sábado, março 19, 2011

As Sereias de Cacilhas

Escrevi esta "memória" poética, para um pequeno caderninho, publicado pelo "O Farol", para a "Festa da Poesia de Almada".

As Sereias de Cacilhas

Sempre que passo pela rua Direita
Recordo o Pescador de Memórias
Que usou as palavras de forma perfeita
Tornando mágicas as suas histórias

Verdadeiro mestre do teatro falado
Dava sete vidas às suas personagens
Que ainda me deixam encantado
E a querer fazer todas aquelas viagens

Benditas paragens obrigatórias
Pelas tabernas e tascas de Cacilhas
Que me ofereceram mil e uma histórias
Cheias de encantos e maravilhas

Às vezes ainda penso nas suas Sereias
Que escolhiam as noites quentes de luar
E emergiam na praia das Lavadeiras
Conjugando com perfeição o verbo amar

Luís Milheiro

O óleo é de Claude Théberge.

quinta-feira, março 17, 2011

Um Prémio Atribuído a Outra Cidade

O Gui nunca viveu na Margem Sul, nem sonha viver.

Manias...

Sempre que acontece algo de estranho por estas bandas, telefona-me e dá-me os parabéns. Desta vez foi pelo "Prémio Europeu da Mobilidade", ganho pelo Município de Almada.

Como homem do cinema que é, disse-me logo que devem ter apresentado um belo filme, daqueles capazes de suplantarem a própria realidade. Também me falou de um actor de terceira categoria, funcionário da Autarquia Almadense, que apareceu na televisão a pedalar de bicicleta e a falar das vantagens que existem de vir de casa para o trabalho de "ginga", mesmo que não exista qualquer ciclovia, à saída do cacilheiro, para Norte ou para Sul (ele espera e eu também, que este "frete" tenha sido pago...).

Antes de se despedir, já mais a sério, pediu-me para perguntar aos "intrujas" da Câmara de Almada, como é que conseguiram ganhar o "prémio da mobilidade", já que é impossível andar em segurança de bicicleta nas principais freguesias do Concelho (Almada, Cacilhas e Cova da Piedade), onde não existe uma única ciclovia.

E claro, para lhes dar os parabéns pelo excelente "filme" que realizaram.

Estou como ele, perplexo. Espectáculo! Grandes "realizadores" e "actores" que existem nesta Terra...

domingo, março 13, 2011

A Poesia e a Pintura de Albino Moura


Albino Moura é um excelente poeta das imagens (falamos de um artista plástico reconhecido internacionalmente, que é o autor da imagem que ilustra o cartaz da "Festa da Poesia de Almada" que decorrerá a 21 de Março de 2011 na Incrível) e também das palavras.

Este poema diz quase tudo:

As Palavras

As pintadas
Palavras
São as tintas
Do meu pensamento
São as mágoas
São a cor
Do meu olhar
São as tintas
Que não consigo
Escrever
Com a cor
Do meu lamento

Albino Moura

sexta-feira, março 11, 2011

Festa da Poesia de Almada


Cinco associações e movimentos culturais da cidade de Almada, uniram-se, com o objectivo de realizar uma verdadeira "Festa da Poesia de Almada", durante a comemoração do Dia Mundial da Poesia, a 21 de Março, no Salão de Festas da Incrível Almadense.

São elas: Incrível Almadense, Debaixo do Bulcão, O Farol, Poetas Almadenses e SCALA.

terça-feira, março 08, 2011

Dia da Mulher e de Carnaval

Há coincidências que podemos explorar, da melhor ou da pior maneira.

Como a de hoje, em que se comemora o Dia da Mulher e se festeja o Carnaval.

Provavelmente é o dia em que mais homens se vestem de mulheres.

Infelizmente não se trata de uma homenagem, esta "transformação" pretende quase sempre ridicularizar a mulher, segundo o olhar masculino, mesmo que seja por uma boa causa, a alegria e o pagode.
O óleo é de Olga Larionova.

sábado, março 05, 2011

O Baile de Carnaval da Incrível

Não sei há quanto tempo não vou a um Baile de Carnaval. Há muitos anos, pela certa.

Talvez há uns dezasseis, dezassete anos, quando íamos até ao pavilhão de Sesimbra.

Esta noite vamos todos ao Baile "Económico" da Incrível Almadense. Para os meus filhos é a estreia...
O óleo é de Georges Corominas.

quarta-feira, março 02, 2011

O Polidesportivo sem Nome...

