domingo, maio 17, 2020

Hoje Comemora-se o Centenário do Ginásio Clube do Sul


O Ginásio Clube do Sul faz hoje a bonita idade de 100 anos, pois foi fundado no dia 17 de Maio de 1920, em Cacilhas.

Foram seus fundadores Armando "Arrôbas", Carlos Durão, Hernâni Jorge da Silva, Joaquim Miranda, José de Oliveira Gendre, Ramon Bayó, Vital Garrido Moreira, Wenceslau Francisco da Silva, entre outros (também no Ginásio, não há certezas em relação ao nome de todos os seus fundadores...).

O facto de ter nascido nas margens do Tejo foi aproveitado da melhor maneira, para se tornar num clube com uma vocação diferente das outros colectividades desportivas do Concelho, privilegiando a prática de desportos náuticos (natação, remo e vela). Mas o seu nome diz quase tudo. Ginásio é ginástica. E o Ginásio Clube do Sul desde muito cedo que teve classes de ginástica... Claro que por pressão dos associados, teve de ter também a sua equipa de futebol (modalidade que por ser o grande "sorvedouro" das verbas do clube acabou extinta em 22 de Agosto de 1967...).

Mas desde a sua fundação, que a grande marca do Ginásio Clube do Sul, foi sempre o seu ecletismo. Durante a sua já longa vida teve secções de: andebol, atletismo, basquetebol, bilhar, boxe, ciclismo, damas, ginástica, halterofilismo, judo, karaté, kick boxing, natação, pólo aquático, râguebi, remo, ténis de mesa, vela, voleibol, xadrez (e é provável que me possa ter escapado mais alguma disciplina desportiva...).

Teve também um grupo cénico, que fazia a alegria dos cacilhenses, especialmente no carnaval.

Felizmente duas das suas grandes figuras históricas,  os meus amigos Henrique Mota e Fernando Barão, depois de  terem sido atletas e dirigentes  de grande qualidade (o Henrique também foi treinador...), tornaram-se também nos historiadores do clube, pois são os autores da obra, "Ginásio Clube do Sul, 75 anos de Glória", publicada em 1995, que nos oferece o que de mais importante se passou nos primeiros 75 anos de vida do Ginásio do Sul e de Cacilhas. 

Foi também graças a eles que comecei a gostar do Ginásio...

(Fotografia de Álvaro Costa)

quinta-feira, maio 14, 2020

"Há um ano o Ginjal estava assim..."

Não são preciso muitas palavras para descrever esta fotografia, datada de Maio de 2019.

Quase que basta dizer: "há um ano, o Ginjal estava assim..."

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, maio 12, 2020

As Chuvas de Maio e a "Rua 26"...


Quando chove, custa menos ficar em casa.

Já lá vai o tempo que nos divertíamos a pisar poças de água (até a minha já está suficientemente crescida, para não me obrigar a esconder o sorriso... quando não resistia à tentação de passar por dentro de um "pequeno lago" de água).

Embora eu na minha meninice, além de meter o "pé na poça", também adorasse ficar na janela da sala da velha casa da "rua 26" (pois é, as ruas do bairro da minha infância eram numeradas, queriam lá saber de pessoas...), a a ver a chuva a cair e as pessoas a passarem, a fazerem uma ginástica enorme para fugir das poças de lama, num tempo em que o alcatrão ainda não chegara ao bairro, nos finais dos anos sessenta do século passado...

Ainda continuo a gostar de olhar para a janela, embora na minha rua (quase escondida), passem muito menos pessoas que na "rua do meio" (sim, além dos carteiros, ninguém lhe chamava "rua 26"...).

(Óleo de Denis Ichitovkin)

sábado, abril 25, 2020

"Os Cravos de Abril"

E se nascessem cravos nas encostas do Ginjal (não seria nenhum "fenómeno do entroncamento", bastaria semeá-los...)? Era no mínimo, uma beleza...

Porque hoje se festeja a Liberdade e a Revolução, oferece-vos mais um poema e uma fotografia da minha exposição, "Cravos da Liberdade - Fotografias com Palavras":

Os Cravos de Abril

Sei que OS CRAVOS DE ABRIL
podem nascer em qualquer lugar
graças à luz e ao calor primaveril
que também se reflecte no nosso olhar

Sei que OS CRAVOS DE ABRIL
são as balas da nossa Revolução
que de tão pacíficas e certeiras
tocaram-nos em cheio no coração.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, abril 24, 2020

"Cravos Caídos"


Em 2014 fiz uma exposição individual de fotografia ilustrada, com Cravos (sempre presentes), algum Tejo e também algum Ginjal. Chamei-lhe "Cravos da Liberdade - Fotografias com Palavras".

