sábado, março 10, 2012

A Mulher e a Poesia


Na noite de ontem, 9 de Março, a Junta de Freguesia do Laranjeiro, abriu as suas portas à poesia, para o colóquio-recital poético de homenagem às Mulheres Poetas do nosso país, com o professor Alexandre Castanheira e a poetisa Rosa Dias.


Também está patente na sede da Junta uma exposição histórica sobre o Dia Internacional da Mulher e sobre os seus maiores símbolos.

sábado, março 03, 2012

Centenário do Nascimento de Jaime Feio


Comemora-se hoje o Centenário do nascimento de Jaime Feio, com uma homenagem pública, que terá lugar no Centro de Turismo de Almada (antigo Quartel de Bombeiros de Cacilhas), às 17.30 horas, no largo dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas.

Jaime foi uma grande figura de Cacilhas, estando ligado aos primeiros movimentos culturais que se deram no concelho, ainda na década de cinquenta do século passado, como mentor e apoiante. Foi também um grande coleccionador de tudo o que estivesse ligado ao mundo das artes e letras.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

O Tejo, da nascente... à foz


O excelente livro-álbum do professor Manuel Lima, "O Tejo, da nascente... à foz", dá o mote à "Tertúlia do Dragão", que se realiza amanhã, no café almadense, "Dragão Vermelho", organizada pela SCALA.

A obra editada pela Plátano é muito boa, pela história que contém e também pelas fotografias que nos oferece.

A "Tertúlia" será de certeza um excelente momento de cultura e de convívio, pela projecção multimédia e por o professor Manuel Lima ser um excelente comunicador...

sábado, fevereiro 25, 2012

Para o Zeca Afonso


Hoje recebi um poema, escrito há dois dias, pela Clara Mestre, poetisa almadense. O seu título diz tudo:

"Para o Zeca Afonso
que nos deixou há 25 anos"

Cantou-nos o Natal dos Mendigos
o Menino D'oiro e sua Mãe
Fez as Cantigas de Maio
Trouxe um Amigo Também
Altos Castelos cantou
Andarilho das fronteiras
Vejam Bem onde ele andou
Com as suas sementeiras...
Alerta-nos com os Vampiros
Seguindo a Canção do Mar
Com a Balada do Sino
Junta a Canção de Embalar
Tantas mais ele cantou
Tanto aviso, tanto norte
para que o Canto Jovem 
Tivesse um pouco de sorte.

Temos saudades de ti
Cantamos tuas canções
estás sempre connosco aqui
junto dos nossos corações.

Obrigado Clara!

domingo, fevereiro 19, 2012

Sempre o Ginjal...


No lançamento dos meus livrinhos, excelentemente apresentados pelo prof. Vitor Alaiz, a mesa esteve muito bem composta, com a presidente do Município de Almada, Maria Emília de Sousa, o vereador da Cultura, António Matos e a presidente da SCALA, Maria Gertrudes Novais, o apresentador e eu próprio. Durante a minha intervenção li um pequeno trecho do "Almoço de Poetas do Ginjal", por homenagear três escritores Almadenses:

«[...] Mas o Tejo ainda tinha mais uma surpresa guardada para mim. Quando olhei para o rio vi o bom do Henrique Mota a acenar-me, no interior do "Ninette", barco de tão boa memória cacilhense, que se aproximava da praia. Poucos segundos depois entrou pelas portadas e ofereceu.me um abraço fraterno, o melhor dos "poemas" à amizade.
O mais curioso é que quando dei por mim, estava rodeado pelo Romeu Correia e pela Maria Rosa Colaço, poetas de Cacilhas e arredores, que também se aproximaram para cumprimentar o Henrique.
Romeu aproveitou o momento para voltar à sua meninice, passada rente às águas do rio, «de manhã e de tarde o Cais do Ginjal era visitado por bandos de fedelhos que invadiam as praias e as muralhas. Os mais pitorrinhas punham-se nus em pêlo, trazendo os mais espigadotes as ceroulas ou um trapo para ocultar o sexo.» [...]»

