quarta-feira, janeiro 03, 2007

Como nos Tratam da Saúde em Almada...

Tudo o que o senhor ministro da saúde diz na televisão, soa-me a "tanga". Porque as suas teorias estão sempre a léguas da prática.
Podia dar vários exemplos, desde o preço dos medicamentos, as comparticipações do estado, ao fecho de urgências e maternidades dos hospitais, etc.
Quase pela surra, foram fechadas algumas unidades de saúde em Almada e alterados os horários do seu funcionamento (como foi o caso da Cova da Piedade e o SAP, que deixou de o ser, uma vez que agora fecha às 20.00 horas).
Depois de este senhor falar, nos seus primeiros tempos, de descentralização, da necessidade de não enchermos os hospitais, etc, está a apostar de novo na concentração. E com o fim do serviço permanente deste posto entre Almada e Cacilhas... resta-nos o Hospital Garcia de Orta, pela noite dentro.
Estas medidas são de uma cobardia política, que não deve ser silenciada.
Infelizmente, é graças a políticos destes que o país se encontra nesta situação de crise permanente.
Agora imaginem a confusão das pessoas que passam diariamente por este ex-SAP ( sei do que estou a falar porque estive lá ontem e esperei mais de duas horas, para ser mal atendido por um médico, que de certeza, se enganou na profissão. Lembrei-me a tempo de levar um livro para ler, cuja leitura acabou por atenuar estas vicissitudes...), que andam de fila em fila, de espera em espera... para serem atendidas por médicos, que já perderem há muito, o hábito de olhar os doentes nos olhos.
Quem acaba por ouvir as nossas reclamações e o nosso descontentamento, são os funcionários, também eles vitimas de um sistema, sempre em mudança, que todos sabemos como irá acabar: com o fim do Serviço Nacional de Saúde. Falta saber apenas quando...
Obrigado Senhor Ministro!
Ao menos que consiga poupar os tais milhões, com esta política, que pese o exagero, mais parece a favor da degradação humana e da morte, que da dignidade e da vida, de todos nós.

10 comentários:

Anónimo disse...

Tens razão, claro, e, infelizmente, calculo que esse problema não se passe só em Almada.
Não sabia que o SAP já não funcionava como tal.
Do G. Orta também não posso dizer grande coisa, da última vez que lá fui em urgência diagnosticaram-me uma escoliose quando na verdade tinha uma cólica renal...

Sanfona Lusitana disse...

Mas onde é que está a contradição do Sr. Ministro? Ele tem toda a razão:
- Descentralizou mandando os utentes do SAP, que fica no CENTRO de Almada, para o Hospital Garcia d'Orta, que fica na periferia;
- Está a evitar que enchamos o hospital. É que a sala de espera é tão pequena que a maioria dos doentes tem que esperar na rua.
Só pode ser má-fé interpretar erradamente as palavras do Sr. Ministro... não se faz!

Anónimo disse...

Infelizmente não são apenas os serviços de saúde a funcionar mal, também as finanças, segurança social, centro de emprego,...são responsáveis pela perda de tempo a todos aqueles que desesperam por fazer outra coisa que não estar nesses serviços.

Sininho disse...

Triste, mesmo, é, mais tarde virmos a constatar que todo este "zêlo" acabou por não servir absolutamente para mais nada, além de tornar a vida das pessoas num inferno e o dinheiro se escoou, na mesma, para onde não devia.
Lembro-me da fase de criação das Super-Esquadras, que retirou a Polícia das ruas, com os belos resultados que estão à vista.
Uma vez mais, tudo é feito PARA BENEFÍCIO DOS UTENTES...

Luis Eme disse...

Mio,
se eu não fosse ao SAP (deve ter mudado de nome porque deixou de ser um Serviço de Atendimento Permanente), também não tinha ficado a saber estas boas novas...

Luis Eme disse...

Bem vindo ao Casario "Sanfona Lusitana".
Claro, só posso estar de má fé com o sujeito...
com aquela carinha laroca, não deve partir um prato (só uma dúzia)...

Luis Eme disse...

Papoila,
tens toda a razão. Parece que as pessoas que estão do lado de lá do balcão têm prazer em fazer-nos esperar e dar-nos cabo da paciência...

Luis Eme disse...

Esse é o meu receio Sininho.
Infelizmente, é bom possível de acontecer, com ministros deste gabarito.

Maria P. disse...

Hoje abri a porta, timidamente...

Obrigada pelas tuas palavras:)

Luis Eme disse...

Fizeste muito bem Maria...