quarta-feira, maio 18, 2016

Hoje Festejaram-se os Museus

Hoje foi dia de festejar nos nossos Museus.

Felizmente Almada hoje é uma terra rica em espaços museológicos.

Penso que a dispersão dos espaços existentes (Almada,  Cacilhas e Cova da Piedade) faz com que alguns passem ao lado dos turistas.

Onde existe uma melhor concentração de espaços é na chamada "Almada Velha" (o Centro Histórico da Cidade). Aqui é possível visitar: Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea; Museu da Música Filarmónica; Centro de Interpretação de Almada Velha (na foto) e Núcleo Medieval Moderno de Arqueologia.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, maio 16, 2016

Um Pequeno (Grande) Pormenor sobre os "Pormenores" de Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas


Na próxima quinta feira, ao fim da tarde, os meus amigos e companheiros de várias aventuras associativas, Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas, vão apresentar mais um trabalho multimédia, da sua autoria, na FNAC do Chiado. Desta vez escolheram os "Pormenores" das ruas lisboetas, que nos escapam tantas vezes do olhar... muito graças à "velocidade" que imprimimos no nosso dia a dia.

Um pormenor não menos importante do Luís e do Modesto, é a sua qualidade humana, o companheirismo raro, e claro, esta vontade e gosto de partilhar e de enriquecer o nosso património histórico, tanto de Lisboa como de Almada.

quinta-feira, maio 12, 2016

Excelente Serão de Escultura

Ontem fui mais uma vez à sede da Imargem para assistir ao colóquio, "Escultura Pública em Almada", com os escultores Jorge Pé-Curto e João Duarte, inserido na programação da "Arte em Festa".

Foi um encontro excelente com dois convidados que abordaram a sua arte com uma grande seriedade e também com alguma bonomia. Não tiveram qualquer problema e colocar os dedos nas muitas "feridas" que tardam em sarar no mundo da cultura, e em particular na escultura, do nosso país. Viajámos pelas esculturas do espaço público ao mesmo tempo que abordávamos o ensino, o poder, a crise... que ataca tudo aquilo que é considerado supérfluo (onde têm metido tudo o que é cultura) e não essencial.

Uma das partes mais interessantes foi a viagem que cada um dos autores fez pelas suas esculturas, contando histórias "do arco da velha" sobre cada peça.

Foi uma conversa tão boa que já era uma da manhã quando fomos embora.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, maio 09, 2016

A Magia do Vinil em Cacilhas


Na próxima quarta feira a sede da ARPIFC em Cacilhas recebe José António Santos, coleccionador e musicólogo,  que nos irá levar de viagem pela música dos anos 60 em mais uma das "tertúlias das quartas".

quinta-feira, maio 05, 2016

Francisco Bronze, um Construtor de Sonhos

Há poucas horas assisti à projecção do filme, "Um Construtor de Sonhos", realizado por Quintino Bastos, que depois foi complementado com uma conversa aberta entre o protagonista, o artista plástico Francisco Bronze, o homem que fez as perguntas no documentário, Gabriel Silva e a plateia interessada que apareceu na sede da Imargem.

A "fita" está muito bem realizada, oferecendo-nos um retrato fiel - de alguma forma intimista - do pintor que vive em Almada desde o final dos anos 1950 e está ligado aos mais importantes movimentos artísticos da Cidade, que culminaram com a fundação da Imargem em 1982, organizadora da "Arte em Festa", que decorre entre 2 de Maio e 15 de Junho.


A conversa também foi boa, com algumas perguntas pertinentes sobre o percurso artístico e a temática dos quadros do Xico Bronze, uma das figuras mais emblemáticas de Almada no campo das artes, pela sua sabedoria e simplicidade.

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, maio 04, 2016

As Gentes da Minha Terra (8)

Felizmente não existe tempo ou idade para fazer amizade, desde que cá estamos até partirmos para outras paragens. Há sempre a possibilidade de nos cruzarmos com gente boa, como aconteceu há uma boa meia-dúzia de anos quando tive o prazer de conhecer a Gena e o Américo Souza.

