos e viajámos no tempo, graças à memória do Chico, que continua a adorar caminhar pela Capitão Leitão da sua juventude...

(Fotografia de Eliane - Almada)


quinta-feira, junho 25, 2026

Gente que não desiste de viver...


Não sei explicar muito bem porquê, mas conheço muito boa gente de Almada, que anda entre os oitenta e noventa anos (alguns passam...). Os meus filhos às vezes dizem mesmo, "só conheces velhos", com um ar provocador.

E é um bocado assim. Penso que isso tem muito a ver com o meu papel de historiador local. São as pessoas antigas que nos conseguem levar com mais facilidade ao tempo que já não existe...

E talvez também eu seja um "sujeito antigo", embora não se note tanto, fisicamente.

E foi assim que uma manhã destas, ao passar pela esplanada do "Café Central", encontrei o Joaquim a ler o jornal, atentamente, numa das suas mesas. Tirei-lhe um retrato e depois fui cumprimentá-lo, agradado por ver que ele continuava interessado em saber como vai o mundo, com as notícias de papel.

Disse-me que sim, com um sorriso, que ainda não tinha desistido do mundo, mesmo com as suas noventa e quatro primaveras e as mazelas normais de quem vive mais do que estava à espera...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, junho 20, 2026

Aqui estou eu: Carlos Gomes cidadão almadense noventa anos de idade


Aqui estou eu: Carlos Gomes
cidadão almadense noventa anos de idade
 
 
Conta-se facilmente a minha história
Almada é a minha terra, foi aqui que nasci e cresci
Recordo com emoção as ruas com memória
Lembro-me dos amigos que nunca esqueci
Olho para tudo, com um sentimento de vitória
Sinto-me satisfeito com o bom e o mau que vivi
 
Lutei bastante, por mim e pelos meus,
Umas vezes com sacrifício e peso no coração
Inventei caminhos sem esperar qualquer Deus,
Sei que segui, quase sempre, a força da razão

Dei, mas também recebi, muito, nesta vida
As viagens deram-me mais mundo e conhecimento
 


S
onhei sempre, mas sem parar no tempo
Ilusões, tive algumas, mas nada que soasse a fantasia.
Livre de amarras, andei contra e a favor do vento
Vi e vivi coisas que me deixam com nostalgia mas
Abraço a vida sem soltar qualquer lamento
 
Gratidão foi uma palavra que nunca me abandonou
Ontem, hoje, amanhã, foi, é, bom viver em liberdade
Mas nunca esqueci a importância do dinheiro e o
Empreendorismo foi a forma de olhar para a realidade
Sem ter medo de me sentir um Cidadão Inteiro.
 
 
Luís [Alves] Milheiro

(Fotografias do arquivo de Carlos Gomes)


sexta-feira, maio 29, 2026

O novo "Cine-Carochas"...


Comecei a escrever sobre cinema no meu "Largo" e acabei por escrever sobre uma novidade da nossa "terrinha" (parece que vale de alguma coisa ter como presidente uma antiga actriz...).

Transcrevo os três últimos parágrafos:

«Não deixa de ser curioso, que se tenha criado em Almada no último mês um "cine-clube" municipal, no velho Salão das Carochas (esta sala já foi muita coisa e curiosamente foi "sala de cinema" logo depois do 25 de Abril, com a projecção de filmes infanto-juvenis). 

Ainda não me bem informei sobre o assunto, se tem público, embora perceba que o objectivo principal do "Cine-Carochas" é ser um espaço alternativo ao "comércio de filmes", ser uma casa aberta às fitas independentes (talvez as tais dos muitos realizadores portugueses...).

Como de costume não era para escrever nada disto, era para falar de história com cinema. Fica para amanhã...»

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, maio 23, 2026

Boas "Sementes" lançadas em Almada


Fala-se muito (e bem) do Festival de Teatro de Almada, que se realiza no Verão e fala-se pouco do "Sementes" (eu também...), a mostra internacional de artes para o pequeno público, que já vai na sua trigésima primeira edição, organizada pelo Teatro Extremo. 

Tal como o Festival, o "Sementes" não se fica por Almada, viaja também para Loures, Montemor-o-Novo e Palmela, entre 22 de Maio e 7 de Junho.

