domingo, agosto 21, 2011

A Diluição dos Valores de Esquerda


Uma das coisas que mais que me tem irritado na CDU nos últimos anos (e que fez com que deixasse de votar nesta força política...), é a existência de dois discursos e duas políticas nesta coligação. Existe um para o país, difundido na Assembleia da República, que contraria completamente o discurso local, ao ponto de se encontrarem cada vez menos diferenças na governação da CDU de Almada ou do PSD nas Caldas, por exemplo, pois a política desenvolvida de mão dada com o capital, tanto poderia ser desenvolvida pelo PS, PSD ou até mesmo o CDS.


É esta paixão pelo IMI (e dependência...), que me faz pensar que a Margueira (com uma marina e muito mais construções), estará sempre à frente dos projectos de requalificação do Ginjal e da Quinta do Almaraz.

quinta-feira, agosto 18, 2011

Ainda o Ginjal e o Futuro


Em 1993 os proprietários (Imobiliária e Construtora Grão-Pará; João Teotónio Pereira Junior Lda; Soturis; Castro e Melo) de então da área do Ginjal realizaram um projecto extremamente completo, cujo programa preliminar abordava todas as áreas de estudo, inclusive a caracterização climática de toda a zona, por possuir um microclima muito especial.


Embora não conheça o projecto actual ao pormenor, o mapa que foi divulgado pela comunicação social não difere muito do desenvolvido no princípio da década de noventa.

Foi pena que a Autarquia tenha colocado uma série de obstáculos e que não viabilizasse o projecto de então, tendo sido perdidos quase vinte anos.

Hoje a realidade é diferente, há novos proprietários do Ginjal e a posição do Município também parece ser mais aberta.

Mas falta o principal: dinheiro para grandes obras.

Por isso é que penso que se perdeu uma oportunidade de ouro em 1993, de se desenvolver e dar uma vida nova ao Ginjal.

quinta-feira, agosto 11, 2011

O Futuro não Existe


Uma moçoila que sabe das minhas "peregrinações" pelo Ginjal, perguntou-me: «consegues imaginar o Ginjal no futuro?»


Ofereci-lhe um não, redondo.

Ela estranhou.

Expliquei-lhe então que este é o Ginjal que conheço desde o final da década de oitenta, quando vim morar para Cacilhas, um pouco mais vandalizado e arruinado pelos humanos e pelo tempo, mas nada que altere muito a paisagem.

Claro que queria algo diferente rente ao nosso Rio, para muito melhor, mas tenho dificuldade em arranjar-lhe um futuro, Catarina...

domingo, agosto 07, 2011

A Maré Cheia


As chamadas "marés vivas" têm proporcionado uma visão diferente do Ginjal e de toda a Margem Sul do Tejo.


Se por um lado, quando o Tejo enche, parece capaz de inundar Cacilhas e Lisboa, também quando a maré vaza, as praias desaparecidas do Ginjal voltam a ganhar espaço e a recordar outros tempos, outros banhos, mais de domingo...

Na fotografia encontramos pescadores (sempre presentes...) e dois cacilheiros, que quase se cruzam nas suas viagens entre o Sul e o Norte...

quinta-feira, agosto 04, 2011

Almada é que Tem


Nem era para falar nisso, mas como vinha "encartado" no boletim municipal cá do burgo, o folheto com a publicidade televisiva que nos tem passado em casa, que diz cheia de orgulho: «Almada... a melhor vista que Lisboa tem!», achei que devia dizer alguma coisa.

O problema pode ser meu, mas entendo que a vista é nossa, tal como os miradouros, e é o que Almada tem de melhor, a vista sobre Lisboa (na falta de outras coisas...) e não o contrário. E não me venham dizer que é tudo conversa de publicitário.

Para provar esta história das vistas, deixo por aqui uma fotografia fresquinha, tirada ontem ao fim da tarde, do miradouro do Jardim do Castelo, um dos tais que nos limpam o olhar.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Voltei...


Voltei, mas não fui em que trouxe a chuva...

