(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
segunda-feira, abril 25, 2022
"25 de Abril, Sempre!"
quinta-feira, abril 21, 2022
Será a "Mea Culpa" do Município?
Durante os primeiros quatro anos da governação socialista, nem sequer se deram ao trabalho de fazer qualquer estudo sobre o antigo edifício da EDP - que é como muito bem dizem, uma obra emblemática do arquitecto Francisco Keil do Amaral -, que agora dizem que irá ser reconvertido no novo Centro de Serviços Municipais. Deixaram sim, o prédio degradar-se e ser pilhado, como se não tivessem nada a ver com o assunto.
Mas como diz o povo mais vale tarde que nunca, e é verdade...
sábado, março 26, 2022
As Trocas de "Tachos" e os Reinos dentro das Repúblicas (com e sem bananas)...
Isso fez com que pensasse num "recorte" de jornal que me enviaram, que dizia que o "fotógrafo oficial" de Fernando Medina, tinha passado a "fotógrafo oficial" de Inês Medeiros, como acontece tantas vezes, quando se perde o poder. Apesar da derrota política do PS em Lisboa, era necessário manter o "tacho" do senhor, e nada melhor que a "transferência" de Lisboa para Almada (é só atravessar o rio e já está...).
E lá vem a velha história dos partidos serem a "melhor agência de emprego" do país (infelizmente verdadeira, tantos são os exemplos, que nos deviam, indignar, no mínimo)...
Almada então, desde que se tornou o "reino" da dona Inês Medeiros, é um paraíso para jovens políticos socialistas, com os resultados que quase todos vimos, diariamente.
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
segunda-feira, março 21, 2022
A "Esperança" de Anyana
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
sábado, março 12, 2022
A "Guerra" chegou ao Ginjal...
Ontem ao passar pelo Ginjal descobri esta pintura nas suas paredes, que penso querer "retratar" o combate dos líderes da Ucrânia e da Rússia.
O paredão do Ginjal é quase uma "galeria ambulante", mesmo que a maioria das coisas que por lá pintam, tenha pouco de artístico. Além do colorido e do reforço das paredes gastas, pouco sobra.
Fico chateado é quando os pintores de "tag´s" têm a coragem de destruir "grafittes" (pintar por cima...) que fazem juz à arte de rua.
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
quinta-feira, março 03, 2022
O Adeus de Carlos Durão, um Grande Cacilhense e Amigo
Em Janeiro de 2016 escrevi aqui no "Casario" este pequeno texto, em sua homenagem:
«O cacilhense Carlos Durão, além de ser um bom amigo, tem tido um papel bastante importante na pesquisa histórica que tenho feito sobre Cacilhas.
O facto do Carlos estar desde sempre ligado a Cacilhas e ser descendente de duas famílias importantes da Localidade Ribeirinha - a família Pinto Gonçalves ligada ao comércio (possuíram um dos mais importantes armazéns do distrito de Setúbal) e a família Durão (donos de uma das empresas que faziam a ligação entre Cacilhas e a Capital. com embarcações de carga e de passageiros) -, faz com que seja uma das pessoas que possui um conhecimento mais profundo e credível sobre os lugares e as pessoas do nosso Concelho. Quando tenho alguma dúvida sobre algum trabalho que estou a realizar recorro à sua "memória de elefante" e normalmente fico sempre a saber mais qualquer coisa, para além daquilo que queria saber.
Felizmente
também tive o grato prazer de ser seu companheiro no importante Movimento
Associativo Almadense, que além de nos enriquecer culturalmente também tem a
virtude de estreitar as relações humanas e esbater as diferenças sociais que
existem entre nós. E se aprendi com a sua já longa experiência de vida,
especialmente nos momentos mais conturbados, onde se revelou um autêntico
"farol"...»
Foi um prazer contar com a amizade e o companheirismo do Carlos. Até sempre Amigo.
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
domingo, fevereiro 27, 2022
Encontros e Reencontros na "Festa das Artes da SCALA"
Ontem voltei a ter uma agradável tarde artística em Almada.
Combinei com o meu amigo Américo bebermos um café e ver a sua exposição na IMARGEM ("Caminhos se Abrem Caminhos").
Além de metermos a conversa em dia, não há como uma visita guiada pelo próprio artista. Gostei do que que vi e também das palavras do Américo. Embora conhecesse quase todos os trabalhos expostos, gostei do equilibro, da arte com que a exposição foi montada.