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

O Almoço de Poetas no Ginjal


No próximo sábado serão apresentados dois livros na Oficina de Cultura, da minha autoria, pelo prof. Vitor Alaiz, após a inauguração da Festa das Artes da SCALA.

Um deles tem a cara do ginjal, não tivesse ele o título, "Almoço de Poetas no Ginjal".

Posso acrescentar que relata uma viagem poética de sonho, com a "aparição" de trinta e duas ilustres personagens da nossa literatura, enquanto o narrador espera pela companheira num dos restaurantes à beira rio.

Todos os "visitantes" falam do Tejo, uns mais que outros. Entre eles encontramos Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernão Mendes Pinto, Irene Lisboa, José Cardoso Pires, Dinis Machado, Manuel da Fonseca, Alves Redol, Romeu Correia, Henrique Mota e Maria Rosa Colaço, que ilustra a contracapa com esta frase: «O Tejo é um rio mágico, onde navegam os nossos olhos.»

domingo, fevereiro 12, 2012

Maré Baixa


Não me lembro de ver a maré tão baixa rente ao Ginjal, como hoje de manhã.

Até tirei uma fotografia junto à praia das Lavadeiras, na zona dos restaurantes, sem se ver uma poça de água...

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

A Ignorância Sempre foi Atrevida


Hoje, casualmente, folheei o "Jornal da Região - Almada".

Na mesma página em que se falava no Carnaval ser um dia normal em Almada e dos diferentes pontos de vista  da Autarquia e das Associações sobre a ausência de corso (já escrevi sobre isso...), aparece um texto intitulado, "Socialistas Debatem Realidade Associativa".

Um texto quase surreal, que começa com a afirmação de que o movimento associativo em Almada  não está em perigo, e que esta terá sido a conclusão da secção de Almada do PS, depois do debate promovido pelo Clube Recreativo Barroquense, na Cova da Piedade.

Como é que alguém poderá chegar a esta conclusão, quando todas as colectividades do Concelho passam por dificuldades, e algumas, como a  Academia Almadense e Ginásio Clube do Sul, têm o futuro em risco?

Só alguém completamente ignorante sobre a realidade do movimento associativo almadense, é que poderia afirmar uma coisa destas. E é uma pena, pois Almada precisa mais que nunca de uma oposição atenta e bem informada.

domingo, fevereiro 05, 2012

Um Momento Ímpar de Amizade e Reconhecimento


Ontem, a mais de uma centena de pessoas, que se deslocaram à sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia, em Almada, viveram um momento único de amizade e reconhecimento, a uma das grandes figuras do desporto almadense.

O lançamento do livro, "Eu e Almada em Quadras Soltas", quase que foi colocado em segundo plano, porque o mais importante da tarde foi a mensagem transmitida por todos aqueles que quiseram agradecer publicamente ao prof. Silva Marques, dizer-lhe que nunca mais esqueceram o pedagogo, o treinador e o amigo, que tinha sempre uma palavra de incentivo para todos, inclusive para aqueles que achavam que nunca poderiam ser atletas disto ou daquilo. Porque o prof. Silva Marques, além de ter formado campeões (até atletas internacionais), teve a preocupação de formar homens e mulheres de carácter, provando que através do esforço e do treino, tudo é possível.

Almada e o nosso País devem-lhe muito pelo que fez e lutou pelo Desporto Escolar, que infelizmente sempre se alimentou mais da boa vontade dos professores que das boas graças dos governos.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

"Eu e Almada em Quadras Soltas"


Amanhã, às 16 horas, será apresentado o livro, "Eu e Almada em Quadras Soltas", da autoria do prof. António Silva Marques, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia.

Embora seja um pequeno livro, o seu conteúdo é revelador do grande amor que este excelente pedagogo da Cultura Física sente pela Terra que o acolheu.

Mas mais importante que o livro é o seu autor, uma figura carismática, que fez de cada aluno um amigo para a vida toda.

E esta é uma boa oportunidade para revermos o professor Silva Marques e lhe darmos aquele abraço.