Lá para Sul até estava um Sol bem agradável.

sábado, julho 16, 2011

Em Agosto Volto


Como tem sido hábito, na segunda quinzena de Julho vou de férias. Tento mesmo que seja um período de descanso, é por isso que me afasto de todas as rotinas do dia a dia, inclusive a blogosfera.


São quinze dias em que não terei nenhum computador por perto (eles também vão de férias...), porque sabe bem voltar a um mundo mais calmo, mesmo que seja por pouco tempo, sem relógios e sem a pressão de ter de cumprir prazos.

Em Agosto volto.

quinta-feira, julho 14, 2011

O Mar-Tejo


Estes dias ventosos têm oferecido ondas ao rio, fazendo que o Tejo pareça um mar.

Claro que falo de um mar pouco selvagem, sem ondas para surfistas...

segunda-feira, julho 11, 2011

As Casas de Madeira da Costa


Eu nunca tive dúvidas que as casa de madeira que invadiram várias praias da Costa de Caparica, não tinham qualquer valor histórico, nem sei porque lhe chamam palheiros...


Também foi esta a conclusão dos estudos encomendados pela famosa "CostaPolis", pelo que acabarão por ser derrubadas.

O argumento (falso) de que as casas de madeira estavam ao nível das construídas pelos pescadores da Vieira de Leiria e das margens do Tejo e Sado, lá caiu por terra.

Estas casas sempre foram habitações de veraneio de algumas famílias que viram ali uma boa oportunidade de ter uma casa de férias de baixo custo, no domínio público marítimo, numa altura em que as praias da Costa estavam longe de ser concorridas como na actualidade.

sexta-feira, julho 08, 2011

Praias do Ginjal sem Banhistas


Embora o Tejo esteja muito menos poluído, as praias do Ginjal continuam praticamente sem freguesia, se esquecermos claro, a meia-dúzia de miúdos, quase filhos da rua, capazes de refrescar o corpo nas águas do rio, sem preocupações com doenças de pele ou outras...

E nestes dias quentes, apetece tanto um mergulho...

segunda-feira, julho 04, 2011

28º Festival de Teatro de Almada


Começa hoje o 28º Festival de Teatro de Almada.


Até ao dia 18 há teatro para todos os gostos e pelo que tenho ouvido na publicidade o festival já chega a Coimbra.

Há uns anos que não assisto a qualquer peça do festival, no início desculpava-me com o facto de ter filhos pequenotes, mas não é só isso.

Como agente cultural de Almada não posso aceitar a desigualdade que existe entre a Companhia de Teatro de Almada e os restantes grupos de teatro e associações que se dedicam à cultura.

Para uns são distribuídos milhões, para outros tostões.

Digo isto sem questionar a valia da Companhia e do seu responsável, que tem dado muito ao Concelho.

Só que não sou parvo nem gosto que façam de mim pateta.

domingo, julho 03, 2011

As Marchas de Almada


As Marchas Populares de Almada voltaram a ter o seu epilogo no Pavilhão dos Desportos do Feijó, nas noites de 1 e 2 de Julho.
Não há grandes coisas a dizer, pois o acontecimento está a tornar-se muito igual, ano após ano.

Mesmo a "clubite" entre freguesias, não é para levar muito a sério e ainda menos o discurso do vereador da Cultura, António Matos, quando diz que são as melhores marchas de Portugal...

Sobram os sorrisos e a alegria dos marchantes, onde ainda se nota alguma genuinidade.

domingo, junho 26, 2011

É Importante não Esquecer


Acho este postal (tal como o filme), muito elucidativo.


Não sei se terá efeitos práticos, mas pelo menos faz pensar.

O acidente do jovem cantor e actor, Angélico, que está hospitalizado em estado grave, diz-nos muito da inconsciência que grassa por aí. Além das velocidades alucinantes na auto-estrada continua a ser comum ver muita gente de carro sem cinto, especialmente crianças no banco de trás...

domingo, junho 19, 2011

Jazz no Jardim do Castelo


Uma das novidades dos Santos Populares na Almada Velha, é o Jazz que se realiza aos sábados, ao fim da tarde, no Jardim do Castelo.


Ontem passei por lá depois de ter passado pela Casa da Cerca, também em festa e com um movimento invulgar...