Todos os que passaram em Abril pelo "Espaço Doces da Mimi", em Almada, puderam vê-la...

Cravos Caídos

CRAVOS CAÍDOS
na praia que foi de pobres e vagabundos
quase sempre abandonados e esquecidos
em todas as "guerras dos mundos"...

CRAVOS CAÍDOS
na praia que foi das lavadeiras
que presas aos seus trabalhos doridos
passaram por ali as vidas inteiras.


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, abril 23, 2020

Uma Cidade, um Livro, um Amigo...


Morava em Almada há meses, sem qualquer referência familiar, associativa ou cultural, nesta cidade. Era um quase perfeito "anónimo".

Claro que não vim morar para esta Cidade, apenas porque sim. Tinha feito 25 anos e queria "fixar-me", ter o meu canto. Os meus pais, mesmo à distância de cem quilómetros, apoiaram-me de imediato.

Por razões profissionais a Margem Sul era uma boa opção, mas não podia ficar muito longe da Capital... Sabia que não queria ir viver para a Cruz de Pau ou para o Miratejo, por exemplo. Depois de ter visto duas ou três casas, levaram-me pela primeira vez à Quinta da Alegria. Gostei logo do lugar, daquela encosta virada para o Rio (nem pensei nos inconvenientes da Lisnave, que ficava em frente...).

Depois, já no interior do apartamento, que ainda estava em construção, fiquei maravilhado com a vista da janela da sala e pensei: "que bom, tanto Tejo..." 

Havia ainda outra vantagem, a pé, estava a dez, doze minutos do cais de Cacilhas, com a travessia do Rio, a vinte de Lisboa. E por aqui fiquei, há já trinta e três anos...

As palavras são assim, queria falar de um livro e de um amigo e onde já vou (e até me devo estar a repetir, mas isso é o que menos interessa)...

Pois, queria dizer eu de que... meses depois, andava eu a "vagabundear" no interior da Barateira - a mais espaçosa loja de livros usados que conheci -, quando descobri os "Desportistas Almadenses" (primeiro volume), uma obra que me chamou logo atenção, porque o desporto sempre fizera parte da minha vida, e na época, também profissionalmente.

Longe estava eu de pensar que seis anos depois, entrevistaria o autor da obra (para o "Record"), e ganharia um amigo, dos melhores que conheci pela vida fora: Henrique Mota, que fará em Setembro cem anos.

Por hoje ser o Dia do Livro, não posso esquecer que, depois de crescido, foram os jornais e os livros que me ofereceram mais amigos pela vida fora...

quarta-feira, abril 22, 2020

O (bom) Acolhimento do Liberdade


O Liberdade Futebol Clube, que fica na Mutela, comemora no próximo mês (28 de Maio) o seu primeiro centenário.

Descobri há dias que o seu pavilhão polidesportivo está a ser utilizado como espaço de acolhimento de pessoas sem abrigo do Concelho, numa parceria com o Município de Almada.

Embora esta não seja a forma sonhada pelos seus associados e dirigentes, para o Liberdade Futebol Clube comemorar os seus cem anos de vida, talvez seja a mais solidária...

(Fotografia de Luís Eme - Mutela)

terça-feira, abril 21, 2020

Brincar ao "Ontem e ao Hoje", na Mutela...

Muito graças ao sempre histórico e apelativo, blogue "Almada Virtual Museum",  de Rui Granadeiro, especialmente ao seu último texto, alusivo à Mutela e ao livro "Memórias da Minha Rua", de Cecília do Carmo Alves, resolvi pegar numa "fotografia tripla" publicada e perceber o que mudou (muito pouco diga-se de passagem...), através do meu olhar fotográfico...


A primeira fotografia exigiu um pouco mais de atenção, para descobrir a "casa do portão", por já não ter os seus pisos superiores...


As outras foram mais fáceis. A do Beco está mais próxima, devido aos carros estacionados...


Esta última fotografia está mais aberta, mas dá para ver que é o mesmo prédio (obrigado Rui!)... E tirando a cor, pouca coisa mudou na Mutela.

