quarta-feira, outubro 05, 2011

A Visita foi um Êxito


A Visita Guiada a Almada Velha contou coma presença de quase uma centena de pessoas, tornando inviável o percurso previsto inicialmente. Fizemos apenas três paragens para escutarmos as palavras sábias de Alexandre M. Flores, o grande historiador de Almada.


Parámos no Jardim do Castelo, no Miradouro da Boca do Vento e no Largo Prior do Crato, onde existiu a primeira seda da Incrível Almadense.

Na visita às instalações da Incrível foram formados vários grupos, que foram subindo até à biblioteca, sala de reuniões e salão nobre, onde puderam olhar parte do nosso património e ver como preservamos a história da nossa Incrível.

Foi muito bom assistir ao entusiasmo de tantos almadenses, pela história da nossa cidade e também da sua colectividade mais antiga, que está a comemorar cento e sessenta e três anos de vida.

segunda-feira, outubro 03, 2011

Visita a Almada Velha


Uma das boas maneiras de comemorar o 5 de Outubro, em Almada, é participar na Visita à Almada Velha, pelos seus pontos de maior importãncia histórica, guiada pelo prof. Alexandre M. Flores.


O ponto de encontro é junto aos Paços do Concelho, no Largo Luís de Camões, às 10.30 horas.

A visita está integrada nas comemorações do 163º aniversário da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.

domingo, outubro 02, 2011

Almada Cidade Sem Livrarias


Com o fecho da "Livraria", Almada fica sem uma única livraria no coração da cidade.


São sinais de crise, mas também do pouco investimento que se faz na cultura no nosso país. E neste aspecto há uma grande responsabilidade dos operadores televisivos (todos, especialmente da RTP), que têm descido a fasquia da qualidade abaixo daquilo que devemos considerar razoável, em nome de uma coisa que só eles entendem, as "audiências"...

A livraria já fechou há uns dias, mas como não tinha tirado nenhuma fotografia ao local, a má notícia foi adiada...

domingo, setembro 25, 2011

Um Domingo Bonito, Pouco Outonal


Agora tenho quase sempre companhia para passear ao longo do rio.


Mesmo quando digo que vou andar muito, a minha filha não desiste de me fazer companhia e lá vamos nós, de mão dada, do centro da Cidade, à Boca do Vento, para depois descermos para o Olho de Boi, onde "desaguamos" na margem sul do rio, continuando a caminhada ao longo do Ginjal, a caminho de Cacilhas...

E hoje estava um domingo bonito, pouco Outonal, com muitos pescadores espalhados pelos lugares que julgam ter mais "peixe"...

sexta-feira, setembro 23, 2011

Cacilhas - Imagens d' antigamente


Amanhã será apresentado em Cacilhas, no auditório da Escola Cacilhas-Tejo, às 16 horas, a obra, "Cacilhas - Imagens d' antigamente", da autoria de Luís Bayó Veiga, editada pela Junta de Freguesia de Cacilhas com o apoio da SCALA.


Além de ter escrito o prefácio, também vou colaborar na sua apresentação.

Posso desde já adiantar, que é um livro/ álbum, bastante bonito, com 44 imagens antigas de Cacilhas, acompanhadas de notas explicativas relevantes em relação à sua importância histórica.

quarta-feira, setembro 21, 2011

A Ermelinda do Alexandre e do Romeu


No sábado à noite o Salão de Festas da Incrível Almadense foi palco do lançamento da peça de teatro, "Uma Sereia Chamada Ermelinda", da autoria de Alexandre Castanheira, baseada no romance, "Cais do Ginjal, de Romeu Correia, editada pela Junta de Freguesia de Almada.


A apresentação da peça foi antecedida pelas palavras do autor e ainda com a interpretação de um pequeno trecho, por Carlos Canhão (que fez o papel do reacionário Sabino Costa na peça), e por Alexandre Castanheira (que fez de Rómulo, o jovem protagonista da peça).

Luisa Basto subiu ao palco de seguida, para cantar (e encantar) alguns poemas de Romeu Correia e Alexandre Castanheira.

Na segunda parte do programa a obra foi apresentada pelo prof. Paulo Sucena, tendo também usado da palavra o presidente da Junta de Freguesia de Almada, eng. Fernando Mendes e o autor, prof. Alexandre Castanheira, que encerrou a sessão.