E gostei bastante de ouvir o quarteto de jazz, "Carlos Santa Clara Quartet".

sexta-feira, junho 17, 2011

Jornalismo do Absurdo


Embora não deva considerar jornalismo o trabalho feito pelo "Jornal da Região" e pelo "Notícias de Almada" - trata-se mais da "colagem" de notícias no meio de publicidade -, um bocadinho de mais rigor não fazia mal nenhum.


Não consigo perceber como é o "Ginjal renasce como pólo de atracção" se a "Câmara apresenta projectos ainda sem prazos ou custos" (é este o título da notícia...).

Ou seja, este "renascimento" do Ginjal, continua a ser feito apenas no papel, tal como os "renascimentos" anteriores, dos últimos trinta anos...

Qualquer dicionário diz-nos que "renascer" é: nascer de novo, reaparecer, renovar-se, adquirir novo vigor, novo impulso, rejuvenescer.

Penso que quando algo nasce de novo, é uma coisa concreta, não se limita a ser um plano de papel...

segunda-feira, junho 13, 2011

Não Digas Nada



Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.


Fernando Pessoa


(foto minha, do Ginjal)

quinta-feira, junho 09, 2011

"Marselha no Ginjal"


Voltei a passar os olhos pelas imagens da reportagem publicada no "Mundo Gráfico", de 15 de Abril de 1944, "Marselha no Ginjal", e reparei que logo na entrada do paredão do Ginjal, havia um sinal de proibido para as viaturas automóveis.


Era uma boa ideia que o Município, passados sessenta e sete anos, voltasse a colocar o sinal no sitio devido...

sábado, junho 04, 2011

O Arraial e os Livros


Há cultura e cultura, devíamos perceber que livros não combinam muito bem com música pimba, imperiais e sardinha assada.


Somos uns teimosos, é o que é.

Talvez hoje os livros sejam mais coisa de gente culta que anteriormente. Dantes haviam as bibliotecas populares das colectividades, abertas a todos os estratos da população, tal como as da Calouste Gulbenkian, que até chegavam a aldeias remotas, com as suas carrinhas citroen. Hoje existem as municipais, mas não é a mesma coisa...

Infelizmente a escola nunca foi o melhor lugar para se ensinar a gostar de livros. E como há muitos adultos que ainda não perceberam que a principal função do livro não é ser "armazenado" numa estante, provavelmente porque nunca lhes ensinaram o que existe dentro dos livros. E quem nunca aprendeu a gostar de livros dificilmente poderá explicar aos filhos as vantagens e o prazer da leitura...

sexta-feira, junho 03, 2011

Almada Velha em Festa


A partir de hoje começam as Festas Populares na Almada Velha, que decorreram aos fins de semana.


Além do tradicional arraial, com várias esplanadas, na rua Capitão Leitão, haverá também uma Feira de Artesanato e a Feira do Livro da Incrível, no hall do antigo cinema.


Uma das boas novidades da programação é o Jazz aos sábados, às 18 horas, no Jardim do Castelo.

segunda-feira, maio 30, 2011

Cinco Anos Depois...


O "Casario" festeja hoje o seu quinto aniversário.


Infelizmente não há grandes motivos para festejos.

Em cinco anos pouca coisa mudou no Ginjal e arredores.

As únicas coisas realmente diferentes que apareceram rente ao Tejo foram as placas de "desresponsabilização" colocadas pela Autarquia de Almada e por outras entidades estatais. Se lhe déssemos ouvidos, não passeávamos à beira rio, por causa de todos os riscos de "derrocadas".

Com tantos perigos, não sei como é que o Município não faz a evacuação das dezenas de habitantes que ainda residem no Ginjal, alguns de uma forma indigna e miserável.

Tenho falado menos destas e doutras coisas, porque estou cada vez mais desiludido com que exerce o poder em Almada (e no País, claro) prejudicando de uma forma cada vez mais nítida a sua população.