Se há coisa que me faz confusão é o desleixo de alguns espaços, como é o caso do polidesportivo perto da minha casa.

Há muito tempo que é o "parque desportivo sem nome", porque a placa que estava afixada deve ter sido vandalizada e retirada. À boa maneira portuguesa nunca mais colocaram uma nova.

Gostava que quando lá colocassem uma placa, ela tivesse um nome de um desportista cacilhense. Há vários: Henrique Mota, João Jurado e Alfredo Abrunhosa., estão na linha da frente.

sábado, fevereiro 26, 2011

Um Passo em Frente

Sempre tive alguma curiosidade em ler "Um Passo em Frente" de Romeu Correia. Há pelo menos duas razões para que tal acontecesse: ser um livro de contos e ser a sua primeira obra editada depois da Revolução de Abril.

Felizmente, graças à biblioteca da Incrível Almadense, tive a oportunidade de ler a obra publicada em 1976 e verificar que se trata de um "campo de ensaio" para livros de maior fôlego. Foi por isso que senti que já conhecia muitas daquelas histórias, provavelmente desenvolvidas em trabalhos editados posteriormente, ou então, contadas pelo próprio autor nos nossos passeios pelas ruas de Almada.

Outro aspecto curioso da obra é estar escrita num registo autobiográfico (tal como seu "Sábado sem Sol", obra de estreia também de contos). Nestes contos-crónicas Romeu fala-nos da sua infância, da sua profissão e das pessoas de Almada.

Graças à Incrível descobri mais um conjunto de histórias de Romeu Correia, que sempre escreveu sobre o mundo que o rodeava, com Almada quase sempre presente nas suas obras.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Mais Tejo, Mais Maluda


A Maluda é sempre uma boa - e bonita - solução, numa altura em que o tempo não dá tréguas ao tempo...

Bom fim de semana para todos.

domingo, fevereiro 20, 2011

Maluda, o Tejo e a Nossa Margem


Maluda teve o privilégio de viver na Lapa, numa casa que lhe oferecia de uma das bandas, o Tejo, com todo o seu esplendor.

Talvez tenha sido por isso que pintou tanto Tejo, com o seu estilo muito próprio, cheio de geometrias, mas também de cor e beleza.

Este quadro "nasceu" na nossa Margem e espreita Lisboa...

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Bonecos do Ginjal (6)


Mais um "autógrafo"...
Mais um "artista" de parede, que deixa a sua marca. É apenas isso mesmo, uma marca, nunca a diferença, a revolução que o Ginjal tanto pede...

domingo, fevereiro 13, 2011

Outras Campanhas...

Já passaram alguns dias das presidenciais, mais que suficientes para que o Município "limpasse" das ruas de Almada, o cartaz do "Xico".

A não ser que o gesto tenha pouco de incompetente ou inocente e já se esteja a pensar noutras campanhas.


É quase público que Francisco Lopes é o principal candidato à sucessão de Jerónimo, o "índio" simpático de Santa Iria da Azóia.

Mas como nós não votamos nessas eleições, cuja decisão se resume ao pequeno universo do comité central do PCP, achamos que já é tempo de "limpar" a Cidade.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Flores do Ginjal

A esplanada ainda está deserta, a meio da manhã.
Mais lá para o meio-dia, deve chegar alguém para almoçar, rente ao rio.
Rio que já não é castanho. Felizmente vai adquirindo as suas cores e cheiros naturais...

sábado, fevereiro 05, 2011

A Festa das Artes da SCALA


A Festa das Artes da SCALA foi inaugurada hoje, na Oficina de Cultura, em Almada. Foi uma boa oportunidade para reencontrar vários amigos das Artes e das Letras e até da "blogosfera".

Deixo-vos dois momentos da exposição: dois amigos parados junto das minhas fotografias e uma bonita escultura de Conceição Freitas.


sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Festa das Artes da SCALA (3)


VERMELHO... do Farol de Cacilhas.


Nota: São estas as fotos com que participo na "Festa das Artes da SCALA", Rosa, com as respectivas legendas...

Festa das Artes da SCALA (2)


AZUL... da porta da casa do Arménio.

Festa das Artes da SCALA (1)


VERDE... dos azulejos da "Rua das Terras".

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

A Festa das Artes da SCALA


Vou participar mais uma vez na "Festa das Artes da SCALA", a XVII exposição colectiva desta colectividade cultural almadense, com três fotografias.

