quinta-feira, outubro 08, 2015

As "Imagens" da Lardosa de Aníbal Sequeira


Será com grande prazer  que me desloco amanhã ao fim da tarde à Lardosa, aldeia da Beira Baixa, para participar na apresentação do livro, "Imagens da Minha Terra, Lardosa (Castelo Branco)", da autoria de Aníbal Sequeira, conhecido nos meios culturais sobretudo como grande fotógrafo amador (premiado a nível internacional).

Desta vez Aníbal vestiu a pele de "historiador" e fez uma monografia sobre a aldeia onde nasceu, ilustrada com as suas magníficas fotografias, que prefaciei com muito agrado, pela amizade que nos liga e pelo valor da obra.

domingo, outubro 04, 2015

O Outono Mostra-se nas Ruas


Este fim de semana acolheu as primeiras chuvas (os pingos de Verão são outra coisa...) e os primeiros sopros daquele vento que gosta de colocar tudo aquilo que pode a voar.

Foi por isso que hoje de manhã a minha rua dava os primeiros sinais da chegada do Outono, para lá do que está estabelecido nos calendários...

Apesar destes sinais, o dia está com uma temperatura amena, pelo menos aqui por Almada. 

E gostei de ver filas de pessoas nos corredores da escola onde votei...

sexta-feira, outubro 02, 2015

Uma Boa Surpresa na Oficina Divagar


Ontem ao fim do dia passei pela Oficina Divagar (rua Serpa Pinto, 4, 1º andar), para ver a exposição, "Centro Cultural de Almada - Para a História de uma Experiência Associativa na Cidade", organizada por António Vitorino (que teve a gentileza de me fazer a visita guiada).

Fiquei agradavelmente surpreendido pela quantidade e qualidade de informação sobre esta Associação, que foi extremamente activa nos anos 1980 e 1990 nos meios culturais almadenses e que tem ficado esquecida quando se fala da história recente do movimento associativo.

E no próximo sábado realiza-se uma "conversa" sobre o CCA, às 21 horas, uma boa oportunidade para falar das culturas de outros tempos na nossa Cidade.

quinta-feira, outubro 01, 2015

Não Faltaram Amigos na Incrível Hoje à Tarde


A inauguração da exposição, "António Henriques, um Homem Incrível", correu muito bem, com a presença de dezenas de amigos, que aproveitaram para visitar, mais uma vez,  os espaços nobres da nossa Colectividade, desta vez embelezados com a criatividade e o gosto de António Henriques em guardar coisas com história. 

Apesar de ter a agenda cheia, o presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, não quis faltar a esta iniciativa, o que muito honrou a família Incrível.

quarta-feira, setembro 30, 2015

Depois da Biografia a Exposição


Na próxima quinta-feira, dia 1 de Outubro, às 17.30 horas, será inaugurada a exposição, "António Henriques, um Homem Incrível", no edifico da sede social da Incrível Almadense (sala de reuniões do 2º andar, com ligações ao Salão de Festas, Biblioteca e Salão Nobre).

Estou directamente ligado a esta iniciativa com o meu amigo Carlos Guilherme (também fomos os autores da biografia do seu pai e agora é a vez da exposição...).

Apesar da simplicidade desta mostra, ambos sabemos que poderá ser muito importante para a concretização de um "espaço-museológico" na Incrível, a curto prazo.

Para que isso seja possível basta conciliar vontades, o que nem sempre é fácil no mundo dos humanos...

Eu e o Carlos que o digamos.

Se puderem apareçam!

segunda-feira, setembro 28, 2015

Visita Guiada ao Caramujo


No sábado à tarde participei numa visita guiada à antiga zona industrial da Cova da Piedade, que tinha como epicentro o Caramujo, pela sua proximidade com o Tejo, organizada pelo Museu da Cidade e pelo Centro de Arqueologia de Almada.

Aprendi algumas coisas, como acontece sempre nestes passeios. Por exemplo não fazia ideia que o cais que se prolongava ao longo do Caramujo esteve activo até ao final dos anos 1960, princípios dos anos 1970 (começou a ter problemas de assoreamento depois da construção dos Estaleiros da Lisnave...).

Mas o pior de toda aquela história é o seu abandono (aqui também entra a Câmara Municipal de Almada, proprietária dos Silos e de toda a zona envolvente). 

Provavelmente acabará por ser tudo destruído, depois de anos e anos de pilhagem, só não sabemos em que ano...

No final da visita guiada realizou-se um colóquio no Museu da Cidade onde se iriam debater questões relativas ao passado, presente e futuro do espaço. Não tinha pensado ir por várias razões. Uma delas é o facto de estar cansado de participar em encontros onde se dizem muitas coisas interessantes para no fim ficar tudo na mesma...

sexta-feira, setembro 25, 2015

Bombeiros de Cacilhas em Festa na "Rua Direita"


Os Bombeiros Voluntários de Cacilhas estão a festejar o seu 125º aniversário na Rua Cândido dos Reis, com uma exposição dos seus carros mais emblemáticos e com mais história.