Espero que tenha a aderência que merece dos jovens almadenses (e arredores...), de todas as idades. 

Gosto particularmente do cartaz desta edição, feito pela Catarina Pé-Curto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, maio 17, 2026

Ora aqui está uma boa ideia, esta do regresso das bibliotecas itinerantes...


Não me importa que possa ser considerada uma ideia ultrapassada, esta das "bibliotecas itinerantes", por este tempo que quer dar cada vez menos espaço aos livros de papel.

É uma boa ideia. Ponto final.

O importante é continuarmos na luta, andar por aí à procura de leitores, de todas idades e dizermos que o livro é o "avião" e o "barco" mais em conta que existe à nossa volta. Só ele nos leva de viagem, quando não temos euros na carteira, por este mundo, que parece estar cada vez mais perto.

E o Luís, tenho a certeza que se adequa bem a este papel, de bibliotecário itinerante.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, maio 12, 2026

"É Preciso uma Flor" de Maria Rosa Colaço


De longe a longe, aparece-me nas mãos um livro "desconhecido" de um autor almadense. Neste caso em particular foi de uma autoria, Maria Rosa Colaço. 

Falo de "É Preciso uma Flor", um livro de contos editado em Maio de 1968 (penso que ela nesta altura estava a viver em Moçambique, onde era professora...),

O mais curioso neste livro é ser próximo do neo-realismo e abordar o drama que é ser mulher, num mundo feito à medida dos homens, em praticamente todas as suas histórias...

Drama que permanece actual, por culpa de todos nós. 

É preciso muito mais que uma flor, para que o mundo fique mais igualitário, no género, na cor e na religião...


sexta-feira, maio 08, 2026

A mensagem dos jovens de Almada em Abril: "E em vez do Medo?"


Não deixa de ser curioso, que na comemoração dos 52 anos da Revolução de Abril, as marcas mais curiosas que me ficaram foram dos jovens, especialmente a exposição das escolas que encheu a Oficina de Cultura de Abril, com "E em Vez do Medo?". E também a mostra de cartazes que foram colados nas paredes brancas exteriores da Casa da Cerca, cheios de mensagens bonitas e pertinentes.


Fico feliz pela envolvência de 2000 alunos, 42 professores e 15 escolas do Concelho, e sobretudo, pela sua criatividade.

E fico ainda mais feliz por não deixarem arrefecer Abril (ao contrário dos poderes locais e nacionais...) e por se manifestarem desta forma contra os discursos de ódio e pela violência crescente - mesmo que seja virtual - contra as mulheres e as minorias.

(Fotografias de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, abril 23, 2026

A Gente Boa de Abril e de Almada


Foi graças às pessoas de Almada que tive o grato prazer de conhecer, de conviver e de me tornar amigo, que faço quase um "mural" com os seus nomes aqui no "Casario".

A maior parte já não está entre nós. Por serem pessoas de Abril, da Liberdade, do Conhecimento e da Partilha, presto-lhes aqui a minha homenagem, por sempre ter sentido que estavam, e estão, no lado certo da vida, onde o "nós" é sempre mais importante que o "eu".

Alexandre Castanheira; Américo Morgado; Aníbal Sequeira; Arménio Reis; Carlos Alberto Rosado; Carlos Durão;  Carlos Gomes; Carlos Guilherme; Clara Mestre; Diamantino Lourenço; Edite Condeixa; Fernando Barão; Francisco Bastos; Francisco Gonçalves; Gena Sousa; Henrique Mota; Idalina Alves Rebelo; Jaime Soares; Luís Bayó Veiga; Maria Stuart Pereira; Mário Martins; Orlando Laranjeiro; Romeu Correia; Sérgio Malpique; Vitor Rosado.

Escolhi 25, mas poderia ter escolhido 30 ou 40. Foi Abril que ditou este bonito número e a Liberdade que me disse para não ter medo de ser selectivo na amizade e na memória da partilha de saberes...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, abril 18, 2026

Abril e a Liberdade já estão na rua em Almada


Embora tivesse lido que se iriam colar cartazes feitos por alunos das escolas de Almada, que festejavam Abril, não imaginava que era hoje.

