Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
segunda-feira, março 21, 2016
domingo, março 20, 2016
sexta-feira, março 18, 2016
O Que não se Vê do Casario do Ginjal...
Normalmente quem passeia ao longo do Cais do Ginjal só se apercebe das ruínas de todo aquele Casario de uma forma episódica, porque as paredes e os muros são isso mesmo...
Claro que é possível penetrar no "coração" deste lugar onde quase já não há presença humana, pelo menos de uma forma fixa. Aqui e ali existem portas semi-abertas, buracos ou janelas partidas, que o ar de abandono e de perigosidade, está longe de nos convidar a entrar...
Mas com uma objectiva mais curiosa é sempre possível ver o se esconde por detrás do Cais, sem ser preciso andar por cima e por baixo dos "destroços" que resistem a quase todos os "invernos"...
(Fotografia de Luís Eme)
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domingo, março 13, 2016
Homenagens Feitas no Tempo Certo
Se há coisa que me deixa feliz é descobrir aqui e ali, uma escola ou uma biblioteca a quem foi dado o nome de alguém que ainda está no "mundo dos vivos" e que se destacou como um cidadão de excepção.
Como já perceberam não me estou a referir aos vários autarcas que tiveram o desplante de colocar o seu nome em pavilhões, centros culturais e afins, durante os seus "reinados".
Falo sim de pessoas completamente independentes dos credos políticos, que foram homenageadas simplesmente pelo contributo que deram à sociedade onde estamos inseridos, nas suas áreas de acção.
É por isso que fico muito feliz que no Concelho de Almada existam as Escolas Secundárias Daniel Sampaio e Francisco Simões.
(Fotografia de Luís Eme)
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terça-feira, março 08, 2016
sábado, março 05, 2016
Uma Homenagem com Amizade e Emoção
A sessão de homenagem a Sérgio Malpique correu muito bem, com a presença de quase uma centena de pessoas, que se quiseram associar à evocação de um grande Cidadão e Desportista Almadense, na comemoração do seu Centenário.
Além da projecção de um filme biográfico realizado por Modesto Viegas (com textos meus...), das intervenções sentidas da mesa de honra e também dos convidados (com destaque para a intervenção de fundo do Orlando Laranjeiro...), não posso deixar de escrever sobre a emoção sentida pelas "Velhas Glórias" do andebol do Almada, que jogaram com o Sérgio, quando foram chamados ao palco, para serem aplaudidos e tirarem uma fotografia que ficará para a história.
Falo de Jorge Coelho da Silva (com a fotografia da equipa da época de 1951/52 nas mãos), Alberto de Oliveira ("Machicha"), Américo Silva, António Gramaço, João Cardana, Joaquim Boieiro, Orlando Laranjeiro.
(Fotografia de Gena Souza)
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sexta-feira, março 04, 2016
Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (3)
Em
1944 a Direcção Geral dos Desportos organizou um curso de treinadores de
Atletismo, com o Sérgio Malpique a ficar em primeiro lugar com 17 valores.
O
curso deu-lhe o estímulo para tentar fazer reviver esta modalidade de tão boa
memória em Almada, aproveitando a fundação do Almada Atlético Clube a 20 de
Julho de 1944, através da fusão entre o Pedreirense e o União Almadense. Mas
infelizmente não o conseguiu...
Foi
então que em boa hora lhe surgiu a ideia de trazer o andebol de onze para
Almada.
No início, para
conseguir formar uma equipa socorreu-se dos amigos da JACA e da Marinha
e em Dezembro o Almada Atlético Clube fez a sua estreia oficial do Andebol de onze contra o Benfica,
no Campo Grande. O Almada seria derrotado por 10 a 1, com o golo de honra dos almadenses a ser marcado pelo Sérgio.
Nada que desanimasse os pioneiros da modalidade na nossa Terra. Sérgio percebeu que era necessário fazer formação e criou uma equipa de juniores, de onde sairiam grandes campeões nas épocas seguintes, que transformariam Almada numa Cidade do Andebol.
E tudo isto graças ao Sérgio Malpique, que é recordado por todos como o "Pai do Andebol" na nossa Terra...
quinta-feira, março 03, 2016
Luísa Basto, 45 anos a Cantar o Povo e a Liberdade
Amanhã realiza-se um espectáculo musical da comemoração dos 45 anos de carreira de Luísa Basto, uma das vozes mais bonitas e expressivas de Almada, às 21 horas, no Salão de Festas da Incrível Almadense.
Como muito bem diz o cartaz, são 45 anos da Luísa a cantar o povo e a liberdade.
Todos nós que conhecemos e admiramos a Luísa, ficamos sempre com a sensação de que ela poderia ter ido muito mais longe, com a sua qualidade vocal e interpretativa.
Mas a vida é o que é.
O que ninguém deverá ter dúvidas é que a Luísa Basto continua a ser uma das nossas grandes interpretes do fado e da canção.
O que ninguém deverá ter dúvidas é que a Luísa Basto continua a ser uma das nossas grandes interpretes do fado e da canção.
