terça-feira, dezembro 31, 2019

Mais um Virar de Página...


A mudança de ano, com mais ou menos foguetório, é apenas um virar de página.

Há sempre lugar para a esperança, para o desejo de que alguma coisa melhore, porque para pior já basta assim...

Pondo de lado os "euromilhões" das nossas vidas, penso que se as pessoas pensassem, mesmo que fosse um bocadinho só, nos outros, muita coisa melhoraria à nossa volta...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, dezembro 24, 2019

BOAS FESTAS



(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

sexta-feira, dezembro 20, 2019

A "Elsa" Passou pelo Ginjal...

A "Elsa" passou pelo Ginjal, felizmente, sem fazer grande mossa.

As casas velhas, mesmo sem telhado, não foram abaixo.

O Tejo sim, tem-se transformado num pequeno oceano, com ondas e ventos com força suficiente para assustar os tripulantes dos cacilheiros, que fizeram várias pausas, ontem e hoje, interrompendo algumas travessias (especialmente as do Barreiro e da Trafaria)...

E as ondas com vontade de subir paredes, não deixam de ser uma delícia, no Cais do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, dezembro 17, 2019

Fernando Lemos e Romeu Correia

Fernando Lemos, fotógrafo, artista plástico, poeta e desenhador gráfico, deixou-nos hoje, com 93 anos, em São Paulo, a sua Cidade adoptiva. 

Vivia há mais de sessenta anos no Brasil, para onde partiu nos anos 1950, porque não quis ser, mais uma vitima da ditadura salazarista.


A sua fotografia foi descoberta há poucos anos no nosso país, porque entre 1949 e 1952 foi fotografando os amigos, com alguma originalidade. Amigos esses ligados às artes e letras. Um deles foi o escritor almadense, Romeu Correia. 

No ano do centenário do seu nascimento escrevi um "poema-legenda", de uma das fotos que Fernando Lemos lhe tirou e que publico (a fotografia e o poema) com a devida vénia aos dois artistas...

As Tuas Mãos

As tuas mãos que escrevem
as tuas mãos que esgrimem
as tuas mãos que abraçam
as tuas mãos que contam...

São um bem precioso.

São explicação
são aventura
são trabalho,
são ternura...

As tuas mãos são a tua vida.


(Fotografias de Luís Eme - Lisboa)

domingo, dezembro 15, 2019

O Concerto de Natal da Incrível


Ontem foi um dia cheio de música para os Incríveis e para os Almadenses.

Depois da Arruada de manhã, seguiu-se o também tradicional Concerto de Natal, durante a tarde, no Salão de Festas da Colectividade de Almada.


O Concerto teve um atractivo especial, a interpretação musical (e teatral) do conto "Pedro e o Lobo", que contou com a colaboração do Teatro Independente de Loures, que deu vida às personagens da história, narrada pela presidente do Município de Almada, Inês Medeiros, que aceitou o desafio do maestro Jorge Camacho, da Banda da Incrível, para participar nesta festa com música, teatro e natal, do movimento associativo almadense.

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

sábado, dezembro 14, 2019

A Arruada de Natal da Incrível


A Banda da Incrível saiu à rua na já tradicional "Arruada de Natal", tendo oferecido a sua música, alusiva à época, a todos aqueles que a meio da manhã andavam pelo Mercado ou pelas principais artérias e praças do centro de Almada.


Foi bom sentir a alegria a irradiar os rostos de quem passava, ou simplesmente estava nas esplanadas do centro da Cidade a beber um café e a conversar com amigos, com esta bela surpresa, Incrível e natalícia.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, dezembro 12, 2019

"Dez por Dez" na Imargem

Hoje à tarde visitei uma excelente exposição, que está patente na galeria da Imargem (em Almada), intitulada, "Dez por Dez", por nos oferecer trabalhos de dez artistas: Carlos Catalão, Carlos Morais, D' Souza, Fernanda Guerreiro, Fernando Quintas, Francisco Bronze, Francisco Palma, Jorge Pé-Curto, Manuel da Fonseca e Maria Bargado.


Além de visitar a exposição acabei por ficar mais alguns bons minutos, a conversar com dois amigos sobre Arte, Associativismo e Almada...

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

terça-feira, dezembro 10, 2019

O Associativismo, Abril e a Música...


Apesar de vivermos tempos complicados no nosso país, que acabam por afectar quase todas as áreas da sociedade, não posso deixar de apoiar a "minha" Incrível Almadense, por tentar que a música chegue aos bairros do Concelho de Almada, mais afastados da cultura, com o apoio das Juntas de Freguesia, respectivas e dos "Amigos da Banda".

