quinta-feira, maio 10, 2007

O Largo de Cacilhas


O Largo de Cacilhas nunca se conseguiu libertar, da sua sina, de ser apenas um ponto de partida e de chegada, entre o Sul e o Norte do nosso país.
Ainda hoje é assim. As pessoas mal saem dos cacilheiros enfiam-se nos autocarros ou nos seus veículos próprios e até amanhã Cacilhas...
Esta fotografia dos anos cinquenta é prova disso, mostra-nos o Largo povoado de carros ligeiros e de camionetas de carreira, à espera de clientes...

20 comentários:

Cristina disse...

Concordo com o teu "cenário" mas se assim não fosse não seria Cacilhas!

Sara Gonçalves Brito disse...

O Luís traça aqui uma verdade irrefutável. Temos o privilégio de ter o Tejo a abraçar-nos e conseguimos ter a pior das telas num cenario que, creio, poderia ser esplendido... Ainda ontem passeava ao largo da Baía do Seixal e tinha exactamente este pensamento: Caramba! Com uma paisagem tão bonita e não conseguimos fazer melhor?
E passava hoje em mais uma das inúmeras vezes pelo comboio da ponte e observei que nem 1/3 dos utentes so dito vislumbravam o cristo rei em combinação com a ponte. Tolos!
Cabe-me a mim e a outros tantos ir observando o que de melhor temos :)

Rosa dos Ventos disse...

Depois de sair do cacilheiro, era lá que eu apanhava a camionete dos Belos para ir dar aulas a Setúbal!
E olha que era preciso mesmo correr!
Já lá vão muitos anos...

Zé Gomes disse...

Ñão é caso único.

Há terras que parece que estão organizadas só para serem passagem.

Cacilhas também é assim, tirando os cafés do Largo, não há nada que atraia as pessoas a ficarem por lá.

Luis Eme disse...

Não percebi bem a associação que fazes à palavra Cacilhas para dizeres, que com outro cenário, não seria "Cacilhas", Cristina.

Luis Eme disse...

Eu continuo convencido que se podia fazer muito mais, Sara.

Que esta nossa "porta" de entrada, poderia ser muito mais agradável para quem chega e para quem vive nesta banda.

Quando fizeram a zona ajardinada junto ao elevador, poderiam ter feito algo do género no Largo, pelo menos rente ao rio...

Mas, eles é que mandam, nós limitamo-nos a enviar recados.

Luis Eme disse...

Pois, também há sempre problema Rosa, as pessoas estavam sempre com pressa, para chegarem a casa ou ao emprego...

Luis Eme disse...

Concordo contigo Zé.

Cacilhas não é caso único e é mesmo uma questão de organização, que pode ser alterada.

Hajam vontades!

CAP CRÉUS disse...

Estas fotos a preto e branco são demais!
Não conheço nada dessa zona!

Debaixo do Bulcão disse...

Há uns 5 anos, entrevistei os responsáveis da Transtejo a propósito do "futuro interface" do MST e fiquei então a saber que todo aquele largo é uma concessão da APL (Administração do Porto de Lisboa) à TT, "por tempo indeterminado".
Confesso que, depois disso, não actualizei as minhas informações sobre o assunto.
Algém me sabe dizer se ainda é assim, ou há novidades?

Repórter disse...

Chamem-me ultrapassado e essas coisas a atirar para o velhote, mas preferia uma Cacilhas assim, como a da foto.
Bonita, limpa, arejada.
Sempre foi, sim, um local de passagem. Mas daí não passa. Já sabemos porquê.

Luis Eme disse...

"Cap", devo começar por te avisar que esta foto não tem nada a ver com o Largo dos nossos dias. O largo é maior porque se conquistou mais rio, mas está longe de ser mais agradável...

Luis Eme disse...

Embora não tenha dados para refutar essa informação da Transtejo, acho-a exagerada, Vitorino.
Penso que o domínio marítimo da APL não é tão grande, até pela extensão do Largo.

Luis Eme disse...

Não há qualquer dúvida em relação a isso, Repórter.

O largo parece mais limpo e arrumado...

CN disse...

Sim, é verdade, mas também me lembro de ir a Cacilhas para um petisco no Ginjal ou noutro daqueles restaurantes da zona. Era coisa de fim-de-semana porque, realmente, durante a semana aquilo é um corropio de gente para trás e para a frente.

Luis Eme disse...

As coisas acalmaram um bocado durante a semana, com o comboio da ponte, Carlos.

Ao fim de semana, o Largo continua calmo, calmo até demais...

Alice C. disse...

O Largo pode ser um ponto de passagem e ter umas árvores, uns bancos e até um jardim à beira rio.
Tornava tudo mais agradável, e talvez, todos os que apanhamos o cacilheiro, perdéssemos a pressa de chegar a casa, Luís.

Luis Eme disse...

Tens razão Alice, o Largo ficava mais bonito.

Mas não acredito que as pessoas perdessem a pressa de chegarem a casa.

isabel victor disse...

que bela fotografia ...

Luz, documento, paisagem, memória.

pessoas, estorias, vidas ...

Qual a fonte, Luís ?

Luis Eme disse...

Um pequeno roteiro turistico de Almada, do inicio dos anos cinquenta. Tem fotografias fabulosas do concelho, Isabel.