Foi uma boa surpresa, quando me deslocava para a sede da SCALA ver tanta gente na rua da USALMA e  da Casa da Cerca.

Pensei logo em passar por lá, depois de ver a exposição da Alzira, do Hélder e da Gorete. E foi o que fiz...


E foi bom, ver tanto Abril naquele muro longo que gosta de se transformar, de vez em quanto, em galeria de arte a céu aberto.

E é muito bom sentir que Abril tem mais vidas que uma centena de gatos juntos...

(Fotografias de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, abril 08, 2026

O adeus de mais um grande associativista almadense...


Alberto Pereira Ramos deixou-nos ontem. 

Foi um grande associativista e também um importante estudioso deste fenómeno ímpar, que fez escola em Almada desde a segunda metade do século XIX, e tanto contribuiu para o crescimento e progresso do Concelho.

A sua colectividade de eleição foi a Academia Almadense, onde foi dirigente e fez amizade com Romeu Correia.

Embora já nos conhecêssemos foi durante as comemorações do centenário do nascimento do Romeu, que estreitámos relações e passámos a encontrar-nos com alguma frequência num dos cafés da rua Capitão Leitão, partilhando o nosso gosto pelos livros e pela história de Almada.

Percebi que por detrás do associativista estava um homem de uma grande generosidade e companheirismo.

Com a pandemia, foi mais um dos muitos almadenses que ficou retido em casa. E quando as coisas normalizaram, já não voltou a sair com a frequência habitual e as nossas conversas foram interrompidas...

Apesar destes tempos que vivemos serem de "esquecimentos", presto aqui a minha homenagem a um grande Almadense.

(Fotografia de Luís Eme - Alberto oferece o seu testemunho numa das sessões de homenagem a Romeu Correia que se realizaram em Almada em 2017...)


domingo, março 22, 2026

Quando as conversas nos fazem pensar e mudar (para melhor)...


Uma das coisas que mais gosto das conversas é quando sinto que me enriquecem e ajudam a pensar melhor.

Foi mais ou menos isso que aconteceu ontem, na sede da SCALA, depois da inauguração da minha exposição de fotografia, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos".

Continuámos à beira Tejo e começámos uma boa conversa sobre o "Ginjal: memória e futuro", animada por Henrique Mota, Teresa Ribeiro e Carla Carvalho, aberta a todos os presentes.

Embora tivesse escrito no texto que publiquei ontem, que tinha sido uma boa decisão "terraplanar" todo aquele espaço, à medida que ia ouvindo outras opinião e olhando para as fotografias que saltavam das paredes, percebi que tinha sido uma estupidez não ter deixado pelo menos duas ou três paredes de pé, para servirem de inspiração aos vários "grafiteiros" que passavam pelo Ginjal.

Ainda fui capaz de pensar melhor e perceber que se podia ter mantido a entrada e a passagem do Corredor do Luís dos Galos" (e da Júlia...)... Mas para isso acontecer, era preciso que as pessoas encarregadas de deitar tudo abaixo, gostassem de "museus a céu aberto"... Onde também poderia ter "sobrevivido" um painel dos azulejos azuis e brancos da bonita fachada da casa da Júlia (e claro do Henrique, da Carla e da restante família)...

Mas isto são quase palavras de um "sonhador"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, março 21, 2026

"Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos (e conversas)


Inauguro hoje em Almada na sede/ galeria da SCALA, uma exposição de fotografia sobre o Ginjal. Escolhi como título, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos". Por a palavra memória ser um pouco "perigosa", normalmente anda em busca de coisas antigas, saliento o facto de todas as minhas fotografias expostas serem do século XXI.

Mas a palavra memória continua a fazer sentido, pelo menos para mim, porque as trinta imagens (são mais de cinquenta, algumas foram transformadas em "mosaicos"...) que apresento foram tiradas ao longo de todo o século XXI e mostram um Ginjal, ainda com paredes e muita cor, o que já não existe, desde 2025, quando se resolveu terraplanar todo aquele espaço, cada vez mais povoado por habitantes clandestinos, que viviam em situações completamente indignas...