Depois passámos pela inauguração da Festa das Artes da SCALA, na Oficina de Cultura, onde também tínhamos expostos trabalhos artísticos. Foi bom rever alguns amigos e amigas, conversar e sorrir com eles.
Como havia um momento musical a decorrer (lembrei-me das palavras da Maria Manuel, quando dizia que a inauguração devia ser para as pessoas olharem as obras expostas conversarem e serem apresentadas umas às outras - se sentissem curiosidade, o que aconteceu comigo -, e não para músicas e poesias. Cada vez estou mais de acordo com ela...), tivemos de ficar na parte livre a conversar e a olhar para as paredes e para as esculturas espalhadas pela sala.
Quando finalmente foi possível olhar com olhos de ver (embora a confusão fosse muita e tenha de lá ir novamente, para ver o que não vi...), descobri um quadro da Rosarlette Meirelles, autora do que melhor se encontra em Almada de arte de rua. Quis muito conhecê-la, para lhe dizer que gosto muito dos seus desenhos, sempre com pessoas sofridas e preocupações sociais nas suas temáticas.
Felizmente ainda estava na exposição e foi bom trocarmos algumas palavras e conhecermo-nos pessoalmente.
(Fotografias de Luís Eme - Almada)
terça-feira, fevereiro 22, 2022
A Defesa do Ambiente devia ser de Todos para Todos (infelizmente não é assim...)
Podia falar de Almada, em que a CDU quis retirar os carros do centro da Cidade (um pouco antes do tempo, é certo...). Também foi criada uma zona industrial nos subúrbios, para retirar da cidade as industrias mais poluentes.
Com a subida ao poder do PS, aliado ao PSD, tudo isso tem sido esquecido, quase que até se festejou a entrega do centro da cidade aos veículos, em detrimento das pessoas. E até oficinas de reparação automóvel já voltaram ao centro de Almada (o que até faz sentido, mais carros, mais oficinas)...
Em Lisboa passa-se a mesma coisa. As preocupações ambientais de Medina estão a ser colocadas no bolso do Moedas. Além da destruição de ciclovias, as vias de circulação automóvel vão expandir-se no centro da Capital.
Sei que existe algum fundamentalismo das associações ambientais e até de alguns partidos de esquerda mais virados para a ecologia. Mas outra coisa, bem diferente, é assobiar-se para o lado e fingir que está tudo normal, que não há alterações climáticas, que a "seca" é uma coisa passageira (o antigo ministro da agricultura socialista, Capoulas Santos, disse algo parecido...) e que se deve continuar a apoiar a agricultura intensiva ou a plantação de eucaliptais, por exemplo.
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
sexta-feira, fevereiro 11, 2022
"De Boas Intenções Está o Inferno Cheio..."
Diz o povo, há muitos e muitos anos, que "de boas intenções está o Inferno cheio". Quando o diz, fá-lo quase sempre com a sua sabedoria milenar, raramente escutada e analisada pelos políticos, de todos os tamanhos e feitios.
Já falei aqui das alterações que foram feitas na Praça Gil Vicente, um dos eixos mais movimentados do centro da cidade, que fica na fronteira entre Almada e Cacilhas.
A colocação de sinais para os peões (em todas as passadeiras...), é de uma estupidez notável. Além de não ter melhorado o trânsito (são sinais a mais para todos...), ainda o tornou mais lento e confuso.
Os automobilistas param vezes demais, porque agora além da paragem obrigatória por cada passagem do metro, ainda têm ainda de obedecer ao capricho dos peões, que carregam no botão dos sinais das passadeiras, para puderem passar em segurança.
Mas o pior de tudo, foi esta colocação de sinais ter desviado uma boa parte das pessoas das passadeiras. Para não terem de parar e ficar à espera que o sinal vermelho mude, passam para o outro lado da estrada, por onde lhes dá mais jeito, sem a segurança das passadeiras.
Ou seja, esta tentativa de regular a circulação de automóveis e peões, só fez com que as pessoas passassem a infringir, ainda mais, as regras de trânsito e a colocarem em perigo a sua própria segurança...
Só não existem acidentes com mais frequência, porque esta continua a ser uma zona onde os veículos circulam a pouca velocidade, pelas filas de carros normalmente existentes e também pelo hábito.
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
quarta-feira, fevereiro 02, 2022
Abril, a Indústria Naval e o Associativismo...
