segunda-feira, novembro 25, 2019

Nas Cidades de Abril Novembro é Sempre Cinzento...


Nas cidades de Abril, como é Almada, Novembro é sempre um mês a dar para o cinzento...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quarta-feira, novembro 20, 2019

Arte com Cor e Boas Ideias


A Oficina de Cultura de Almada recebe mais uma edição da exposição "Arte & Fazer", dos alunos das escolas de ensino especial.

Continua a ser uma das exposições com mais vida (graças à cor e à imaginação dos artistas, apoiados pelos professores...), que este espaço recebe.

Este ano, nem o Ginjal faltou, através desta maquete, onde se vê o elevador, os restaurantes do Ginjal, o casario de Almada Velha e o Tejo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sábado, novembro 16, 2019

Emoção, Música e História...

O lançamento do livro, "Pais Fundadores, da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e do Teatro Garrett (1889 - 2019)", da autoria de António Neves Policarpo, foi um excelente momento cultural, com emoção, música (de um jovem pianista e da Banda da SFUAP) e história.

Há três intervenções que merecem um destaque especial. A de Mário Araújo, o actual presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade, que se prepara para deixar de ser dirigente da SFUAP (46 anos depois...), e disse muito do que lhe ia na alma, sem conseguir esconder a emoção. O autor, António Policarpo, que falou do muito que descobriu durante o seu trabalho de investigação, ao mesmo tempo que nos levava de viagem pelo século XIX, desde a Revolução Liberal  ao fim de século, destacando a fundação da SFUAP, sem se esquecer de focar o crescimento industrial da Cova da Piedade. Augusto Flor, o apresentador da obra, completou com grande mestria a intervenção do autor, realçando a importância histórica deste ensaio histórico, até por abrir novos caminhos para investigações futuras (a nova data da fundação da Incrível Almadense, foi um dos dados mais pertinentes, oferecidos à plateia, numerosa e atenta, que marcou presença no edifício polivalente da SFUAP).

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

sexta-feira, novembro 15, 2019

O Livro da História da SFUAP

No dia 16 de Novembro (amanhã), às 16 horas, será apresentado no ginásio da Sociedade Piedense,  o livro, "Pais Fundadores da SFUAP e do Teatro Garrett", da autoria do escritor almadense, António Neves Policarpo.

É mais uma obra que irá enriquecer a já rica história do Concelho de Almada e das suas Colectividades ( que tanta importância tiveram, no desenvolvimento social e cultural desta nossa Outra Banda).

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, novembro 13, 2019

A Falta de Proximidade entre os Eleitos e a População...

Uma das coisas que mais se tem degradado  no Concelho de Almada, nos últimos anos, é a falta de proximidade entre o Poder Local e as Pessoas.

Esta "revolução silenciosa" começou com a unificação das Juntas de Freguesia (uma das muitas heranças que ficaram do PSD...), que eram um elo de ligação bastante importante nas localidades urbanas, pela atenção que se dava a quase tudo, até às coisas simples, tão importantes no nosso dia a dia. 

Por exemplo, Cacilhas, Almada, Pragal e Cova da Piedade eram quatro e agora são apenas uma...

As coisas também não melhoraram com a mudança de governação, após as eleições autárquicas. O PS (pelo menos o de Almada...) é mais cosmopolita, parece não perceber que as cidades englobam pequenas aldeias dentro de si (ou finge, porque é mais cómodo...), preocupando-se mais com o geral com o particular...

Mas penso que a culpa maior destas "mudanças" continua a ser dos autarcas eleitos, especialmente os que fazem parte das Juntas de Freguesia, que por falta de sensibilidade, por comodismo, entre outras coisas, nunca esbateram as diferenças  (sempre foi mais fácil governar sentado no gabinete...) e foram esquecendo a importância que têm coisas tão simples - que ultrapassam o "bom dia" e boa tarde", que também se usava com mais frequência...- , como são o património vandalizado, as áreas verdes abandonadas ou o lixo nas ruas. Deviam saber, por experiência própria, que o vandalismo, o abandono e o lixo, chama sempre mais vandalismo, mais abandono e mais lixo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, novembro 06, 2019

66 Belos Cartazes...

Descobri por acaso (ao passar pela Oficina de Cultura), na tarde de domingo, a bela exposição de José Manuel Castanheira, "Sessenta e Seis Cartazes", que nos leva de viagem pela sua história criativa, entre o cenógrafo e desenhador gráfico (uma boa parte dos bonitos cartazes são de peças e festivais de teatro...).

