sábado, setembro 16, 2006

A Luminosidade do Ginjal


Lisboa é conhecida como a Cidade Branca, porque a luz solar entra em todas as suas colinas sem pedir licença, em qualquer estação do ano.
O Ginjal, graças à sua situação geográfica privilegiada, também é um Cais "Branco", com uma luminosidade muito própria, capaz de nos "iluminar" o ano inteiro.
Ás vezes achamos graça a alguns comentários de forasteiros, que deixam escapar com um sorriso, que não sabem o que fizemos para ter este país, este clima e estas paisagens tão especiais.
Normalmente não sabemos o que responder. Outras vezes inventamos...
Foi o que eu fiz, quando Ingrid me disse qualquer coisa parecida, num português com pronúncia do Norte da Europa. Disse-lhe que tinhamos andado por aí, a descobrir mundo, e o sujeito a quem costumamos chamar Deus, em vez de nos cobrir de ouro, achou por bem, dar-nos um país dourado...

8 comentários:

Pedro Farinha disse...

A história está bem inventada e se Deus fez isso, pode-se dizerque foi um gajo bem porreiro.

Alice C. disse...

Gostei de ver o Ginjal ser apelidado de "Cais Branco".
Luz é coisa que não falta à beira do Tejo, em qualquer altura do ano. Lá mais para o Inverno, às vezes sopra é um vento gelado. Mas não se pode ter tudo.
Porque será que só os estrangeiros é que acham que o nosso país é um paraíso à beira mar plantado?

Maria Alfacinha disse...

Cais Branco ?
Sim... gosto do nome :-)

Luis Eme disse...

Eu acredito que Deus é um gajo porreiro, Pedro, embora não esteja em todo o lado, como nos ensinaram na catequese.
A prova disso é que às vezes anda por aí, meio distraído, e acontece tragédia...

Luis Eme disse...

Ainda bem que a Maria e a Alice gostaram do "Cais Branco"...
Em relação ao facto dos estrangeiros, aparentemente, gostarem mais do nosso país que nós, não é verdadeiro. Apesar de sermos muito distraídos e termos algum défice de amor próprio.

António Cagica Rapaz disse...

Os cais, os portos, as praias, os mares, os céus ou as nuvens têm a cor dos sonhos e do amor que temos pelas pessoas e pelos lugares que fazem parte da nossa vida.
Cais Branco sugere um dia frio de Inverno. Por mim (perdoem-me a brincadeira) prefiro um Cais Tinto, quente, soalheiro, espesso, de lamber os beiços...

António Cagica Rapaz disse...

Aliás, pouco importa a cor que damos ao cais. Importa sim que haja alguém cuja paixão o leve a olhar este ou outro cais com emoção e sensibilidade.
E que seja capaz de nos contar como é o seu cais, seja ele branco ou azul, de forma a levar-nos a partilhar dessa paixão por um lugar quase sagrado.
É bonito gostar assim, Luís. E saber partilhar...

Luis Eme disse...

Pois é António, essa do "Cais Tinto" até vem muito a propósito, pela profusão de tascas e tabernas que existiam rente ao cais, julgo que até aos anos sessenta, altura em que começaram a ser substituídas pelos cafés, um pouco mais "finórios".
E também podia ser (e foi...) "Cais Preto", quando se armazenavam toneladas de carvão em vários armazéns, isto ainda no tempo dos navios a vapor...
Obrigado pelas palavras elogiosas. Sabem sempre bem.