Estou a falar pela primeira vez de duas pessoas, nesta rubrica sobre as "Gentes da Minha Terra" (onde falo sobretudo de pessoas amigas e com valor, que por vezes passam despercebidas...). Isso acontece porque a Gena e o Américo são um caso único nas minhas relações de amizade. Onde vai um vai o outro, sempre com uma grande disponibilidade e amor um para o outro.

Até porque os interesses dos casais nem sempre coincidem no que toca às Culturas (sei bem do que falo...). 

Felizmente o mundo do associativismo e das artes aproximou-nos e temos feito muitas coisas em conjunto, em prole da Cultura Almadense. E além do companheirismo, da competência e da sensibilidade tão necessárias nos projectos colectivos, criámos ainda fortes laços de amizade.

E claro, além da boa energia que transmitem, convém não esquecer que o Américo é um excelente artista plástico e a Gena uma excelente fotógrafa.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, abril 28, 2016

As Gentes da Minha Terra (7)

Hoje vou falar do Carlos Guilherme, um grande companheiro do Associativismo e da Incrível Almadense.

Olho para trás e sei que se não fosse ele, não teria participado em vários projectos colectivos nos últimos anos, todos bem sucedidos, apesar dos obstáculos que algumas pessoas gostam de nos colocar (elas fingem não perceber que somos teimosos e gostamos de enfrentar desafios complicados...).

Tudo começou com uma amizade comum, depois juntaram-se outras coisa não menos importantes como  o amor à história da nossa Terra; o entusiasmo pelas coisas da Cultura; ou a não menos gratificante, quase "devoção" à nossa grande Incrível Almadense.

Embora não seja pessoa de abraços e grande afectos (é mais de "calduços"...), é um amigo especial, de todas as horas, que gosta de passar despercebido, escondendo ainda o seu outro lado histórico, de "Capitão de Abril", onde é conhecido sobretudo por Sanches de Almeida.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 23, 2016

O 25 de Abril em Almada


O 25 de Abril é comemorado sempre em Festa em Almada, e por vários dias.

Não fosse a minha Terra uma Cidade de Abril.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, abril 22, 2016

Todos Têm... A Constituição da Liberdade


Foi inaugurada hoje na Oficina de Cultura a exposição, "Todos Têm... A Constituição da Liberdade", comemorativa do 25 de Abril e também dos 40 anos da Constituição da República.

É uma exposição diferente, que nos mostra o olhar dos alunos das escolas do Concelho de Almada, sobre vários tópicos relativos à Revolução de Abril e também à nossa Constituição da Liberdade, utilizando vários materiais e várias técnicas artísticas.

A exposição pode ser visitada até ao dia 8 de Maio, e  vale a pena passar por lá.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 19, 2016

Falta "Tejo" a Toda Esta Gente...

Há períodos em que a estupidez se torna mais evidente, ou seja, volta em força o velho hábito de nos tomarem todos por estúpidos...

Sempre que o "Necas" me vê no nosso bairro atira-se aos seus inimigos de papel e televisão, quase sempre com razão. fala-me sobretudo de política e futebol. É histórico o número quase de circo do PSD e do CDS, de atirarem para cima do PS (o seu partido...) com os seus erros de governação e de este se limitar a abanar os ombros. E também já começa a ser anedótico o presidente do Sporting (gosta ainda menos de "lagartos" que de "lampiões"...) fingir que só os outros grandes é que são beneficiados pelos árbitros...

Desta vez também me falou do "reino dos brasis", de tudo aquilo que nos parece ser um golpe de teatro deste lado do Atlântico, nas casas que deviam representar o povo e não os interesses particulares dos políticos, uma classe que  desce cada vez mais baixo.

Não é por acaso que o novo ministro da Cultura começa um dos seus versos mais populares, assim:

Pertenço a uma odiada seita
que professava no serviço público.
Resta-nos brincar um pouco o resto das nossas vidas
e fingir que não nos damos conta
do desprezo daninho a crescer à nossa volta.

(Ele sabe bem do que fala...)