A mostra de arte é inaugurada no sábado, dia 5 de Fevereiro, às 16 horas, na Oficina de Cultura de Almada.

domingo, janeiro 30, 2011

Bonecos do Ginjal (5)

Num dos paredões do Ginjal há um "boneco", que nos dá ares de marinheiro, e também de viajeiro do Norte de África (aquele boné com bola...). A bonomia com que foi pintado faz com que também pareça uma personagem da banda desenhada.
E até pode ser...

Diários Gráficos em Almada

Foi inaugurada ontem uma bonita exposição intitulada "Diários Gráficos em Almada" - e no Mundo, acrescento eu -, no Museu da Cidade, na Cova da Piedade.

Os muitos diários estão metidos em gavetas, onde podem ser olhados com o encanto que estes rabiscos bonitos nos despertam.

Estavam presentes vários autores, entre os quais o Eduardo Salavisa, que gostei de rever, que escreveu um texto ("Não somos Desenhadores Perfeitos") em que explica que a maior parte dos autores da exposição não pretendem ser artistas e para quem o desenho representa muitas coisas e dá alma á sua vocação de observadores atentos do mundo que os rodeia.

Em suma, uma bonita exposição no concelho de Almada a não perder.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Bonecos do Ginjal (4)


Não é bem um "boneco", é mais um relato, ou com mais precisão, a publicidade a um amor "inflamado"...

domingo, janeiro 23, 2011

A Última Taberna de Cacilhas

A "Taberna Mateus", situada na rua Comandante António Feio, é a última taberna existente em Cacilhas. Tem resistido ao tempo com grande teimosia, não se transformando em café, como aconteceu com tantas outras tascas.

Pelo menos desde os anos quarenta que esta casa é explorada como taberna, ou seja, há uns setenta anos. A primeira dona conhecida era a Mery, figura popular da localidade ribeirinha. Nesse tempo também servia comidas, hoje limita-se a oferecer alguns petiscos aos seus clientes habituais, além do bom vinho e também água pé, como está afixado na porta...

sábado, janeiro 22, 2011

Ainda Vamos a Tempo

Apesar das sondagens, sei que ainda vamos a tempo de "expulsar" o senhor Silva do prédio cor de rosa de Belém.
Claro que para que isso aconteça é preciso votar.
O boneco é do
Gui.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Ignorância, ou Outra Coisa Qualquer...

O Projecto Farol tornou público um inquérito sobre a Realidade Portuguesa, que demonstra várias coisas. A primeira e mais simplista, ignorância. Ignorância de quem perguntou e de quem respondeu.

Digo isto pelos 46% de pessoas que disseram que hoje se vive pior (e até muito pior) que antes de Abril de 1974.

Basta pensarmos nas condições de vida da população de então (a oferta no campo da saúde, educação, habitação, saneamento, água, luz, etc) para percebermos a "memória curta" da gente escolhida (bem escolhida, diga-se...) para responder ao inquérito.

Talvez o Eduardo tenha razão, há sempre a possibilidade das mil e duas pessoas ouvidas serem da Quinta da Marinha e de outros lugares, "passadistas"...

Quem nasceu depois de Abril, pode esclarecer o assunto com os pais e avós, perguntando-lhes como se vivia em 1973, 1974, sem ser necessário recuar mais tempo...

domingo, janeiro 16, 2011

O Largo de Cacilhas ao Fim da Manhã


Quase todos os domingos faço o meu passeio matinal por Cacilhas e pelo Ginjal, sempre com a máquina à espreita de algo de diferente.
Nunca tinha olhado para o Farol deste ângulo...

sábado, janeiro 15, 2011

Bonecos do Ginjal (3)

Este exemplo é um género de "boneco" que se encontra muito pelo Ginjal, embora muitos já não estejam muito visíveis.
É feito quase como um "decalque" e serve para divulgar vários tipos de coisas, inclusive acontecimentos culturais.
Provavelmente tem um nome técnico, que eu desconheço...

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Nunca lhes Seremos Gratos

Ontem um amigo, "Capitão de Abril", teve a gentileza de me oferecer os três DVD's dos concertos comemorativos realizados pela "Associação 25 de Abril" em 2008, 2009 e 2010: "Vozes de Abril"; "Vozes que Abril Abriu" e "República de Abril"; com o apoio da RTP.
Pode ainda ser cedo para se fazer a história da Revolução de Abril, mas nunca é tarde para lhes agradecer o que fizeram pelo povo português.
Eu não esqueço a divida de gratidão que temos para com todos estes homens, que se uniram e fizeram a "Revolução dos Cravos" em 1974, libertando o país de uma longa agonia de 48 anos de ditadura.