(Fotografias de Luís Eme - Mutela)

quarta-feira, abril 15, 2020

Bom Dia "Cantores"!

Penso que foi na televisão que ouvi alguém a lamentar-se, que nem sequer ouvia os pássaros...


Mas se há "gente" que tem regressado às cidades, sem medos de "viroses", é a passarada.


Como calculam, não estou a falar de pombos ou gaivotas. Mas de melros, pardais, entre outros pequenos cantores... Até descobri um casal de corvos na antena de televisão dos vizinhos da frente...

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

domingo, abril 05, 2020

A Metáfora de uma Cidade (do país e do mundo)...

Esta fotografia não é apenas a metáfora de uma "cidade (quase) fechada", mas de um país, de um planeta, quase, "interrompido por momentos"...

(Luís Eme - Almada)

segunda-feira, março 30, 2020

"Apareçam! Há Poucos Mirones!"

Li algures que os golfinhos se tinham aproximado de Veneza, agora mais calma e mais límpida.

Por acaso, não querem aparecer por Lisboa, Trafaria, Ginjal ou Cacilhas?

Apareçam! Até porque há poucos mirones!

(Fotografia de Luís Eme - Olho de Boi)

sábado, março 21, 2020

Por Aqui (Ginjal)


Todo o Ginjal é um "livro de poesia"...


Por Aqui (Ginjal)

Todos os que saem à rua
recebem o abraço do Sol
até ao final do dia
e se esperarem pela noite
também recebem
um beijo estrelado da Lua...

(Luís (Alves) Milheiro


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, março 20, 2020

As Únicas Novidades, São, uma ou Outra Pintura...

Logo conto ir dar mais uma volta, rente ao Tejo, apesar dos Chuviscos.

Além do "deserto" humano desejável que encontrei na minha última caminhada, também descobri uma nova pintura de parede no Ginjal, ligeiramente mais sinistra que o habitual...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quarta-feira, março 18, 2020

Não sei se Almada é Diferente, Mas...

Não sei se Almada é diferente de outros lugares, mas por aqui, o "vazio das ruas", é mesmo a realidade destes dias estranhos.

Farto de estar fechado em casa, como tinha de vir à rua, resolvi fazer uma caminhada de quase uma hora, aproveitando a companhia do Tejo, ao longo do Cais do Ginjal.


Cruzei-me apenas com três pessoas. Um casal e  um pescador...

Mas precisava mesmo de andar, de sentir o vento ligeiro que vinha da margem do rio. E claro, trocar duas ou três palavras com o Tejo...

(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)

domingo, março 15, 2020

A "Quarentena" no Ginjal


Não só é normal, como é natural, que as ruas (por todo o lado) comecem a ter pouco movimento.

Esta fotografia foi tirada sábado, ao fim da manhã, no miradouro do Jardim do Castelo, com a esplanada do "Ponto Final" limpa de gente.

Apesar de ser possível "manter as distâncias" nos restaurantes do Ginjal, estes sabem que o melhor que têm a fazer é acompanhar estes tempos, fechando portas, até porque a sua clientela é quase toda de fora...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

segunda-feira, março 09, 2020

Uma Grande Mulher e uma Grande Campeã de Almada


Hoje é um dia especial, porque se comemora o centenário do nascimento de Almerinda Correia, que não se limitou a ser a companheira da vida inteira de Romeu Correia, a grande referência literária do Concelho de Almada.

Almerinda foi um dos grandes exemplos da emancipação da mulher, na Vila onde viveu e num país onde tudo tardava a chegar, até a democracia, que andou "perdida" durante 48 anos... 

Por influência do marido começou a praticar desporto, tornando-se em pouco tempo uma das melhores lançadoras do peso, disco e dardo, do nosso país (foi várias vezes campeã nacional com a camisola do Almada Atlético Clube).

Além de andar de calções pela Vila de Almada (quando ia treinar com o marido), também foi uma das primeiras mulheres a usar calças, que ela própria confeccionava, não fosse ela costureira (foi a principal fonte de inspiração para o romance de estreia do Romeu, o "Trapo Azul"...).

quinta-feira, março 05, 2020

O Dia de Aniversário da SCALA


Hoje é a data oficial da fundação da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, criada no ano de 1994, por 15 homens ligados à cultura e ao associativismo Almadense.

