quarta-feira, outubro 27, 2021

25.ª Edição da Mostra de Teatro de Almada


A "Mostra de Teatro de Almada" está quase a começar. E é já a sua 25.ª edição.

Com toda a certeza que neste quarto de século foram revelados excelentes actores, encenadores e também muitos técnicos, uns que continuaram ligados ao mundo do espectáculo, profissionalmente, outros nem por isso.

Todos sabemos que os "trabalhadores da Cultura" foram dos que mais sentiram a pandemia, porque as razões do coração nem sempre combinam bem com as da razão. Mas a Arte sempre se alimentou sobretudo do amor e do talento, nunca quis ser racional. 

É também por isso que a "Mostra" é sempre bem vinda, ainda por cima volta a contar com o público, que também é parte integrante do espectáculo.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, outubro 20, 2021

O CIAV foi Mesmo "Desmantelado"...


Ontem, quando entrei no CIAV, percebi que o Centro de Interpretação de Almada Velha, voltara a ser o "Salão das Carochas".

Destruiu-se um equipamento moderno ao serviço da história para se ganhar um espaço de multiusos, que com a fruta exposta no chão, mais se assemelhava a um barracão, que a uma infraestrutura cultural (mais uma vitória do PS e de Inês Medeiros)...

Senti-me sobretudo triste, pelos "pontapés" que se tentam dar à história de uma Cidade, que nunca se envergonhou do seu passado. Embora o meu contributo tenha sido pequeno, ajudei a construir algumas das histórias que ali estavam, à procura de um "click" sobre as pessoas, as ruas e as casas, da nossa "Almada Velha".

Talvez até esteja a ser injusto (não uso as redes sociais e não sei se já se falou sobre o que estão a fazer à história social de Almada...), mas estranho o silêncio das pessoas que tiveram um papel importante na sua edificação. E estranho ainda mais o silêncio de António Matos, vereador da Cultura de Almada durante mais de três décadas, cujo papel foi, com toda a certeza, de uma importância fundamental para a criação do CIAV.

(Fotografia de Luís Eme - Almada) 


terça-feira, outubro 19, 2021

Sentir Vergonha Alheia...


O tratamento dado às coisas da cultura continua a indignar-me e a fazer com que sinta "vergonha alheia", por parte da equipa que gere o Município. Não consigo perceber a facilidade com que se continuam a "destruir" alguns espaços culturais de Almada, que o PS herdou da CDU.

Já falei por aqui mais que uma vez da vergonhosa "destruição" do Museu da Música Filarmónica (segundo as últimas informações que recebi é agora o "abrigo" de uma companhia teatral do Concelho...). 

Agora foi a vez do CIAV...

Há muito que o Centro de Interpretação de Almada Velha (CIAV) está fechado (antigo "Salão das Carochas"...), mas nunca pensei que o forte investimento tecnológico sobre a história de Almada, feito pelo Município, fosse também para "deitar fora". 

Cada vez tenho menos dúvidas de que os Socialistas têm mesmo pavor às inovações culturais feitas pela CDU em Almada...

Como a minha companheira é associada da "Fruta Feia", fiquei a saber que este mercado de fruta semanal, que antes funcionava no Mercado do Pragal, vai passar a funcionar a partir de hoje no CIAV (Centro de Interpretação de Almada Velha). 

Como conheço o interior do espaço, estou expectante em saber como é que é possível transformá-lo num "centro de distribuição de fruta"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, outubro 09, 2021

A Indomável Resistência da Incrível


Um dos aspectos que mais foi salientado nos discursos da Sessão Solene da Incrível, foi a excelente actuação da sua Banda Filarmónica, com todos os intervenientes a darem um destaque especial (e merecido) ao facto de uma boa parte dos músicos serem jovens adolescentes ou no começo da idade adulta. 

E isto acontece numa Sociedade Filarmónica que comemorou 173 anos de idade!

