quinta-feira, março 07, 2019

Regras Ambientais Diferentes em Almada...


No sábado o meu filho andou a cortar alguns ramos da nespereira da avó. Passei por lá no fim e ajudei a arrumar num canto do quintal o que se cortara, contrariando a ideia e vontade de colocar tudo junto aos contentores do lixo. Disponibilizei-me a contactar a União de Juntas de Almada, para depois recolherem o "lixo verde" do quintal e não no passeio, em nome das regras de higiene e civismo.

Quando contactei telefonicamente a Junta para a "recolha", acabei por ser surpreendido, pela negativa, para variar. O funcionário que me atendeu disse que a União de Juntas não fazia recolhas em quintais e aconselhou-lhe a ir colocando, ao cair da noite, os ramos da nespereira, junto ao contentor do lixo, que depois seriam recolhidos durante a manhã.

Como se costume dizer "quem manda pode" e mesmo a contragosto, lá colocámos as folhas e os bocados de troncos junto ao contentor mais próximo.

Curiosamente, hoje acabei por achar piada a este placard informativo do Município, que até fala de "coimas", para quem deixar "monos" e outro lixo, junto aos contentores...

Parece-me que era boa ideia, que se entendessem sobre este assunto. Não faz qualquer sentido que o Município diga uma coisa e a União de Juntas outra... Até porque estou de acordo com o placard informativo, quero uma Almada mais limpa...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 02, 2019

A Festa das Artes da SCALA continua Especial...


A Festa das Artes da SCALA foi inaugurada hoje à tarde.

Foi bem reencontrar vários amigos, conversar e olhar as suas obras. Perceber que 25 anos depois, a SCALA continua a cumprir alguns dos objectivos a que se propôs.

E é sempre bom descobrir que continua a aparecer gente nova, a expor pela primeira vez, na nossa Festa...

A exposição pode ser visitada até ao dia 17 de Março, na Oficina de Cultura de Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

25.ª Edição da Festa das Artes da SCALA


Vou participar mais uma vez na "Festa das Artes da SCALA",  que será inaugurada no próximo sábado, na Oficina de Cultura. É a 25.ª exposição artística colectiva que esta Associação cultural almadense realiza neste espaço (segundo as más línguas tem os seus dias contados e poderá ser a última realizada neste espaço, explicarei porquê, brevemente...).

Participo com três fotografias a preto e branco.

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Uma Rua para o Zé Pedro em Almada


Disseram-me que o Zé Pedro, o saudoso líder dos "Xutos e Pontapés", vai ter uma Rua em Almada.

Provavelmente estavam à espera que criticasse esta decisão camarária, só que eu gostei da ideia... 

E vou mais longe, acho que se trata de uma bonita homenagem, a alguém que foi mais almadense, que a maior parte dos vultos que têm nomes de ruas no nosso concelho.

A banda mais emblemática de rock do nosso país é de vários lugares, e um deles, é Almada. E não o digo apenas porque o Tim e o João Cabeleira são "filhos da terra".

Digo-o porque durante anos os "Xutos" ensaiaram no centro de Almada, numa garagem que fica próxima do quartel dos Bombeiros Voluntários de Almada, que visitei mais que uma vez.

(Fotografia de Alexandre Nobre)

quinta-feira, fevereiro 21, 2019

Adeus Lisboa

[...]     
Vou até à Outra Banda
no barquinho de carreira.
Faz que anda mas não anda;
parece de brincadeira.
[...]

António Gedeão (do poema "Adeus Lisboa")

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

O Livro como Obra de Arte


No sábado à tarde fui à Casa da Cerca assistir a uma conferência bastante educativa, com Ana João Romana, que nos falou da "Lenda de São Julião Hospitaleiro" (que desconhecia...) e que também inspirou Amadeo de Souza-Cardoso, que fez um quase desconhecido Livro com Obras de Arte, inspirado na lenda, escrita por Flaubert (que copia integralmente e ilustra...), em 1912, quando ainda estava em Paris.

Não fazia ideia que no século XVIII William Blacke publicara um minúsculo livro  (mais pequeno que o A5...) com a sua arte, ou seja, os seus poemas e as suas pinturas (inspiradas nas suas palavras). Algo que seria complementado quase um século depois por William Morris, um dos grandes pioneiros do design moderno... 

Foi muito bom ouvir a Ana João, que com uma linguagem simples, ofereceu às pessoas que a rodeavam (quis que a conversa fosse quase em mesa redonda...), mais conhecimento sobre essa coisa bonita, que é o livro como obra de arte.