A fotografia mostra-nos uma das suas classes de ginástica desportiva, do Ginásio Clube do Sul, no começo da década de cinquenta.

domingo, janeiro 29, 2012

Outros Carnavais de Almada



Soube na sexta-feira que a Câmara Municipal de Almada decidiu não fazer o corso alegórico carnavalesco este ano.


Não viria mal nenhum ao mundo, se isto acontecesse por questões económicas ou pela duvidosa qualidade do desfile.


Segundo me informaram a Autarquia optou por um espectáculo musical. Pelo que não foi de certeza por questões monetárias.


Estranhas foram as "desculpas" dadas por alguns responsáveis do Município, que disseram não haver interesse das colectividades em participar no corso, sem sequer estas serem  auscultadas.


Apesar de alguma dependência a nível monetário, algumas colectividades encheram-se de orgulho e escreveram ao vereador da Cultura de Almada, onde demonstravam a sua indignação pela "fuga à verdade".


Como de costume, a "montanha deve parir um ratito", mas mais uma vez há alguém que fica mal na fotografia.


Como não sou adepto deste corso (feio e sem alegria...), não vou sentir a sua falta. 


O meu conhecimento da história local faz com que pense que se devia aproveitar as colectividades para fazer ressurgir as "cegadas" e o "enterro do bacalhau", que estas sim, fazem parte da tradição popular almadense. 


O óleo é de Olga Larionova.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

O Carteiro de Neruda em Almada



"O carteiro de Neruda" regressa amanhã a Almada, quinze anos depois da sua estreia, ainda no velho teatro da Companhia de Teatro de Almada, que continua fechado (sabe-se lá porquê…).

A dramaturgia de Carlos Porto, feita a partir do romance de Antonio Skármeta, volta a ter encenação de Joaquim Benite e tem em André Gomes, Bernardo de Almeida, Maria Frade e Melânia Gomes os principais actores da peça, que estará em cena na Sala Principal do teatro Azul, de 26 de Janeiro a 5 de Fevereiro.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Não à Extinção da Freguesia de Cacilhas


Hoje ao passar pela sede da Junta de Freguesia de Cacilhas, deparei com uma faixa preta, colocada a toda a largura do espaço e que dizia «Não à Extinção da Freguesia de Cacilhas».

Como freguês da Localidade Ribeirinha só posso estar solidário com a sua colocação, por saber que a sua extinção não irá trazer nada de bom para a população local. Infelizmente estes encerramentos devem-se unicamente a razões economicistas.

Todos sabemos que os partidos de direita que estão no poder, querem "vender o país" a retalho. Começaram com a saúde e educação (com o fecho de centros de saúde e escolas) e agora querem pôr fim á política de proximidade praticada pelas Juntas de Freguesia.

Quando será que dizemos, Basta?

domingo, janeiro 22, 2012

Associativismo Versus Autarquia (2)


Um dos aspectos mais pertinentes e também menos debatidos no seio do Associativismo, é a política dos subsídios atribuídos pelo Município.

Normalmente fala-se em surdina, só quando os casos atingem alguma gravidade é que acabam por trespassar para a "praça pública" local.

O caso mais polémico acaba por ser o da  Academia Almadense, que apesar de durante vários anos não ter prestado contas à sua massa associativa e entidades locais, continuou a ser subsidiada. Alguns desses subsídios, parece que ninguém sabe do seu paradeiro. É comum ouvirmos falar dos "trezentinhos" - trezentos mil euros que a Autarquia terá atribuído à colectividade centenária e que nunca constaram nos exercícios dos seus corpos gerentes.

Também se fala sempre dos "milhões" atribuídos às Companhias de Teatro e de Dança de Almada, embora estas duas organizações pertençam mais ao mundo do espectáculo que ao associativismo.

Em relação a estes casos, só poderei acrescentar que ambas as companhias são as grandes privilegiadas por em Almada não existir uma política cultural transparente e bem definida.

E como a maior parte dos dirigentes associativos têm medo que as suas colectividades deixem de ser apoiadas, aceitam a falta de transparência, que existe na atribuição dos subsídios atribuídos pelo Município ao Associativismo...

