terça-feira, junho 13, 2006

O Ginjal na Literatura II

TODAS AS HISTÓRIAS TÊM UM
PRINCÍPIO - E ESTA COMEÇA
NO CAIS DO GINJAL
Aquele cais onde morávamos, essa muralha com uma longa correnteza de prédios, dera ensejo a curiosa adivinha que se perguntava ao serão:
- Porque se parece o cais do Ginjal com um colete?
E a resposta provocava risos:
- Porque tem casas só dum lado.
Pois era: casas só de um lado... Além de algumas residências, havia as tanoarias, as fábricas de conserva, armazéns de vinhos e cereais. Entre os prédios e a rocha, que percorria as traseiras, encontravam-se as hortas, as árvores de fruto e latadas de boa uva garrafal. Viam-se igualmente capoeiras e pombais, além de outros casinhotos, que as paredes da beira-mar ocultavam da apressada observação do simples viandante do cais.[...]
In "O Tritão", de Romeu Correia

1 comentário:

João Vasco disse...

Um livro delicioso sobre Almada, o cais , o Tejo e as memórias da infância de um grande escritor.