Generosos e desapegados do poder, logo que lhes foi possível entregaram os destinos do país à sociedade civil, com a realização das primeiras eleições livres para o Parlamento, para as Autarquias e para a presidência da República, em 1976.

Apesar da sua generosidade e do seu valor como militares, foram quase todos preteridos nas promoções, por nunca terem prescindido dos seus valores e ideais. Contam-se pelos dedos de uma mão os "Capitães de Abril" que atingiram o posto de general.

É por isso que nunca lhes seremos gratos. A maioria de nós por não pudermos. A minoria que tem tomado conta do poder nos últimos trinta e quatro anos, por não conhecer a palavra gratidão, e claro, por olhar demasiado para o umbigo e para as suas contas bancárias, com os resultados que todos sabemos e sentimos...
Todos aqueles que estiverem interessados em obter esta colecção de DVD's memorável, devem dirigir-se à sede da Associação 25 de Abril, na rua da Misericórdia, nº 95, no Bairro Alto.

domingo, janeiro 09, 2011

Continuação

Esta continuação ficou a dever-se à nossa entrada na "Almada Velha", com novas memórias.

Quem nos apareceu na "Boca do Vento" foi o Arménio Reis, um excelente aguarelista, que pintou magistralmente a Lisboa castiça de Alfama, entre tantos outros recantos.

O meu companheiro de viagem recordou-se de estar na esplanada do miradouro com o Arménio e outros amigos e avistar a casa do pintor. Casa que não conseguia agora identificar, praticamente do mesmo lugar.
Expliquei-lhe onde ficava e acabámos por passar à porta (que ainda mantêm o azul...), do Arménio, cuja bonomia permanece inesquecível e que já nos deixou há catorze anos...

Depois veio à baila a nossa Incrivel Almadense, que já conta com mais de 162 anos de vida e é a Catedral do Associativismo Almadense.

Memórias no Ginjal com Veleiros no Tejo

Hoje tive a companhia de um amigo durante o passeio matinal pelo Ginjal, com regresso pela Almada Velha.

Fomos andando e conversando, "pintando" vários quadros de memória, sobre como era a vida naquele lugar. Além das várias pessoas que foram aparecendo, também surgiram pequenas e grandes coisas, como por exemplo os fardos de gelo que escorregavam das "passadeiras" da fábrica do "Grémio" para o porão dos bacalhoeiros ancorados, preparados para partir para a "Terra Nova".

A manhã estava agradável, a maré baixa, ao ponto das praias terem decidido regressado ao Ginjal.

Já no Olho de Boi fomos surpreendidos por mais de uma dezena de veleiros que ensaiavam corridas no meio do Tejo.

(continua)

sábado, janeiro 08, 2011

«"Cavaquistão", em Almada não!»

Este meu título parece quase um chavão político, daqueles que se gritam em comícios.

A intenção não é bem essa.

É apenas uma constatação. Não conheço uma única pessoa das minhas relações pessoais que vá votar no "candidato" Cavaco Silva (não me lembro de os candidatos à presidência da República se tratarem assim noutras eleições, talvez tenha andado distraído, mas até tem a sua graça...).

Claro que sei que moro numa cidade especial, que é governada pela CDU desde 1976.

Por outro lado, também devo confessar que sempre desconfiei das sondagens. E das que dão como certa vitórias à primeira volta, nem sequer vale a pena falar.

Esta minha aversão à "criatura" nem se prende com as histórias do BPN, mas sim de ainda ter bem presentes alguns sinais da arrogância do senhor que nunca se engana, e que agora ainda é "duplamente" mais honesto que os outros...
Foi por isso que escolhi este boneco do Rui, dos seus tempos na "Visão", onde ele está muito bem rodeado, na Margem Sul do Tejo...

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Bonecos do Ginjal (2)


Penso que estas iniciais são a "marca" de um artista qualquer, que usa as paredes como tela.
Digo isto porque elas aparecem noutros lugares, com outras tonalidades...

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Bonecos do Ginjal (1)


Estive quase tentado a colocar "Arte do Ginjal", mas como reconheço que uma boa parte destas pinturas são mais de "guerra" que Arte, fiquei-me pelos bonecos...

Fazem parte de um levantamento ligeiro que fiz das muitas "pinceladas" que dão alguma vida ao Ginjal.

domingo, janeiro 02, 2011

Reforço de Placas no Ginjal


O final de ano foi aproveitado para afixar mais placas de "perigo", para afugentar os turistas, que mesmo assim preferem aproveitar a beleza do Tejo e enfrentar as frases proibitivas de peito aberto, tal como eu.