Eu, que assisti à representação da peça e li o texto, sei que ambas honram a memória de Romeu Correia, pois Alexandre Castanheira manteve bem viva a alma do "Cais do Ginjal", com as agruras da ditadura bem presentes, tal como a carga simbólica da Sereia, que se chamava Ermelinda...


segunda-feira, setembro 19, 2011

As Crónicas do Luís


Aqui está o livro, que foi apresentado na tarde de sábado, na Escola Cacilhas-Tejo, da autoria de Luís Bayó Veiga, editado pela Junta de Freguesia de Cacilhas.


É uma colectânea de crónicas que caminha para o ensaio histórico, já que cada um dos doze textos aborda temas da história de Cacilhas, focando os seus lugares mais importantes, algumas tradições e também as colectividades mais importantes da Freguesia no contexto histórico.

Mais uma obra que engrandece o património literário cacilhense, de leitura obrigatória para todos os amantes desta Localidade especial.



sexta-feira, setembro 16, 2011

Sábado à Noite


No próximo sábado, dia 17 de Setembro, às 21 horas, será apresentada no Salão de Festas da Incrível Almadense a peça de teatro, "Uma Sereia Chamada Ermelinda", da autoria do prof. Alexandre Castanheira.


Esta obra editada pela Junta de Freguesia de Almada é baseada no livro, "Cais do Ginjal", da autoria de Romeu Correia e será apresentada pelo dr. Paulo Sucena.

O lançamento será antecedido por uma pequena apresentação da peça, por parte do autor, complementada pela interpretação de algumas canções, pela extraordinária voz de Luísa Basto, que cantará poemas de Romeu Correia e Alexandre Castanheira e também de um breve momento teatral, para dar um pouco a ideia do significado da peça no contexto de então.

É ou não é, uma boa maneira de terminar o sábado?

Sábado à Tarde


Amanhã, ás 16 horas, é apresentado em Cacilhas, no auditório da Escola Secundária Cacilhas-Tejo, o livro, "Crónicas d'agora sobre Cacilhas d'outrora", da autoria de Luís Bayó Veiga, um emérito cacilhense que, felizmente, está a "nascer" para o mundo dos livros como autor.


Quem gosta de Cacilhas e de livros, não deve perder este lançamento.

quinta-feira, setembro 15, 2011

«É aqui que é o mar?»


Parou junto ao cais das colunas e ainda surpreendido, perguntou a quem estava por ali, «é aqui que é o mar?»


A meia-dúzia de pessoas que estavam por ali, olharam-no com cara de caso mas não lhe disseram qualquer palavra.

Nem mesmo quando quis saber onde estavam as ondas maiores que os homens grandes...

Limitaram-se a sorrir...

(Relato verídico contado por um homem do interior, da primeira vez que desembarcou a Lisboa, de comboio, vindo da Beira Alta, sem ainda nunca ter visto o mar. Mar que julgava assustador, gigantesco e infinito, pelas histórias que foi ouvindo contar, até descobrir o Tejo, aos 20 anos de idade...)

domingo, setembro 11, 2011

O Mundo Mudou


O mundo mudou para pior há dez anos, em todos os campos.


A vida deixou de ser o que era.

Voltámos a fazer distinções entre pessoas, a cor, o credo - e até a forma de vestir - voltaram a ser importantes e a fazer com que fossemos olhados de lado um pouco por todo o lado.

Viajar tornou-se uma coisa mais estranha, se tivermos a cor de pele mais escura, se usarmos turbante ou lenço, há uma forte possibilidade de sermos revistados nos aeroportos.

Como acontece em todas as mudanças, o cidadão comum é quem mais sofre e mais perde...

Foram os cidadãos nova-iorquinos as grandes vitimas da guerra entre o mal e o bem, que muda de sentido, consoante o continente onde nos encontramos.



quarta-feira, setembro 07, 2011

O Cais do Ginjal e o Seu "Coração Novo"


Mesmo sabendo que as notícias publicadas no "Almada Boletim" valem o que valem, não pude deixar de ler com atenção a reportagem sobre o plano de pormenor que está a ser desenvolvido por Samuel Torres de Carvalho.


Embora saiba que é apenas um projecto no papel, não me parece mal.

Como não sou um entendido na matéria, fico sempre na dúvida, até que ponto é que a Câmara pode realizar um plano de pormenor em terrenos privados, obrigando os donos a cingirem-se às suas regras e planos urbanísticos...

segunda-feira, setembro 05, 2011

Um Cacilheiro na Régua


Durante a minha viagem ao Norte encontrei um "cacilheiro azul" atracado a um dos cais da Régua.


