Com o mau tempo no canal, o Estuário do Tejo transforma-se num oceano e surgem muitos "náufragos" nas praias do Ginjal...
Foi assim, de manhã, nas praias das Lavadeiras e da Fonte da Pipa.
Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
Enquanto as coisas não caem de velhas, no Ginjal, ainda é possível fazer registos de placas e de velhas informações.
Neste caso particular, o "28", não é autocarro que eu apanhava para Belém, no começo da década de oitenta, é a entrada da "copenave", uma cooperativa que abastecia os bacalhoeiros de tudo o que era necessário, para as suas viagens pelos mares da "Terra Nova", durante seis longos meses...
Esta fotografia oferece-nos um bom exemplo dos vestígios industriais que ainda encontramos no Ginjal.
Este era um dos cais de embarque e desembarque da Sociedade Nacional de Armadores da Pesca do Bacalhau (SNAPB), que ocupou uma parte significativa do Ginjal, do final dos anos trinta até à década de setenta do século passado.
Quem disse que os homens não falam de amor?
O último "post" deu que falar e de que maneira, ao ponto de ter vindo para a mesa, o agora chamado, "efeito saramago".
O óleo é de Sally Storch.
«Ela é tudo aquilo que eu nunca quis.»
Desabafo de um amigo que explica em parte a inquietude, a surpresa, a incompreensão e a diferença que nos é oferecida pelo "amor-paixão".
Na foto Sophie Marceau.
Encontrei no cacilheiro o mestre Eduardo Gageiro, que em boa hora veio até junto ao Tejo, à procura de inspiração para os seus "bonecos".
Conversámos um pouco, antes de ele aproveitar a viagem para cirandar de janela em janela, no interior da barca. Ainda me disse que há muito tempo que não atravessava o rio, e que andava em busca de imagens para um segundo volume do seu excelente trabalho, "Lisboa no Cais da Memória", desta vez com fotografias de 1975 a 2010.
Se há algo difícil de explicar, é a poesia, toda, inclusive a da vida.
Sensibilidades, gostos, leituras e olhares diferentes, fazem toda a diferença...
É provavelmente a personagem da 1ª República mais odiada, principalmente pelos sectores mais conservadores da nossa sociedade, mas não deixa de ser a que considero mais importante.
Claro que Afonso Costa cometeu vários erros, o principal terá sido a perseguição que fez à igreja, tendo sido o principal obreiro da "Lei da Separação do Estado e das Igrejas", na nova constituição de 1911. Também é criticado pela entrada de Portugal na Grande Guerra, mas esta foi uma posição inevitável, se não o tivéssemos feito, teríamos ficado com as colónias à mercê dos alemães, sem a protecção dos aliados.
Antes da implantação da República foi um dos deputados que mais se bateu contra os gastos da Casa Real, que recebia "adiantamentos" avultados, que não se coadunavam com as dificuldades económicas que o país atravessava. Este "atrevimento" valeu-lhe inclusive a "expulsão" do parlamento.
Excelente advogado e professor universitário (doutorou-se com a tese, "A Igreja e a Questão Social, em 1895), tinha ideias demasiado avançadas para o seu tempo.
Anti-salazarista, Afonso Costa acabou por falecer em 1937, no exílio, em Paris.
Na imagem podemos ver Afonso Costa a chegar a Cacilhas em 1911, onde veio agradecer o apoio popular dos almadenses ao ideário Republicano.
Hoje, às 16 horas, vou apresentar o livro, "Oliveira Feijão, Cacilhense Ilustre", da autoria do escritor almadense, Victor Aparício.
O lançamento será feito no Centro Municipal de Turismo, em Cacilhas.
Hoje é dia de animação em Cacilhas.
Os Escuteiros, a Junta de Freguesia e o comércio local organizam mais uma vez as "Tasquinhas e Burricadas de Cacilhas", com passeios de burro, venda de artesanato e uma boa oferta gastronómica, não estivesse a decorrer durante o mês de Setembro, a "X Festa da Gastronómica de Cacilhas".
Almada está longe de ser a cidade "moderna" que nos é vendida pelo Poder Local.
Esta varanda pertence à zona da Mutela, na rua Manuel Febrero (ou Fevereiro - a duplicidade de nomes é uma constante da nossa toponímica...), a caminho da Cova da Piedade, e está assim há pelo menos duas décadas.
Embora não conheça muito bem os parâmetros legislativos, faz-me confusão que a Autarquia almadense não "exproprie" algumas casas, completamente abandonadas pelos seus proprietários...
As margens do rio, a Sul e a Norte, são pródigas em miradouros, naturais ou "inventados" pelo homem. Devo conhecer quase todos, em Lisboa e Almada.
Reparo agora, ao escrever, que a maior parte das vezes visito-os sozinho.
Ezequiel não é nome de cão, mas sim de alguém que pode muito bem retratar a prática uma boa parte dos nossos políticos, que se acham acima da lei.
Falo de um senhor que é adjunto de Isaltino Morais e que foi durante anos presidente do Município de Sesimbra.
À tarde chamaram-me a atenção para dar uma olhadela para a "SIC Radical", porque estavam a dar notícias da minha aldeia.
Uma Catarina sorridente Freitas, vendia a "Semana Europeia da Mobilidade" em Almada, como um acontecimento de nível "mundial".
Henrique Mota foi autor de oito obras literárias: "Desportistas Almadenses - I Volume" (1975); "Desportistas Almadenses - II Volume" (1984); "Contos Desportivos" (1985); "Desportistas Almadenses - III Volume" (1993); Ginásio Clube do Sul - 75 Anos de Glória" (1995); "Personalidades Cacilhenses" (1997); "Memorando" (1999); "Desportistas Almadenses" - IV Volume" (2004).
Henrique Mota estreou-se como dirigente no Ginásio Clube do Sul como presidente da Direcção, em 1949, com apenas 28 anos, sendo ainda hoje o presidente mais jovem da história da colectividade cacilhense.
Em 1994 foi um dos quinze fundadores da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, sendo o seu primeiro presidente da Mesa da Assembleia Geral e um dos elementos mais influentes no seu crescimento dos primeiros anos.
Em 2005, na comemoração do 85º aniversário, o Ginásio Clube do Sul, homenageou Henrique Mota e outros associados relevantes, atribuindo o seu nome ao Salão Nobre do Pavilhão Polidesportivo.