(Fotografia de Luís Eme)
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quarta-feira, março 02, 2016
Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (2)
Quando Sérgio Malpique, António Calado, Francisco Avelar e Agostinho Brilhante criaram a JACA (Juventude Atlética Clube Almadense) em 1933, estavam longe de pensar que iriam revolucionar a prática do atletismo, com os seus métodos de treino. Além de obterem excelentes resultados a nível nacional, conseguiram despertar o interesse de uma mão cheia de jovens pela prática do atletismo, pelo prazer de correr, saltar e lançar.
Brilharam nas nossas principais pistas, ganharam campeonatos, bateram recordes. Todos os conheciam e respeitavam como os "Atletas de Almada".
Foram eles: Sérgio Malpique, António Calado, Francisco Avelar, Agostinho Brilhante, Francisco Rosa da Silva, José Gonçalves, João Carapinha, Romeu Correia, Ramiro Ferrão, Fernando Faneca, Gilberto Monteiro. Aniceto Bicho, José Paninho, José Moreira, José Nunes, João Rodrigues, Henrique Figueiredo, Rodolfo Gerardo, José Rodrigues Dias, Alexandre Segurado, Américo "dos Velhos", Orlando Avelar e Francisco Bastos. Havia ainda uma falange de apoio, donde se destacavam Libânio Ferreira, Jorge Coelho da Silva e Miguel Cantinho.
terça-feira, março 01, 2016
Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (1)
Sérgio Malpique se estivesse entre nós tinha completado 100 anos no passado dia 15 de Fevereiro.
Alguns amigos não esqueceram o Cidadão e o Desportista exemplar - que tanto honrou a hoje Cidade de Almada - e organizaram uma homenagem, que se realiza no próximo sábado, 5 de Março, a partir das 16 horas, no novo Auditório da Academia Almadense (o edifício do antigo cine-teatro entretanto restaurado pelo Município).
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sábado, fevereiro 27, 2016
Uma Exposição e uma Estranha Ambição
Ontem à tarde passei pela sede do SMAS de Almada para ver a exposição "A Água e o Saneamento em Almada" e verifiquei que esta se encontrava encerrada.
Ao ler o horário fiquei a saber que só abre uma vez por semana, às quintas, e apenas durante hora e meia (entre as 15.30 e as 17 horas). E que também se aceitam marcações de visitas de grupos.
Entretanto como tinha lido que o vereador com o pelouro do SMAS, José Gonçalves, dissera na inauguração, que esperava que pelo menos 10% dos almadenses visitassem a esta exposição, achei tudo aquilo no mínimo estranho.
Embora esta mostra possa ver visitada até Dezembro, com um horário de funcionamento tão curto, parece-me difícil de concretizar tal ambição, mas...
(Fotografia de Luís Eme)
quarta-feira, fevereiro 24, 2016
A Beleza Indestrutível do Ginjal
O Ginjal vai caindo um pouco todos os dias.
Mas esta "erosão" natural (se esquecermos que tudo aquilo tem dono...), não se intromete na beleza natural deste lugar marginal do Tejo.
O Rio é o grande responsável pelo encanto que se descobre na parede pintada, por artistas à procura de espaço e de mais qualquer coisa (porque a arte não são apenas rabiscos...) ou no muro cheio de castanhos da areia que se misturava com o cimento, a que se junta a tonalidade quase encarnada do tijolo ou o branco sujo da tinta que resta...
É por isso que muita gente atravessa o rio e transforma este lugar num "estúdio" fotográfico, como esta dupla que apanhei na Praia das Lavadeiras, numa paragem a discutir planos.
(Fotografia de Luís Eme)
sexta-feira, fevereiro 19, 2016
quinta-feira, fevereiro 18, 2016
quarta-feira, fevereiro 17, 2016
A Amizade e a Generosidade
Hoje fui surpreendido de uma forma feliz pelo professor Alexandre Castanheira, que quase no final da sua intervenção do Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada", brindou a assistência com a declamação de dois poemas da autoria dos seus amigos Fernando Barão e Luís Milheiro, o mais velho e o mais novo dos Escritores Memórias Vivas de Almada (as palavras foram dele...).
Além de me ter soado muito bem (Alexandre Castanheira é um excelente declamador de poesia), já não me recordava deste poema que foi publicado no poezine "Debaixo do Bulcão" dirigido por António Vitorino:
Excelentíssimos
Estupores
A
sanha do poder torna-os sedutores
Além
das gravatas de todas as cores,
Distribuem
rebuçados de vários sabores
Canetas
beijos e sorrisos encantadores,
Porque
no final querem sair vencedores.
A
vitória floresce a troca de favores
Quase
que parecem mercadores
Nos
muitos jogos de bastidores
Em
que são autênticos doutores
No
seu notável papel de impostores.
Denunciados
pelos comentadores
Fixam
o sorriso amarelo nos televisores
Agarram
a cartilha dos ditadores
E
deixam cair a máscara de fingidores
Os
excelentíssimos estupores.