Gostei de aparecer e de aprender mais um pouco sobre estas coisas do mundo das artes, que complementam a exposição "O Futuro do Passado", patente na sala principal de exposições da Casa da Cerca.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, fevereiro 09, 2019

A Petição para uma "Terceira Ponte"


Quando soube da apresentação de uma petição pública, por uma nova travessia do Tejo (túnel Algés-Trafaria), a primeira coisa que pensei, foi que se devia tratar de um grupo de pessoas que queriam marcar a sua posição, política, mesmo que esta estivesse longe de ser uma prioridade, especialmente para a Trafaria.

Para mim, a grande prioridade para a Trafaria, continua a ser a "reconquista" da sua praia, passando de estaleiro das pequenas embarcações para estância balnear (apesar da poluição, tem melhores condições naturais que a maior parte das nossas praias fluviais...)

Mas depois percebi que era uma iniciativa das gentes da Charneca de Caparica e da Sobreda (as freguesias com mais habitantes do Concelho), e que elas têm toda a legitimidade em procurar uma forma de chegar mais cedo a casa, sem perderem o tempo que perdem nas travessias do Rio.

O que eu não sei, é se os peticionários sabem que estão a falar de uma localização que está inserida no chamado "Canal do Tejo", que em alguns lugares do rio, tem a profundidade de 75 metros... O que é capaz de dificultar um pouco as coisas no campo da engenharia e nos custos...).

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

As "Danças Políticas" da Dança em Almada...

A notícia da criação da Casa da Dança de Almada, em Cacilhas, num primeiro olhar, pareceu-me quase uma "brincadeira", por saber que já existe há bastantes anos na Cidade, a Companhia de Dança de Almada.

Mas vamos lá transcrever a notícia que li no "JN":

"A Companhia Paulo Ribeiro - Associação Cultural receberá 120 mil euros para a concretização, dinamização e programação deste projecto, a instalar no Ponto de Encontro, em Cacilhas", indica, em comunicado, o Município do distrito de Setúbal. Segundo a mesma fonte, a Casa da Dança de Almada será uma estrutura centrada na dança contemporânea, com dois objectivos principais: "garantir uma oferta de qualidade ao nível da programação de espectáculos de dança contemporânea e promover o ensino das diferentes modalidades de dança contemporânea e, sobretudo, junto da população mais jovem de lançar novos horizontes e de resgatar talentos."

Este episódio faz com que comece a acreditar que os "boatos" que ouço por aí têm alguma razão de ser, e que possa haver mesmo uma "guerra surda", socialista, que quer acabar com o que entende serem os "feudos comunistas" associativos e culturais.

Como sempre me manifestei contra o "compadrio" que existia entre a CDU e algumas associações, no passado, não posso aceitar, de maneira nenhuma, que também se façam "perseguições políticas", no presente...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, fevereiro 05, 2019

O Associativismo Almadense e o Elitismo Cultural


As demasiadas "transferências" de gente da Capital para Almada, para exercerem funções de chefia em órgãos culturais do Município, faz com que se olhe demasiadas vezes para a cultura local, como uma coisa quase se segunda, principalmente quando esta é difundida pelo movimento associativo.

Até posso perceber que gostem mais de "lagosta" que de "jaquinzinhos" (embora estes hoje sejam muito mais procurados por quem vem de fora...), mas sempre ouvi dizer que os gostos não se devem discutir. A qualidade sim, pode e deve ser discutida. E essa, posso dizer com alguma propriedade, que tem deixado muito a desejar, naquela que quer ser a "grande sala de visitas" de Almada, a Casa da Cerca. 

Nunca esqueço uma exposição que esteve patente neste lugar único de Almada, que acabei por visitar com os meus filhos e os meus sobrinhos, depois deles andarem a brincar nos seus jardins. Quando lhes perguntei o o que achavam da exposição, o meu sobrinho mais velho,  com a sua "alma de artista", torceu o nariz e disse-me que era capaz de fazer muito melhor, que os quadros que estavam na parede. E tinha toda a razão. As telas penduradas resumiam-se a bocados de cimento atirados para cima do tecido, que depois tinham sido pintado com tintas claras...

Volto a dizer mais uma vez: espero que as pessoas de Lisboa desçam à terra, porque Almada não é a Capital do País...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 31, 2019

Almada Inspirou o Pintor Barata-Moura...