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Associativismo Versus Autarqua (1)


No passado sábado a Associação Amigos da Cidade de Almada realizou um debate sobre Associativismo, um tema que raramente é consensual. Além de não se chegar a consensos, também é comum passar ao lado dos verdadeiros problemas, com demasiada facilidade. Isso acontece porque muitas vezes se tem medo de ferir susceptibilidades, nomeadamente o Município, e de se perder o apoio tão necessário da entidade que tem meios e vocação para o oferecer.

Este encontro felizmente foi diferente, foi muito mais aberto. Houve um tema extremamente pertinente, que foi abordado de forma séria e frontal, pelo presidente da Direcção da SFUAP: a concorrência (desleal) do Município em relação à exploração das piscinas associativas do concelho, que está a colocar em causa a sobrevivência e a manutenção da natação destas colectividades.

Todos sabemos que é impossível a qualquer colectividade concorrer com a Câmara Municipal de Almada.

E é uma pena quando a Autarquia em vez de ser solução, começa a ser um problema, no seio do Associativismo.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

A Trafaria Faz Doer


Sempre que vou à Trafaria, interrogo-me sempre: «porquê todo este abandono?»

Pensar que no princípio de século era a praia mais "fina" da Margem Sul e uma das mais concorridas pelas classes mais favorecidas - isso explica a existência de tantos palacetes em ruínas ou a precisarem de obras.

Imagino as dificuldades que passam os autarcas daquela pequena terra, quase abandonada à sua sorte, pelo poder local e nacional.

Fico sempre com a sensação que o 25 de Abril não chegou à Trafaria.

Os Trafarienses, a Vila e o Tejo não mereciam isto.

domingo, janeiro 08, 2012

Cemitério de Barcas


O velho cais do Olho de Boi está a transformar-se num "cemitério de barcas" de recreio.

Para a exploração fotográfica até nem é mau, mas não deixa de ser mais um traço do abandono a que está votada esta Margem Sul do melhor rio do mundo...

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Mercados e Mercadores


Há muito tempo que não entrava no velho mercado da rua da Olivença, muito por culpa das pequenas e médias superfícies, e claro, também dos preços e da qualidade dos produtos oferecidos (desde o peixe à fruta, passando pelos legumes...), que deixa muito a desejar.

Ao ver a "exposição" colorida de uma das poucas lojas de roupa que ainda estão abertas em volta do mercado, não resisti e tirei o "boneco".

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Andar pelo Ginjal


Uma das coisas que iremos encontrar, pela certa, em 2012, serão mais placas "assustadoras", aqui e ali.

Mas como vivemos pouco de placas (é facílimo virar-lhes as costas...), pior serão as vozes "assustadoras", que nos vão continuar a cercar.

Eles não se contentam com apenas meia-hora por dia. Não nos devemos esquecer que "eles" são os tipos de que fala o Zeca, quando nos diz que: «eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada.»

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Os 100 Anos de Alves Redol


Alves Redol nasceu há cem anos em Vila Franca de Xira.
Foi um dos grandes escritores portugueses do século XX e o expoente máximo do neo-realismo no nosso país.

A sua opção literária pelas histórias sobre o povo trabalhador, a par da actividade política, de mão dada com o PCP, fizeram com que não fosse um escritor agraciado pelo regime de então.
Mas esse foi um aspecto pouco importante na sua  vida, pelo menos para ele. Importante era saber que fazia parte do grupo dos escritores mais lidos nas bibliotecas populares de Norte a Sul, que visitava sempre com grande prazer, como aconteceu várias vezes no Concelho de Almada.

Sinto-me bastante honrado por ter contribuído para que fosse recordado em Almada nas comemorações do centenário do seu nascimento, em duas jornadas culturais, nas "Tertúlias do Dragão", organizadas pela SCALA, a 5 de Maio, e durante a comemoração do 163º aniversário da Incrível Almadense, a 13 de Outubro.

Esta foto é de Sam Payo.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Boas Festas


Sei que o Ginjal não voltará a ter a indústria do século XX, nem voltará a ser conhecido pelos seus vinhos nos tempos mais próximos, mas pelo menos que consiga ser em 2012 uma coisa melhor que a dos nossos dias.

