segunda-feira, maio 30, 2011

Cinco Anos Depois...


O "Casario" festeja hoje o seu quinto aniversário.


Infelizmente não há grandes motivos para festejos.

Em cinco anos pouca coisa mudou no Ginjal e arredores.

As únicas coisas realmente diferentes que apareceram rente ao Tejo foram as placas de "desresponsabilização" colocadas pela Autarquia de Almada e por outras entidades estatais. Se lhe déssemos ouvidos, não passeávamos à beira rio, por causa de todos os riscos de "derrocadas".

Com tantos perigos, não sei como é que o Município não faz a evacuação das dezenas de habitantes que ainda residem no Ginjal, alguns de uma forma indigna e miserável.

Tenho falado menos destas e doutras coisas, porque estou cada vez mais desiludido com que exerce o poder em Almada (e no País, claro) prejudicando de uma forma cada vez mais nítida a sua população.

Escolhi esta foto de Camané, porque, tal como eu e tantos outros "teimosos", não tem medo de passear pelo Ginjal.

quinta-feira, maio 26, 2011

O Brilho a Perder-se e o Verniz a Estalar


Os meus amigos mais do lado "direito" da política (sem no entanto se aproximarem das portinholas dos submarinos...), adoram "deitar abaixo" Almada. Cada vez me calo mais, para não lhes dar razão.


Vou chegando à conclusão que todos os "dinausauros" das autarquias, são "albertos joões" em potência, com algumas diferenças claro, especialmente na linguagem.

Mas a maneira de fazer política é igual. São apenas mais hipócritas e fingem ouvir as populações.

Aqui em Almada usam-se os "fóruns de participação", onde se fala em mudanças, para ficar quase tudo na mesma. E se puderem dar a palavras aos "camaradas" em vez de quem é do "contra", ainda melhor. No fim sai tudo satisfeito.

Só que estas manobras e encenações fazem com que Almada perca o brilho e que o verniz comece a estalar...

Se aqui há gato? Não, é apenas uma fotografia. Há mais teatro, não fosse Almada a "capital do teatro", pelo menos em Julho...

sexta-feira, maio 20, 2011

As Aves do Sapal de Corroios em Livro


No próximo domingo, dia 22 de Maio, ás 15.30 horas, será apresentado no Moinho de Maré de Corroios, a última obra do professor Manuel Lima, "Aves do Sapal de Corroios e Doutras Zonas Ribeirinhas do Concelho do Seixal".


Os lançamentos de livros de Manuel Lima são sempre momentos extremamente agradáveis, graças aos seus excelentes trabalhos de investigação e também à sabedoria e vivacidade que nos é proporcionada nas suas sessões.

Esta obra está ilustrada com 155 forografias a cores, donde se destacam as 94 espécies diferentes de aves do concelho do Seixal, observadas com grande minúcia pelo autor.

Se puderem apareçam. De certeza que vão gostar.

quarta-feira, maio 18, 2011

Um Jardim e um Miradouro Único


Hoje, Dia Internacional dos Museus, deixo uma referência a um dos melhores cartões de visita deste lado do rio, a "Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea de Almada".


Além de ter sempre duas três exposições artísticas patentes nas suas salas, tem um magnífico miradouro do Tejo e de Lisboa, e ainda o jardim botânico, "Chão das Artes", que embora já tenha merecido mais cuidado, continua a ser um lugar extremamente agradável.

Se não conhecem, apareçam. Vão adorar o espaço e as vistas.

quinta-feira, maio 12, 2011

Bonecos do Ginjal (7)


Próximo da Fonte da Pipa, numa das suas paredes, havia uma pintura (bem mais agradável que muitas das pinturas que ocupam hoje o Ginjal), que entretanto desapareceu, provavelmente por ser entendida como "lixo" pelos proprietários.

Os elementos da pintura têm algo de anjos (talvez pelas asas...) e são passíveis de várias interpretações, dependendo apenas do olhar de cada um de nós...

sexta-feira, maio 06, 2011

O Tejo Parado


Os dias mais estranhos do Tejo, são quando ele parece parar, deixar de se mexer, deixar de respirar.