Apesar de partir de uma colectividade com 171 anos de vida, é também uma boa forma de lutar e abraçar o futuro.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, dezembro 06, 2019

UHF na Academia


A banda de rock/pop mais emblemática de Almada - e uma das mais do País - vai estar na noite de sábado na Academia Almadense.

Apesar da história de que "os santos da casa não fazem milagres", com toda a certeza que os UHF terão uma boa recepção da Cidade e do Concelho a que pertencem e a quem dão música, da boa, há mais de quatro décadas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, dezembro 04, 2019

Natal Almadense com Cheiro a Lisboa...

O Natal almadense volta a ter um cheiro a Lisboa, tal como aconteceu no ano passado, com a realização de vários espectáculos que, provavelmente, vão encher a tenda de circo, montada no parque urbano do centro da cidade.

Não tenho nada contra as visitas de Pedro Abrunhosa, Miguel Esteves Cardoso, Gregório Duvivier, Aldina Duarte, Miguel Araújo ou Ana Bola, entre outros comediantes e músicos, que vão tentar animar Almada.

Mas como morador e contribuinte cá do burgo, ficava mais satisfeito se pelo menos 10 por cento da despesa que o Município irá fazer com toda esta animação, fosse gasto com as bandas filarmónicas do Concelho e com os seus grupos corais ou de música popular...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sábado, novembro 30, 2019

Fugir da Chuva e do Ginjal...


Estes tempos quase de Inverno, começam a afastar as pessoas do Ginjal.

Os turistas começam a contar-se pelos dedos, as esplanadas dos dois restaurantes "resistentes" experimentam o vazio...

Os residentes do Olho de Boi, os pescadores, os poetas e os fotógrafos de quase todas as horas, voltam a ser donos do Cais do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quarta-feira, novembro 27, 2019

A Estranha Fixação do "Fisco" por Almada...


Sei que a governação da CDU em Almada, de mais de 40 anos, está longe de estar isenta de erros.  Falei de muitos deles por aqui. Talvez os mais graves fossem o hábito perdido, de olhar para o lado e escutar os outros, assim como o compadrio, contrariando a ideologia do próprio partido.

Isso não invalida que ache estranha a fixação do "fisco" pela gestão do Município de Almada (do último mandato). Ainda para mais, quando sabemos que uma boa parte dos Municípios do nosso país continua refém das dívidas contraídas ao longo dos anos, algo que nunca aconteceu por aqui.

Fico com a sensação de que há a tentativa de transformar Joaquim Judas - que apenas presidiu o Município num mandato -, no "bode espiatório" de todos os problemas que existiram na governação de mais de quatro décadas da CDU (e alguns até foram resolvidos por ele)...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, novembro 25, 2019

Nas Cidades de Abril Novembro é Sempre Cinzento...


Nas cidades de Abril, como é Almada, Novembro é sempre um mês a dar para o cinzento...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quarta-feira, novembro 20, 2019

Arte com Cor e Boas Ideias


A Oficina de Cultura de Almada recebe mais uma edição da exposição "Arte & Fazer", dos alunos das escolas de ensino especial.

Continua a ser uma das exposições com mais vida (graças à cor e à imaginação dos artistas, apoiados pelos professores...), que este espaço recebe.

Este ano, nem o Ginjal faltou, através desta maquete, onde se vê o elevador, os restaurantes do Ginjal, o casario de Almada Velha e o Tejo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sábado, novembro 16, 2019

Emoção, Música e História...

O lançamento do livro, "Pais Fundadores, da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e do Teatro Garrett (1889 - 2019)", da autoria de António Neves Policarpo, foi um excelente momento cultural, com emoção, música (de um jovem pianista e da Banda da SFUAP) e história.

Há três intervenções que merecem um destaque especial. A de Mário Araújo, o actual presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade, que se prepara para deixar de ser dirigente da SFUAP (46 anos depois...), e disse muito do que lhe ia na alma, sem conseguir esconder a emoção. O autor, António Policarpo, que falou do muito que descobriu durante o seu trabalho de investigação, ao mesmo tempo que nos levava de viagem pelo século XIX, desde a Revolução Liberal  ao fim de século, destacando a fundação da SFUAP, sem se esquecer de focar o crescimento industrial da Cova da Piedade. Augusto Flor, o apresentador da obra, completou com grande mestria a intervenção do autor, realçando a importância histórica deste ensaio histórico, até por abrir novos caminhos para investigações futuras (a nova data da fundação da Incrível Almadense, foi um dos dados mais pertinentes, oferecidos à plateia, numerosa e atenta, que marcou presença no edifício polivalente da SFUAP).