Uma boa parte deles foram (e são) bons amigos, aprendi muito com eles, sobre a história de Almada, mas também sobre a natureza humana. E não esqueço que foram eles que me abriram as portas do Associativismo, que era uma marca única da nossa Terra.

Dos que já partiram, não esqueço o Arménio Reis, o Henrique Mota e o Victor Aparício. Dos que ainda cá estão, é bom ainda puder trocar dois dedos de conversa com o Fernando Barão, o Diamantino Lourenço e o Abrantes Raposo.

Apesar da SCALA de hoje já não ser a Sociedade que fundaram, têm todos motivos de sobra para estarem orgulhosos, pelo muito que fizeram pela Cultura Almadense.

(Desenho da autoria de Any Ana, outra grande Amiga que conheci graças à SCALA e que já não está entre nós...) 

domingo, março 01, 2020

O Assédio Moral nas Bibliotecas da Câmara Municipal de Almada


Já tinha ouvido falar sobre o problema do assédio moral sobre alguns trabalhadores das bibliotecas municipais de Almada, mas não tinha noção da sua verdadeira dimensão.

Só há minutos, durante uma reportagem da SIC, me apercebi da sua gravidade (conheço uma das pessoas que foram entrevistadas, que nem sequer fazia ideia que já não era funcionária da CM Almada, de quem tenho a melhor das impressões...).

Não deixa de ser curiosa a posição de quem manda na Câmara...

O problema foi despoletado ainda no tempo da CDU (que desvalorizou o problema, vá-se lá saber porquê...).

O problema não só continuou como se agravou na vigência do PS, com a habitual "mudança de cadeiras".

Mas não deixa de ser curioso, que o tal abaixo assinado com mais de sessenta por cento da assinaturas dos funcionários ligados às bibliotecas, não fosse levado a sério. E que se tentasse levar o problema para a "baixa política", dando a entender que o PCP estava a utilizar os trabalhadores e o sindicato, para fazer oposição ao PS...

E lá vem a velha questão, dos "chefes mais papistas que o papa", que pelo menos no tempo da CDU, se comportavam como se mandassem mais que alguns vereadores...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, fevereiro 26, 2020

A Devolução de Subsídios ao Município


A minha primeira impressão sobre a exigência de devolução de subsídios atribuídos a Colectividades almadenses pelo Município, era de que se tratava de uma medida correcta (as verbas não foram utilizadas para o fim a que foram pedidas).

Mas depois de fazer uma análise mais profunda, fiquei com bastantes dúvidas se este era o procedimento que fazia mais sentido, ainda por cima de alguém que já demonstrou, mais que uma vez, que não tem grande respeito pelo passado e pelo presente do Movimento Associativo Popular.

Sei de pelo menos cinco casos de Colectividades que, ou já devolveram, ou vão ter de devolver verbas que lhes foram atribuídas (acredito que deverão existir mais...). E também sei que em alguns casos estas verbas só foram "desviadas" do objectivo para a qual tinham sido concedidas, por uma mera questão de sobrevivência destas colectividades.

Colectividades que se sentem cada vez mais "órfãs", de quem as apoiava (o que acontecia durante a governação da CDU...) e agora parece estar mais apostado na sua extinção, que na sua sobrevivência...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

O Uso e Abuso da Memória (Curta) das Pessoas...

Outra prática comum de todos os partidos (de Norte a Sul) é o "deixa andar" durante quase três anos, em que o normal é fingir que governam, porque leram nas "cartilhas" dos seus "clubes" que as pessoas têm a memória curta e que é o último ano de mandato que conta, para as eleições.

Ou seja, estamos quase a chegar ao tempo em que Almada se irá transformando, "cirurgicamente", num "estaleiro de obras"...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

«Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Finalmente consegui que alguém me esclarecesse a "má prática comum" em todos os partidos e em todos os governos (locais e nacionais), de alterar tudo o que existe e se faz (mesmo o bem feito...), e que tantos milhões dá de prejuízo ao país e a todos nós...

A melhor maneira de controlarem as coisas e de fazerem o que mais lhes interessa (o bem público como sabemos nunca é uma das suas primeiras prioridades), é virarem tudo de pernas para o ar e iniciarem novos processos de governação.

Só com novos processos de governação é possível criarem-se novos departamentos, novas chefias, novas assessorarias e oferecer boas oportunidades de negócio aos "amigos e familiares".