Através do excelente blogue, "Almada Virtual Museum", de Rui Granadeiro, descobri que o pintor Barata-Moura (1911 - 2011), além da Beira, também tinha pintado algumas ruas e casarios de Almada...

Eis um dos exemplos...

domingo, janeiro 27, 2019

Somos Poucos, Mas Bons...

Ontem fui um dos "guias" em mais uma visita ao espaço museológico da Incrível Almadense, organizada em conjunto com o Centro de Interpretação de Almada Velha.

Apesar de se poder dizer que o grupo era pequeno, o interesse e curiosidade manifestados pela história de já mais de 170 anos, da Incrível, fez com que todos os minutos passados no coração da Colectividade mais antiga de Almada, valessem a pena...

Aliás, há muito tempo que sei, que nós que gostamos destas coisas da cultura, "somos poucos, mas bons"...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 24, 2019

«Almada não é Lisboa!»

Enquanto cidadão almadense, começo a ficar incomodado,com as mudanças que o Município está a fazer nas suas estruturas, algumas das quais começam a querer perturbar "o coração da cidade", mexendo inclusive com a sua história e as suas tradições.

Não digo isto apenas por algumas das pessoas escolhidas para cargos de responsabilidade, terem vindo da Capital. Embora sejam quase todos "para-quedistas", um termo que Fernando Gil, dirigente histórico da Incrível, gostava de usar quando aparecia gente de fora a querer "trepar paredes" nas colectividades. Ou seja, gente sem qualquer conhecimento ou identificação com Almada.

Ao contrário do que deve pensar a Senhora Presidente da Câmara, Almada não é Lisboa. A sua história é mais popular e menos cosmopolita. As suas gentes são mais simples, mas também mais solidárias. E talvez até tenham mais história e histórias para contar, de um passado operário de resistência, que  muito as orgulha.

É por isso que não aceito o que estão a querer fazer a algumas instituições museológicas municipais, tentando retirar-lhes a identidade, que foram construindo ao longo dos anos, e até a sua vocação etnográfica e antropológica.

O mais curioso, é que na vereação camarária, estão presentes vários almadenses, que ao que tudo indica, são coniventes com o que se está a passar na Cidade.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Atentado ao Património Cultural Almadense

A Incrível Almadense, está mesmo em risco de ter de sair do prédio onde está instalada a sua sede social, porque os senhorios pedem uma renda de um valor absurdo (850 euros), para um simples andar, num prédio com mais de 120 anos.

O mais curioso de toda a história, é que a Incrível está ali há 118 anos. E o senhorio não gastou um tostão nas várias obras necessárias,  para que o edifício permanecesse habitável (foram milhares e milhares de euros pagos pela Incrível...), pelo menos nos últimos 70 anos.

Poderão fazer uma leitura mais completa no Largo da Memória, onde também escrevi sobre este atentado ao Património Cultural Almadense.

Espero que Almada não fique em silêncio, que as suas forças vivas tomem uma posição, não esqueçam a história e os valores culturais e associativos, que a Incrível Almadense defende há já mais de 170 anos.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, janeiro 18, 2019

"Na Margem, uma história de rock"


O Museu da Cidade (de Almada...) inaugurou na noite de sábado passado a exposição, "Na Margem, uma história de rock", que faz a viagem deste género musical desde o começo dos anos sessenta do século passado até à actualidade.

Passei por lá hoje de manhã e gostei do que vi, como de costume (parabéns "Meninas"...).

E vou mais longe, esta exposição deveria ser visitada pela maioria dos almadenses que gostam de música, de história e de estórias... 

Fiquei também a saber que o António Manuel Ribeiro, que tocou na noite da inauguração da exposição com os seus UHF, disse algo de muito honroso para a "minha Incrível": «A Incrível Almadense foi mais importante do que o Rendez Vous. Eu sei do que falo. eu estava lá.»

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, janeiro 12, 2019

"Almada e o Tejo: Património (s)"

Foi  inaugurada hoje a exposição "Almada e o Tejo: Património (s)", na Oficina de Cultura de Almada, organizada pela Associação Amigos da Cidade de Almada, que se prepara para comemorar o seu 24.º aniversário.

Uma das grandes atracções da exposição são as 26 embarcações em miniatura (com muitos cacilheiros, de várias épocas...), recriadas por Luís Serra,  um grande artesão almadense e meu companheiro da "Tertúlia do Bacalhau com Grão".

