segunda-feira, setembro 08, 2008

Uma Tarde de Sábado Inesperada

Quando o telefone tocou, depois do almoço de sábado, estávamos a "quilómetros" da Festa do Avante. Mas os amigos que não se esquecem de nós, são assim... era mesmo um convite irresistível para visitarmos a Quinta da Atalaia.
Só tínhamos de passar lá por casa e recolher as EP's...
A chegada à zona da Cruz de Pau, Amora e Fogueteiro foi infernal, carros e mais carros, com o estacionamento possível a quilómetros da Festa.
A meio caminho, com a minha filhota às cavalitas e a suar as estopinhas, lá desabafei que só me apanhavam ali de "borla"...
Chegámos e fomos absorvidos por aquele mar de gente gigantesco, que olhámos com admiração. É ele que alimenta um partido especial onde ainda existe o espírito solidário e muito voluntarismo, como se vê no atendimento nas barracas de tudo e mais alguma coisa...
Outro aspecto único é o desfile de gente de todas as gerações, que vai ao guarda-roupa buscar a indumentária adequada à Festa: as boinas bascas com estrela; os lenços e camisas do Che ou da foice e martelo; as "mantas" da Palestina; os vestidos floridos dos anos da "paz e do amor", etc.
Só não disparei em todas as direcções porque não tinha um bom "zoom" e os tempos mudaram, quase tudo é esfera privada e ainda podia ficar sem máquina...
Não vou falar da confusão para jantar, das filas intermináveis para os petiscos mais sugestivos, nem da música para todos os gostos ou da originalidade dos WC's...
Não devia visitar a Festa há uns bons dez anos e já não me lembrava de andar num mar de gente assim. Apesar de me sentir cada vez mais distante das multidões, esta iniciativa do Ruben de Carvalho é uma grande manifestação cultural e social, e também a "galinha dos ovos de ouro" do PCP.
E essa é uma das razões da Festa fazer tantas cócegas aos restantes partidos...

14 comentários:

Lúcia disse...

Sim, faz muitas cócegas, faz. Mas sente-se ali um espírito de missão. Que é coisa que se vai perdendo noutros partidos, digo eu.
Bjos

Maria P. disse...

Confesso ter saudades dessa Festa, é diferente...
E faz cócegas sim...

Beijos, Luís M.

OBSERVADOR disse...

Não faz cócegas. Magoa. Faz doer.

A Festa é mesmo isso.
Tirando os discursos (já não há pachorra) e como dizem, "não há festa como esta".

Por lá passaram gentes de todos os quadrantes políticos. O habitual.

Um cartaz enorme. Não em tamanho mas em qualidade.

RFF disse...

O meu contributo:

http://hipocrisiasindigenas.blogspot.com/2008/09/no-h-chuva-como-essa.html

Saúde,

Rosa dos Ventos disse...

Gosto da Festa!
A última vez que lá fui foi há dois anos, mas a animação, as filas para comer e ir à casa de banho continuam iguais! :-))

Abraço

Debaixo do Bulcão disse...

Ó Luís, não tinhas um zoom mas parece que tinhas uma grande angular, não?

E estiveste à espera que ninguém passasse por ali, ou foi sorte teres aquele espaço desimpedido? É que eu tentei - com a máquina do Notícias da Zona, que é uma espécie de brinquedo - e não consegui uma imagem semelhante.

Se quiseres, passa pelo Almada Cultural por extenso (almada-cultural2.blogspot.com) onde estão algumas das fotos que fiz na festa (não essa, mas outras) e algumas reportagens interessantes do nosso colaboraor Bruno Martins.

No meu blog pessoal (vitorinices.blogspot.com) também há-de aparecer qualquer coisita...

Um abraço

Vitorino

Luis Eme disse...

pois sente, Lúcia.

o PCP continua a ser diferente...

Luis Eme disse...

mas é um problema para se lá chegar, M. Maria Maio...

Luis Eme disse...

é um excelente slogan, "não há festa com esta", Observador...

Luis Eme disse...

saúde, RFF.

Luis Eme disse...

é curioso, parece que de ano para ano aumentam os visitantes...

já não estava habituado a andar assim, no meio de tanta gente, Rosa...

Luis Eme disse...

por acaso estive à espera de "uma aberta", Vitorino...

lena disse...

e eu este ano faltei!


quem me mandou ir para fora?


mas há mais para o ano e lá estarei.

tinha que dizer algo porque a saudade bateu à porta!

um abraço


lena

Luis Eme disse...

e fizeste bem, Lena...