Provavelmente a mensagem mais importante que se poderia reter, é que ter muita idade no mundo associativismo não é sinónimo de velhice.

Por outro lado, não há melhor marca na história da Incrível que a sua indomável resistência. Só assim se percebe, que depois de uma paragem forçada devido à pandemia, a banda surja com grande brilho e glória, para satisfação de todos os Incríveis, com toda esta juventude, que é sempre motivo de esperança para o futuro.

E claro, é muito bonito inaltecer os jovens músicos que tocaram no palco, tal como o seu maestro, mas é ainda mais importante não esquecer os seus dirigentes, e sobretudo apoiar o seu trabalho. 

Se há lugar onde se deve apoiar o mérito, é no Associativismo. É bom que, de uma vez por todas, se distribuam "canas de pesca" em vez de "caixas de peixe" pelas Colectividades, que se façam protocolos que dignifiquem ao mesmo tempo o Movimento Associativo e o Poder Local.

 Teremos todos a ganhar com esta mudança de paradigma.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, outubro 01, 2021

173 Anos ao Serviço da Cultura e do Recreio em Almada


A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, uma das colectividades mais antigas do país e a "Mãe" de todas as que nasceram depois de 1 de Outubro de 1848, em Almada, faz hoje 173 anos de vida.

Pode, e deve dizer-se, que tem sido uma vida cheia de Cultura e Recreio. 

Nenhuma outra colectividade de Almada contribuiu tanto como a Incrível para o crescimento e desenvolvimento sociocultural de Almada e dos Almadenses.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, setembro 28, 2021

Almada é a Terra do Futuro...


Depois de quatro anos quase "cheios de nada", são no mínimo curiosas as palavras da presidente da Câmara, depois de ter sido reeleita:

«Almada é uma terra extraordinária. Nós tínhamos dito há quatro anos que Almada pode. E Almada fez muito durante os quatro anos e pode fazer mais. Tínhamos dito que Almada tinha de reencontrar a sua centralidade na Área Matropolitana de Lisboa [AML] e, de facto, hoje Almada é a terra do futuro da AML.»

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, setembro 25, 2021

A História de Almada foi Construída através da Resistência e do Amor pela Liberdade


Não sei o que irá acontecer no final do dia de amanhã, em Almada. Acho que ninguém sabe. Sei apenas que quem vencer as eleições locais, ganhará com poucos votos de diferença. 

Isso podia fazer com que existisse alguma possibilidade de entendimento entre os dois principais partidos, mas a prática governativa socialista dos últimos quatro anos, diz-me que não existe qualquer possibilidade de entendimento entre o PS e o PCP, porque, entre outras coisas, têm ideias muito diferentes sobre o que querem para o presente e futuro do Concelho. 

Mesmo que me incomodem alguns hábitos antigos, de meia dúzia de pessoas que continua a gostar de decidir pelos outros (o que foi publicado no blogue "Almadalmada" é elucidativo...) sei muito bem em quem vou votar. 

Como associativista e activista cultural não posso apoiar quem prejudicou deliberamente o associativismo e a cultura local, fazendo demasiadas "pontes" entre Almada e Lisboa, tentando ignorar a existência de uma cultura local, como se fosse possível fazer de cada almadense um "alfacinha"...

Passados quase quatro anos, continuo sem perceber o encerramento de várias instituições museológicas no Concelho.  O Museu da Música Filarmónica é o caso mais estranho. Fechou as portas para não ser mais nada. Trata-se de uma infraestrutura recente, que tinha apenas um funcionário e que procurava fazer eco do passado musical e associativo de Almada, homenageando uma das suas grandes figuras, em particular. Isto ainda me faz mais confusão porque a presidente da Autarquia, como filha de um maestro, devia no mínimo ter mais respeito pela música instrumental de cariz popular e pelos músicos filarmónicos (a verdadeira escola musical do nosso país...).