Boas Festas para todos.

A fotografia mostra-nos o carregamento de vinho numa fragata dos antigos armazéns de vinho da família Teotónio Pereira.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

O Ginjal Continua Preso ao Século Passado (3)


Já escrevi mais que uma vez aqui, que uma das coisas que me faz mais confusão no Ginjal é a circulação automóvel.

Como é um lugar tão "sensível", cheio de placas a avisar-nos de "perigo de derrocada" de edifícios e também dos vários cais, permite que os carros dos pescadores e afins, continuem a passear pelo paredão estreito, como se nada se passasse?

Além dos alertas que lanço por aqui, já tive a oportunidade de falar deste contrasenso a um vereador, numa sessão pública (lançamento de um livro sobre Cacilhas...), em que ele achou a critica pertinente (acham sempre...), mas continua tudo na mesma, como a lesma...

sábado, dezembro 17, 2011

Cine-Incrível Reabre Hoje


A Associação Almada Velha reabre hoje, às 21.30 horas, o "Cine-Incrível", como espaço de lazer e cultura, ao público almadense.

O espaço passará a estar aberto diariamente, à tarde e à noite, com o objectivo de passar a ser uma referência na cultura e na diversão da Cidade.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

O Ginjal Continua Preso ao Século Passado (2)


Esta fotografia tem praticamente um ano. Esta racha como devem calcular, hoje está um bocadinho mais larga e mais perigosa.

Não sei quem é que deveria ter arranjado o paredão, ainda por cima, praticamente na esplanada do "Atira-te ao Rio". Isso nem é o mais importante.

Importante é verificarmos que nem os donos do restaurante, nem os responsáveis pela autarquia, se preocuparam em tornar o paredão mais seguro e agradável.

Talvez mantenham as coisas assim, fiados na paixão dos turistas, pelo "rústico", pelo "velho", pelo "abandonado", que não devem encontrar com tanta facilidade nos seus países...

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Essa Não!



«Boa noite a todos.
Fui contratado para ler um texto do Eça de Queirós, em que já dizia há 140 anos: "Estamos perdidos há muito tempo…"
Depois dizia aquelas coisas todas que hoje são repetidas pelos “Medinas” do regime, que fingem que não são de cá e nunca foram governantes, deputados ou gestores públicos, vieram só fazer um número trágico-cómico para a televisão, ver o Benfica e assistir ao café-concerto da Incrível.
Se Eça escrevia nos salões de Paris ou Londres, os “Medinas” têm a lata de preparar a oratória ao espelho, enquanto saboreiam um “coktail” exótico, que devia ser de Merda com gelo.
Apesar de vaidosos não passam de actores medíocres, com a lenga lenga do costume: «gasta-se mais do que o se tem, não se produz, desperdiça-se dinheiro na saúde e educação, etc.
Acham-se tão geniais que até sentem que as suas reformas milionárias, que chegam a ser 50 vezes superiores às reformas mínimas dos portugueses, são mais que merecidas.
Foi por tudo isto que rasguei o contrato e não estou a ler o texto do Eça, que também era genial.
Pior que os “Medinas” só os palermas que são capazes de culpar o Afonso Henriques, e até o Camões da nossa desgovernação, mas têm medo de apontar o dedo aos ministros, que nos andaram a enganar e a roubar nos últimos 25 anos, deixando o país neste lindo estado, sem que nenhum deles tenha ficado a perder com o negócio. Os ministros de Cavaco então são dos maiores especialistas portugueses em vigarice. Por isso é que continuam a ser muito requisitados.
Mas a palermice não se fica por aqui, são capazes de fazer vénias aquele senhor francês, pencudo, que usa sapatos de tacão alto, porque ainda não lhe disseram que não é isso que faz os Homens Grandes. E à senhora loura, alemã, que só aqui para a gente, que ninguém nos ouve, deve ter o desgosto de não ter nascido com uma pilinha. Em suma, adoram fazer reverências aos nossos falsos amigos, que não passam de cobradores de fraque, com malas de marca FMI.
O Eça acabava o texto assim:
«Diz-se por toda a parte, que o país está perdido.» Perdidos estão eles, que ainda perceberam que só temos uma saída para a crise, sermos criativos, ou pelo menos tentar. É essa também a razão deste café concerto Incrível
Tão Incrível que até me puseram aqui a falar.