Talvez para os políticos, num "mundo perfeito", existam eleições em que só eles é que votam (neles próprios). Salazar também gostava das coisas assim...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, abril 14, 2016

terça-feira, abril 12, 2016

segunda-feira, abril 11, 2016

A Constituição da República de Almada


Foi apresentada no sábado a "Constituição da República Portuguesa (ilustrada)", editada pelo Município de Almada, com o patrocínio do associativismo militar (clubes e associações de praças, sargentos e oficiais) e também das escolas do Concelho.

A sessão decorreu no novo auditório da Academia Almadense e todas as intervenções da mesa de honra foram significativas, assim como as bonitas canções do grupo coral do Clube do Sargento da Armada, que abriu e encerrou este lançamento.

Os desenhos da obra são da autoria dos "Guardiões de Almada", que integra o meu companheiro de jornalismo, Carlos Laranjeira, um excelente cartoonista de Cacilhas.

A Constituição foi oferecida a todos os presentes e irá ser distribuída gratuitamente a todos os alunos das escolas do Concelho de Almada. É uma excelente forma de comemorar os 40 anos do texto original da nossa Constituição, que continua a ser um exemplo de liberdade, de justiça e de defesa dos direitos humanos.

sábado, abril 09, 2016

Uma Balada Especial...

O "Casario do Ginjal" dá as boas vindas a Luís Filipe Maçarico, poeta e associativista, que se mudou recentemente de Lisboa para Almada, com a publicação deste poema de José do Carmo Francisco, que também homenageia o nosso blogue e o autor, e claro, o Associativismo Almadense.

Balada para Luís Filipe Maçarico

Adeus Lisboa, cidade
Tenho a vida em partilhas
Caldeirada de saudade
Entre Almada e Cacilhas.
Eu digo adeus às matilhas
Em tuque-tuque infectado
Cidade das maravilhas
Está perdida no passado.
Se a Poesia é verdade
No fim tem sempre razão
Na Cova da Piedade
Tive prémio e ovação.
Por Incrível que pareça
Há sempre uma Academia
À espera de nova peça
Na mais teimosa alegria.
E um Céu que tem Maria
A captar em cada imagem
O preto e branco do dia
Povoamento e paisagem.
Na proa dum cacilheiro
O Mundo tem outra escala
Com Luís Alves Milheiro
Saltam poemas da mala.
Casario do Ginjal
Conservas e tanoeiros
Aqui em frente à Capital
Cantam versos derradeiros.

José do Carmo Francisco        

(Fotografia de Luís Eme) 

quinta-feira, abril 07, 2016

A Indiferença do Pescador

Hoje está um dia bonito, com o céu todo pintado de azul. Apetece mesmo andar por aí...

A fotografia que publico hoje já tem alguns dias. 

Este pescador sempre muito agasalhado e de chapéu, já mereceu a minha atenção uma ou outra vez, no Ginjal.

Desta vez achei piada o seu alheamento à passagem de mais um paquete de luxo. Esqueci-me que o Tejo agora é uma "auto-estrada" destas barcas gigantes...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 02, 2016

As Gentes da Minha Terra (6)

Volto hoje a falar das "Gentes da Minha Terra", desta Almada que tão bem me recebeu quando na Primavera de 1987 escolhi viver numa casa com uma janela virada para o Tejo. E vou falar de uma Mulher, especial, que adora tudo o que seja Cultura.

É uma das pessoas que mais gosto de ouvir declamar poesia. Mas ela também canta e encanta, com a sua bonita voz à capela. 

Muitos dos poemas que declama são da "sua lavra", onde nos deixa bem visível toda a sua sensibilidade. Escreve sobre o que conhece, o que gosta, o que sonha e o que descobre, aqui e ali, com o olhar.

Gosta de fotografia, gosta de teatro, gosta de cinema, ou seja, gosta de tudo o que tenha que ver com as Artes e Letras. Como acontece com muitas pessoas da sua geração, só depois de se reformar é que pôde fazer aquilo que realmente gosta...

Falo de Clara Mestre, uma Senhora especial com quem tenho muitas afinidades e que nasceu no mesmo ano da minha Mãe...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, março 31, 2016

As Minhas Primeiras (não) Memórias do Ginjal...