Presumo que tenha feito parte da frota da Transtejo, pois o seu modelo era idêntico ao "Marvila", que ainda há pouco tempo fazia as travessias entre a Trafaria e Belém.

quarta-feira, agosto 24, 2011

Atravessar o Tejo no Velho "Ferry"


Gostei bastante de regressar a Cacilhas no velho "ferry", de voltar a ter a possibilidade de viajar no seu varandim que quase abraça o Tejo.


Nas minhas viagens até Lisboa tenho apanhado os pequenos cacilheiros ou os novos "ferrys", que quase parecem uma prisão, nem sequer pudemos sentir a "maresia" do rio...

domingo, agosto 21, 2011

A Diluição dos Valores de Esquerda


Uma das coisas que mais que me tem irritado na CDU nos últimos anos (e que fez com que deixasse de votar nesta força política...), é a existência de dois discursos e duas políticas nesta coligação. Existe um para o país, difundido na Assembleia da República, que contraria completamente o discurso local, ao ponto de se encontrarem cada vez menos diferenças na governação da CDU de Almada ou do PSD nas Caldas, por exemplo, pois a política desenvolvida de mão dada com o capital, tanto poderia ser desenvolvida pelo PS, PSD ou até mesmo o CDS.


É esta paixão pelo IMI (e dependência...), que me faz pensar que a Margueira (com uma marina e muito mais construções), estará sempre à frente dos projectos de requalificação do Ginjal e da Quinta do Almaraz.

quinta-feira, agosto 18, 2011

Ainda o Ginjal e o Futuro


Em 1993 os proprietários (Imobiliária e Construtora Grão-Pará; João Teotónio Pereira Junior Lda; Soturis; Castro e Melo) de então da área do Ginjal realizaram um projecto extremamente completo, cujo programa preliminar abordava todas as áreas de estudo, inclusive a caracterização climática de toda a zona, por possuir um microclima muito especial.


Embora não conheça o projecto actual ao pormenor, o mapa que foi divulgado pela comunicação social não difere muito do desenvolvido no princípio da década de noventa.

Foi pena que a Autarquia tenha colocado uma série de obstáculos e que não viabilizasse o projecto de então, tendo sido perdidos quase vinte anos.

Hoje a realidade é diferente, há novos proprietários do Ginjal e a posição do Município também parece ser mais aberta.

Mas falta o principal: dinheiro para grandes obras.

Por isso é que penso que se perdeu uma oportunidade de ouro em 1993, de se desenvolver e dar uma vida nova ao Ginjal.

quinta-feira, agosto 11, 2011

O Futuro não Existe


Uma moçoila que sabe das minhas "peregrinações" pelo Ginjal, perguntou-me: «consegues imaginar o Ginjal no futuro?»


Ofereci-lhe um não, redondo.

Ela estranhou.

Expliquei-lhe então que este é o Ginjal que conheço desde o final da década de oitenta, quando vim morar para Cacilhas, um pouco mais vandalizado e arruinado pelos humanos e pelo tempo, mas nada que altere muito a paisagem.

Claro que queria algo diferente rente ao nosso Rio, para muito melhor, mas tenho dificuldade em arranjar-lhe um futuro, Catarina...

domingo, agosto 07, 2011

A Maré Cheia


As chamadas "marés vivas" têm proporcionado uma visão diferente do Ginjal e de toda a Margem Sul do Tejo.


Se por um lado, quando o Tejo enche, parece capaz de inundar Cacilhas e Lisboa, também quando a maré vaza, as praias desaparecidas do Ginjal voltam a ganhar espaço e a recordar outros tempos, outros banhos, mais de domingo...

Na fotografia encontramos pescadores (sempre presentes...) e dois cacilheiros, que quase se cruzam nas suas viagens entre o Sul e o Norte...

quinta-feira, agosto 04, 2011

Almada é que Tem


Nem era para falar nisso, mas como vinha "encartado" no boletim municipal cá do burgo, o folheto com a publicidade televisiva que nos tem passado em casa, que diz cheia de orgulho: «Almada... a melhor vista que Lisboa tem!», achei que devia dizer alguma coisa.

O problema pode ser meu, mas entendo que a vista é nossa, tal como os miradouros, e é o que Almada tem de melhor, a vista sobre Lisboa (na falta de outras coisas...) e não o contrário. E não me venham dizer que é tudo conversa de publicitário.

Para provar esta história das vistas, deixo por aqui uma fotografia fresquinha, tirada ontem ao fim da tarde, do miradouro do Jardim do Castelo, um dos tais que nos limpam o olhar.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Voltei...


Voltei, mas não fui em que trouxe a chuva...

Lá para Sul até estava um Sol bem agradável.