OBRIGADO.»

(Este foi o texto que escrevi e li no Café-concerto da Incrível Almadense, "Essa Não!")

O óleo é de Gonzalo Goytisolo Gil.

domingo, dezembro 04, 2011

O Café-Concerto da Incrível


Todos os anos o CIA (Cénico Incrível Almadense) organiza um café-concerto, que procura ser alegre, multifacetado - com a participação de elementos da banda filarmónica, dos cavaquinhos, do coro e até dirigentes - e também revelador de novos talentos, encenado por Eugénia Conceição.


Era para ter sido realizado em Outubro, o mês de aniversário da Incrível, mas por problemas técnicos acabou por ser adiado. E foi na noite de ontem que este espectáculo animou o Salão de Festas e todos os presentes, com música, teatro e poesia.

Não deixa de ser relevante que talentos como a Andreia e o Pedro, actuem lado a lado com alguns "perdidos", como foi o meu caso, que participei nesta festa com a leitura de um texto da minha autoria, "Essa Não!", em substituição de outro de Eça de Queirós, já com 140 anos (não me apeteceu de todo ler Eça).

Na imagem surge a Teresa, que faz parte da direcção da Incrível e foi a revelação da noite, com a interpretação de dois números popularizados pela inesquecível Beatriz Costa.

sábado, dezembro 03, 2011

12 Fugas das Prisões de Salazar


Hoje foi apresentado em Almada o livro, "12 Fugas das Prisões de Salazar", da autoria de Jaime Serra, uma das figuras mais importantes da luta clandestina travada pelo PCP contra a ditadura salazarista e marcelista.


É extremamente importante que sejam publicados estes relatos, escritos na primeira pessoa, especialmente neste tempo, em que já há quem ponha em causa a existência de um regime ditatorial, durante quarenta e oito anos, inclusive historiadores...

quinta-feira, dezembro 01, 2011

O Ginjal Continua Preso ao Século Passado (1)








Podia dizer que é uma vergonha.

E é. Mas também é a nossa realidade, infelizmente em ambas as margens do Tejo.

Por muito que os políticos digam que já não há esgotos a virem "desaguar" ao rio, as fotografias não enganam.

A duas dezenas metros dos dois restaurantes do Ginjal, o cheiro e o caudal cinzento não enganam. Esgotos por tratar, provavelmente vindos da Almada Velha, continuam a poluir o Tejo...

E estamos no final de 2011.

terça-feira, novembro 29, 2011

A Névoa do Ginjal


Quando arrefece é comum a névoa ocupar-se de algumas manhãs no Ginjal.


Invariavelmente, próximo do meio dia, o Sol aparece e volta a aquecer as ruas, as margens do rio, e claro, a alma da gente, que passa rente ao cais...

sábado, novembro 26, 2011

O Fado, Canção de Cá e de Lá


Sei que o Fado nunca será canção do mundo, apesar de querer muito ser Património Imaterial da Humanidade.


Mas pelo menos será sempre uma canção de cá e de lá, ou seja apreciada em todos os lugares onde exista uma réstea de saudade.

Coimbra e Porto sabem tão bem como eu, que o fado é a canção de Lisboa, das vielas e dos seus bairros antigos, onde uma guitarra a gemer de mão em mão faz milagres, já que consegue fazer sair do nada, cantadores e cantadeiras...

sábado, novembro 19, 2011

Fim de Tarde na Costa


A agitação do mar não incomodou os surfistas, muito menos os jogadores de futebol na praia, neste sábado curto de Novembro, em que a partir das 17 horas já começa a escurecer.


O fim de tarde estava agradável para se passear ao longo do paredão a escutar o mar.