Crescemos muito, felizmente. Onde se notam mais diferenças é na saúde, na educação e na habitação (mesmo que ainda existiam lacunas...), que passaram praticamente a ser um direito de todos nós.
Claro que cada Terra tem as suas especificidades. Almada, por exemplo, sempre foi um concelho muito singular. E foi por causa dessas singularidades, que a liberdade e a democracia não lhe trouxe apenas coisas boas.
Há dois sectores, que pela importância que tinham na comunidade local, acabaram por ser as grandes vítimas do progresso: a Indústria Naval e o Associativismo.
Os pequenos estaleiros, como nunca se tinham modernizado, foram fechando, por falta de trabalho e também pelo aumento da despesa em salários (o fim da exploração dos trabalhadores trouxe tudo a nu...). A Lisnave, apesar da sua grandiosidade, também nunca deixou de estar em "crise" (mesmo que muitas vezes fosse uma crise artificial, provocada pela má gestão empresarial, que até se deu ao luxo de recusar encomendas de trabalho...). Estes encerramentos na indústria provocaram um vazio, que nunca foi colmatado no Concelho.
O Associativismo também acabou por ser "vítima" da democracia, porque foi perdendo a sua auto suficiência e independência, devido à melhoria das condições de vida dos habitantes do Concelho. O primeiro revés aconteceu com o fim do "monopólio" da projecção de filmes (as salas de cinema que existiam em Almada pertenciam todas a Colectividades e era a sua grande fonte de receitas). O 25 de Abril também deu a possibilidade a quase todas as pessoas de terem televisão e puderem contruir a sua biblioteca pessoal. Ou seja, a melhoria da qualidade de vida das pessoas, acabou por ir "esvaziando", de uma forma natural, a importância das Associações, culturais e recreativas, no dia a dia dos almadenses...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
segunda-feira, janeiro 31, 2022
O que se Faz por um Filme e pelos Amigos (mas valeu a pena)...
Só não estava a contar que, em plena pandemia, o filme fosse antecedido por um quase "desfile de personalidades locais" (uma dezena...), cheios de saudades de "botar palavra", conseguindo que ficasse por ali sentado, mais de uma hora à espera que apagassem as luzes e "começasse o filme" (espero também que os autarcas socialistas que falaram cumpram a palavra e apoiem o movimento associativo, o que não tem acontecido até aqui...).
Mas ainda bem que tive paciência para aturar a parte mais institucional da sessão, porque gostei bastante de ver o filme, realizado por António Ramos.
É um bom documento histórico sobre os primeiros 25 anos da história da vida da AACA.
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
quinta-feira, janeiro 27, 2022
quarta-feira, janeiro 19, 2022
Voltar...
Claro que quando temos coisas para dizer, é tudo mais fácil.
Infelizmente não é o que acontece, nestes tempos em que reina o vazio, a incerteza, a dúvida, é difícil acrescentar alguma coisa.
Até porque a realidade é muito diferente de tudo aquilo que nos é "vendido" pelos políticos, como se pode ver, através de mais uma campanha eleitoral...
Apesar de tudo, é preciso voltar...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
terça-feira, dezembro 14, 2021
Saudades da Outra Almada, mais Culta e Associativa...
Apesar de ter assistido a vários erros e a outros tantos tiros nos pés, por parte da CDU, sinto falta da outra Almada, que podem chamar de "comunista", até com algum desdém.
Do que eu não tenho qualquer dúvida, é que a outra Almada era uma Terra mais Culta, mais Solidária e mais Associativa.
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
sexta-feira, dezembro 10, 2021
A Arte de Rosarlette Meirelles
Aqui fica registado o meu aplauso e o meu agradecimento à Rosarlette.
(Fotografias de Luís Eme - Almada)terça-feira, novembro 30, 2021
O "Casamento" entre Rotundas e Semáforos Raramente é Feliz
Na Praça Gil Vicente, em Almada (depois da Praça da Renovação...), as pessoas que se acham muito entendidas em trânsito e têm o poder de alterar as coisas, resolveram mudar, a espaços, esta rotunda. Como de costume, fizeram algumas mudanças positivas e outros tantos disparates.