Escolhi esta foto de Camané, porque, tal como eu e tantos outros "teimosos", não tem medo de passear pelo Ginjal.

quinta-feira, maio 26, 2011

O Brilho a Perder-se e o Verniz a Estalar


Os meus amigos mais do lado "direito" da política (sem no entanto se aproximarem das portinholas dos submarinos...), adoram "deitar abaixo" Almada. Cada vez me calo mais, para não lhes dar razão.


Vou chegando à conclusão que todos os "dinausauros" das autarquias, são "albertos joões" em potência, com algumas diferenças claro, especialmente na linguagem.

Mas a maneira de fazer política é igual. São apenas mais hipócritas e fingem ouvir as populações.

Aqui em Almada usam-se os "fóruns de participação", onde se fala em mudanças, para ficar quase tudo na mesma. E se puderem dar a palavras aos "camaradas" em vez de quem é do "contra", ainda melhor. No fim sai tudo satisfeito.

Só que estas manobras e encenações fazem com que Almada perca o brilho e que o verniz comece a estalar...

Se aqui há gato? Não, é apenas uma fotografia. Há mais teatro, não fosse Almada a "capital do teatro", pelo menos em Julho...

sexta-feira, maio 20, 2011

As Aves do Sapal de Corroios em Livro


No próximo domingo, dia 22 de Maio, ás 15.30 horas, será apresentado no Moinho de Maré de Corroios, a última obra do professor Manuel Lima, "Aves do Sapal de Corroios e Doutras Zonas Ribeirinhas do Concelho do Seixal".


Os lançamentos de livros de Manuel Lima são sempre momentos extremamente agradáveis, graças aos seus excelentes trabalhos de investigação e também à sabedoria e vivacidade que nos é proporcionada nas suas sessões.

Esta obra está ilustrada com 155 forografias a cores, donde se destacam as 94 espécies diferentes de aves do concelho do Seixal, observadas com grande minúcia pelo autor.

Se puderem apareçam. De certeza que vão gostar.

quarta-feira, maio 18, 2011

Um Jardim e um Miradouro Único


Hoje, Dia Internacional dos Museus, deixo uma referência a um dos melhores cartões de visita deste lado do rio, a "Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea de Almada".


Além de ter sempre duas três exposições artísticas patentes nas suas salas, tem um magnífico miradouro do Tejo e de Lisboa, e ainda o jardim botânico, "Chão das Artes", que embora já tenha merecido mais cuidado, continua a ser um lugar extremamente agradável.

Se não conhecem, apareçam. Vão adorar o espaço e as vistas.

quinta-feira, maio 12, 2011

Bonecos do Ginjal (7)


Próximo da Fonte da Pipa, numa das suas paredes, havia uma pintura (bem mais agradável que muitas das pinturas que ocupam hoje o Ginjal), que entretanto desapareceu, provavelmente por ser entendida como "lixo" pelos proprietários.

Os elementos da pintura têm algo de anjos (talvez pelas asas...) e são passíveis de várias interpretações, dependendo apenas do olhar de cada um de nós...

sexta-feira, maio 06, 2011

O Tejo Parado


Os dias mais estranhos do Tejo, são quando ele parece parar, deixar de se mexer, deixar de respirar.


Felizmente são raros os dias do "Tejo-chão"...

Gosto muito mais do Rio quando tem ondas, quando se olha para o Mar da Palha e se sente que o estuário podia ser um "oceano"...

segunda-feira, maio 02, 2011

Ginjal Florido


O Ginjal respira Primavera em todos os seus cantos.

quarta-feira, abril 27, 2011

O Sol de Abril


O 25 de Abril também trouxe muita vida à beira-rio, ao longo do Ginjal.


Os pescadores de fim de semana e feriado quase que se atropelavam e os carros quase que faziam fila ao longo do paredão.

Há gente que para ir à pesca faz-se transportar até quase um palmo do Tejo...