Em relação ao associativismo, já escrevi demasiadas vezes sobre ele e sobre a "perseguição" de que foi vítima. Bastava uma associação ter nos seus corpos gerentes uma pessoa ligada ao PCP, para ser logo apelidada de "comunista" pela coligação PS/ PSD e receber menos apoio do que devia. Na minha prática associativa de 25 anos, nunca ninguém me perguntou qual o meu partido ou em quem votava. Posso acrescentar, como exemplo, que os valores colectivos de uma colectividade como é a Incrível Almadense (já são praticamente 173 anos de vida...) suplantam toda e qualquer minudência partidária.

Felizmente tenho memória e orgulho-me na ganga dos fatos de macaco dos operários, que são a essência da história de Almada, construída através da resistência e do amor pela liberdade.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, setembro 22, 2021

O que Foi que Correu Mal?


Não acredito que seja intencional, ter várias obras por inaugurar, antes do acto eleitoral do próximo domingo.

Provavelmente esta gestão camarária nem sequer têm competência para estabelecer prazos em obras, de modo a que elas estejam prontas antes das eleições, para "mostrar trabalho"...

O mais gritante de toda esta transformação do Concelho de Almada em estaleiro de obras, tem sido Cacilhas. Pelo meu registo fotográfico, começaram a "desventrar" o Largo de Cacilhas (oficialmente Alex Dinis) desde Abril. Ou seja, em seis meses não conseguiram concluir os trabalhos, que aos olhos do cidadão comum, não fazem nenhuma "boa revolução" neste espaço, muito menos qualquer mudança extraordinária. 

Por outras palavras, é mais de meio ano de transtornos e chatices para os utentes de transportes, que passam diariamente pelo Largo.

Não é difícil de concluir que, terminadas as obras, o Largo continuará a ser sobretudo um ponto de partidas e chegadas de cacilheiros, autocarros e metro de superfície... o lazer fica mais uma vez para depois.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


terça-feira, setembro 21, 2021

"Guerra" de Cartazes em Almada


Acontecem sempre coisas no mínimo curiosas, durante as campanhas eleitorais.

A CDU achou por bem colocar vários cartazes com projectos para o futuro (mesmo que isso seja coisa para o dia "de são nunca à tarde"...), espalhados por vários pontos do Concelho. O PS replicou, colocando cartazes ao lado, com uma questão: "Só agora?" Falando também dos 40 anos de poder comunista... dizendo que "Almada não quer regressar ao passado".

Só que estes últimos quatro anos socialistas e sociais democratas, deixaram tanto a desejar, que há uma forte possibilidade de os almadenses quererem mesmo voltar ao "passado"...

(Fotografia de Luís Eme - Feijó)


sábado, setembro 18, 2021

A "Almada nas Asas do Sonho" de Orlando


"Almada nas Asas do Sonho" é o título de um bonito poema escrito em 1968 por Orlando Laranjeiro, em Hamburgo. Quase 53 anos depois vai passar a ser também título de livro,  entre outras coisas, porque Almada nunca deixou de estar "nas asas do sonho" deste almadense singular, que nunca gostou de ser reconhecido como poeta ou escritor, apesar de sempre se ter destacado junto dos amigos, pela sua facilidade em rimar e em escrever, palavras bonitas com dedicatória.

Fica feliz é quando lhe chamam Associativista. E foi dos bons, dos que deixou marca e é por isso que continua a ser recordado com emoção, carinho e companheirismo, por todos aqueles que trabalharam com ele. É também por isso que a apresentação deste seu terceiro livro se realiza no Salão de Festas da Incrível Almadense (amanhã, às 16 horas), porque esta foi, e é, a sua grande paixão associativa.

Mas quando alguém publica o terceiro livro, "Almada nas Asas do Sonho - e outros poemas e prosas guardados no baú" (depois de "Almada Terra Coragem" e "Deixem-me Ser quem Sou!"...),  não pode escapar a sina de ser também "escritor".