Estive a pensar e tenho a certeza de que a primeira memória que tenho do Ginjal é uma não memória. Ou seja, vi o Ginjal num tempo em que ainda não tinha “olhos de ver”…

A primeira vez que vim à Margem Sul deverá ter sido em 1966, 1967. Mas as memórias que tenho são muito soltas. Há duas imagens que me assaltam com mais nitidez: a viagem de cacilheiro, em que me recordo de estar ao colo do meu pai, provavelmente para ter altura suficiente para espreitar o rio e as suas margens da janela, onde de certeza vi pela primeira vez o Ginjal, ainda que ele não me apareça no filme da viagem. Recordo também (não sei porquê…) os bancos de madeira envernizados do barco, que provavelmente ainda não tinha ganho a cor laranja.

Outra memória que tenho é de ver os barcos muito pequeninos (de certeza que foi do miradouro do Cristo Rei…). Mas não guardei qualquer imagem da Ponte que, ou já estaria construída ou na fase final da sua construção).


Embora não o possa assegurar, penso que não inventei estas memórias. A única coisa que sei é que a viagem em família até à Margem Sul foi mesmo realizada, embora nunca me tenham dado o ano exacto. Mas anda pelos anos que eu registei.

(Fotografia de autor desconhecido)

quarta-feira, março 23, 2016

Muralma 16

Esteve patente na Oficina de Cultura, uma excelente exposição de arte urbana, de quatro artistas almadenses (Skran, G. Delaunay, Klit, Ketam), em mais uma edição da  "Quinzena da Juventude".

Gostei muito do que vi. Este painel da autoria de G. Delaunay explica um pouco as minhas palavras.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, março 21, 2016

A Clara tem Razão...


A Clara tem razão, a poesia é isto tudo...

Poesia é Vida

A poesia é
o musical
da minha vida
poesia é melodia
que há em mim
Poesia é frescura
num Verão quente
Poesia é linda
Quando sentida
Poesia é:
Simplesmente Vida…


                    Clara Mestre

(Óleo de Conceição Silva)

sexta-feira, março 18, 2016

O Que não se Vê do Casario do Ginjal...

Normalmente quem passeia ao longo do Cais do Ginjal só se apercebe das ruínas de todo aquele Casario de uma forma episódica, porque as paredes e os muros são isso mesmo...

Claro que é possível penetrar no "coração" deste lugar onde quase já não há presença humana, pelo menos de uma forma fixa. Aqui e ali existem portas semi-abertas, buracos ou janelas partidas, que o ar de abandono e de perigosidade, está longe de nos convidar a entrar...

Mas com uma objectiva mais curiosa é sempre possível ver o se esconde por detrás do Cais, sem ser preciso andar por cima e por baixo dos "destroços" que resistem a quase todos os "invernos"...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, março 13, 2016

Homenagens Feitas no Tempo Certo

Se há coisa que me deixa feliz é descobrir aqui e ali, uma escola ou uma biblioteca a quem foi dado o nome de alguém que ainda está no "mundo dos vivos" e que se destacou como um cidadão de excepção.

Como já perceberam não me estou a referir aos vários autarcas que tiveram o desplante de colocar o seu nome em pavilhões, centros culturais e afins, durante os seus "reinados". 

Falo sim de pessoas completamente independentes dos credos políticos, que foram homenageadas simplesmente pelo contributo que deram à sociedade onde estamos inseridos, nas suas áreas de acção.

É por isso que fico muito feliz que no Concelho de Almada existam as Escolas Secundárias Daniel Sampaio e Francisco Simões. 

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 05, 2016

Uma Homenagem com Amizade e Emoção

A sessão de homenagem a Sérgio Malpique correu muito bem, com a presença de quase uma centena de pessoas, que se quiseram associar à evocação de um grande Cidadão e Desportista Almadense, na comemoração do seu Centenário. 

Além da projecção de um filme biográfico realizado por Modesto Viegas (com textos meus...), das intervenções sentidas da mesa de honra e também dos convidados (com destaque para a intervenção de fundo do Orlando Laranjeiro...), não posso deixar de escrever sobre a emoção sentida pelas "Velhas Glórias" do andebol do Almada, que jogaram com o Sérgio, quando foram chamados ao palco, para serem aplaudidos e tirarem uma fotografia que ficará para a história.