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, janeiro 09, 2019

"O Futuro do Passado"


"O Futuro do Passado" é uma exposição no mínimo curiosa, que está patente ao público na sala principal de exposições da Casa da Cerca, em Almada.

Oferece-nos a conjugação de trabalhos de Amadeo de Souza-Cardoso, Ana Jotta, Jorge Queiroz e Matilde Campilho.

E pode ser visitada até 3 de Março...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Névoa e Frio no Ginjal

Apesar do tempo não estar nada convidativo, como precisava de ir a Almada, resolvi ir pelo caminho mais longo: descer por Cacilhas, passar rente ao Tejo no Ginjal, para depois subir para Almada, pelas escadas que nos levam à Boca do Vento...

(Fotografia de Luís Eme - uma das primeiras tiradas no Ginjal)

terça-feira, janeiro 01, 2019

A Minha Principal Tertúlia Gastronómica...

A minha principal tertúlia gastronómica tem como cenário o Restaurante Olivença, que fica próximo do Mercado de Almada e acabou por ser baptizada pela "Tertúlia do Bacalhau com Grão". Este nome deve-se ao facto dos nossos encontros "comensais" terem lugar à segunda-feira, dia em que é confeccionado o melhor bacalhau com grão de Almada e arredores.

Esta tertúlia existe há mais de meia-dúzia de anos e é sobretudo um espaço de amizade e de convívio e teve como principal mentor Orlando Laranjeiro. No início éramos quatro, o Orlando, o Xico, o Carlos e eu. Depois foram aparecendo novos amigos (Carlos II, Carlos III, Viriato, Jaiminho, Mário e Luís), que se integraram com facilidade no espírito da coisa. 

Embora o Carlos I, goste de dizer com ironia que na nossa tertúlia não se "diz mal de ninguém", o que salta à vista de qualquer pessoa mais atenta, é a amizade reinante entre todos, que tanto nos permite contarmos uma anedota picante, como falar da história de Almada, da realidade que nos cerca - quer a nível local, nacional e internacional, ou, não menos importante, falarmos das pessoas e das Colectividades de que gostamos. 

Infelizmente este último trimestre não tem sido nada agradável. Momentaneamente vimo-nos privados da companhia do Orlando e do Carlos I, por problemas de saúde. Para piorar as coisas, o nosso Carlos III partiu neste final de ano, sem ter tempo para se despedir dos amigos.

Apesar destes "golpes traiçoeiros", na próxima segunda-feira, lá estaremos. Como de costume falaremos de tudo o que nos apetecer, até da ausência dos nossos queridos amigos, com a cumplicidade de um outro Carlos, que gere a nossa "Casa de Pasto" e sempre nos tratou como uns "lordes"...

(Fotografia do Carlos da "Olivença")

domingo, dezembro 30, 2018

Carlos Alberto Rosado (1937 - 2018)


Carlos Alberto Rosado, deixou-nos ontem, vitima de morte súbita.

Almada fica mais pobre, pois perde um grande associativista e um grande ser humano. 

Actualmente o Carlos era Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Incrível Almadense e da Associação das Colectividades do Concelho de Almada.

Além de ser um bom amigo, foi uma das pessoas mais solidárias e generosas que conheci nos últimos anos.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 27, 2018

A Beira-Rio em Dezembro...


Nestes dias frescos, não é das coisas mais agradáveis, ficar parado à beira-rio, mesmo que seja numa esplanada com uma vista única. 

É também por isso que os restaurantes quer ficam no "coração" do Ginjal, têm sempre uma manta à espera dos clientes...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 20, 2018

Olá Associativismo...


Toda a gente que de alguma forma está, ou esteve, ligada às colectividades de Almada, sabe que elas já viveram dias melhores.

Mas nos últimos anos as coisas pioraram, muitas portas se fecharam, para não se voltarem a abrir.

Há ainda casos estranhos, como o da quase "usurpação" das instalações do Clube Recreativo da Ramalha, pelos "rendeiros"...

A única coisa que sei, é que há demasiada passividade de algumas instituições, como a Associação das Colectividades do Concelho de Almada e algumas juntas de Freguesia, que andam sempre demasiado distraídas em relação ao que se passa à sua volta...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, dezembro 15, 2018

A História de Cacilhas Está mais Rica


As "Crónicas d'agora sobre Cacilhas d'outrora (Vol.II)" do Luís Bayó Veiga vieram enriquecer, ainda mais, a já fecunda, literatura cacilhense.

