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sexta-feira, julho 10, 2026

É bom recordar que a presidência do SMAS tem funcionado como "moeda de troca" na governação local...


Tudo o que acontece - de mau e de bom - no Concelho de Almada, está directamente ligado à governação do PS, e à presidência de Inês de Medeiros. São mais de oito anos e meio de poder. Os socialistas não têm qualquer espaço para o habitual "passa culpas".

Existe sim, alguma cumplicidade com os partidos com que se coligou ao longo dos mandatos.

É por isso que se trata de uma piada de mau gosto, o PSD ter vindo a terreiro, afirmar que "não tem nada a ver com assunto". Os factos falam por si, foi um vereador do PSD que presidiu os SMAS (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento) entre os anos de 2017 e 2024.

O mesmo se passou na coligação seguinte, feita com a CDU. Mais uma vez, Inês Medeiros "ofereceu" a presidência do SMAS ao partido com que acordara governar Almada, neste seu último mandato (desde Outubro de 2025).

Isto prova duas coisas. O pouco interesse que o SMAS sempre despertou ao PS e à presidente de Câmara (que também se comprova com a redução de investimento durante os dois primeiros mandatos, com a cumplicidade do companheiro de coligação, o PSD). E a ligação dos partidos com que se coligou a todo este problema (bem podem tentar "sacudir a água do capote", como o fez  apressadamente o vereador do PSD...), por terem aceitado a presidência do SMAS, mesmo que fossem apenas uma espécie de "rainha da inglaterra"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, janeiro 17, 2025

O oportunismo político dos "agentes da limpeza" de Almada


Já a pensar nas próximas eleições autárquicas, o PSD, afastou-se do PS e agora finge que não tem nada a ver com a governação dos últimos oito anos no Concelho de Almada.

O mais curioso, é que os pelouros onde constavam a higiene e limpeza, pertenceram aos sociais democratas, que antes de se coligar com os socialistas, usou como bandeiras eleitoral o "lixo nas ruas" (as fotografias valem sempre por muitas palavras...).

Infelizmente o lixo, em vez de diminuir nas ruas, aumentou. É sempre mais fácil colar e afixar cartazes, que resolver os problemas das pessoas, neste caso em particular, dos almadenses.

A grande "novidade" deste afastamento do PSD da coligação que governou Almada, é o chumbo do orçamento de 2025, que segundo os entendidos, aconteceu pela primeira vez desde que se realizam eleições autárquicas...

Vamos ver como é que os almadenses reagem a estas "traições" oportunistas, já nas próximas eleições...

De uma coisa ninguém tem dúvidas, o tal "lixo" nunca saiu das ruas.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, novembro 23, 2024

Não há limites para a falta de vergonha (e respeito) da Câmara Municipal de Almada


Não percebo como é uma câmara dita socialista, governa tanto contra as pessoas, neste caso particular contra os almadenses.

A sua única preocupação é o lucro fácil. Pelo menos esta é a explicação que encontro para a instalação de parquímetros em todos os lugares onde é possível estacionar, sem que se efectuem quaisquer obras de melhoramentos desses espaços.

Na zona onde vivo (Quinta da Alegria), há um parque de estacionamento "meio selvagem", onde a única obra feita foi a colocação de linhas brancas para delimitar o estacionamento (provavelmente já a pensar no passo seguinte...).


Nos lugares onde costumo estacionar é visível a degradação do alcatrão, pois estes foram feitos pelo construtor dos prédios, há quase quarenta anos, sem que houvesse qualquer preocupação na melhoria do piso (tal como acontece com as estradas, naturalmente esburacadas...), por parte da Autarquia durante todo este tempo.

Autarquia que em vez de fazer as melhorias tão necessárias nos pisos (estradas e parques de estacionamento), coloca sinais e parquímetros, porque o que interessa é o "dinheiro fácil", de quem precisa de estacionar os seus carros, quando se desloca a Almada e não fazer o seu papel, como Autarquia, na defesa e melhoria da qualidade de vida dos seus concidadãos...

(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)


domingo, março 31, 2024

Almada: a obra publicitada que não se faz (e a que se faz sem que se cumpram prazos e se notem melhorias óbvias...)


