quinta-feira, novembro 09, 2006

Muitos Meses Depois Fez-se um Muro...


Toda a gente sabia que uma comunidade romena (composta por profissionais da mendicidade) tinha ocupado alguns dos armazéns abandonados do Ginjal...
Neste grupo de "toda a gente" encontrava-se o Município, a Junta de Freguesia, as Autoridades Policiais (PSP e Polícia Marítima), os Bombeiros, e claro, a população almadense...
Finalmente, muitos meses depois, as Autoridades abriram os olhos e resolveram por termo a esta situação degradante (como devem imaginar, as cerca de seis dezenas de emigrantes viviam sem condições mínimas de habitabilidade, já que água, luz ou saneamento só existiam em sonhos. A única companhia certa que tinham era o lixo que já por ali estava e o que trouxeram e fizeram...).
Segundo as notícias de hoje, tratou-se de uma acção conjunta entre o Município e as várias autoridades, acabando com a transfiguração do Ginjal em "vila" de emigrantes clandestinos. Os "ocupas" foram identificados e convidados a partirem para outras paragens, num espaço de vinte dias...
Claro que esta viagem anunciada pode ser apenas de alguns quilómetros (ou nem tanto...), porque barracões não faltam por ai, ao abandono... e daqui a vinte dias já ninguém se lembra de nada.
Feio, feio é o muro que foi erguido no Ginjal, a lembrar outros muros da vergonha...

6 comentários:

AnaG. disse...

Que engraçado...estou a ver a notícia na SIC notícias.
Mas a Câmara está a desenvolver um estudo estratégico, para rentabilizar o espaço....Projectos que não têm fim??
Beijinho

mfc disse...

Projectos??!! Estudos?! ... leva-os o vento.

Alice C. disse...

Também não gosto de muros Luís, mas neste caso, penso que não havia outra solução.
Fiquei curiosa com os próximos desenvolvimentos deste caso.

Luis Eme disse...

Também estou curioso Ana... vamos esperar para ver.

Luis Eme disse...

Exactamente MFC...

Luis Eme disse...

Poderia não haver outra solução, mas nós portugueses gostamos muito de "murar" as coisas, de tirar as vistas, de esconder, etc... também vou esperar para ver.