quarta-feira, janeiro 21, 2009

Homem Novo?

Não me parece que exista o homem novo, que a "Visão" publicita.

Há sim um país que se transformou há trinta e quatro anos, com uma revolução que mudou tudo (e ainda bem), abriu mentalidades, aproximou mais a mulher do homem. Quem nasceu em liberdade é de facto um homem novo.
Mas não tem necessariamente que se depilar ou tratar das rugas. Quanto aos perfumes, sempre existiram. Nem sequer conheço pessoas que tenham prazer em cheirar mal. Lembro-me de o meu pai trazer perfumes de Espanha, antes de Abril, além dos caramelos, da laranjada e da bonbazine...
Há sim um negócio crescente de beleza, incentivado por uns gajos amaricados que têm alergia a pelos e que não gostam de rugas, que já foram "metrossexuais" e não sei o que serão amanhã...
Eu? Gosto dos meus pelos e das minhas rugas, tal como começo a gostar dos cabelos brancos que vão aparecendo. Claro que tenho a vantagem de não trabalhar num lugar onde é obrigatório usar terno e gravata, em que o cartão de crédito também tem umas despesas no "spa"...
Que bom que é sentir-me um homem "velho".

6 comentários:

CAP CRÉUS disse...

Tenho de concordar consigo!
O que é demais é exagero, e saloios há que gastam rios de dinheiro para se manterem novos, bem vestidos (acham eles) e iguais ao que aparece na TV.
Eu? Prefiro envelhecer em forma, mas fazendo exercicio, e de bem comigo mesmo!
Abraço

Rosa dos Ventos disse...

Também o meu pai trazia de Espanha esses tais produtos, mas às escondidas...
Os perfumes que oferecia à minha mãe chamavam-se "Maderas do Oriente" e "Tabu".
O "Tabu" era muito enjoativo mas o "Maderas" era agradável e também havia da mesma linha o pó-de-arroz!
Trouxeste-me lembranças emocionadas...
Tu velho?!
Deixa-me rir! :-))

Abraço

Cris Caetano disse...

Vou ter de fazer a mesma observação da Rosa: Tu velho?! Deixa-me rir!

Acho que há aí algum um exagero. Lembro-me de quando pequena ver pais apanharem coleguinhas na escola, lembro de meu pai fazendo o nosso jantar enquanto mamãe andava num curso à noite. E hoje em dia, conheço homens que não ajudam em nada com os filhos. Quanto à vaidade, há anos se perfumam e fazem plásticas.
A diferença que percebo nos dias atuais, vale para homens e mulheres, é um culto ao corpo exagerado, quase doentio, mas está longe de ser a maioria deles e delas.

Beijinhos

Luis Eme disse...

sim, Cap, o mais importante é sentirmo-nos bem com nós próprios, independemente das modas...

Luis Eme disse...

ainda bem, Rosa...

mas sabes que as histórias do direito à diferença são sempre giras, quando estão na moda...

Luis Eme disse...

claro que há exageros, Cris.

há por aqui muitas bandeiras erradas. sempre mudei fraldas e dei banho aos meus filhos, assim como tantas outras coisas do dia a dia, não coisa desses gajos "novos"...

e em relação aos tais "novos", há coisa coisas modernas que me envergonham. uma das coisas que mais me envergonha são as histórias de violência entre namorados. coisa impensável na minha geração. não conheci um único casal de namorados onde isso acontecesse na minha adolescência e começo da vida de adulto.

há também muita coisa que mudou para pior, infelizmente...