Também encontrei muitos turistas (espanhóis, italianos e ingleses), curiosos, a quererem descobrir os resultados da pescaria "revolucionária".

quinta-feira, abril 21, 2011

Abril Sonhos Mil



O Poema de Abril


O poema de Abril
foi escrito de armas em riste
por militares capazes de tudo
para acabar com a balada
da cidade triste

O poema de Abril
começou com a indecisão
depois deram-se passos de gigante
no caminho da Revolução
pacífica e triunfante

O poema de Abril
não se perdeu no tempo
nem no esquecimento neo-liberal
nem tão pouco voou com o vento
porque é especial


Este poema faz parte do meu pequeno caderno de poemas, "Abril Sonhos Mil", escrito em 2004, no trigésimo aniversário da Revolução de Abril e é dedicado a todos os Capitães de Abril, nem sempre compreendidos nem respeitados. E é a eles que devemos a Liberdade.

domingo, abril 17, 2011

O Cénico da Incrível Almadense na Mostra


Na noite de sábado o Cénico da Incrível Almadense ofereceu-nos duas peças, "A Morte Bate à Porta", de Woody Allen, e os "Malefícios do Tabaco", ambas interpretadas por Andreia Freire e Pedro Magalhães, no Salão de Festas da Incrível, integradas na "Mostra de Teatro de Almada".


Foi um belo e alegre espectáculo, que também contou com a leitura em "voz off" de um texto cómico da autoria de Pedro Magalhães, por Francisco Gonçalves, que fez muito bem a ponte entre as duas peças, muito aplaudidas pelo público.

terça-feira, abril 12, 2011

Uma Sereia Chamada Ermelinda


No domingo fui ver a peça, "Uma Sereia Chamada Ermelinda", com muita curiosidade, para ver que volta Alexandre Castanheira tinha dado ao "Cais do Ginjal", obra literária da autoria de Romeu Correia.

Foi agradável ver a Ana fazer de Ermelinda, descobrir os dotes teatrais do pintor Carlos Canhão, numa boa encenação de Carlos Martins e numa dramaturgia feliz de Alexandre Castanheira. O jovem que fez de Rómulo também esteve muito bem.

O espectáculo faz parte da "Mostra de Teatro de Almada" e foi interpretado pelo Teatro da Associação Cultural Manuel da Fonseca.

domingo, abril 10, 2011

Grande Momento de Poesia na Incrível


O recital poético, "Contribuição da Poesia na Revolução de Abril", do professor Alexandre Castanheira, de ontem à tarde, no Salão de Festas da Incrível Almadense, foi mais que um grande momento de poesia, foi a exaltação da Liberdade.

Quando se tem a qualidade de declamador de Alexandre Castanheira, ainda fica mais vincado o poder das palavras dos muitos poetas que foram surgindo no recital (claro que senti as palavras de Zeca Afonso, Sophia e a Ary dos Santos de uma forma especial).

Quem assistiu a este brilhante espectáculo percebeu a razão dos políticos terem tanto medo dos poetas...

sexta-feira, abril 08, 2011

Recital de Poesia na Incrível


O Prof. Alexandre Castanheira vai brindar-nos amanhã com mais um dos seus excelentes recitais poéticos, desta vez sobre a "Contribuição da Poesia na Revolução de Abril", às 17 horas no Salão de Festas da Incrível Almadense.

quinta-feira, abril 07, 2011

Feira do Livro


No próximo sábado será inaugurada a "Feira do Livro da Incrível", com livros de Almada e também obras manuseadas de todos os géneros (infantis, juvenis, romances, ensaios, escolares, estrangeiras, banda desenhada, revistas, etc).


A feira decorrerá de 9 a 16 de Abril, no hall do Cinema da Incrível Almadense.

As receitas revertem na totalidade para a Colectividade.

Nota: Vão estar à venda alguns livros da minha autoria, a preços mesmo de "feira"...

segunda-feira, abril 04, 2011

As Crónicas de Carlos Garrido


Carlos Garrido vai lançar na próxima quinta-feira, às 21 horas, na sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, em Almada, o seu livro de crónicas, "Efeitos Cromáticos", editado pela SCALA.


Esta obra faz parte de uma trilogia do mesmo género literário, composta por "A Lua Vem com a Gente?" (2003), "O Pintor de Palavras" (2005) e agora os "Efeitos Cromáticos" .

Estas crónicas podem facilmente ser confundidas com microcontos, graças à forma como o Carlos escreve, simples, viva e quase sempre feliz. Cada uma das trinta e cinco histórias do quotidiano acaba por ser um excelente "balsamo" para estes dias de crise, que se esforçam para nos deixar de queixo e braços caídos.