Havia gente a nadar, a jogar, a andar, a correr, a pedalar, e claro, a contemplar, a paisagem humana e natural, pois eram quase muitos os que estavam sentados nas esplanadas dos bares da praia...

segunda-feira, novembro 14, 2011

As Nuvens Andaram à Minha Volta


Apesar das nuvens cinzentas tomarem conta do céu, ontem fui mesmo dar uma volta até ao Ginjal (pensava que não escapava de um banho, mas as nuvens foram amigas e deixaram-se levar pelo vento...) e deparei com vários acidentes provocados pela trovoada nocturna e pelo mau tempo no rio.


Por exemplo o restaurante "Ponto Final" deve ter ficado inundado e a sua agradável esplanada ficou cheia de areia, que deverá ter vindo das escadas que nos levam à Boca do Vento (temporariamente encerradas devido às obras na Arriba). Quando passei por lá os funcionários estavam a cuidar da limpeza do espaço. Só não sei se ainda tiveram tempo de servir almoços...

domingo, novembro 13, 2011

Daqui a Nada


Daqui a nada vou dar uma volta por aí.


Tenho tentado ir por outras ruas, afastar-me do Tejo, mas parece que todas as ruas de Almada e arredores vão dar ao Ginjal.

Como é de dia, digo que é um perfume que me leva para a margem do rio, se fosse noite, talvez falasse de uma estrela...

domingo, novembro 06, 2011

Os Malteses Preferem Ver a Chuva a Cair Abrigados


Os mesmos "heróis" que vos apresentei há uma semana, surgem de novo por aqui, mas agora noutro cenário, espreitam uma aberta nestes dias de mau tempo, que se tem sentido um pouco por todo o país.

sexta-feira, novembro 04, 2011

A Proclamação da República em Almada


O livro, "Proclamação da República em Almada", da autoria de Alexandre M. Flores e António Policarpo, historiadores almadenses, será apresentado amanhã às 16 horas, nas instalações da Academia Almadense.


Embora ainda não tenhamos tido qualquer contacto com a obra, de certeza que será mais um excelente contributo para a história de Almada.

domingo, outubro 30, 2011

Os Malteses do Ginjal


São dois, um branco com listas castanhas claras e outro preto, andam por ali, quase sempre juntos. Dão menos confiança a quem passa que os cães, não fossem uns bichos que fazem questão de dizer que são "donos do seu nariz"...

domingo, outubro 23, 2011

O Festival de Bandas da Incrível


Hoje foi um dia cheio de música em Almada, graças à Incrível Almadense.


Tudo começou de manhã, ainda com Sol, na praça Gabriel Pedro, local de reunião e dos primeiros sons das quatro bandas participantes: A Sociedade Musical Trafariense, a Sociedade Filarmónica Silvense, a Sociedade Capricho Olivalense e a anfitriã, a nossa Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.

Depois de almoço a chuva apareceu mas não provocou qualquer incómodo às quatro bandas, que deram um grande espectáculo musical no Salão de Festas da Incrível, que felizmente esteve quase cheio.

sábado, outubro 22, 2011

Namoro ou Encontro de Amigos


Já encontrei mais que uma vez estes dois cães quase juntos, separados por uma porta metálica, que impede quase todo o contacto fisico.


Não percebi se eram namorados ou simples amigos, sei apenas que o cão livre não deixa que o amigo prisioneiro fique só...

O curioso é que assistem à nossa passagem em silêncio, sem qualquer tipo de lamúria, no Ginjal.

domingo, outubro 16, 2011

Velas no Tejo


Hoje ao fim da manhã assisti a uma quase "guarda de honra", prestada por mais de uma dezena de veleiros, a um cargueiro que entrava em Lisboa.


Provavelmente era uma regata, que o navio acabou por a perturbar, até por estar constantemente a "buzinar".

Estes nevoeiros matinais dizem-me que o Inverno anda por aí a sondar e até deve tentar substituir o Outono...

sexta-feira, outubro 14, 2011

José Alaiz, um Paladino da Liberdade


«É já amanhã que a Associação dos Amigos do Concelho de Almada vai homenagear José Alaíz, um grande associativista e democrata, cuja vida foi dedicada a defender os valores colectivos, sem baixar os braços na luta contra a ditadura.