Tenho evitado escrever aqui no "Casario" sobre o Município e sobre as obras que se fazem e não se fazem. Mas ao ver ontem mais um episódio do "Portugal Fenomenal" da RTP1, que falou sobre o Presídio da Trafaria, e onde deram espaço à Presidente do Município de Almada, para falar de mais um bom projecto, constantemente adiado (a transformação do Presídio num espaço de formação superior, ligado à Universidade Nova de Lisboa) sobre o futuro daquelas instalações e da própria Localidade Ribeirinha.

Sei que há lugares mais complicados que outros, como são os casos da Lisnave e do Ginjal, para se fazer algo de novo, embora 20 e 30 anos, seja já tempo e abandono a mais. E não têm faltado projectos para estes lugares ao longo dos tempos... 

Mas há coisas mais simples, que também não se resolvem. Quando a Câmara Municipal, ainda nos tempos da CDU, adquiriu as antigas instalações da EDP, que ficam no centro de Almada (e são de tal forma grandes e importantes que podem ser adaptadas para quase tudo: falou-se muito de Loja do Cidadão, Unidade de Saúde de Cuidados Continuados, Serviços Públicos Camarários, etc), não o fez com toda a certeza, para que continuassem abandonadas, a serem degradadas pelo tempo e pelo vandalismo. É por isso que pergunto: como é que é possível que este PS (aliado ao PSD), ainda não tenha conseguido encontrar uma solução que sirva os almadenses, num dos espaços mais centrais de Almada?

Mas tudo isto é ainda mais triste se pensarmos na obra feita ou a fazer (em que se gasta dinheiro, não se cumprem prazos e fica quase tudo na mesma...). Foi assim na Praça Gil Vicente, no Largo de Cacilhas e agora no Jardim Público dr. Alberto Araújo (junto ao antigo tribunal). Há quase um ano que o jardim está encerrado ao público. Felizmente, este mês abriu-se o caminho que nos leva do Largo Gabriel Pedro à Rua Capitão Leitão. Embora tenham cercado e fechado este jardim antes de Junho, a data em que foi afixado o início das obras, que segundo as indicações do cartaz deveriam demorar 180 dias. Ora, como estamos praticamente em Abril, mesmo só a contarmos com o tal Junho do cartaz, já passaram mais de 300 dias desde o "começo afixado"...

Quem vive em Almada há mais de três décadas, como eu, nota uma diferença gritante entre os mandatos da CDU (que deixou mesmo obra...) e este PS, de Inês Medeiros, que já está no poder há mais de seis anos. Infelizmente a imagem de marca da coligação PS/ PSD, é uma Cidade mais suja, mais esburacada (as ruas nunca estiveram em tão mau estado como estão actualmente), e sobretudo, adiada...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, outubro 02, 2023

Estou Completamente contra o alargamento da via rápida da Costa


Estou completamente contra o alargamento da via rápida da Costa de Caparica de três para quatro vias.

Mesmo sem ser técnico, parece-me tratar-se de um desperdício de dinheiro, porque o problema de trânsito nesta estrada tem pouco a ver com o número de vias. O caos surge nas saídas e entradas da IC 20, ou seja, na rotunda do Centro-Sul e nos acessos da Cidade da Costa de Caparica.

Gostava de ver era os "especialistas da matéria" a debruçarem-se sobre o "Centro-Sul", uma rotunda que recebe trânsito de todo o lado, e a procurar criar uma alternativa que retirasse um boa parte dos milhares de veículos que circulam por ali, diariamente.

Não tenho grandes dúvidas, que este sim, é o verdadeiro problema de trânsito de Almada e não a IC 20. 

Infelizmente o hábito de nos "atirarem areia para os olhos",  e desperdiçaram os dinheiros públicos, contínua a ser "a imagem de marca" dos nossos políticos.

(Fotografia de Luís Eme - Costa de Caparica)


quarta-feira, setembro 13, 2023

50 Associações, 50 Fotógrafos...


Desta vez não procurei ficar bem informado (e até tenho uma boa fonte...), sobre uma iniciativa do Município, em que convidou 50 fotógrafos para tirara fotografias a 50 Colectividades Almadenses. Mas imagino que a iniciativa se prenda com os "50 anos de Almada como Cidade".