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

sexta-feira, novembro 15, 2019

O Livro da História da SFUAP

No dia 16 de Novembro (amanhã), às 16 horas, será apresentado no ginásio da Sociedade Piedense,  o livro, "Pais Fundadores da SFUAP e do Teatro Garrett", da autoria do escritor almadense, António Neves Policarpo.

É mais uma obra que irá enriquecer a já rica história do Concelho de Almada e das suas Colectividades ( que tanta importância tiveram, no desenvolvimento social e cultural desta nossa Outra Banda).

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, novembro 13, 2019

A Falta de Proximidade entre os Eleitos e a População...

Uma das coisas que mais se tem degradado  no Concelho de Almada, nos últimos anos, é a falta de proximidade entre o Poder Local e as Pessoas.

Esta "revolução silenciosa" começou com a unificação das Juntas de Freguesia (uma das muitas heranças que ficaram do PSD...), que eram um elo de ligação bastante importante nas localidades urbanas, pela atenção que se dava a quase tudo, até às coisas simples, tão importantes no nosso dia a dia. 

Por exemplo, Cacilhas, Almada, Pragal e Cova da Piedade eram quatro e agora são apenas uma...

As coisas também não melhoraram com a mudança de governação, após as eleições autárquicas. O PS (pelo menos o de Almada...) é mais cosmopolita, parece não perceber que as cidades englobam pequenas aldeias dentro de si (ou finge, porque é mais cómodo...), preocupando-se mais com o geral com o particular...

Mas penso que a culpa maior destas "mudanças" continua a ser dos autarcas eleitos, especialmente os que fazem parte das Juntas de Freguesia, que por falta de sensibilidade, por comodismo, entre outras coisas, nunca esbateram as diferenças  (sempre foi mais fácil governar sentado no gabinete...) e foram esquecendo a importância que têm coisas tão simples - que ultrapassam o "bom dia" e boa tarde", que também se usava com mais frequência...- , como são o património vandalizado, as áreas verdes abandonadas ou o lixo nas ruas. Deviam saber, por experiência própria, que o vandalismo, o abandono e o lixo, chama sempre mais vandalismo, mais abandono e mais lixo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, novembro 06, 2019

66 Belos Cartazes...

Descobri por acaso (ao passar pela Oficina de Cultura), na tarde de domingo, a bela exposição de José Manuel Castanheira, "Sessenta e Seis Cartazes", que nos leva de viagem pela sua história criativa, entre o cenógrafo e desenhador gráfico (uma boa parte dos bonitos cartazes são de peças e festivais de teatro...).

É uma exposição que merece a nossa visita, pela sua qualidade. E hoje, às 21 horas, há a possibilidade de se conversar com o autor, o José Manuel Castanheira.

Embora não tenha recebido nenhum convite para a inauguração da exposição (25 de Outubro), recebi um, ainda a tempo de assistir à "conversa".  O que não deixa de ser curioso, se antes no tempo dos "convites pelo correio" que chegavam fora de horas, a desculpa era o carteiro... agora deve ser da "avaria" nos e-mails...

domingo, novembro 03, 2019

Nova Lixeira no Ginjal

Ontem ao passar pelo Ginjal descobri uma "lixeira" rente a um espaço alternativo de cultura.

Não faço ideia do que aconteceu, se foi despejo, ou outra coisa qualquer.

Só faltava mais este efeito "decorativo" no Ginjal, para turista apreciar...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, novembro 01, 2019

O Pescador na Procissão de Cacilhas

Achei curiosa a presença de um pescador na Procissão de Cacilhas (com as canas aos ombros...), porque o "Milagre de Cacilhas" teve como principal protagonista um pescador (ou catraeiro...), que pegou numa imagem da Virgem Maria e dirigiu-se para as águas que invadiam a localidade, durante o "maremoto" de 1755 (que se seguiu depois do sismo...) e pediu à Virgem, para que acalmasse as águas e pusesse termo aquele "inferno"... 

O que viria a acontecer e fez com que a população de Cacilhas, passasse a realizar anualmente uma Procissão (que se realiza desde o século XVIII), como forma de agradecer este "Milagre".

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)