Falo de Jorge Coelho da Silva (com a fotografia da equipa da época de 1951/52 nas mãos), Alberto de Oliveira ("Machicha"), Américo Silva, António Gramaço, João Cardana, Joaquim Boieiro,  Orlando Laranjeiro.

(Fotografia de Gena Souza)

sexta-feira, março 04, 2016

Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (3)

Em 1944 a Direcção Geral dos Desportos organizou um curso de treinadores de Atletismo, com o Sérgio Malpique a ficar em primeiro lugar com 17 valores.

O curso deu-lhe o estímulo para tentar fazer reviver esta modalidade de tão boa memória em Almada, aproveitando a fundação do Almada Atlético Clube a 20 de Julho de 1944, através da fusão entre o Pedreirense e o União Almadense. Mas infelizmente não o conseguiu...

Foi então que em boa hora lhe surgiu a ideia de trazer o andebol de onze para Almada.

No início, para conseguir formar uma equipa socorreu-se dos amigos da JACA e da Marinha e em Dezembro o Almada Atlético Clube fez a sua estreia oficial do Andebol de onze contra o Benfica, no Campo Grande.  O Almada seria derrotado por 10 a 1, com o golo de honra dos almadenses a ser marcado pelo Sérgio.

Nada que desanimasse os pioneiros da modalidade na nossa Terra. Sérgio percebeu que era necessário fazer formação e criou uma equipa de juniores, de onde sairiam grandes campeões nas épocas seguintes, que transformariam Almada numa Cidade do Andebol.

E tudo isto graças ao Sérgio Malpique, que é recordado por todos como o "Pai do Andebol" na nossa Terra...

quinta-feira, março 03, 2016

Luísa Basto, 45 anos a Cantar o Povo e a Liberdade

Amanhã realiza-se um espectáculo musical da comemoração dos 45 anos de carreira de Luísa Basto, uma das vozes mais bonitas e expressivas de Almada, às 21 horas, no Salão de Festas da Incrível Almadense.

Como muito bem diz o cartaz, são 45 anos da Luísa a cantar o povo e a liberdade.

Todos nós que conhecemos e admiramos a Luísa, ficamos sempre com a sensação de que ela poderia ter ido muito mais longe, com a sua qualidade vocal e interpretativa. 

Mas a vida é o que é. 

O que ninguém deverá ter dúvidas é que a Luísa Basto continua a ser uma das nossas grandes interpretes do fado e da canção.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, março 02, 2016

Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (2)

Quando Sérgio Malpique, António Calado, Francisco Avelar e Agostinho Brilhante criaram a JACA (Juventude Atlética Clube Almadense) em 1933, estavam longe de pensar que iriam revolucionar a prática do atletismo, com os seus métodos de treino. Além de obterem  excelentes resultados a nível nacional, conseguiram despertar o interesse de uma mão cheia de jovens pela prática do atletismo, pelo prazer de correr, saltar e lançar.

Brilharam nas nossas principais pistas, ganharam campeonatos, bateram recordes. Todos os conheciam e respeitavam como os "Atletas de Almada".

Foram eles: Sérgio Malpique, António Calado, Francisco Avelar, Agostinho Brilhante, Francisco Rosa da Silva, José Gonçalves, João Carapinha, Romeu Correia, Ramiro Ferrão, Fernando Faneca, Gilberto Monteiro. Aniceto Bicho, José Paninho, José Moreira, José Nunes, João Rodrigues, Henrique Figueiredo, Rodolfo Gerardo, José Rodrigues Dias, Alexandre Segurado, Américo "dos Velhos", Orlando Avelar e Francisco Bastos. Havia ainda uma falange de apoio, donde se destacavam Libânio Ferreira, Jorge Coelho da Silva e Miguel Cantinho.

terça-feira, março 01, 2016

Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (1)


Sérgio Malpique se estivesse entre nós tinha completado 100 anos no passado dia 15 de Fevereiro.

