Isso só foi possível graças aos passeios e conversas partilhados com Romeu Correia, que continua a ser o grande escritor de Almada. Não tenho dúvidas que foi ele quem melhor definiu o Ginjal, com quatro obras literárias bastante identificativas deste lugar cheio de magia, graças ao Tejo: "Cais do Ginjal" (1989); "Tritão" (1983), "Tanoeiros" (1976); e "Jangada" (1963).
Recordo-me que os nossos passeios por Almada iam do Largo do Tribunal até à Boca do Vento, com uma ou outra paragem na rua Capitão Leitão (parámos mais que uma vez no restaurante "Boa Esperança", que permanece fechado há mais de duas décadas, pela certa...).
Só uma vez é que descemos mesmo até ao Ginjal, onde ele, entre outras coisas, identificou a janela do seu quarto, na casa da avó e das tias.
Apesar de termos tido uma conversa muito rica em pormenores, sei que a maior parte das coisas que ele me contou foram levadas pelo vento...
Nessa época estava longe de pensar que num futuro próximo iria escrever mais de uma dúzia de livros sobre a história de Almada...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
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