Fiquei a saber desta acção cultural porque um dos meus amigos foi requisitado como "modelo fotográfico". E explicou-me de uma forma sintética o que se passava.

Não estou contra. Apenas estranho que a história do Associativismo se misture com a história da Cidade, quase de uma forma panfletária, ao mesmo tempo que se finge que está tudo bem nas colectividades almadenses, cada vez mais sufocadas economicamente. E sem que recebam o apoio devido do Poder autárquico, para além de serem usadas neste quase "concurso de fotografias"...

Tudo isto me cheira mais a salazarismo que a Abril, que também está quase a chegar aos 50 anos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, junho 05, 2023

Na tal outra "cidade satélite" em que estão a transformar Almada, o poder socialista tenta banalizar a Cultura e História Local


Na tal outra "cidade satélite" que tem feito parte dos discursos da presidente do Município e que tem como objectivo banalizar (e até "apagar"...) a identidade e a cultura local, acontece isto:

- Fecham-se museus, equipados recentemente, sem que seja dada uma explicação ou uma resposta inteligível aos almadenses (Museu da Música Filarmónica; Centro de Interpretação de Almada Velha);

- Reduzem-se ou cortam-se definitivamente os apoios ao Associativismo Popular (que eles gostam de chamar "comunista"...), para que estes fechem as suas portas ou passem a ter uma existência meramente residual;

- Finge-se que se apoia as Bandas filarmónicas centenárias do Concelho, mas oferecem-se "migalhas" que nem sequer dão para a compra de fardamentos ou para a reparação de instrumentos;

- Assumem-se compromissos no apoio à reedição de obras literárias (como aconteceu com alguns livros esgotados de Romeu Correia) e depois dá-se o dito por não dito e faz-se o contrário;

- Transformam-se as festividades locais (como acontece nestes Santos Populares) em espectáculos com artistas nacionais, roubando espaço ao artistas e ao associativismo local, metendo o dinheiro que lhes é "subtraído" nos bolsos das "vedetas nacionais";  

Infelizmente estes casos não acontecem apenas em Almada, acontecem de Norte a Sul, porque os Governantes locais continuam a gostar de fingir que estão a governar as "suas casas" e não o "territórios de todos".

O que continuo sem perceber, é o silêncio da oposição local (especialmente dos partidos de esquerda), perante tantos atropelos à história e cultura almadense.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quinta-feira, março 23, 2023

Não Desistir é também Resistir...


Em Almada há demasiadas coisas em "crise". Umas acontecem de forma naturais, outras são provocadas.

Por saber que é cada vez mais difícil fazer coisas com o apoio do Município (onde será que eles metem o dinheiro?...), que quando chega, vem tarde e a más horas, não posso deixar de aplaudir quem não desiste, quem continua a bater às portas dos poderes, para que estes cumprem a sua missão, que é apoiar a Cultura, o Associativismo, a História Local (pois é, Almada até tem história, com praticamente a mesma idade do nosso País...).

Não, ainda não somos apenas a tal "cidade-satélite" (o que quer que isso seja...) de Lisboa...

E que bonita é esta capa de "O Pharol", da autoria de Júlia Capelo, uma das últimas habitantes do Ginjal (os "ocupas" destes tempos quase modernos não contam...), do "corredor do Ginjal".

E é muito bom sentir, que não desistir é também resistir...


domingo, fevereiro 05, 2023

O Voto de Qualidade do Senhor Presidente...


Li a notícia no site do "Record" e pensei logo que tinha tudo para dar errado...

Estou a falar da decisão tomada na assembleia geral do Clube Desportivo Cova da Piedade (aliás, tomada pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Clube, através do seu voto de qualidade, após um empate entre 33 sins e de 33 nãos...), de acolher o clube "sem abrigo", cujo nome passou a designar-se por apenas uma letra a B, após ter sido "corrido" do Clube de Futebol "Os Belenenses", que apesar de ser um clube de primeira, não teve qualquer problema em voltar aos distritais.