A obra será apresentada pela professora Aida Baptista.

quinta-feira, março 31, 2011

Uma Poetisa do Sul


Nas minhas deambulações pela biblioteca da "Incrível Almadense" descobri um dos livros de poesia de Ada Tavares, autora alentejana que vive há bastantes anos no Feijó, Almada.


Gostei do título, "Alentejo em Mim", e da capa, da autoria de José Manuel Soares, artista plástico que viveu na Costa de Caparica.

Ada Tavares diz-nos: «[...] O Alentejo ficou em mim como um album de fotografias onde o Passado e o Presente se juntam, lado a lado, indiferentes à distância que os separa no tempo e na transformação do espaço geográfico. [...]»

sábado, março 26, 2011

Dia Mundial do Teatro

Amanhã é um dia óptimo para se ir ao teatro, por ser o seu "Dia Mundial", e por uma boa parte das companhias portuguesas abrirem as suas portas a todos aqueles que gostam de teatro e por razões económicas, não podem visitar as suas salas, coma regularidade que gostariam...


No Teatro Municipal de Almada será levada á cena a peça, "Falar Verdade a Mentir", de Almeida Garrett, com encenação de Rodrigo Francisco e interpretação de Alberto Quaresma, Celestino Silva, João Farraia, Maria Frade, Miguel Martins e Sofia Correia.

terça-feira, março 22, 2011

A Incrível Ontem Foi da Poesia e dos Poetas




A Festa da Poesia de Almada trouxe ao Salão de Festas da Incrível Almadense mais de uma centena de amantes da poesia, que contribuiram para que a noite fosse bastante animada e poética.
O espectáculo de mais de duas horas foi aberto pelo Coro Polifónico e pelo Cénico da Incrível (com a presença de Fernando Pessoa e da Florbela Espanca...), antes de se dar ínicio à já popular "poesia vadia", com os microfones abertos a todos aqueles que quiseram oferecer à assistência a sua poesia.
Até se cantou à capela, com alegria e emoção.

segunda-feira, março 21, 2011

Noite de Poesia na Incrível


Já sabem, se gostam de poesia, apareçam logo, a partir das 21 horas, no Salão de Festas da Incrível Almadense. A Festa da Poesia de Almada espera-nos.

Incrível Almadense que foi muito bem definida por Orlando Laranjeiro, na passagem do seu 150 º aniversário:

A Semear Cultura
Recreio, Amizade,
Desporto, Ternura,
Cívismo e Liberdade

Dia da Árvore

Embora a comemoração oficial seja "Dia Mundial da Floresta", desde os tempos de escola que me habituei que o começo da Primavera coincidisse com o Dia da Árvore (a poesia com o seu dia só me apareceu anos depois...).

Plantei várias árvores neste dia, quase sempre de uma forma simbólica. Algumas estão enormes mas ainda as reconheço quando as encontro...


De há dois anos a esta parte, no começo da Primavera passo sempre pelo sector do ambiente do Município de Almada (que oferece plantas à população) e trago uma planta, este ano foi o ano da Oliveira, uma árvore muito nossa, que nos oferece as azeitonas de onde se retira o azeite, elemento essencial para a dieta mediterrânea.

sábado, março 19, 2011

As Sereias de Cacilhas

Escrevi esta "memória" poética, para um pequeno caderninho, publicado pelo "O Farol", para a "Festa da Poesia de Almada".

As Sereias de Cacilhas

Sempre que passo pela rua Direita
Recordo o Pescador de Memórias
Que usou as palavras de forma perfeita
Tornando mágicas as suas histórias

Verdadeiro mestre do teatro falado
Dava sete vidas às suas personagens
Que ainda me deixam encantado
E a querer fazer todas aquelas viagens

Benditas paragens obrigatórias
Pelas tabernas e tascas de Cacilhas
Que me ofereceram mil e uma histórias
Cheias de encantos e maravilhas

Às vezes ainda penso nas suas Sereias
Que escolhiam as noites quentes de luar
E emergiam na praia das Lavadeiras
Conjugando com perfeição o verbo amar

Luís Milheiro

O óleo é de Claude Théberge.

quinta-feira, março 17, 2011

Um Prémio Atribuído a Outra Cidade

O Gui nunca viveu na Margem Sul, nem sonha viver.