As viaturas de outros tempos, assim como outro material auxiliar, podem ser visitados até domingo, naquela que foi a Rua Direita de Cacilhas durante muitos anos.

É uma visita que vale a pena.

E parabéns à mais velha colectividade de Cacilhas, que continua a ser um dos orgulhos dos cacilhenses, assim como a todos os seus "Soldados da Paz".

terça-feira, setembro 22, 2015

«O poder chama sempre os oportunistas.»


Ainda a propósito da conversa de ontem, ela acabou por "resvalar" para a actualidade, para as eleições de 4 de Outubro.

Conhecedores da pacatez do nosso amigo resistente comunista (ninguém diz o que está ali, porque ele sempre gostou de usar os louros apenas na comida...), oferecemos-lhe algumas "farpas", com factos da governação comunista da nossa Cidade.

Em algumas coisas deu-nos razão, noutras nem tanto. Para depois nos dizer o que já todos sabíamos:
«Não tenham ilusões, o poder, seja ele qual for, chama sempre os oportunistas.»

E com esta nos calou...

segunda-feira, setembro 21, 2015

«Belos tempos aqueles em que fiz campismo selvagem!»


Falava-se de justiça, do uso e abuso das escutas telefónicas, e claro, da evolução tecnológica nesse campo, que permite ouvir conversas a longa distância, quando um antigo resistente antifascista se saiu com esta:
«Belos tempos aqueles em que fiz campismo selvagem!»

E depois com mais sorrisos e histórias de outras lutas, contou que o campismo foi uma das melhores formas que eles encontraram para lutar contra a PIDE e os seus bufos, quase sempre sem pedalada para os seguirem nas longas caminhadas pelos campos (confessou não se lembrar de ter existido nenhum infiltrado nos grupos campistas de que fez parte, embora pudessem estar alguns presentes...). Ainda acrescentou: «no meio da natureza, nos campos abertos, só os pássaros tinham ouvidos, mas esses tinham mais que fazer que perderem tempo connosco.»

E quando a conversa avançou para as redes sociais, ainda exclamou, entre sorrisos: «Na minha juventude não me lembro de sentir curiosidade por saber coisas da vida, dos outros. Acho que era assim com toda a gente, tirando uma ou outra coscuvilheira, que faziam de jornal da rua.»

Nova risota geral.

A fotografia é da autoria do meu amigo Fernando Barão, também ele campista nesses tempos diferentes...

domingo, setembro 13, 2015

Fim de Tarde no Ginjal


O que vejo?
Dias cada vez mais curtos...
Um céu povoado de nuvens, pelo menos hoje.
Há menos pessoas nas esplanadas.
O areal, esse promete...
Umas coisas acabam, outras começam, e a vida, essa continua.

quarta-feira, setembro 09, 2015

Revisitar Cacilhas Através da Pintura de Carlos Canhão


Esta é uma das obras da exposição, "Junto ao Tejo e Mais Além" (de Carlos Canhão, Maria de Lurdes Couto e a Tânia Franco), que pode (e deve) ser visitada na Oficina de Cultura de Almada, na Praça S. João Baptista, da autoria de Carlos Canhão. 

O pintor almadense pintou a praia da Margueira, com vista para o Largo de Cacilhas e também para a Lapa (que desapareceu com as obras da estrada que liga Cacilhas à Cova da Piedade).

Felizmente através da pintura é possível reconstruir o passado...

terça-feira, setembro 08, 2015

A Praia da Fonte da Pipa


O Sol felizmente ainda continua quente, para satisfação de quem está de férias.

A Margem Sul continua a ser uma atracção para muitos turistas, que talvez queiram fugir da Capital, onde quase se fala mais inglês que português.

Na Margem Sul, olha-se mais e fala-se menos...

Na fotografia as escadas que nos levam para a pequena praia da Fonte da Pipa, logo a seguir ao Ginjal e ao Elevador Panorâmico.

quinta-feira, agosto 27, 2015

O Turismo quase Arqueológico


O Ginjal é mesmo um pólo de turismo. Os restaurantes "Atira-te ao Rio" e o "Ponto Final" são a delícia de milhares de turistas que escolhem o nosso país para passear à descoberta do que não há lá pelas suas terras.

Como tenho escrito invariavelmente por aqui, o Tejo é o melhor chamariz desta gente que também gosta da proximidade das ruínas e do ar abandonado, algo que encontram com mais facilidade em Portugal, Itália e Grécia, que nos seus países "politicamente correctos", cheios de regras (que nos têm impingido com demasiada facilidade) e hipocrisias.