Luís Milheiro
(Fotografia de Luís Eme)
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terça-feira, fevereiro 16, 2016
Mais uma Sessão que Promete do Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada"
Amanhã, as 18 horas, realiza-se a terceira sessão do Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada", na sala Pablo Neruda do Forum Romeu Correia, em Almada, em que o convidado principal é o professor Alexandre Castanheira.
Que é nada mais nada menos que o jovem "Edgar", que começou a dar nas vistas ainda nos anos 1940 como bibliotecário da Incrível e que diziam que "tinha ideias avançadas". Era esta a forma de catalogar na época quem defendia uma sociedade mais justa e lutava contra a ignorância do povo...
Ora isto passou-se há praticamente setenta anos.
Mas nesta sessão irá falar-se sobretudo do escritor, que ama a poesia acima de quase todas as coisas, mas que também escreve teatro, ensaio histórico e ficção.
È uma boa oportunidade de conhecer melhor este grande vulto da Cultura de Almada.
(Fotografia de Luís Eme)
(Fotografia de Luís Eme)
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segunda-feira, fevereiro 15, 2016
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
As Gentes da Minha Terra (5)
Às vezes penso que o Orlando exagera um pouco na modéstia, na sua mania quase doentia de que não é escritor nem é poeta. Mas vá lá, nesta última parte, ainda nos concede que lhe chamemos "poeta popular" (para ele deve ser um poeta mais pequenino...). Outras penso que ele exagera muito.
Falo de Orlando Laranjeiro, uma das grandes figuras do Movimento Associativo Almadense, que me podia fazer escrever sobre tanta coisa. Mas até eu fico com algum receio de escrever sobre este Homem que é tanta coisa e não quer ser nada...
No campo social o Orlando é um homem de afectos, que nunca teve o pudor em utilizar a palavra amor no seio da família e dos amigos. Mas é também um homem solidário, cujo ideário político faz com que seja ainda mais exigente consigo próprio, e com os outros, na defesa intransigente que faz da justiça social e da dignidade humana.
No campo associativo é o "pai e a mãe" de muitos projectos (desenvolvidos sobretudo na Incrível Almadense, embora tenha feito um trabalho notável no seu Almada...), que ainda são recordados por tanta gente de boa memória, dos quais o espectáculo "Almada Antes e Depois de Abril", acaba por merecer um destaque especial, pelo seu conteúdo histórico-cultural.
Mas o que eu quero falar é do escritor (e logo aquilo que ele não quer ser, escritor...), que conseguiu meter pelo menos três livros num só no seu desabafo literário, "Deixem-se Ser Quem Sou!" (são 376 páginas em letra pequena para não se aproximar muito das quinhentas...) donde se poderia extrair com facilidade um livro de memórias do Associativismo (o mais importante...), um livro de poemas e também um livro com biografias...
Mesmo que o Orlando não queira, o escritor e o poeta (cuja musicalidade dos seus poemas faz com que quase todos possam ser cantados...) vão sobreviver-lhe. Porque ninguém pode fugir do seu destino. E ele como amante do fado, sabe que é verdade...
(Fotografia de Luís Eme)
(Fotografia de Luís Eme)
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quinta-feira, fevereiro 04, 2016
Escritores de Almada - Memórias Vivas
Embora estivesse num lugar demasiado visível, sem espaço suficiente para a análise crítica, penso que correu tudo muito bem.
Foi bom ver a sala cheia de amigos, foi bom escutar algumas coisas que estão dentro dos meus livros. E claro, foi muito bom falar deles.
E de certeza que saímos todos mais ricos da sala Pablo Neruda, graças a esta excelente equipa de trabalho (USALMA e CMA), que surge na fotografia com os escritores convidados da sessão de ontem, a segunda, do Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada".
(Fotografia de Gena Souza)
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quarta-feira, fevereiro 03, 2016
Os Meus Livros de Cacilhas
Quando somos convidados para falar sobre os nossos livros, não só viajamos no tempo como chegamos por vezes a conclusões, inesperadas...
«Isto de escrever livros sobre história
local, não é uma coisa linear. No meu caso pessoal aconteceram uma série de
acasos que me levaram a escrever sobre o Concelho. E a existência de um
protocolo literário entre a SCALA e a Junta de Freguesia de Cacilhas, presidida
por Carlos Leal, foi fundamental para que eu me envolvesse tanto neste género
literário.

Fui autor e co-autor de cinco obras sobre Cacilhas.”Elias Garcia, Esboço Biográfico”, com Abrantes Raposo; “Eduardo Alves, Vida e Obra de um Bombeiro Exemplar”, com Alberto Afonso, “Cacilhas, a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais”, com Fernando Barão, “Cacilhas, o Comércio, a Indústria, o Turismo e o Desenvolvimento Sociocultural e Político da Localidade Ribeirinha”, “Lisnave uma Viagem no Tempo”, com o João Soeiro.
E sei que sem a existência deste protocolo,
provavelmente não teria escrito nenhum destes livros.»
Digo isto sem qualquer demagogia. Como no nosso país a parte mais complicada dos livros é a sua publicação, através deste protocolo - que terminou com a extinção da Junta de Freguesia de Cacilhas -, pelo menos a edição do livro estava à partida assegurada...
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