O maior de todos foi a colocação de mais semáforos ao longo de toda a rotunda. Se com a passagem do Metro (que tem sempre a prioridade...), já se instalava a confusão, imaginem agora com semáforos para peões e para carros, que irão parar ainda mais o trânsito nesta Praça. Até porque a única alternativa que os peões têm para passarem com o sinal verde, é carregarem no respectivo botão, obrigando o trânsito a paragens desnecessárias (no meu ponto de vista, claro...). Ou seja, ontem era mais simples e fácil circular que hoje, para toda a gente, na Praça Gil Vicente. Às vezes estas mudanças prendem-se com acidentes, mas neste lugar, por ser uma zona onde normalmente se circula a pouca velocidade, está longe de ser um lugar perigoso para peões.
Outra alteração que não "lembra ao careca" foi a mudança de local da paragem dos autocarros, do lado do café "Repuxo". Consegue ser também pior para os utentes dos transportes públicos e para os automobilistas.
Embora não seja um entendido na matéria, sempre pensei que a criação de rotundas tinha como objectivo ajudar o trânsito a fluir... Mas como todos sabemos, "quem manda pode".
Felizmente, como ainda não mandam nas nossas palavras, vamos tendo o direito de expressar a nossa opinião.
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
domingo, novembro 28, 2021
As "Antigas Profissões e Ofícios, Almada - Seixal" de Manuel Lima
Manuel Lima ao longo das 376 páginas da obra "Antigas Profissões e Ofícios, Almada-Seixal", retrata mais de oitenta profissões e ofícios - acompanhadas de belíssimas imagens, num excelente trabalho gráfico - cuja maioria está em desuso, especialmente nos centros urbanos.
Além da componente histórica que nos é oferecida, o autor teve ainda o cuidado de falar com vários artesãos que ainda exercem estas profissões (ou exerceram...), que nos dão o seu testemunho e também algumas explicações técnicas e didácticas sobre as suas actividades, enriquecendo o livro.
Trata-se de um excelente repositório histórico, que deve merecer uma atenção especial dos jovens por desconhecerem a existência de uma grande parte destas profissões e ofícios, que acabaram por ser vítimas do grande desenvolvimento industrial e tecnológico dos últimos 30 anos, que alterou completamente o mundo laboral, pois muito do trabalho que era feito pelo homem passou a ser feito por máquinas.
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
sexta-feira, novembro 12, 2021
Vitor Cid no Museu da Cidade
Tenho um particular interesse pelos retratos do Vitor, por saber que tínhamos alguns pontos em comum, na forma como olhávamos para a fotografia. E por isso tenho a certeza de que vou gostar de ver "Vitor Cid, Uma Introdução".
E não posso deixar de referir, que se trata de uma boa homenagem de Almada a um excelente fotógrafo almadense, que nos deixou demasiado cedo.
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
quarta-feira, novembro 10, 2021
Uma Escolha Completamente Desadequada
O espaço é pequeno, pelo menos quando comparado com o anterior, que ficava no interior do Pavilhão Municipal. Como é circular também dificulta a distribuição ordenada das pessoas, assim como a sua chamada e deslocação para os postos de vacinação. Mas tem ainda outro aspecto muito negativo, pelo menos para esta época do ano: devido à sua construção em pedra e também ao facto de ser muito aberto, é frio e desagradável, agora que estamos a chegar ao Inverno.
O tamanho reduzido do espaço faz com que se formem filas consideráveis no exterior, pouco recomendáveis para pessoas com mais de oitenta anos, cuja mobilidade reduzida, não os devia obrigar a terem de passar tanto tempo de pé.
Não faço ideia quem escolheu este local, se foi o Município ou a Direcção Geral de Saúde. Mas isso nem o mais importante. Importante é "emendarem a mão" e escolherem um espaço mais acolhedor e funcional, para quem precisa de ser vacinado e também para os profissionais destacados para esta missão. Eles acabam por ser as maiores vítimas desta má escolha, que não lhes permite realizar o seu trabalho de uma forma mais eficiente e confortável para todos.
E claro que não é preciso nenhum almirante para resolver esta questão. Basta apenas alguma inteligência e bom senso...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
segunda-feira, novembro 01, 2021
Uma Procissão Mais Leve...
Foi esta a opção da paróquia, porque a pandemia ainda anda por aí, como se vê pelo número crescente de infecções diárias.
O facto do Largo de Cacilhas continuar em obras (prometem fazer concorrência às de Santa Engrácia...), também não ajudou muito a que as pessoas circulassem com maior segurança e à vontade...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