Apesar da sua aparente simplicidade, é um livro que oferece algo de novo à história da localidade ribeirinha, devido à riqueza de uma boa parte das biografias de figuras cacilhenses que constam neste volume. Algumas ainda não tinham merecido a atenção de nenhum escritor local, outras nunca tinham sido tão aprofundadas, como neste conjunto de crónicas históricas, muito bem ilustradas.

sábado, dezembro 08, 2018

Uma Colectividade Piedense com uma História Diferente...


Esta fotografia tem as iniciais e o símbolo de uma das colectividades da Cova da Piedade, com uma das histórias mais curiosas do seio do movimento associativo almadense.

História que me foi contada pelo meu amigo Mário, filho de um dos fundadores do Clube Recreativo Piedense.

Embora a vertente cultural e recreativa tenha sido a principal motivação para a fundação das grandes  Colectividades Centenárias de Almada ainda no século XIX (Incrível, SFUAP e Academia), que felizmente continuam activas, o Recreativo Piedense foi fundado, no final dos anos vinte do século passado, por uma razão, que até poderá parecer de somenos importância: a criação de um clube para se realizarem bailes (devido ao reduzido espaço oferecido pela sala de danças da SFUAP, que rapidamente ficava lotada e não possibilitava a entrada a mais casais...).

Foi este aspecto simples, que uniu três amigos, que resolveram formar um clube, ao mesmo tempo que alugaram um espaço, com condições para a realização dos tão desejados bailes, de domingo à tarde.

Para todos aqueles que aderiram ao Recreativo Piedense, acabaram-se assim os tempos de espera intermináveis, à porta da sala dos bailaricos da "Sociedade da Piedade"...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, dezembro 05, 2018

Uma Boa Notícia e um Presente...


Hoje, por ter recebido uma boa notícia, vou mostrar aqui no "Casario" o quadro inspirado no Ginjal, que uma pessoa especial me ofereceu e que eu resolvi "levar a passear" hoje de manhã, à beira Tejo...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, dezembro 04, 2018

A Lisnave no Museu Naval

O Museu Naval no Olho de Boi  inaugurou na segunda metade do mês de Novembro a exposição, "Pórtico de Identidade, a Lisnave em Almada".

É uma exposição identificativa dos estaleiros, embora na minha opinião não consiga dar a verdadeira dimensão dos estaleiros (era maior do que transparece...). Mas não deixa de ser uma boa homenagem à maior empresa de sempre do concelho de Almada.

Trata-se de uma exposição de longa duração, ficará pelo Olho de Boi largos meses, com toda a certeza...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, dezembro 01, 2018

Um Ano no Mínimo Estranho...

Este último ano em Almada, governado pelo PS, coligado com o PSD, tem sido no mínimo estranho.

Como já tenho dito, achava a mudança  política benéfica (mais de 40 anos no poder, mesmo da CDU, fazem sempre mal à democracia...), embora não tivesse a expectativa de que se realizassem grandes melhorias.

Infelizmente as coisas têm corrido pior do que eu pensava, pelo menos na Cultura e no Associativismo, que são as áreas que melhor conheço.

Até posso oferecer alguns exemplos: sobrevalorização e desinvestimento dos espaços culturais existentes do Município; "dança de cadeiras" quase permanente nas chefias, com a nomeação de demasiados "lisboetas", sem que tenham qualquer ligação ou conhecimento da realidade local; diminuição drástica dos apoios ao movimento associativo; desleixo informativo em relação aos almadenses (a agenda cultural tem saído quase sempre a meio do mês, ou seja, depois de metade das coisas terem acontecido...); e o pior de tudo, ausência de qualquer informação e esclarecimento às muitas dúvidas que persistem em relação ao presente e futuro, nos meios culturais e associativos. 

Uma das coisas que mais me irritava na governação da CDU, eram os tiques "autocráticos" de alguns vereadores (o poder de largos anos tem esse efeito nas pessoas...). Tiques que se mantêm neste novo quadro governativo, a começar pela Presidente...

É por isso que acho pertinente a colocação desta faixa em vários lugares de Almada pela CDU (ao contrário de um amigo comunista, com quem conversei há dias...), quanto mais não seja para "abrir olhos" a quem está no poder...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, novembro 27, 2018

A Vigilante e o Preguiça...


Hoje passei pelo Ginjal, ao fim da manhã, quase a furar o nevoeiro.