Felizmente foi subindo todos os anos de divisão e hoje já está na Liga 3, que parece um campeonato de históricos, principalmente na sua zona, onde tem como adversários o Vitória de Setúbal, a Académica, o Caldas, o Alverca, o União de Leiria e o Amora, que já estiveram na Primeira Divisão.

Voltando ao Cova da Piedade, depois de ter tido uma SAD com capital chinês de triste memória, que depois de deixar um rasto de dívidas, decretou falência, volta a "navegar" no erro, ao juntar-se a outra sociedade que pelo exemplo que deixou em Belém, também não honra os seus compromissos. 

Percebe-se à légua que a lei sobre as sociedades desportivas devia ser mais transparente e também mais exigente. Contam-se os exemplos de mais de uma dúzia de clubes, que tiveram de mudar de nome para poderem continuar disputar os campeonatos de futebol. E outros, tiveram de fazer como o Belenenses, começar de novo nos distritais... 

Talvez o exemplo mais recente e mediático, seja o do Desportivo das Aves, que até teve a Taça de Portugal, que conquistou no jogo com o Sporting de triste memória (depois da invasão de Alcochete...), em leilão...

E é por tudo isto que digo, que esta união, tem tudo para dar errado.

E ainda há um aspecto não menos interessante: onde irá jogar esta SAD? Será que vai voltar ao Estádio Municipal da Cova da Piedade, apesar do rasto de incumprimentos que deixou atrás de si?

Texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


quinta-feira, outubro 20, 2022

Dar emprego aos amigos, que nunca são demais...


Não sei se são apenas 19 os antigos assessores de Medina que Carlos Moedas "despediu", ao derrotar o PS na Capital, que foram entrando, quase pela surra, na Câmara Municipal de Almada. A revista "Sábado" diz que sim, mas fontes da oposição dizem que são muito mais.

Não me interessa estar aqui a discutir números, mas não deixa de ser curioso, que se "inventem" funções e cargos, para muitos destes socialistas (boys & girls), que saltam da Margem Norte para a Margem Sul, quase todos com vencimentos acima dos três mil euros...

Sei que os maiores partidos sempre funcionaram como "agências de emprego" e que a ética já nem sequer faz parte dos discursos, muito menos na prática diária desta gente, que acha que o dinheiro que os almadenses pagam em impostos, "lhes pertence".

Mas não deixa de me espantar o silêncio ensurdecedor das oposições, especialmente da CDU e do BE, sempre tão atentos ao que se passa no Governo Central.

Talvez o País se resuma mesmo a Lisboa...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, setembro 09, 2022

As Obras de Fachada e as Pessoas...

Quando estava a escrever o texto de ontem, dei por mim a pensar que nos últimos 30 an0s, a maior parte dos investimentos foram feitos em infraestruturas físicas e não nas pessoas.

E o mais grave é que se construíram autoestradas, pavilhões, piscinas ou grandes auditórios (um pouco por todo o país...) sem que os autarcas deste país, se dessem ao trabalho de pensar, se eram de facto, estes os bens que as populações necessitavam.

Em muitos casos, não eram. Há vários exemplos, de Norte a Sul, de autoestradas com poucos carros, pavilhões quase sem clubes e atletas, piscinas sem água e abandonadas,  e grandes auditórios com mais pó que público...

Posso falar do caso concreto de Almada, em que o Município teve a vaidade (e veleidade...) de construir pavilhões e piscinas em todas as freguesias. Apesar de toda esta oferta, a realidade sobrepõe-se sempre aos sonhos e fantasias... Apesar das condições de excelência, hoje existem menos clubes e menos atletas no Concelho a fazerem desporto, que há vinte anos.

Sei que é a obra física que fica para a posterioridade, mas teria sido muito mais útil, e menos dispendioso, se a aposta feita no betão tivesse sido também canalizada para as pessoas. Acredito que se tivesse sido oferecido o apoio técnico e material necessário aos clubes, que sempre substituíram o Estado no desenvolvimento desportivo das crianças e jovens deste país, hoje havia mais gente a praticar desporto no país inteiro.

Texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, junho 18, 2022

Ainda não Consegui Perceber...


