domingo, janeiro 08, 2017

Uma Mensagem que Faz Todo o Sentido


Esta mensagem, que fazia parte do pequeno folheto (só em tamanho, emprestado por mão amiga) com a programação de mais um aniversário da Incrível no primeiros anos da década de 1970, continua a fazer todo o sentido neste ano que se inicia, pois a Incrível Almadense está a iniciar um novo ciclo, com uma nova presidente (Mara Martins) e um novo grupo de Corpos Gerentes (da qual faço parte, integrando o Conselho Consultivo).

Como facilmente se percebe, não se trata de uma mensagem contra ninguém, mas sim a favor da "Sociedade Velha", que tem de continuar a ser passado, presente e futuro, no panorama associativo almadense, não fosse ela a "Mãe" de todo este edifício colectivo criado, em 1848, na nossa Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Um Céu Demasiado Cinzento...

Volto aqui ao  Casario, em 2017, com um Ginjal e um céu demasiado cinzento.

Não é bem nevoeiro, é uma coisa mais estranha, que brinca às escondidas com partes da ponte, mas que apenas cobre com uma pequena névoa a margem norte do Tejo.

Houve alguém que saboreava uma cerveja, enquanto olhava as vistas, que acabou por ficar na fotografia... 

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, dezembro 30, 2016

A Homenagem a Elias Garcia


Tal como tem acontecido nos últimos anos, O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas, vai mais uma vez prestar homenagem a José Elias Garcia, uma das grandes figuras do movimento republicano, na segunda metade do século XIX, que chegou inclusive a ser presidente do Município de Lisboa.

Apesar de ser um dos seus biógrafos (penso que o livro que escrevi com Abrantes Raposo, continua a ser a única biografia existente...), não tenho participado nesta homenagem.

Não o faço porque não me parece que seja algo que dignifique a vida e obra deste grande cacilhense, que foi tantas coisas, muitas das quais permanecem praticamente desconhecidas pelos almadenses (sim, eu sei que a maior parte das pessoas não lêem os livros que escrevemos...).

Ano após ano, penso que se poderiam explorar as suas várias facetas, como a de deputado, jornalista ou ainda de principal reformador da educação em Lisboa ainda na monarquia (onde fez um trabalho muito meritório com a criação das primeiras escolas primárias públicas...).

Não tenho nada contra esta homenagem. Apenas penso que Elias Garcia merece muito mais que um ramo de flores e meia-dúzia de palavras de circunstância, na passagem do seu aniversário.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, dezembro 28, 2016

A Destruição e Banalização do Bem Público


Se há coisa que me incomoda nestes tempos quase de selvajaria, é a destruição e banalização do que é de todos, o que se entende por bem público.

A Margem Sul é pródiga em "bandidos" que se entretêm a riscar paredes, portas, muros, e até monumentos.

O "burro e as crianças", continua igual em Cacilhas. Igual não. Agora está protegido por São Ronaldo, que espreita (um bom exemplo do que se pode fazer com tintas...).

Mas mais que esta protecção "divina", já devia ter sido alvo de limpeza por quem de direito (a União de Juntas...), para oferecer uma outra imagem de Cacilhas, aos muitos turistas que passam pelas ruas Cândido dos Reis e António Feio.

De Agosto a Dezembro, passaram mais de quatro meses.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 22, 2016

Feliz Natal Para Todos

Desejo um Feliz Natal a todos aqueles que costumam passar aqui pelo "Casario", para ver as vistas.

A fotografia que publico - da minha autoria - mostra a Praça da Liberdade de Almada nesta época festiva.

domingo, dezembro 18, 2016

Uma Cidade Quase a Gritar, ao Fim do Dia...


A festa de Natal da SCALA tinha acabado e lá vim eu a pé, até Cacillhas. Já na Avenida Afonso Henriques reparei na fila enorme de carros e nos polícias que condicionavam o trânsito, proibindo a passagem por algumas ruas.

Olhava as pessoas dentro dos carros, quase em fúria, provavelmente a maldizer a hora que tinham vindo às compras ou simplesmente passear na Cidade...

Já na Gil Vicente perguntei a um polícia se tinha havido algum acidente. Disse-me que não, era apenas a "Corrida de São Silvestre de Almada".