Mas o que o Orlando é mesmo, é um grande amigo e companheiro. E amanhã lá estarei, na nossa Incrível.


quarta-feira, setembro 15, 2021

A Grandeza Humana de Henrique Mota


Hoje, às 16 horas, será apresentado no Fórum Romeu Correia (Sala Pablo Neruda), o opúsculo, "Henrique Mota, Desportista, Associativista e Escritor (1920-2020)".

Esta obra biográfica, da autoria de Luís Bayó Veiga, embora à primeira vista pareça "curta", devido ao seu número de páginas, é fundamental para todos os que se interessam pela história das gentes de Almada, porque tem aquilo que deve ser mais importante num livro: acrescenta, oferece-nos algo de novo.

Já existia um livro, publicado na comemoração do 90.º aniversário de Henrique Mota ("Henrique Mota, Atleta, Treinador, Dirigente e Escritor Almadense"), mas que apenas se debruça sobre o seu percurso desportivo, associativo e literário. Este opúsculo fala sobretudo sobre a sua vivência familiar e profissional, realçando a grandeza humana de um homem, que mesmo não nascendo em Cacilhas, fez mais pela sua história e pelo seu movimento associativo que a maioria dos cacilhenses.


domingo, setembro 12, 2021

Homenagem a Henrique Mota


Henrique Mota acabou por ser também vítima da pandemia, que não permitiu que ele fosse homenageado no ano do seu Centenário com a dignidade que merecia, na cidade onde cresceu e viveu grande parte da sua vida.

Embora o legado que nos deixou continue a ser pouco divulgado, é de uma importância única na história, no desporto, na cultura e no associativismo almadense.

Estarei lá, no dia 15 de Setembro, a homenagear um grande Amigo.


terça-feira, setembro 07, 2021

A "Perseguição Política" do PS em Almada (2)


Uma das áreas sociais mais prejudicadas durante a actual governação socialista no Concelho de Almada, foi o Associativismo Popular.

Tudo isto porque o PS e o PSD orientaram a sua política de apoios, desde o começo de mandato, seguindo uma premissa errada: a de que todo o "associativismo almadense era comunista".

Ainda me questiono: como é que é possível acontecer tal coisa, quando se caminha para o meio século de democracia no nosso País?

O que é certo, é que isso ficou bem patente na sua prática e também no discurso de alguns dos seus dirigentes. Além de deixarem de apoiar muitas Colectividades, ainda tiveram o cuidado de ver se os subsídios atribuídos (alguns ainda da anterior gerência comunista...) tinham sido empregues nas áreas para os quais tinham sido pedidos. Quando tal não aconteceu foi exigida a sua devolução.

Como as receitas do associativismo são cada vez menores, é normal que as verbas atribuídas pelas autarquias acabem por ser aplicadas onde mais fazem falta (começa logo pela luz, água e rendas...). É preciso alguma sensibilidade social e algum conhecimento de campo, para lidar com estas questões da melhor forma, o que não aconteceu com este executivo. Em alguns casos mais delicados, pedir a restituição de verbas foi a mesma coisa que anunciar o "fecho de portas"...

Gostava que no futuro fosse feito um estudo rigoroso sobre as implicações da falta de apoio do Município nas Colectividades Almadenses no seio da população, que nos tempos que antecederam a pandemia, já viviam o seu dia a dia com grandes dificuldades. 

Sem apoios era-lhes praticamente impossível manterem as suas actividades desportivas, recreativas e culturais, nos mesmos moldes a que estavam habituados, para serviram os seus associados e os almadenses em geral.

(Fotografia de Luís Eme - A Incrível Almadense aparece aqui apenas pelo seu simbolismo, por ser a Colectividade-Rainha de Almada, com os seus 172 anos de idade e de história)


domingo, setembro 05, 2021

A "Perseguição Política" do PS em Almada (1)


Não foi por o PS se julgar o "partido mais democrata português", que achei que uma mudança política em Almada, depois de mais de 40 anos de governação comunista no Concelho, poderia ser útil para todos.