Há um movimento de antigos habitantes e gente que gosta do Ginjal, que tenta defender este espaço, para que ele não seja retirado a pessoas como eu, que tanto prazer têm em passear por ali, de mão dada com o Tejo. É por isso que depois da inauguração da exposição, decorrerá uma conversa, dinamizada por elementos deste movimento, intitulada: "Ginjal: memória e futuro".

Poderá parecer a muito boa gente que  estas conversas não grande fazem sentido, por vivermos num tempo pouco receptivo à defesa de interesses colectivos. Como eu penso exactamente o contrário, acho que esta exposição é mais uma boa oportunidade para dizermos o que não queremos que transformem o Ginjal.

Penso que todos estão de acordo, em não querer que o Ginjal se torne numa espécie de Tróia (onde até as viagens de barco se tornaram quase um luxo...), com a invenção de vários condicionalismos, criados com o objectivo de limitar a passagem pelo Cais a todos aqueles que gostam de passear rente ao rio e conversar com o Tejo.

Como os nossos políticos se distraem com facilidade, é preciso dizer isto aos governantes da nossa Cidade, de uma forma clara.

Nota: Texto publicado inicialmente no"Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


terça-feira, março 17, 2026

"Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos"



Esta minha exposição de fotografias do Ginjal, tem duas particularidades, mostra apenas fotografias do século XXI (sim, são todas do "velho novo milénio"...), mas quando ainda existiam as paredes dos velhos armazéns e habitações, que nos acompanhavam de Cacilhas até ao Ponto Final...

Serás inaugurada no próximo sábado, às 16 horas, na sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada).

Adenda: Depois da inauguração da exposição, haverá uma conversa aberta sobre o "Ginjal: memória e futuro".


segunda-feira, março 09, 2026

A Centenário do Parque Mayer na Incrível Almadense


No próximo sábado, dia 14 de Março, às 15.30 horas, a Incrível Almadense é o palco da apresentação do documentário multimédia de Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas, "Parque Mayer, 100 anos de Memórias, Vivências e Glórias (1922-2022)".

Estes dois almadenses têm-nos habituado à apresentação de excelentes trabalhos, cheios de cor e de imagens históricas, bem secundados pela escolha musical como pano de fundo.

Este documentário ainda deverá ser mais rico, pela abrangência da nossa "Broadway Portuguesa", onde se realizaram centenas de revistas memoráveis nas suas salas mais emblemáticas.

E também deverá ser relevada a sua envolvência, com casas de jogos, palcos montados ao ar livre para outros espectáculos (como foram o boxe e a luta livre), divertimentos de feira, e claro, vários restaurantes memoráveis...

Quem aparecer na Incrível, de certeza que dará a tarde por bem passada.


quinta-feira, março 05, 2026

A Festa das Artes da SCALA


No sábado será inaugurada a Festa das Artes da SCALA, na Oficina de Cultura de Almada.

É muito provável que esta seja a minha última participação na Festa das Artes da SCALA, porque a associação cultural mudou muito nos últimos anos e perdeu algumas das características que a tornavam única no panorama associativo almadense...


sábado, fevereiro 28, 2026

Olho de Boi, entre o longe e o perto...


A tempestade também andou por Almada. Felizmente, com menos dramas humanos que na Costa de Caparica ou Porto Brandão.

Um dos lugares atingidos foi a estrada que liga a Boca do Vento ao Olho de Boi e ao Ginjal.


Desta vez a Autarquia não esperou um mês (foram apenas umas três semanas...) para retirar a lama, a terra e os restos de árvores, abrindo de novo a estrada aos moradores e turistas, amantes da Margem Sul do Tejo. 

Ontem vi uma máquina e um camião a levar tudo o que caiu da encosta (ou arriba...), que só torna ainda mais visíveis as nossas fragilidades naturais, quase sempre olhadas de forma desatenta pelos governos e governantes...

(Fotografias de Luís Eme - Olho de Boi)

Nota: publicado também no "Largo da Memória".


quinta-feira, fevereiro 19, 2026

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Mau tempo no cais...


Num mês povoado de desgraças, de Norte a Sul, devido aos ventos tempestivos e às cheias, passei pelo Ginjal e encontrei um paredão mais esburacado e umas árvores a quererem ficar na praia das Lavadeiras...