Já tinha estranhado a data da prova, mas nunca mais liguei ao assunto. Agora voltei a estranhar, o dia e também a hora. Para quem não saiba as "Corridas de São Silvestre" normalmente realizam-se no último dia do ano e festejam (embora a morte não seja uma festa...) a data do falecimento de São Silvestre, um papa mártir da igreja católica, ainda dos tempos do Império Romano, que depois foi canonizado, sendo um dos primeiros Santos da Religião Católica.

O que é facto é que os organizadores das provas de corrida, que nem sequer devem saber (ou ter a curiosidade de...) quem foi Silvestre, acham que, tal como o Natal, a corrida de São Silvestre também pode ser quando o homem quiser...

E claro que é um absurdo fazer esta corrida tradicionalmente nocturna, às 19 horas, no centro de Almada... pois é hora de ponta em qualquer cidade num sábado das vésperas de Natal...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, dezembro 10, 2016

"Conflito de Interesses"...


Em Almada é a coisa mais normal do mundo que existam "conflitos de interesses" deste género...


quinta-feira, dezembro 08, 2016

"50 Anos - 50 Pontes, do Tejo e de Abril"


"Vestígios Industriais no Ginjal" foi o título que dei a esta minha fotografia que faz parte da exposição, "50 Anos - 50 Pontes, do Tejo e de Abril", que será inaugurada amanhã às 17 horas na sede da SCALA, em Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, dezembro 06, 2016

"50 Anos - 50 Pontes, do Tejo e de Abril"


"50 Anos - 50 Pontes, do Tejo e de Abril" é o título da minha exposição de fotografia que vai ser inaugurada na próxima sexta-feira, em Almada, na sede da SCALA (rua Conde Ferreira - antiga Delegação Escolar), às 17 horas.

Se estiverem por Almada e quiserem aparecer, serão bem recebidos e verão a forma como consegui escolher 50 fotografias com a Ponte Sobre o Tejo, de ambas as margens e também do meio do rio e "construir" uma exposição...

sábado, dezembro 03, 2016

Um Associação, um Leilão, uma Fotografia...

Eu sei, o tempo não vai ser uma grande ajuda para logo. Mas também sei que existem chapéus de chuva, carros e que dentro da sede da SCALA até estamos confortáveis...

Já falei várias vezes por aqui da SCALA, a Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, a primeira colectividade de que me fiz associado em Almada (com o privilégio de ser o seu primeiro sócio não fundador...). Isso aconteceu em 1994, o ano da fundação da Associação.

Fui e sou dirigente há vários anos, porque esta sim, é a "minha colectividade" de Cidade que escolhi para viver em 1987 (parece que afinal não caí de para-quedas...). Penso como o Orlando, não se pode gostar de todos os clubes da mesma maneira. Quando isso acontece, provavelmente não gostamos de nenhum...

É por isso que a SCALA e a Incrível Almadense são os meus "clubes" de Almada (o meu clube pequeno e o meu clube grande...). Poderei ser associado de outras colectividades, mas por razões que já se afastam do coração.

Isto de escrever directamente no "bloguer" tem esta coisa boa de nos fazer divagar e afastar do tema principal que nos ditou a prosa. Hoje à tarde realiza-se um pequeno "leilão" de obras (maioritariamente pinturas) oferecidas por vários sócios criadores da SCALA, que se disponibilizaram logo para ajudar (com a oferta de obras) quando o Município de Almada nos cedeu o espaço que hoje é a nossa sede e que precisava de obras de beneficiação. Como a SCALA não é mal agradecida decidiu organizar a "Exposição Colectiva de Pequeno Formato", com  36 obras de vinte artistas, integralmente oferecidas à nossa Associação.

Embora a maior parte das obras sejam pinturas em resolvi oferecer uma fotografia (sim, este Cacilheiro...), que quase disfarcei de pintura, para que não ficasse "desajustada" na exposição.

E agora só esperamos que esta sessão benemérita seja um sucesso.

Se por acaso não sabe o que vai oferecer a este ou aquele amigo, apareça logo na sede da SCALA, a partir das 16 horas (rua Conde Ferreira - Antiga Delegação Escolar - Almada). Tem muito por onde escolher e a preços simpáticos.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, novembro 30, 2016

Duas Cidades (Aparentemente) com Ideias Trocadas...


Sei que posso não ter os dados todos, por estar afastado do desporto (pelo menos muito mais que há 20 anos em que fazia jornalismo desportivo...) e por não viver nas Caldas.