Pensava especialmente nos comunistas, que ao longo de quatro décadas de governação foram-se esquecendo do que era "democracia" e pior ainda, da "igualdade e justiça social", presente em todos os seus discursos. A rede de influências que foi sendo montada ao longo dos anos, não só alimentava o "clientelismo" como favorecia (de uma forma cada vez mais "descarada"...) quem tinha "cartão de militante".

Foi por essas razões que estava longe de esperar que o PS nos seus dois primeiros anos de mandato, usasse e abusasse da "perseguição política", com substituições em cargos de chefia (mesmo intermédios, sem peso político...), olhando apenas para o perfil político, ignorando o perfil profissional (houve muitos funcionários competentes substituídos, apenas pela suspeita de serem "comunistas"...) das pessoas.

O mais grave disto tudo, é que muitos dos substitutos vieram de Lisboa, sem terem qualquer contacto ou conhecimento com a realidade local (nem grande vontade de se integrarem ou conhecerem a história recente do Concelho...). O seu "cartão de visita" era pertencerem ao PS (os famosos "boys").

E tal como a presidente, o seu principal objectivo era transformar Almada numa "cidade satélite" de Lisboa (foi afirmado em várias entrevistas pela Edil...).

Claro que não se transforma uma Cidade com identidade própria, numa cópia de outra cidade, pelo menos em quatro anos. A única coisa que se consegue é ir descaracterizando-a, roubando-lhe a sua maior riqueza, a identidade e o orgulho em se ser almadense, devido à sua história e cultura local.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, agosto 31, 2021

"Nuno - 4 + 4 - Matias"


Este cartaz é apenas mais um, dos milhares que estão espalhados pelo país e que de alguma forma explicam porque razão mais de metade das pessoas recenseadas não vão votar.

Este senhor é, há quase quatro anos, vereador do Município de Almada, com os pelouros do ambiente, energia e espaços verdes.

Ou seja, Nuno Matias não aparece aqui por "obra e graça do espírito santo", embora esteja quase a querer dizer que não tem nada a ver com o que se tem passado aqui em termos ambientais (as ruas nunca estiveram tão sujas e os espaços verdes tão abandonados como neste "reino" do PS e PSD...).

Andou quatro anos a ver as "bandas" a passar (mas com a falta de apoio que é dado ao movimento associativo começa a ser difícil vê-las passar...) e agora sim, quer quatro anos para "transformar Almada".

É por causa desta "chico-espertice" que as pessoas viram cada vez mais as costas aos políticos.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, agosto 24, 2021

A Cultura como Bandeira Eleitoral


Ao ver este anúncio eleitoralista da CDU, junto ao antigo edifício da EDP, adquirido pelo Município ainda na anterior gestão (CDU), e completamente "abandonado e esquecido" pelo PS e PSD (a política tem estes absurdos, só que é nosso é que é bom...) nestes quatro anos, fiquei a pensar em várias coisas.

A primeira foi de que Almada não está necessitada de mais instalações culturais, geridas pela sua Câmara Municipal. E ainda menos reféns do habitual "centralismo democrático" da CDU, que só tem um único objectivo: controlar tudo o que se faz de importante na área cultural no Concelho.

Almada precisa de facto de um Centro de Artes, mas para fazer contraponto às várias instalações culturais já existentes (Casa da Cerca, Solar dos Zagalos, Casa Amarela, Oficina da Cultura, Galeria Municipal, Museu da Cidade, Fórum Romeu Correia, Casa da Juventude e Biblioteca José Saramago). Algo que não seja gerido pelo Município, mas sim por uma entidade independente, que seja capaz de fazer uma gestão competente e democrática, servindo os interesses dos almadenses e não de forças políticas, do seu ideário e dos seus militantes.