Espero que as placas não sejam mais um prenúncio de um novo adiamento nas obras, com um atraso de pelo menos uns vinte anos...

sábado, janeiro 01, 2011

O Primeiro Passeio à Beira-Tejo

Mesmo quando me deito tarde, acordo quase sempre cedo.

E como já tinha previsto para o primeiro dia do ano, um passeio pelo Ginjal antes do almoço, lá fui eu.

Durante mais de uma hora andei a passear calmamente, pelos mesmos sítios de sempre, na companhia de algumas gaivotas e de meia-dúzia de pessoas que também aproveitaram a manhã para dar um passeio rente ao Tejo.

Pescadores, curiosamente apenas encontrei um, rente à Fonte da Pipa.

Também assisti a um tráfego marítimo pouco habitual para um feriado importante, como é o primeiro dia do ano, até fui espectador de uma quase "corrida" de navios vermelhos...

sexta-feira, dezembro 31, 2010

É Mais que Tempo do Ginjal


Se pudesse, exigia que 2011 fosse o ano de se pagarem as promessas feitas ano após ano ao Ginjal (repetidas em todas as eleições).

É cedo, ainda nem chegou o primeiro dia de Janeiro, por isso ainda temos espaço para acreditar na requalificação de toda a zona ribeirinha de Cacilhas.

Ofereço-vos este belo óleo de Alfredo Keil, do Ginjal, que foi capa do meu último livro sobre esta bonita terra, onde vivo, há já mais de 23 anos...

domingo, dezembro 26, 2010

Cacilhas com Sol e Frio

O largo de Cacilhas hoje estava bastante luminoso, tal como Lisboa, no lado de lá, apesar do tempo dançar com o vento uma "valsa gelada", interminável.
O movimento limitava-se aos transportes. Aparentemente havia mais autocarros e eléctricos que pessoas, com tão pouca vontade de fazer companhia ao vento e "dançar" nas ruas...

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Natal à Beira Rio


NATAL À BEIRA-RIO

É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?

David Mourão-Ferreira
A bonita fotografia é da Luisa, que tem um blogue estupendo, "Beira-Tejo".

segunda-feira, dezembro 20, 2010

O Inverno no Ginjal

O Inverno paira no Ginjal.
Esconde o sol com nuvens cinzentas, daquelas que estão prontas para lavar o paredão e fazer pequenas piscinas dentro das casas sem telhado.
Não é coisa de menos.
Amanhã é vinte e um, é costume os dias ficarem mais frios neste final de Dezembro.
Frio que permanece em Janeiro.
Claro que o Sol é demasiado vadio para se submeter a "histórias de estações", e vai aparecer, muitas vezes.
Não é por acaso que o Tejo é mais bonito que o Sena ou o Tamisa...

sábado, dezembro 18, 2010

A Estrada Branca do Rio

Há quem tenha dúvidas que o Tejo também tem caminhos, é por isso que vos mostro esta quase estrada branca, aberta pela passagem de uma das barcas que dão cor, vida e até imaginação, ao melhor rio do mundo.
Esta foto foi tirada no interior do cacilheiro que fazia a inesquecível viagem-cruzeiro, entre Cacilhas e Belém, com o atractivo de passar por baixo da ponte que já foi de Salazar e agora é de Abril...

quarta-feira, dezembro 15, 2010

A Falar lá se Vamos Entendendo...


Houve alguém que durante o fim de semana resolveu transformar este banco numa lixeira.

E assim ficou até hoje. Ontem tirei a fotografia com lixo e nevoeiro, a pensar enviá-la a alguém com peso governativo...
Hoje pela manhã, quando fui levar o meu filho à escola, na viagem de regresso, encontrei uma "brigada de limpeza" do Município, composta por duas senhoras. Fiz-me um pouco de parvo e perguntei-lhes se a zona do polidesportivo também lhes pertencia, disseram-me que sim. Informei-as então que um dos bancos estava cheio de lixo. Uma delas disse que já sabia, mas que ainda não tinham conseguido chegar lá...
Achei estranho este "não chegar lá", por estar a uns duzentos metros delas.
Mas a meio da tarde (quando tirei a segunda fotografia), verifiquei que afinal tinham conseguido "chegar lá"...
Claro que a culpa é da malta que ainda não sabe viver em comunidade e faz lixo até em lugares para nos sentarmos...

terça-feira, dezembro 14, 2010

Quando o Dia Tem 25 Horas...