Alguns amigos não esqueceram o Cidadão e o Desportista exemplar - que tanto honrou a hoje Cidade de Almada - e organizaram uma homenagem, que se realiza no próximo sábado, 5 de Março, a partir das 16 horas, no novo Auditório da Academia Almadense (o edifício do antigo cine-teatro entretanto restaurado pelo Município).
  

sábado, fevereiro 27, 2016

Uma Exposição e uma Estranha Ambição

Ontem à tarde passei pela sede do SMAS de Almada para ver a exposição "A Água e o Saneamento em Almada" e verifiquei que esta se encontrava encerrada.

Ao ler o horário fiquei a saber que só abre uma vez por semana, às quintas, e apenas durante hora e meia (entre as 15.30 e as 17 horas). E que também se aceitam marcações de visitas de grupos.

Entretanto como tinha lido que o vereador com o pelouro do SMAS, José Gonçalves, dissera na inauguração, que esperava que pelo menos 10% dos almadenses visitassem a esta exposição, achei tudo aquilo no mínimo estranho.

Embora esta mostra possa ver visitada até Dezembro, com um horário de funcionamento tão curto, parece-me difícil de concretizar tal ambição,  mas...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

A Beleza Indestrutível do Ginjal

O Ginjal vai caindo um pouco todos os dias.

Mas esta "erosão" natural (se esquecermos que tudo aquilo tem dono...), não se intromete na beleza natural deste lugar marginal do Tejo.

O Rio é o grande responsável pelo encanto que se descobre na parede pintada, por artistas à procura de espaço e de mais qualquer coisa (porque a arte não são apenas rabiscos...) ou no muro cheio de castanhos da areia que se misturava com o cimento, a que se junta a tonalidade quase encarnada do tijolo  ou o branco sujo da tinta que resta...

É por isso que muita gente atravessa o rio e transforma este lugar num "estúdio" fotográfico, como esta dupla que apanhei na Praia das Lavadeiras, numa paragem a discutir planos.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

"Cruzeiro Fluvial"

Esta é outra das fotografias com que participo na "Festa das Artes da SCALA", que será inaugurada amanhã às 16 horas, na Oficina de Cultura de Almada.

Ofereci-lhe como título "Cruzeiro Fluvial".

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

A Festa das Artes da SCALA

























Participo mais uma vez na "Festa das Artes da SCALA", com quatro fotografias...

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

A Amizade e a Generosidade

Hoje fui surpreendido de uma forma feliz pelo professor Alexandre Castanheira, que quase no final da sua intervenção do Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada", brindou a assistência com a declamação de dois poemas da autoria dos seus amigos Fernando Barão e Luís Milheiro, o mais velho e o mais novo dos Escritores Memórias Vivas de Almada (as palavras foram dele...). 

Além de me ter soado muito bem (Alexandre Castanheira é um excelente declamador de poesia), já não me recordava deste poema que foi publicado no poezine "Debaixo do Bulcão" dirigido por António Vitorino:

Excelentíssimos Estupores

A sanha do poder torna-os sedutores
Além das gravatas de todas as cores,
Distribuem rebuçados de vários sabores
Canetas beijos e sorrisos encantadores,
Porque no final querem sair vencedores.

A vitória floresce a troca de favores
Quase que parecem mercadores
Nos muitos jogos de bastidores
Em que são autênticos doutores
No seu notável papel de impostores.

Denunciados pelos comentadores
Fixam o sorriso amarelo nos televisores
Agarram a cartilha dos ditadores
E deixam cair a máscara de fingidores
Os excelentíssimos estupores.

Luís Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, fevereiro 16, 2016

Mais uma Sessão que Promete do Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada"

Amanhã, as 18 horas, realiza-se a terceira sessão do Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada", na sala Pablo Neruda do Forum Romeu Correia, em Almada, em que o convidado principal é o professor Alexandre Castanheira.
Que é nada mais nada menos que o jovem "Edgar", que começou a dar nas vistas ainda nos anos 1940 como bibliotecário da Incrível e que diziam que "tinha ideias avançadas". Era esta a forma de catalogar na época quem defendia uma sociedade mais justa e lutava contra a ignorância do povo...
Ora isto passou-se há praticamente setenta anos.
Mas nesta sessão irá falar-se sobretudo do escritor, que ama a poesia acima de quase todas as coisas, mas que também escreve teatro, ensaio histórico e ficção.
È uma boa oportunidade de conhecer melhor este grande vulto da Cultura de Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