É por isso que defendo que talvez fosse mais importante para a população, se ali fosse instalada algo que servisse as pessoas do ponto de vista social...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, agosto 23, 2021

A Hipocrisia (e o desleixo) Visível do Poder Autárquico em Almada


Estas placas e sinais de aviso deviam estar colocados em quase todas as ruas do Concelho, especialmente as das freguesias urbanas (falo sobretudo de Almada, Cacilhas e Cova da Piedade), e não apenas na Praça Gil Vicente.

É uma vergonha o que se tem passado nos últimos quatro anos, em que os buracos que vão aparecendo nas estradas, com as chuvas e o habitual "deixa andar", só quando se tornam "crateras" (e com muitos telefonemas para a União de Juntas), é que são remendados, e mal. 

Tapetes novos nem vê-los (a segunda fotografia foi tirada a uma centena de metros da dita praça, na rua Comandante António Feio, mas existem dezenas de exemplos iguais nas três localidades citadas...).

Mas o Município ainda fez uma coisa mais engraçada nos últimos tempos (aconteceu na minha rua...), andou a pintar o asfalto com tracejados, zebras e traços contínuos, mas com o cuidado de "fingir" que não via os buracos na via, mantendo-os, como se fossem menos perigosos para os automobilistas que a separação de faixas, teórica (devido aos estacionamentos num dos sentidos).

Mas não deixa de ser curiosa a constatação, de que  foi preciso aparecerem o PS e o PSD no poder, para que umas linhas brancas (algumas só fazem confusão e a uma boa parte delas nem pode ser cumprida devido aos estacionamentos de carros nas vias, se bem que podem ter sido colocadas já a pensar em futuras multas...) passassem a ser mais importantes que o estado (neste caso, mau) das ruas e estradas de Almada.

Nota: Apesar destes sinais já estarem colocados há dias no começo da Praça Gil Vicente, o único sinal de obras são as vedações colocadas nos passeios. E de entrada e saída de viaturas, nem sinal (e ainda bem). 

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, agosto 16, 2021

Eu Também Escolhia (se fosse verdade)...


Sei que nunca podemos esperar muito dos cartazes de propaganda política, mas esta coisa de se atirar "areia para os olhos" dos eleitores, devia ter limites.

E eu até fui dos que pensava que era possível melhorar muitas coisas na nossa Cidade, mas infelizmente, houve um retrocesso nítido em quase todas as áreas. Não tenho dúvidas que a qualidade de vida dos almadenses piorou. A cidade está mais feia e descuidada, e com os mesmos problemas de sempre, quer no trânsito, na habitação e na higiene urbana.

Mas que é preciso uma grande lata, para colocar um cartaz com estas palavras, senhora Presidente, é...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


quarta-feira, agosto 11, 2021

O Copo Meio-Cheio dá Sempre Jeito aos Políticos...


Ao ler a entrevista feita à presidente do nosso Município, Inês de Medeiros ao "semmais", sublinhei algumas das suas palavras, por terem os "pózinhos" muito utilizados pelos políticos, esses mesmo, que são capazes de transformar fantasia em realidade. 

Vou começar pela cultura, por razões óbvias: 

«Houve muito investimento na cultura, a todos os níveis. Aumentámos os apoios regulares às companhias e outras associações e clubes com um critério que lhe permite hoje saber com o que contam.»

Claro que é possível que tenha sido feito mais investimento na cultura. Para isso basta que seja dado mais um milhão para o Festival de Teatro de Almada (é um dado hipotético...), mesmo que algumas associações e clubes de que fala, em vez de receberem apoio, tenham sido convidadas a devolver dinheiro, em nome do tal "critério"...

É por isso que é sempre possível dizer que "aumentámos os apoios regulares às companhias e outras associações e clubes"... O copo meio-cheio deu sempre mais jeito aos políticos que o copo meio-vazio...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)