Felizmente são raros os dias do "Tejo-chão"...

Gosto muito mais do Rio quando tem ondas, quando se olha para o Mar da Palha e se sente que o estuário podia ser um "oceano"...

segunda-feira, maio 02, 2011

Ginjal Florido


O Ginjal respira Primavera em todos os seus cantos.

quarta-feira, abril 27, 2011

O Sol de Abril


O 25 de Abril também trouxe muita vida à beira-rio, ao longo do Ginjal.


Os pescadores de fim de semana e feriado quase que se atropelavam e os carros quase que faziam fila ao longo do paredão.

Há gente que para ir à pesca faz-se transportar até quase um palmo do Tejo...

Também encontrei muitos turistas (espanhóis, italianos e ingleses), curiosos, a quererem descobrir os resultados da pescaria "revolucionária".

quinta-feira, abril 21, 2011

Abril Sonhos Mil



O Poema de Abril


O poema de Abril
foi escrito de armas em riste
por militares capazes de tudo
para acabar com a balada
da cidade triste

O poema de Abril
começou com a indecisão
depois deram-se passos de gigante
no caminho da Revolução
pacífica e triunfante

O poema de Abril
não se perdeu no tempo
nem no esquecimento neo-liberal
nem tão pouco voou com o vento
porque é especial


Este poema faz parte do meu pequeno caderno de poemas, "Abril Sonhos Mil", escrito em 2004, no trigésimo aniversário da Revolução de Abril e é dedicado a todos os Capitães de Abril, nem sempre compreendidos nem respeitados. E é a eles que devemos a Liberdade.

domingo, abril 17, 2011

O Cénico da Incrível Almadense na Mostra


Na noite de sábado o Cénico da Incrível Almadense ofereceu-nos duas peças, "A Morte Bate à Porta", de Woody Allen, e os "Malefícios do Tabaco", ambas interpretadas por Andreia Freire e Pedro Magalhães, no Salão de Festas da Incrível, integradas na "Mostra de Teatro de Almada".


Foi um belo e alegre espectáculo, que também contou com a leitura em "voz off" de um texto cómico da autoria de Pedro Magalhães, por Francisco Gonçalves, que fez muito bem a ponte entre as duas peças, muito aplaudidas pelo público.

terça-feira, abril 12, 2011

Uma Sereia Chamada Ermelinda


No domingo fui ver a peça, "Uma Sereia Chamada Ermelinda", com muita curiosidade, para ver que volta Alexandre Castanheira tinha dado ao "Cais do Ginjal", obra literária da autoria de Romeu Correia.

Foi agradável ver a Ana fazer de Ermelinda, descobrir os dotes teatrais do pintor Carlos Canhão, numa boa encenação de Carlos Martins e numa dramaturgia feliz de Alexandre Castanheira. O jovem que fez de Rómulo também esteve muito bem.

O espectáculo faz parte da "Mostra de Teatro de Almada" e foi interpretado pelo Teatro da Associação Cultural Manuel da Fonseca.

domingo, abril 10, 2011

Grande Momento de Poesia na Incrível


O recital poético, "Contribuição da Poesia na Revolução de Abril", do professor Alexandre Castanheira, de ontem à tarde, no Salão de Festas da Incrível Almadense, foi mais que um grande momento de poesia, foi a exaltação da Liberdade.

Quando se tem a qualidade de declamador de Alexandre Castanheira, ainda fica mais vincado o poder das palavras dos muitos poetas que foram surgindo no recital (claro que senti as palavras de Zeca Afonso, Sophia e a Ary dos Santos de uma forma especial).

