- Quando olho para o teu "casario", apetece-me sempre perguntar-te se ainda vives neste mundo. Não vives, pois não?
- Tenho dias. Quem me dera, às vezes descobrir outro mundo, melhor e diferente deste. Como isso só pode acontecer em sonhos, é possível, que de vez enquanto me ausente para parte incerta...
- Estou a provocar-te para reagires, mas sem poesia...
- Isso agora é mais difícil. Já não me chateio muito com coisas e pessoas pequeninas.
- Mas pelo menos vais logo à inauguração da iluminação da árvore grande de natal?
- A pedido de várias pessoas, com destaque para os meus filhos, devo ter de comparecer na festança da constança cá do sitio...
- Foi uma grande jogada da Maria Emília, não foi?
- Acho que sim. É a prenda de natal para os almadenses...
- E os almadenses vão gostar?
- Concerteza, eles gostam da presidente...
- E tu, gostas?
- Gosto. É difícil não gostar dela...
- E esta?
- É verdade. É uma personagem simpática, dava uma boa rainha, embora o nome não ajude muito.
- Sim, rainha Maria Emília, não lembra a ninguém. Achas que ela é mais rainha que primeira-ministra de Almada?
- Às vezes parece-me que sim, mas não sei. Estou demasiado afastado das ruas do poder, para ter uma opinião válida sobre a sua verdadeira força política.
- Eu acho que ela é uma poderosa. E gosta de ter poder e de decidir.
- Se tu achas...
O óleo é de Mark Keller.
6 comentários:
Bem... eu não sou rainha mas vou estar presente num local vestida como talvez, princesa... ;))no mundo virtual do SL que não é propriamente o mundo almadenses...
Belo quadro numa conversa de café muito bem escrita.
Bj e inté... ;))
(se nos encontarmos lá, eu sou a Aradhana... )
está bem "princesa"...
Essa conversa com essa pintura é um rasgo, Luís. Intrigante e lindo post1
Beijinhos
também gosto do quadro, MM...
intrigante e lindo? tens razão, Lúcia, é muito localizado...
Gostei muito do quadro.
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