Nunca percebi porque razão Almada não tem um bom semanário concelhio, tal como tantas cidades portuguesas, muito mais pequenas que este nosso burgo, como é por exemplo as Caldas da Rainha, que possui um dos melhores jornais regionais que conheço, a "Gazeta das Caldas".

Hoje temos dois gratuítos, que fazem uma coisa ligeiramente diferente de jornalismo.

Um exemplo claro do que digo é esta notícia publicada no "Notícias de Almada", de 26 de Novembro de 2010, em que além de acrescentarem uma hora ao dia (25 horas), conseguiram deixar de fora o mais importante, o local onde o acontecimento se iria realizar (e a hora certa claro)...

sábado, dezembro 11, 2010

Votar em Branco

Desde que fiz dezoito anos, tenho votado sempre. Claro que por vezes voto em branco, por não me identificar com nenhum partido ou candidato.

Hoje no café, não sei porquê, veio à baila as eleições e os votos. Quando disse que votava em branco, um companheiro de tertúlia disse: «pensas tu.»

Fiquei um pouco incrédulo e depois ele explicou-me o perigo dos votos em branco a quando da contagem dos votos, da facilidade que podem receber uma cruz e passarem a votos de uma qualquer força política, graças aos dedos hábeis de alguém.

Ele sabia do que estava a falar, além de ser militante de um partido, fez várias vezes parte de mesas de voto em eleições.

Senti-me mesmo "anjinho".

Talvez nunca mais vote em branco, talvez tenha de anular o voto, quando quiser votar em "ninguém"...
Explicação dos pássaros:
Mesmo em democracia, Salazar continua a dar lições, com as suas célebres "chapeladas".

quinta-feira, dezembro 09, 2010

O Tigre do Ginjal


Pé ante pé, lá vai ele, pela praia das Lavadeiras, com o ar que lhe dá a sua importância felina, a ver se algum peixe (ou "peixa") dá à costa...

domingo, dezembro 05, 2010

«Isto também é nosso!»

Disse esta frase, «isto também é nosso», a uma funcionária zelosa, de um equipamento municipal, também ela esquecida de que os seus verdadeiros "patrões" somos nós.

Claro que a maior parte dos governantes não pensa nem age assim,
além de gestores, também se acham os "donos da quinta".

Esta frase tanto serve para o governo central como para os locais.

Quem está no poder só se lembra do "povo" quando é hora de pagar ou de votar.
E que conta choruda nos espera...

sábado, dezembro 04, 2010

Só Falta Nevar...

A temperatura da manhã de hoje é inferior a cinco graus, pela certa.

Rente ao Tejo o frio ainda se sente de uma forma mais cortante, quando nos toca no rosto.

Tejo que é o maior obstáculo à queda de neve, em ambas as margens do rio, para tristeza dos meus filhos, que continuam a sonhar com uma Almada pintada de branco...

terça-feira, novembro 30, 2010

O Melhor Miradouro de Almada

Não, não é o Ginjal.

O melhor miradouro de Almada é o jardim da Casa da Cerca, onde está sitiado o Museu de Arte Contemporânea da Cidade.

O conjunto é a mais valiosa "jóia da coroa" de Almada e o seu melhor cartão de visita (para mim, claro...).

O miradouro é de tal forma altaneiro, que nos oferece a vista de toda a Margem Norte de Lisboa.

Talvez tenha sido por isso que o touro de metal tenha deixado o seu lugar habitual no jardim e se tenha instalado ali bem à beira do muro, para ver o Cristo-Rei, a Ponte 25 de Abril, a Torre de Belém, e claro, o Mar, quando deixa de ser Tejo e passa a ser Atlântico...

sábado, novembro 27, 2010

Almada Minha

"Almada Minha" é sobretudo um testemunho de amor, de José Luís Tavares, pela Vila, e depois cidade,onde cresceu e se fez homem.

Estou a falar de uma das grandes figuras do Associativismo Local, tendo presidido as direcções da Incrível Almadense, Ginásio Clube do Sul, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e Núcleo de Árbitros de Futebol de Almada e Seixal (é ainda um dos fundadores das duas últimas colectividades).

No seu subtítulo, "Lembranças de uma Almada que conheci como pequena Vila, a partir do ano de 1942", o autor explica muito bem o conteúdo da obra, um excelente roteiro pelos lugares mais importantes da cidade, quase sempre acompanhado pela componente humana e profusamente ilustrado com 50 imagens.