Quem assistiu a este brilhante espectáculo percebeu a razão dos políticos terem tanto medo dos poetas...

sexta-feira, abril 08, 2011

Recital de Poesia na Incrível


O Prof. Alexandre Castanheira vai brindar-nos amanhã com mais um dos seus excelentes recitais poéticos, desta vez sobre a "Contribuição da Poesia na Revolução de Abril", às 17 horas no Salão de Festas da Incrível Almadense.

quinta-feira, abril 07, 2011

Feira do Livro


No próximo sábado será inaugurada a "Feira do Livro da Incrível", com livros de Almada e também obras manuseadas de todos os géneros (infantis, juvenis, romances, ensaios, escolares, estrangeiras, banda desenhada, revistas, etc).


A feira decorrerá de 9 a 16 de Abril, no hall do Cinema da Incrível Almadense.

As receitas revertem na totalidade para a Colectividade.

Nota: Vão estar à venda alguns livros da minha autoria, a preços mesmo de "feira"...

segunda-feira, abril 04, 2011

As Crónicas de Carlos Garrido


Carlos Garrido vai lançar na próxima quinta-feira, às 21 horas, na sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, em Almada, o seu livro de crónicas, "Efeitos Cromáticos", editado pela SCALA.


Esta obra faz parte de uma trilogia do mesmo género literário, composta por "A Lua Vem com a Gente?" (2003), "O Pintor de Palavras" (2005) e agora os "Efeitos Cromáticos" .

Estas crónicas podem facilmente ser confundidas com microcontos, graças à forma como o Carlos escreve, simples, viva e quase sempre feliz. Cada uma das trinta e cinco histórias do quotidiano acaba por ser um excelente "balsamo" para estes dias de crise, que se esforçam para nos deixar de queixo e braços caídos.

A obra será apresentada pela professora Aida Baptista.

quinta-feira, março 31, 2011

Uma Poetisa do Sul


Nas minhas deambulações pela biblioteca da "Incrível Almadense" descobri um dos livros de poesia de Ada Tavares, autora alentejana que vive há bastantes anos no Feijó, Almada.


Gostei do título, "Alentejo em Mim", e da capa, da autoria de José Manuel Soares, artista plástico que viveu na Costa de Caparica.

Ada Tavares diz-nos: «[...] O Alentejo ficou em mim como um album de fotografias onde o Passado e o Presente se juntam, lado a lado, indiferentes à distância que os separa no tempo e na transformação do espaço geográfico. [...]»

sábado, março 26, 2011

Dia Mundial do Teatro

Amanhã é um dia óptimo para se ir ao teatro, por ser o seu "Dia Mundial", e por uma boa parte das companhias portuguesas abrirem as suas portas a todos aqueles que gostam de teatro e por razões económicas, não podem visitar as suas salas, coma regularidade que gostariam...


No Teatro Municipal de Almada será levada á cena a peça, "Falar Verdade a Mentir", de Almeida Garrett, com encenação de Rodrigo Francisco e interpretação de Alberto Quaresma, Celestino Silva, João Farraia, Maria Frade, Miguel Martins e Sofia Correia.

terça-feira, março 22, 2011

A Incrível Ontem Foi da Poesia e dos Poetas




A Festa da Poesia de Almada trouxe ao Salão de Festas da Incrível Almadense mais de uma centena de amantes da poesia, que contribuiram para que a noite fosse bastante animada e poética.
O espectáculo de mais de duas horas foi aberto pelo Coro Polifónico e pelo Cénico da Incrível (com a presença de Fernando Pessoa e da Florbela Espanca...), antes de se dar ínicio à já popular "poesia vadia", com os microfones abertos a todos aqueles que quiseram oferecer à assistência a sua poesia.
Até se cantou à capela, com alegria e emoção.

segunda-feira, março 21, 2011

Noite de Poesia na Incrível


Já sabem, se gostam de poesia, apareçam logo, a partir das 21 horas, no Salão de Festas da Incrível Almadense. A Festa da Poesia de Almada espera-nos.

Incrível Almadense que foi muito bem definida por Orlando Laranjeiro, na passagem do seu 150 º aniversário:

A Semear Cultura
Recreio, Amizade,
Desporto, Ternura,
Cívismo e Liberdade