Mas quando vejo que Almada se candidatou a "Cidade Europeia do Desporto 2018" e as Caldas da Rainha a "Cidade Europeia da Criatividade 2020", ficou com a sensação que bem poderiam trocar de candidaturas.

Almada, embora possua muito melhores infraestruturas que em 1996 (para recuar apenas os tais 20 anos...), tem muito menos "vida desportiva", menos clubes e menos gente a praticar desporto. E se pensarmos na vocação e qualidade competitiva, ainda ficamos mais para trás.

Nessa época os clubes mais representativos da Cidade estavam no auge (Ginásio Clube do Sul e Almada Atlético Clube), além de terem as suas equipas de andebol nas divisões principais, em praticamente todos os escalões, praticavam outras modalidades com sucesso. A Naide Gomes, por exemplo, fez atletismo no Ginásio. A SFUAP tinha uma das melhores equipas de natação do país. E também existiam mais competições populares (mais corridas de estrada por exemplo...) e os "desaparecidos" Jogos Desportivos de Almada (penso que era assim que se chamavam...), e como seria normal, mais clubes populares.

O desporto ainda não se tinha "burocratizado", dificultando a vida aos chamados "clubes pobres" (e também aos "ricos", o Almada e o Ginásio que o digam...), com uma série de obrigatoriedades, que embora fossem necessárias, a já habitual desresponsabilização do Estado, fez com que a factura final fosse endereçada aos clubes...

Mudando de Cidade, as Caldas é uma "terra onde quase não se passa nada" no campo cultural, e a única criatividade que salta à vista é a dos alunos da Escola Superior de Arte e Design, mas distante dos caldenses. Exactamente o contrário de Almada, onde há quase um "criativo" por lar...

Mas os "inteligentes" de cada uma destas duas cidades é que sabem com que linhas se cozem...

quinta-feira, novembro 24, 2016

Romeu no Centro Cultural de Belém

A exposição de retratos de Fernando Lemos que está patente numa das salas do Centro Cultural de Belém, merece ser visitada por todos os amantes de fotografia e também por quem gosta de ver pessoas famosas retratadas.

Claro que nos anos quarenta e cinquenta ser-se famoso era uma coisa muito diferente dos nossos dias, não havia televisão e muito menos programas de "fama instantânea"...


Romeu Correia está muito bem acompanhado nesta excelente mostra de retratos de Fernando Lemos, que foi um "renascentista" da cultura, pois também se dedicou às letras e às artes plásticas e fez parte do movimento surrealista português, antes de emigrar e se fixar no Brasil.

(fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, novembro 21, 2016

A Escrita e a Pintura de Romeu Correia e Louro Artur


Romeu Correia e Louro Artur serão homenageados amanhã, às 18 horas, na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, com a sessão comemorativa, "Romeu Correia e Louro Artur - A Escrita e a Pintura".

Merecerão um destaque especial os 40 anos da publicação do livro de contos, "Um Passo em Frente" (Prémio Literário Ricardo Malheiros); os 8 anos do "Painel de Azulejos sobre a Obra de Romeu Correia, da autoria de Louro Artur; e claro, a passagem do 99º aniversário do escritor almadense.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, novembro 19, 2016

A Cidade do Teatro


Hoje, ao começo da tarde (às 15 horas) vai ser apresentado na Casa da Cerca o livro, "A Cidade do Teatro", coordenado por Sarah Adamopoulos com textos de António Vitorino, Isabel Mões, Nuno Bernardo e Xico Braga.

Estou curioso em folhear esta obra que pretende historiar (embora vá mais longe...) os vinte anos da Mostra de Teatro de Almada (uma espécie de festival do teatro amador - ou parecido - que se faz por aqui).

Esta curiosidade deve-se ao facto de ter conversado com a Sarah Adamopoulos, coordenadora da obra, várias vezes, especialmente sobre a história do teatro da Incrível e de ter cedido várias imagens do teatro e da sua história. A seu pedido também acabei por escrever um pequeno texto sobre o que entendi ser o período de ouro da "Arte de Talma" na "Sociedade Velha" de Almada (anos 50 e 60 do século passado).

sexta-feira, novembro 18, 2016

Uma Bela Surpresa na Dom Sancho

Eu que pensava que era cedo demais para se estar a comemorar Romeu Correia, não tenho feito outra coisa, que não seja escrever sobre o Romeu aqui no "Casario"...

Claro que isso tem acontecido mais por culpa de "terceiros" (só ontem é que publiquei uma carta minha...). 