A sessão terá inicio às 16 horas, no hall do cinema da Academia Almadense, com um momento musical, proporcionado pelo Grupo de Cavaquinhos da ARPILF e pelo Grupo de Violinos da SFUAP, depois haverá um colóquio moderado por Carlos Nunes com as participações de Vitor Alaiz (neto do homenageado) e Luís Milheiro, escritor almadense.

Esta iniciativa conta com o apoio do Município, Juntas de Freguesia de Almada e Cova da Piedade e de uma parte significativa do movimento associativo.»

quarta-feira, outubro 12, 2011

Alves Redol Recordado na Incrível


Na próxima quinta-feira, dia 13 de Outubro, às 21 horas, a Incrível Almadense vai recordar o escritor Alves Redol, no ano em que se comemora a centenário do seu nascimento.


A sessão terá início com a projecção de um filme biográfico de 50 minutos, ao qual se seguirá um colóquio com a presença de António Mota Redol (filho de Alves Redol, Vitor Viçoso (professor e estudioso do autor e da sua obra) e Alexandre Castanheira (conviveu com o escritor ribatejano).

Haverá também uma exposição com fotografias de Alves Redol em Almada e também de livros da biblioteca da Incrível sobre autores do neo-realismo.

sexta-feira, outubro 07, 2011

A Roda do Aníbal


Deixo-vos com mais uma bonita fotografia de Aníbal Sequeira, "A Roda".

quinta-feira, outubro 06, 2011

Aníbal Sequeira, 60 Anos de Fotografia


No próximo sábado, dia 8 de Outubro, às 16 horas, será apresentado o livro, "Aníbal Sequeira, 60 Anos de Fotografia", no Salão Nobre do Solar dos Zagalos. Após o lançamento será inaugurada a exposição com o mesmo nome, com 60 fotografias especiais, que retratam um pouco o percurso do Aníbal como fotógrafo amador, nas últimas seis décadas.

É uma daquelas exposições que valem bem a visita, pois tem fotografias extraordinárias, com a beleza única do preto e branco.


Deixo-vos uma imagem, "Campesina", para vos aguçar o apetite...

quarta-feira, outubro 05, 2011

A Visita foi um Êxito


A Visita Guiada a Almada Velha contou coma presença de quase uma centena de pessoas, tornando inviável o percurso previsto inicialmente. Fizemos apenas três paragens para escutarmos as palavras sábias de Alexandre M. Flores, o grande historiador de Almada.


Parámos no Jardim do Castelo, no Miradouro da Boca do Vento e no Largo Prior do Crato, onde existiu a primeira seda da Incrível Almadense.

Na visita às instalações da Incrível foram formados vários grupos, que foram subindo até à biblioteca, sala de reuniões e salão nobre, onde puderam olhar parte do nosso património e ver como preservamos a história da nossa Incrível.

Foi muito bom assistir ao entusiasmo de tantos almadenses, pela história da nossa cidade e também da sua colectividade mais antiga, que está a comemorar cento e sessenta e três anos de vida.

segunda-feira, outubro 03, 2011

Visita a Almada Velha


Uma das boas maneiras de comemorar o 5 de Outubro, em Almada, é participar na Visita à Almada Velha, pelos seus pontos de maior importãncia histórica, guiada pelo prof. Alexandre M. Flores.


O ponto de encontro é junto aos Paços do Concelho, no Largo Luís de Camões, às 10.30 horas.

A visita está integrada nas comemorações do 163º aniversário da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.

domingo, outubro 02, 2011

Almada Cidade Sem Livrarias


Com o fecho da "Livraria", Almada fica sem uma única livraria no coração da cidade.


São sinais de crise, mas também do pouco investimento que se faz na cultura no nosso país. E neste aspecto há uma grande responsabilidade dos operadores televisivos (todos, especialmente da RTP), que têm descido a fasquia da qualidade abaixo daquilo que devemos considerar razoável, em nome de uma coisa que só eles entendem, as "audiências"...

A livraria já fechou há uns dias, mas como não tinha tirado nenhuma fotografia ao local, a má notícia foi adiada...