Fiquei a pensar que foi muito boa ideia o que fizeram entre Abril e Maio, deitando abaixo os armazéns e restos de habitações que se mantinham de pé.

Se não o tivessem feito, tinha acontecido agora mais uma desgraça, provavelmente com várias vítimas...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Eu finjo que isto só se passa aqui, mas deve ser "geral"...


Continuo a gostar de viver nesta minha Cidade, mesmo que seja governada por gente que devia estar a fazer outras coisas.

Tirei esta fotografia nestes dias com rastos de "Ingrid´s" e "Kristin´s", num daqueles intervalos em que o Sol aparece, mesmo que seja por pouco tempo.

Mais uma vez a "protecção civil" do Município, fez aquilo que é mais fácil (em Almada esta gente é especialista nisso...), colocar placas proibitivas ou barreiras para evitar passagens. Ou seja, fechou o parque de estacionamento mais central da Cidade, porque há uma parte do seu interior que precisa de obras, há pelo menos meia-dúzia de anos. Mas como sempre, os políticos têm-se limitado a assobiar para o ar, enquanto vão metendo o dinheiro dos clientes no "saco"...

Provavelmente, isto passa-se de Norte a Sul, gente que finge que governa e resolve os problemas, mas que depois fica à espera que eles se resolvam sozinhos, até perceberem que se trata mesmo de uma impossibilidade e têm de arregaçar as mangas.

Mas isso é o que menos me interessa. Vivo em Almada. E por isso mesmo gostava que a minha terra fosse governada por gente competente, atenta e com um sentido mais humanista.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, janeiro 14, 2026

Eu sei que vou acabar por me habituar, mas...


Às vezes acontecem pequenos acasos, agradáveis, nas viagens de cacilheiro, entre as duas margens do "melhor rio do mundo", como são os encontros inesperados com pessoas de quem gostamos.

Foi o que aconteceu na sala de espera do Cais de Sodré, quando descobri as as minhas queridas vizinhas Natália e Rosa. Além de atravessarmos o Tejo, apanhámos o metro e ainda subimos a rua Emília Pomar. Só nos despedimos depois do elevador do nosso prédio parar no terceiro andar...

Como sempre, falámos de várias coisas, até das novas barcas que nos levam para cá e para lá e que funcionam a electricidade.

Se eu achava que os novos nomes das "barcas rectangulares" deviam ser mais simples, elas acharam deliciosa a escolha de aves do rio (mesmo que algumas nos fossem completamente desconhecidas...). Como era o caso particular da "Tarambola-Dourada", o nome da barca que nos levou até Cacilhas, 

Eu sei que vou acabar por me habituar à elegância das aves escolhidas, mas tinha preferido que tivessem escolhido as singularidades da toponomia popular da nossa Margem, como são os casos do "Olho de Boi" ou da "Boca do Vento". 

Ninguém é perfeito...

Nota: texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


domingo, janeiro 11, 2026

Saudades de um grande Autarca, que não dava descanso aos "buracos" de rua...


Sei que é mau começar o ano aqui no "Casario" a falar dos buracos da Cidade, mas é impossível ficar em silêncio quando passo diariamente por uma parte do passeio da praça Gil Vicente (mesmo junto ao muro de uma arrecadação da União de Juntas...), que abateu e que não mereceu ainda a atenção dos nossos autarcas eleitos. 

Já está assim há mais de um mês. Além de ser perigoso para quem passa por ali, a tendência será para piorar, se não se fizer nada (como é normal acontecer), porque continua a ser Inverno...

Sempre que me cruzo com estes "acidentes de percurso", a minha primeira memória vai para um grande autarca da Junta de Freguesia de Almada, que tive o grato prazer de conhecer e ver em acção nas ruas de Almada, Renato Montalvo.

O bom do Renato gostava mais da rua que dos gabinetes, e era por isso que andava sempre atento ao que se passava nas artérias da cidade e assim que detectava algo fora da normalidade, usava o telemóvel para resolver o assunto. Falava directamente com as pessoas responsáveis pela resolução do problema e de um dia para o outro, este aparecia resolvido.

Eu sei que não existem pessoas insubstituíveis, mas há pessoas que fazem mais falta que outras. E o Renato Montalvo é uma delas...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)