As Gentes da Minha Terra (5)

Às vezes penso que o Orlando exagera um pouco na modéstia, na sua mania quase doentia de que não é escritor nem é poeta. Mas vá lá, nesta última parte, ainda nos concede que lhe chamemos "poeta popular" (para ele deve ser um poeta mais pequenino...). Outras penso que ele exagera muito.
Falo de Orlando Laranjeiro, uma das grandes figuras do Movimento Associativo Almadense, que me podia fazer escrever sobre tanta coisa. Mas até eu fico com algum receio de escrever sobre este Homem que é tanta coisa e não quer ser nada...
No campo social o Orlando é um homem de afectos, que nunca teve o pudor em utilizar a palavra amor no seio da família e dos amigos. Mas é também um homem solidário, cujo ideário político faz com que seja ainda mais exigente consigo próprio, e com os outros, na defesa intransigente que faz da justiça social e da dignidade humana.
No campo associativo é o "pai e a mãe" de muitos projectos (desenvolvidos sobretudo na Incrível Almadense, embora tenha feito um trabalho notável no seu Almada...), que ainda são recordados por tanta gente de boa memória, dos quais o espectáculo "Almada Antes e Depois de Abril", acaba por merecer um destaque especial, pelo seu conteúdo histórico-cultural.
Mas o que eu quero falar é do escritor (e logo aquilo que ele não quer ser, escritor...),  que conseguiu meter pelo menos três livros num só no seu desabafo literário, "Deixem-se Ser Quem Sou!" (são 376 páginas em letra pequena para não se aproximar muito das quinhentas...) donde se poderia extrair com facilidade um livro de memórias do Associativismo (o mais importante...), um livro de poemas e também um livro com biografias...
Mesmo que o Orlando não queira, o escritor e o poeta (cuja musicalidade dos seus poemas faz com que quase todos possam ser cantados...) vão sobreviver-lhe. Porque ninguém pode fugir do seu destino. E ele como amante do fado, sabe que é verdade...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Escritores de Almada - Memórias Vivas

Embora estivesse num lugar demasiado visível, sem espaço suficiente para a análise crítica, penso que correu tudo muito bem.

Foi bom ver a sala cheia de amigos, foi bom escutar algumas coisas que estão dentro dos meus livros. E claro, foi muito bom falar deles.

E de certeza que saímos todos mais ricos da sala Pablo Neruda, graças a esta excelente equipa de trabalho (USALMA e CMA), que surge na fotografia com os escritores convidados da sessão de ontem, a segunda, do Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada".

(Fotografia de Gena Souza)

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Os Meus Livros de Cacilhas





















Quando somos convidados para falar sobre os nossos livros, não só viajamos no tempo como  chegamos por vezes a conclusões, inesperadas... 

«Isto de escrever livros sobre história local, não é uma coisa linear. No meu caso pessoal aconteceram uma série de acasos que me levaram a escrever sobre o Concelho. E a existência de um protocolo literário entre a SCALA e a Junta de Freguesia de Cacilhas, presidida por Carlos Leal, foi fundamental para que eu me envolvesse tanto neste género literário.






















Fui autor e co-autor de cinco obras sobre Cacilhas.”Elias Garcia, Esboço Biográfico”, com Abrantes Raposo; “Eduardo Alves, Vida e Obra de um Bombeiro Exemplar”, com Alberto Afonso, “Cacilhas, a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais”, com Fernando Barão, “Cacilhas, o Comércio, a Indústria, o Turismo e o Desenvolvimento Sociocultural e Político da Localidade Ribeirinha”, “Lisnave uma Viagem no Tempo”, com o João Soeiro.



E sei que sem a existência deste protocolo, provavelmente não teria escrito nenhum destes livros.»

Digo isto sem qualquer demagogia. Como no nosso país a parte mais complicada dos livros é a sua publicação, através deste protocolo - que terminou com a extinção da Junta de Freguesia de Cacilhas -, pelo menos a edição do livro estava à partida assegurada...