Ou seja, como muito bem me disse, alguém que conhece os partidos, por dentro e por fora: «Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Só me posso queixar da minha ingenuidade, porque nunca tinha olhado para esta questão desta maneira.

E isto explica muita coisa que se tem passado em Almada nos últimos dois anos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, fevereiro 14, 2020

O Município de Almada Preocupa-se "Muito" com o Património Alheio mas Esquece-se de "Arrumar a Casa"...

Faz-me muita confusão que o Município esteja tão "preocupado" com as instalações das Colectividades Centenárias da Cidade (Incrível e Academia Almadense), que quer tornar "Património Municipal", embora estas tenham sido construídas pelos seus associados - no caso da Incrível, tanto o Salão de Festas como o seu Cine-Teatro, foram construídos sem qualquer apoio autárquico -, e olhe para o lado, em relação às suas próprias instalações.

O Museu da Música Filarmónica foi fechado, sem qualquer justificação válida (deve ter sido alguma "birra ou "trauma de infância"...) e assim continua, à espera de alguma "ideia luminosa". Já que esta vereação é tão moderna, podiam mudar o seu nome e transformá-lo numa "Sala de Rock", apagando assim mais uma réstea do passado almadense.


O edifício da antiga EDP, adquirido pelo Município, durante a governação da CDU, continua abandonado (cada vez mais degradado...). Falava-se de tanta coisa, até de uma futura Loja do Cidadão, falava-se... 

Pois é, tantas preocupações com o património alheio, e com o que é, de facto, do Município, é o que se vê...

Se estivéssemos em Itália, uma das frases repetida mais vezes, seria, "Porca Miséria!".

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

A Aposta na "Destruição" Continua (de quase tudo o que mexe)...

Pior que ter a sensação de que "não se passa nada", que as pessoas que governam Almada ainda não sabem muito bem o que fazer com a Cultura e o Associativismo, quase dois anos e meio de terem chegado ao poder, é falar com alguém que "está lá dentro" e ficar a saber que ela, a andar para trás para a frente nos vários "corredores do poder", tem sensações "ainda mais sinistras".

Pois é, parece que ainda se está na fase da "destruição"... Ainda se anda a destruir tudo o que se puder, para depois então, se construir algo de novo, por cima dos cacos...

Apesar de saber que facilmente se destrói o trabalho de anos (o bom e o mau...), não sei se o "resultado final" terá alguma coisa a ver com Almada e com os verdadeiros almadenses, que nunca se envergonharam da sua "sub-urbanidade"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

A "Lindeza" dos Projectos de Papel...


O projecto da transformação da baixa lisboeta do Município, que quer afastar os carros da Baixa e Avenida da Liberdade, não só é bonito como me parece bem mais saudável (zonas de emissões reduzidas de CO2...). Só existe um problema, os transportes públicos...

Não se pode afastar milhares de carros (fala-se em 40 mil por ano...) do centro da cidade, sem a oferta adequada de transportes públicos...

Espero que esta "revolução" seja mais bem sucedida que o que foi feito em Almada há mais de uma década (com a introdução do metro de superficie), que também apostava (antes de tempo) numa "cidade sem carros".

A "montanha acabou por parir mesmo apenas um rato" (o metro...), porque mais de metade das medidas implementadas foram tendo um recuo progressivo, ao longo dos anos. 

Quem olha hoje para Almada, percebe que ela continua cheia de carros, por tudo o que é sitio, e nem acredita que há mais de uma década, o Município, além de conseguir afastar os carros, também afastou as pessoas da Cidade (só com as reclamações dos habitantes e dos comerciantes, é que o bom senso foi voltando à cidade)...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, fevereiro 02, 2020

A Última Aquisição...

Eis a última aquisição da "galeria" a céu aberto do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, janeiro 31, 2020

A Rua Capitão Leitão e a República em Almada


A Chamada Almada Velha continua fiel a Primeira República, mantendo os mesmos nomes que ofereceu às suas ruas, praças e travessas, depois do 4 de Outubro (Almada voltou a antecipar-se, tal como tinha feito na Revolução Liberal...).

Se o Capitão Leitão (a rua principal, a antiga Rua Direita...), ainda veio do 31 de Janeiro de 1891, Elias Garcia, Henriques Nogueira, Heliodoro Salgado, Rodrigues Freitas, José Fontana, Latino Coelho, vieram com o fim da Monarquia, ocupar as principais artérias da Vila de então.

E a minha Incrível fica logo no começo da Rua Capitão Leitão.