Junto ao "Atira-te ao Rio", a maré baixa fez com que um coelho aparecesse rente à Praia das Lavadeiras (saiu de um dos buracos do cais e não de qualquer cartola...) e colocou alguns funcionários em guarda.

Um deles colocou a conversa em dia comigo e disse que não estavam à "caça de ratazanas" (embora elas habitem por ali às dezenas, sim fico-me apenas pelas dezenas...), mas sim à procura de um coelho que veio até à margem do Tejo. E depois queixou-se da senhora que passa por ali, mais que uma vez por dia, a alimentar a "gataria do Ginjal", que  foi perdendo a vontade e a destreza de se deliciar com os primos do Jerry.


Nem de propósito, acabei por me cruzar com um destes "anafados", que como levava um saco, miou-me, à procura de um doce. Depois de perceber que não havia nada para ele, rebolou-se e ficou por ali, deitado no paredão.

(Fotografias de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 23, 2018

Uma Mensagem de Parede e a "Sexta Feira Preta"...

Não posso dizer que seja coisa que me incomode, ver tanta gente atrás da "sexta feira preta".

Só espero é que não tenham comprado muito "gato por lebre".

Mas os anarquistas "pintores de parede", têm razão. Capitalismo é "guerra", nem que seja às nossas carteiras...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, novembro 21, 2018

quinta-feira, novembro 15, 2018

Encontro de Leitores de Saramago


A Biblioteca José Saramago, no Feijó,  Almada, homenageia o seu patrono com um fim de semana cheio de actividades, no "3º Encontro Ibérico de Leitores de Saramago".

quarta-feira, novembro 14, 2018

IMARGEM 2018

A exposição anual da Imargem é sempre um bom motivo para apreciar o trabalho artístico de alguns amigos.

Sem que encontre uma explicação lógica, a mostra de arte foi transferida da Galeria Municipal para o hall da Academia Almadense, onde será inaugurada, ao fim da tarde de 16 de Novembro (sexta-feira)...

sábado, novembro 10, 2018

Professor Silva Marques, um Grande Mestre e Pedagogo de Almada


O professor António Silva Marques, grande mestre e pedagogo, que teve uma influencia decisiva na implantação do desporto escolar em Almada, na sua Emídio Navarro, deixou-nos na quarta-feira.

Além de professor memorável (daqueles que recordamos para a vida toda...), era um homem das culturas e de tudo o que contribuísse para o enriquecimento do ser humano, como pudemos testemunhar através de um convívio extremamente rico, no sempre vivo Movimento Associativo Almadense.

E como gostava muito de Almada, a Terra que o adoptou, até lhe dedicou um pequeno livro de quadras...

quinta-feira, novembro 08, 2018

A Exposição do 40.º Aniversário do Núcleo do Laranjeiro


Visitei hoje a exposição comemorativa do 40.º Aniversário do Núcleo Desportivo Juvenil do Laranjeiro, patente no edifício-sede da Junta de Freguesia do Feijó e Laranjeiro.

É uma bela homenagem ao melhor clube de atletismo do concelho de Almada, que têm formado autênticos campeões, com mais de uma dezena de recordistas nacionais, em vários escalões. E claro, os cinco atletas que formou e que se tornaram internacionais no escalão máximo: Carlos Silva,  Arnaldo Abrantes e Sílvia Cruz (estes três foram atletas olímpicos), Dário Manso e Carla Tavares.


Nesta jornada de festa é importante não esquecer todos os treinadores e dirigentes que tanto deram de si ao longo destes 40 anos, que têm no Armindo o melhor exemplo.

(Fotografias de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 02, 2018

Começa Hoje...


A "22.ª Mostra de Teatro de Almada" começa hoje e oferece dezenas de espectáculos aos almadenses, pelos grupos de teatro do Concelho (amadores e profissionais), até ao dia 18 de Novembro.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 01, 2018

Dia da Senhora do Milagre


Hoje em Cacilhas é dia de procissão, dia de festa para a Senhora do Bom Sucesso, a padroeira da localidade ribeirinha.

A procissão realiza-se desde o século XVIII e recorda de uma forma simbólica o "milagre" que ocorreu durante o Terramoto de 1755, em que rezam as crónicas que foi um pescador, curiosamente também ele Pedro, que pegou na imagem da Santa e ao ergue-la aos céus e a pedir ajuda divina, foi atendido... as águas que ameaçavam destruir a então Aldeia de pescadores...

(Fotografia de Luís Eme)