Ainda não consegui perceber, mas também não perguntei a ninguém, que "coisa" é aquela que "cresceu" rente ao Tejo, quase mesmo ao lado dos espaços museológicos ligados à Marinha (Fragata D. Fernando II e Glória e Submarino...).

Mas faz-me confusão este quase "vale tudo", da governação socialista, em que nem a beira-rio está preservada.

Já tinha falado do regresso da indústria automóvel ao centro da cidade, que anos antes fora sendo afastada pela CDU, para a zona industrial... E agora aparece este "barracão" de dimensões consideráveis, mesmo em frente ao Canecão, com mais que vista para o Tejo (até tem praia...).

(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)


sábado, outubro 09, 2021

A Indomável Resistência da Incrível


Um dos aspectos que mais foi salientado nos discursos da Sessão Solene da Incrível, foi a excelente actuação da sua Banda Filarmónica, com todos os intervenientes a darem um destaque especial (e merecido) ao facto de uma boa parte dos músicos serem jovens adolescentes ou no começo da idade adulta. 

E isto acontece numa Sociedade Filarmónica que comemorou 173 anos de idade!

Provavelmente a mensagem mais importante que se poderia reter, é que ter muita idade no mundo associativismo não é sinónimo de velhice.

Por outro lado, não há melhor marca na história da Incrível que a sua indomável resistência. Só assim se percebe, que depois de uma paragem forçada devido à pandemia, a banda surja com grande brilho e glória, para satisfação de todos os Incríveis, com toda esta juventude, que é sempre motivo de esperança para o futuro.

E claro, é muito bonito inaltecer os jovens músicos que tocaram no palco, tal como o seu maestro, mas é ainda mais importante não esquecer os seus dirigentes, e sobretudo apoiar o seu trabalho. 

Se há lugar onde se deve apoiar o mérito, é no Associativismo. É bom que, de uma vez por todas, se distribuam "canas de pesca" em vez de "caixas de peixe" pelas Colectividades, que se façam protocolos que dignifiquem ao mesmo tempo o Movimento Associativo e o Poder Local.

 Teremos todos a ganhar com esta mudança de paradigma.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, setembro 07, 2021

A "Perseguição Política" do PS em Almada (2)


Uma das áreas sociais mais prejudicadas durante a actual governação socialista no Concelho de Almada, foi o Associativismo Popular.

Tudo isto porque o PS e o PSD orientaram a sua política de apoios, desde o começo de mandato, seguindo uma premissa errada: a de que todo o "associativismo almadense era comunista".

Ainda me questiono: como é que é possível acontecer tal coisa, quando se caminha para o meio século de democracia no nosso País?

O que é certo, é que isso ficou bem patente na sua prática e também no discurso de alguns dos seus dirigentes. Além de deixarem de apoiar muitas Colectividades, ainda tiveram o cuidado de ver se os subsídios atribuídos (alguns ainda da anterior gerência comunista...) tinham sido empregues nas áreas para os quais tinham sido pedidos. Quando tal não aconteceu foi exigida a sua devolução.

Como as receitas do associativismo são cada vez menores, é normal que as verbas atribuídas pelas autarquias acabem por ser aplicadas onde mais fazem falta (começa logo pela luz, água e rendas...). É preciso alguma sensibilidade social e algum conhecimento de campo, para lidar com estas questões da melhor forma, o que não aconteceu com este executivo. Em alguns casos mais delicados, pedir a restituição de verbas foi a mesma coisa que anunciar o "fecho de portas"...

Gostava que no futuro fosse feito um estudo rigoroso sobre as implicações da falta de apoio do Município nas Colectividades Almadenses no seio da população, que nos tempos que antecederam a pandemia, já viviam o seu dia a dia com grandes dificuldades. 

Sem apoios era-lhes praticamente impossível manterem as suas actividades desportivas, recreativas e culturais, nos mesmos moldes a que estavam habituados, para serviram os seus associados e os almadenses em geral.

(Fotografia de Luís Eme - A Incrível Almadense aparece aqui apenas pelo seu simbolismo, por ser a Colectividade-Rainha de Almada, com os seus 172 anos de idade e de história)


quarta-feira, agosto 11, 2021

O Copo Meio-Cheio dá Sempre Jeito aos Políticos...