E hoje festeja-se a primeira grande tentativa de derrubar o "antigo regime", que mesmo derrotada, foi menos tímida no Porto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, janeiro 28, 2020

A Vida Real é Outra Coisa...

Há uns dias estive numa reunião e passado algum tempo verifiquei que algumas pessoas estavam mais preocupadas com o que se passava, dizia e comentava, no "facebook", que com a vida real.

Quase de uma forma automática insurgi-me contra esta "forma de pensar", que, infelizmente, não deve estar distante da "forma de viver".

Fiquei a pensar que devia ser bom para a "saúde mental" destas pessoas se passassem um pouco de menos tempo nesta rede social e  apanhassem mais ar, dando uma ou duas voltas pelas ruas da cidade...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, janeiro 21, 2020

Os 90 Anos do Chico


Francisco Gonçalves, um dos melhores actores amadores de Almada e da nossa Incrível Almadense, festeja hoje o seu nonagésimo aniversário.

Para nós, mais chegados ele é o Chico, mas o mais importante de tudo, é ele ser das melhores pessoas que conheço.

Apesar de ter entrado no clube restrito dos "noventa", continua a conservar no olhar, uma limpidez rara, que não só afasta todas as "nuvens" que nos cercam, como é capaz de descobrir o melhor que existe dentro de cada um de nós.

sábado, janeiro 18, 2020

Só Podia ser uma Coisa Assim...


Como passei ali mesmo ao lado, resolvi dar um pulito ao Cristo-Rei e ver as vistas.

Não fiquei muito surpreso ao descobrir o "destino" dado ao barracão construído nas traseiras do monumento, que me fez fazer um comentário por aqui, graças ao péssimo gosto estético, da pessoa, ou pessoas, que terão tido a infeliz ideia.

Mas outros valores se levantam e nada melhor para o negócio, que uma loja central, à vista de todos os que olham para a figura quase gigante do Cristo-Rei, mesmo quando ele está de costas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, janeiro 15, 2020

A Quase Ausência de Informação...


Já escrevi aqui sobre a distribuição da "Agenda Cultural de Almada", que raramente chega às bancas no começo do mês. Ou seja, há sempre uma série de iniciativas que passam ao lado dos almadenses, às vezes estamos a chegar ao dia 10 e ainda não existe qualquer sinal da "agenda"...

Mas pior que isso é a ausência de informação sobre inaugurações de exposições ou lançamentos de livros, em várias Casa da Cultura de Almada.

É curioso, porque quando se usava papel, chegava a receber convites em duplicado pelo correio. Agora que existem os e-mails, praticamente sem custos, não recebo notícias. 

Um dos casos mais estranhos é o da Oficina de Cultura de Almada, mas já nem sequer me incomodo com o assunto. Quando passo por lá, se descobrir alguma exposição, entro e aprecio (de vez enquanto publicito por aqui...), mas não deixo de lamentar este "deixa andar", esta quase vontade de "não informar"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, janeiro 05, 2020

O Centenário de Henrique Mota


Este ano que agora começa, é o ano em que se comemora o centenário do nascimento de Henrique Mota, o grande historiador do desporto almadense e  um dos melhores amigos que conheci em Almada.

Foi por estas duas razões que resolvi criar um blogue sobre a sua história de vida, para que pelo menos neste ano de 2020, o Henrique possa ser recordado, pelo muito que deu a este Concelho, que adoptou como seu.

quinta-feira, janeiro 02, 2020

A Quase "Imortalidade" do Fernando...


Um dos meus melhores amigos de Almada faz hoje a bonita idade de 96 anos.

Felizmente, não se tem notado muito os anos a passarem por ele. Os únicos problemas que o acabam por limitar, são a perda de visão - que já não lhe permite fazer duas das coisas que mais gostava: ler e escrever - e a artrose nos joelhos, que lhe limita um pouco os movimentos. 

Continua com uma lucidez invejável e com a sua bonomia de sempre (tem sempre duas ou três anedotas novas "guardadas no bolso", para os amigos...). É sempre um prazer estar na sua companhia.

Às vezes sinto que ele "já não tem idade", que atingiu quase a "imortalidade". Sei que isto pode parecer estranho, mas as pessoas que conviveram com Manoel de Oliveira, devem perceber o que eu quero dizer.

Parabéns, Fernando.

(Fotografia de Luís Eme - Verdizela)