Só estranho que não haja mais gente a molhar os pés (e até um pouco mais...) na Praia das Lavadeiras, que banha estes dois lugares de boas comidas e vistas. A água até já começa a ser transparente...

quarta-feira, agosto 26, 2015

Um dos "Hotéis" Sem Estrelas na Nossa Banda


Não deixa de ser curioso que os novos "nómadas" que fogem da guerra e arriscam a vida para chegar ao Velho Continente, quando são entrevistados para a televisão, sonham com a Suécia e com a Alemanha, nunca com Portugal...

Eles conhecem o mundo e sabem o que querem e o que não querem. Sabem quais são os países de primeira, de segunda e de terceira na Europa.

E o que não querem mesmo é ficar num dos muitos "hotéis" sem estrelas, que abundam no nosso país.

Este que ficou na fotografia fica na Cova da Piedade, rente às velhas fábricas do Caramujo...

quarta-feira, agosto 19, 2015

Cacilhas e o Tejo ao Fim da Tarde


Uma legenda?

Campolide é já ali, entre S. Jorge e Seixal, com  Lisboa lá longe, do outro lado do Tejo...

terça-feira, agosto 18, 2015

A Solidão de Lisboa em Agosto


Estamos tantas vezes sós, no meio de uma multidão...

Senti isso no meio desta Lisboa cheia de gente garrida, com pele quase vermelha, que adoram tudo o que é português, até as pessoas simpáticas (menos os portugueses que não gostam de trabalhar e que lhe aparecem nas reportagens "manipuladas" das televisões dos seus países...) que lhes respondem em inglês - por muito manhoso que seja - ou por gestos a praticamente todas as suas questões.

Acho que começam aí as diferenças. Ai de nós se desatarmos a fazer perguntas em português em Paris ou Londres (os hipotéticos portugueses que nos podem responder na nossa língua mãe, só estão dentro das anedotas, a não ser que lhes pisemos os calos e eles soltem um sonoro, "foda-se", cabrão de merda, vai pisar outro!", identificando-se automaticamente). Levamos sobretudo com narizes empinados, ar enfastiado, e claro, a língua deles, ao seu ritmo, por vezes perto do incompreensível...

Mas eu nem era para escrever sobre estas visões de um Agosto que se quer prolongar pelo ano inteiro, graças aos guias que dizem que Lisboa é o melhor destino turístico da Europa. Queria escrever sobre o café ausente dos amigos que escolhem Agosto para escaparem à "solidão" da Cidade...

sábado, agosto 15, 2015

Muito Tejo, Muito Tejo...


O Vento apareceu esta semana e tem oferecido ondas ao Tejo.

E os cacilheiros já fazem parte do Rio, e como diz Ary dos Santos no seu poema "O Cacilheiro" (final):

Se um dia o cacilheiro for embora
Fica mais triste o coração  da água
E o povo de Lisboa dirá, como quem chora,
Pouco Tejo, pouco Tejo, muita mágoa.

terça-feira, agosto 11, 2015

Flores do Ginjal


Sem nada para dizer, publico esta minha  fotografia de Julho, que é o que é: Flores do Ginjal.

Isto acontece porque o "Casario" há já algum tempo que também é um blogue de retratos do Luís Eme...

sexta-feira, agosto 07, 2015

Uma Dupla Festividade


Hoje dia 7 de Agosto, há dois grandes almadenses que comemoram o seu aniversário. 

António Henriques se estivesse entre nós comemorava hoje o seu centésiimo aniversário, pois nasceu em Cacilhas, a 7 de Agosto de 1915.

Orlando Laranjeiro comemorou hoje o seu 85º aniversário, numa festa partilhada com os seus principais amigos, ele que nasceu em Sesimbra a 7 de Agosto de 1930.

Publicamos a capa do CD comemorativo do centenário de António Henriques, porque as letras no seu interior cantadas por Luisa Basto e o poema declamado por Orlando Laranjeiro, são da autoria do próprio Orlando, um poeta almadense que oferece uma musicalidade especial às suas palavras rimadas.

terça-feira, agosto 04, 2015

Fim de Tarde no Ginjal


Há pouco Tejo neste fim de tarde (domingo...), com o rio praticamente sem ondas.

Ando e sinto que nada mudou nas paredes, nem nas pessoas...

São quase todas de fora, os que passeiam e os que se plantam nas esplanadas do "Atira-te ao Rio" e do "Ponto Final".

Escuto distraído inglês, francês e espanhol (este de forma mais audível, porque os nossos vizinhos são muito mais palavrosos...). Pouco português, porque até os empregados de mesa tentam acompanhar a "dança" das palavras dos clientes.

Perguntam-me porque tenho de voltar sempre aqui.

Respondo com uma frase curta: «porque amo este lugar».