O antigo crítico de arte escreve (no facebook, claro...) sobre a ligação de Francisco Simões ao "PCP de amigalhaços e cumplicidades em várias direcções", ao mesmo tempo que fala também "corrupção autárquica e dinheiro fácil". Refere depois que Simões foi vereador "da APU na Margem Sul, por onde multiplicou estátuas e monumentos".
O crítico é ignorante porque devia saber que Francisco Simões saiu do PCP no começo dos anos 1980, numa das primeiras cisões do partido (pós-Abril). E que eu saiba, nunca mais voltou (normalmente trata-se de uma viagem sem retorno...).
É mentiroso e caluniador, porque Francisco Simões durante anos não teve qualquer obra pública da sua autoria em Almada, onde foi vereador da Cultura. E as obras que existem, hoje, estão patentes nas estações da Fertagus. Ou seja, não tiveram qualquer intervenção autárquica.
Eu como escrevi mais que uma vez contra a "arte da ferrugem" de José Aurélio (até aqui no "Casario"), que ocupa demasiadas praças e jardins de Almada, tal como também lamentei que não existisse uma única obra de Francisco Simões (que não conheço pessoalmente...) no Concelho onde nasceu, não poderia deixar de me manifestar contra esta "cultura de ódio, mentira e inveja" que continua a proliferar nas redes sociais.
(Fotografia de Luís Eme - Pragal)
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