Ontem, por exemplo, estive nas instalações da Universidade Sénior Dom Sancho I, onde assisti à inauguração da sua biblioteca e também de uma exposição sobre a vida e obra de Romeu Correia. Exposição que antecedeu o inicio de um ciclo de conversas sobre o escritor (com a satisfação de ouvirmos o Romeu antes dos convidados, graças à projecção de uma entrevista que ele deu à RTP), que irá acontecer todos os meses, ao dia 17, dia de aniversário do autor almadense, até ao mês de Novembro do próximo ano.

Os primeiros convidados desta excelente iniciativa foram Jorge Silva (que apenas conhecia de vista), as professoras Elisa Araújo, Natália Pinto e o João Vasco, neto do Romeu. Todos eles deram o seu testemunho pessoal, sem qualquer artificialismo e com bastante emoção (especialmente o Vasco). Foi também aquele o Romeu que eu  conheci...

Gostei particularmente da intervenção da professora Elisa, por ter ela contado a história da passagem da Escola Secundária do Feijó (conhecida pela "escola das vacas", por ter uma vacaria rente à escola... e que eu desconhecia) a Escola Secundária Romeu Correia.

(Fotografia de Gena Souza)

quinta-feira, novembro 17, 2016

Uma Carta Para o Romeu...

«Não sei se ainda andas por aqui, como o Chico nos costuma contar (sim ele diz que não vamos logo embora, ficamos por cá uns tempos a ver como param as modas...), Romeu.
Se andas, talvez estejas um pouco espantado por teres ganho tantos amigos novos, especialmente agora que te aproximas dos cem anos (hoje ainda são só noventa e nove...), essa idade sempre memorável.
Mas ainda bem que é assim, é sinal que não te vão esquecer, pelo menos nos tempos mais próximos. E tem ainda outra vantagem, todos aqueles que nunca souberam da tua existência, talvez sintam alguma curiosidade em conhecer-te melhor e peguem num dos teus livros, que tanto pode ser um romance, uma peça de teatro ou uma colectânea de contos (os ensaios e biografias não recomendo tanto, porque não têm a tua magia de extraordinário contador de histórias), e vão de viagem contigo.
Claro que há quem não tenha esquecido a tua "vaidade", e até me fale do tempo em que usaste laço em vez de gravata e andavas nas ruas de Almada de nariz empinado. Outros continuam a insistir na tese de que não devias ter aceitado dar o teu nome a uma rua, por estarmos em plena ditadura. Não te preocupes, eu "desarmo-os" sempre com a mesma "arma" que gostam de usar: a tua "vaidade". Se eras vaidoso como te pintavam, por que carga de água não ias aceitar a atribuição de uma rua? Ainda por cima quando normalmente este privilégio só era concedido depois de se partir...
Claro que tenho de ter cuidado com os argumentos que uso, não posso falar da tua simplicidade, e até insegurança, a espaços, que notava nas nossas conversas, ainda dizem que estou a inventar um "Romeu novo"...
E antes que me esqueça, parabéns Romeu.
Mas festa festa, vai ser a do ano que vem. Por isso vê lá se ficas por cá, pelo menos mais um ano. Até por saber que te vais emocionar e divertir bastante, nesta caminhada festiva.»

(Fotografia de Fernando Lemos)

sábado, novembro 12, 2016

Romeu Recordado com Palestra e Visita Guiada


Depois da excelente palestra do historiador Alexandre Flores sobre a vida de Romeu Correia, a que assistimos nas instalações da USALMA, Louro Artur - autor do mural sobre o escritor almadense, que foi colocado em frente das piscinas que pertenceram à Academia - fez uma visita guiada à sua obra de arte, contando vários pormenores sobre a sua história e também sobre as personagens que retratou.

Ou seja, ontem foi uma boa tarde para recordar Romeu em Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 04, 2016

quinta-feira, novembro 03, 2016

Contar para Viver, Viver para Contar...


As "Tertúlias" alimentam-se muito deste jogo de palavras: "contar para viver, viver para contar..."

É o que espero ouvir logo de Carlos Alberto Rosado, um grande associativista almadense, que irá falar das suas "Memórias das Gentes e Lugares da Rua Conde Ferreira", para todos aqueles que aparecerem às 21 horas na sede da SCALA, que fica nada mais nada menos, que na famosa Rua Conde Ferreira...