Ao ler a entrevista feita à presidente do nosso Município, Inês de Medeiros ao "semmais", sublinhei algumas das suas palavras, por terem os "pózinhos" muito utilizados pelos políticos, esses mesmo, que são capazes de transformar fantasia em realidade. 

Vou começar pela cultura, por razões óbvias: 

«Houve muito investimento na cultura, a todos os níveis. Aumentámos os apoios regulares às companhias e outras associações e clubes com um critério que lhe permite hoje saber com o que contam.»

Claro que é possível que tenha sido feito mais investimento na cultura. Para isso basta que seja dado mais um milhão para o Festival de Teatro de Almada (é um dado hipotético...), mesmo que algumas associações e clubes de que fala, em vez de receberem apoio, tenham sido convidadas a devolver dinheiro, em nome do tal "critério"...

É por isso que é sempre possível dizer que "aumentámos os apoios regulares às companhias e outras associações e clubes"... O copo meio-cheio deu sempre mais jeito aos políticos que o copo meio-vazio...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


quarta-feira, julho 21, 2021

Almada é Igual ao País...


Escrevi o texto seguinte no meu "Largo":

«Embora existam muitos apelos para fazermos férias cá dentro, esta altura está longe de ser a melhor, por estarmos a menos de seis meses das eleições autárquicas.

Para não fugir à regra, os políticos viram as terras que governam de "pernas para o ar", fazendo melhorias - mais para "encher o olho" que para beneficiar as populações -, tornando a passagem pelo centro de muitas cidades e vilas, um pesadelo.

Eles apenas estão preocupados com a reeleição, apostando cada vez com a memória mais curta das pessoas (como se fosse possível esquecer três anos e meio de "adormecimento"...), publicitando as inaugurações e os benefícios recentes, como se fossem as "melhores obras do mundo"...»

Num concelho como o de Almada, com tantas carências ao nível social, como na habitação por exemplo (ainda existem "bairros de lata" na Trafaria e Costa de Caparica...), acho as obras que se estão a realizar no Largo de Cacilhas um desperdício de dinheiro. Não passa de uma obra eleitoralista, das tais para "encher o olho"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, junho 07, 2021

O Associativismo Tenta Regressar em Almada (timidamente)


Noto que durante este mês de Junho se irão realizar muitas das Assembleias Gerais que a pandemia e o bom senso cancelaram no Concelho de Almada.

Umas aprovarão os relatórios de contas e os planos de actividades, outras escolherão os novos corpos gerentes (tarefa cada vez mais difícil, porque há muito tempo que ser dirigente associativo deixou de ser um cargo "apetecível"...).

Não sei o que irá acontecer, num futuro próximo, pois a Autarquia, com a "cassete" de que o "associativismo em Almada era comunista", tentou dificultar ao máximo a sua sobrevivência, pois além de cortar subsídios, ainda exigiu a sua devolução (por o dinheiro não ter sido aplicado na "alínea" para o qual tinha sido pedido... esquecida que o pagamento da renda, água e luz, passa à frente de todas as "alíneas").

Gostava que os políticos também fossem penalizados desta maneira, quando desviam verbas, que deviam ser aplicadas na Cultura ou na Educação, para as aplicarem nas várias áreas do tecido urbano, por exemplo. 

Era um "corrupio" de devolução de verbas de Norte a Sul...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, março 10, 2021

Almada, Terra de Cultura e de Artistas


Eu sei que a Cultura ainda é pior que o futebol, no campo da distribuição dos dividendos: são ainda menos os que ganham muito e muito mais os que ganham pouco.

Quando se vive numa terra como Almada, que sempre se gostou de afirmar pela Cultura (mesmo que muitas vezes fosse uma coisa "postiça", mais política que real), é normal que exista mais gente do que se pensa, a passar mal, a ver o chão a fugir-lhe dos pés nestes tempos pandémicos.