Manias...

Sempre que acontece algo de estranho por estas bandas, telefona-me e dá-me os parabéns. Desta vez foi pelo "Prémio Europeu da Mobilidade", ganho pelo Município de Almada.

Como homem do cinema que é, disse-me logo que devem ter apresentado um belo filme, daqueles capazes de suplantarem a própria realidade. Também me falou de um actor de terceira categoria, funcionário da Autarquia Almadense, que apareceu na televisão a pedalar de bicicleta e a falar das vantagens que existem de vir de casa para o trabalho de "ginga", mesmo que não exista qualquer ciclovia, à saída do cacilheiro, para Norte ou para Sul (ele espera e eu também, que este "frete" tenha sido pago...).

Antes de se despedir, já mais a sério, pediu-me para perguntar aos "intrujas" da Câmara de Almada, como é que conseguiram ganhar o "prémio da mobilidade", já que é impossível andar em segurança de bicicleta nas principais freguesias do Concelho (Almada, Cacilhas e Cova da Piedade), onde não existe uma única ciclovia.

E claro, para lhes dar os parabéns pelo excelente "filme" que realizaram.

Estou como ele, perplexo. Espectáculo! Grandes "realizadores" e "actores" que existem nesta Terra...

domingo, março 13, 2011

A Poesia e a Pintura de Albino Moura


Albino Moura é um excelente poeta das imagens (falamos de um artista plástico reconhecido internacionalmente, que é o autor da imagem que ilustra o cartaz da "Festa da Poesia de Almada" que decorrerá a 21 de Março de 2011 na Incrível) e também das palavras.

Este poema diz quase tudo:

As Palavras

As pintadas
Palavras
São as tintas
Do meu pensamento
São as mágoas
São a cor
Do meu olhar
São as tintas
Que não consigo
Escrever
Com a cor
Do meu lamento

Albino Moura

sexta-feira, março 11, 2011

Festa da Poesia de Almada


Cinco associações e movimentos culturais da cidade de Almada, uniram-se, com o objectivo de realizar uma verdadeira "Festa da Poesia de Almada", durante a comemoração do Dia Mundial da Poesia, a 21 de Março, no Salão de Festas da Incrível Almadense.

São elas: Incrível Almadense, Debaixo do Bulcão, O Farol, Poetas Almadenses e SCALA.

terça-feira, março 08, 2011

Dia da Mulher e de Carnaval

Há coincidências que podemos explorar, da melhor ou da pior maneira.

Como a de hoje, em que se comemora o Dia da Mulher e se festeja o Carnaval.

Provavelmente é o dia em que mais homens se vestem de mulheres.

Infelizmente não se trata de uma homenagem, esta "transformação" pretende quase sempre ridicularizar a mulher, segundo o olhar masculino, mesmo que seja por uma boa causa, a alegria e o pagode.
O óleo é de Olga Larionova.

sábado, março 05, 2011

O Baile de Carnaval da Incrível

Não sei há quanto tempo não vou a um Baile de Carnaval. Há muitos anos, pela certa.

Talvez há uns dezasseis, dezassete anos, quando íamos até ao pavilhão de Sesimbra.

Esta noite vamos todos ao Baile "Económico" da Incrível Almadense. Para os meus filhos é a estreia...
O óleo é de Georges Corominas.

quarta-feira, março 02, 2011

O Polidesportivo sem Nome...

Se há coisa que me faz confusão é o desleixo de alguns espaços, como é o caso do polidesportivo perto da minha casa.

Há muito tempo que é o "parque desportivo sem nome", porque a placa que estava afixada deve ter sido vandalizada e retirada. À boa maneira portuguesa nunca mais colocaram uma nova.

Gostava que quando lá colocassem uma placa, ela tivesse um nome de um desportista cacilhense. Há vários: Henrique Mota, João Jurado e Alfredo Abrunhosa., estão na linha da frente.