E nesta Cultura, há duas áreas que sobressaem, a música e o teatro. Na Arte de Talma, além de existirem duas companhias profissionais, existe mais de uma dezena de grupos, que vivem entre o amador e "fingimento" que se é profissional. No panorama musical, as bandas de culto quase que se resumem aos UHF (os Da Weasel, ainda estão só a "treinar" para o regresso...), mas existem largas dezenas de músicos, uns profissionais, outros quase e outros ligeiramente mais longe, que se espalham por bandas profissionais, estúdios de gravação e bandas de garagem (ainda existem muitas...). E depois ainda temos aqueles que queriam ser actores e músicos, mas que acabaram por ficar pelo caminho e hoje são apenas técnicos de som, técnicos de luzes (eles gostam mais que se diga luminotécnica e sonoplastia...) ou simples "carregadores de instrumentos". Embora no teatro exista menos espaço para "pessoal de fora" do palco (há muitos grupos em que os actores até vendem bilhetes...).

Ou seja, são muitas as famílias almadenses, com o futuro incerto, para além dos pobres do costume, que habitam os bairros clandestinos e (pouco) sociais. 

Não sei se o Município tem feito alguma coisa por toda esta gente. Acredito que deve ter dado algum apoio, até porque a presidente veio das culturas (das artes cénicas). Mas quem apoia, como sempre, são os pais e avós, que voltam a ser o "amparo" destes jovens de pelo menos duas gerações, que se estendem dos vinte aos cinquenta...

Em alturas como a que estamos a viver, vale menos de nada, ser artista, mesmo numa terra que gosta de se afirmar pela Cultura...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, dezembro 24, 2020

A Falta de Sensibilidade Social do "Bloco Central" de Almada


Sei que hoje é um dia em que se desejam Boas Festas (mesmo que as que fazem de Norte a Sul, sejam demasiado curtas para todos nós).

Mas eu prefiro fazer uma reflexão crítica sobre as duas forças políticas que exercem o poder em Almada, que são os principais responsáveis por nunca termos tido uma política cultural e desportiva no nosso país, pois em 48 anos de democracia, nunca fizeram as reformas que necessárias para que o desporto e a cultura fossem acessíveis a todos os portugueses.

Foi sempre o tecido associativo (tão desprezado em Almada por ter a cor "vermelha, no seu entender...), que substituiu o Estado, que fomentou a cultura e o desporto, especialmente nos bairros mais pobres, "salvando" tantos jovens, que tiveram nestas duas áreas a única possibilidade de virarem as costas ao mundo do crime e da droga, que lhes batia à porta diariamente.

Se os socialistas e sociais democratas de Almada tivessem vergonha na cara, aplaudiam e apoiavam o movimento associativo almadense, em vez de continuarem a pedir a devolução de subsídios (alguns dados no mandato anterior da CDU), apenas porque o dinheiro não foi investido nas áreas para o qual tinha sido pedido.

Só mesmo quem nunca foi dirigente associativo é que não sabe qual é o dia a dia no interior de uma Colectividade, sempre a "tapar buracos", com despesas fixas (não falo apenas da água, luz e gás...) quase sempre superiores às receitas...

Espero que os Almadenses lhes dêem a resposta que merecem nas próximas eleições, pois já basta de tanta falta de sensibilidade social e estupidez (que vai muito para além do natural).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, outubro 17, 2020

"Invenções" que Podem sair Caras...


O título da notícia do "Expresso" é elucidativo, ainda que exagerado: «Obra de pavimentação de estrada viola plano de ordenamento e Município de Almada pode ter de pagar coima de €5 milhões.»

Depois, ao lermos a notícia,  ficamos a saber que a coima pode ir de dois mil euros (contraordenação leve) até aos tais cinco milhões.

Claro que isto não melhora nada a situação do Município e da sua presidente, que não "admitem o erro" cometido nos acessos à praia da Fonte da Telha, que coloca em causa a Reserva Ecológica Natural, ao mesmo tempo que viola o que está previsto no Plano de Intervenção de Praia, no Programa da Orla Costeira e no próprio PDM de Almada...

E para piorar a situação, há ainda a queixa apresentada pelo PCP no Ministério Público por alegado "crime ambiental grave", que pode levar Inês Medeiros a perder o mandato (segundo a notícia).

(Fotografia de Luís Eme - Fonte da Telha)