É uma exposição que merece a nossa visita, pela sua qualidade. E hoje, às 21 horas, há a possibilidade de se conversar com o autor, o José Manuel Castanheira.

Embora não tenha recebido nenhum convite para a inauguração da exposição (25 de Outubro), recebi um, ainda a tempo de assistir à "conversa".  O que não deixa de ser curioso, se antes no tempo dos "convites pelo correio" que chegavam fora de horas, a desculpa era o carteiro... agora deve ser da "avaria" nos e-mails...

domingo, novembro 03, 2019

Nova Lixeira no Ginjal

Ontem ao passar pelo Ginjal descobri uma "lixeira" rente a um espaço alternativo de cultura.

Não faço ideia do que aconteceu, se foi despejo, ou outra coisa qualquer.

Só faltava mais este efeito "decorativo" no Ginjal, para turista apreciar...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, novembro 01, 2019

O Pescador na Procissão de Cacilhas

Achei curiosa a presença de um pescador na Procissão de Cacilhas (com as canas aos ombros...), porque o "Milagre de Cacilhas" teve como principal protagonista um pescador (ou catraeiro...), que pegou numa imagem da Virgem Maria e dirigiu-se para as águas que invadiam a localidade, durante o "maremoto" de 1755 (que se seguiu depois do sismo...) e pediu à Virgem, para que acalmasse as águas e pusesse termo aquele "inferno"... 

O que viria a acontecer e fez com que a população de Cacilhas, passasse a realizar anualmente uma Procissão (que se realiza desde o século XVIII), como forma de agradecer este "Milagre".

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas) 

domingo, outubro 27, 2019

Domingo Incrível


Passei a tarde de domingo no Salão de Festas da Incrível Almadense, a assistir à sessão solene da Colectividade Rainha de Almada.

A sessão teve início com a actuação da sua banda filarmónica, que mantém a qualidade de sempre.

Depois foi tempo de discursos e entrega de prendas, para depois se entregarem emblemas de prata (fui um dos contemplados...), de ouro e de diamante (pela primeira vez foram premiados os 75 anos de associado, com a entrega de três emblemas a três Incríveis históricos...).

Foi aquilo que se pode chamar, um Domingo Incrível.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, outubro 24, 2019

A História da Trafaria e um "Fenómeno Pouco Natural"


Nestes últimos tempos o "Casario" tem sido visitado por milhares de pessoas, graças a um texto que publiquei sobre a Trafaria, depois de ter lido "O Perfil do Marquês de Pombal de Camilo Castelo Branco.

O texto teve como título "Madrugada Negra na Trafaria" e foi publicado a 24 de Janeiro de 2008, que transcrevo integralmente:

«Na madrugada de 24 de Janeiro de 1777, Trafaria foi vitima de uma acção cobarde e miserável, de duas figuras cimeiras do poder de então, o Marquês Pombal e o intendente Pina Manique.
Tudo teve início quando o governo do Marquês resolveu fazer um recrutamento, rápido e obrigatório, para fazer frente à ameaça de invasão, espanhola, provocando a fuga de muitos jovens, que se refugiaram na Trafaria, com a protecção da povoado de pescadores, de cerca de 5000 habitantes.
A forma de castigo escolhida pelo homem que governava o país, foi queimar, pescadores e fugitivos, numa grande fogueira, como exemplo para o país.
O intendente Pina Manique foi o chefe operacional desta vingança monstruosa. Na calada da noite atravessou o Tejo, juntamente com trezentos soldados, para de seguida fazer um cerco ao aldeamento de casas de madeira, cobertas por colmo. Depois deu ordens para os soldados acenderem os archotes e começarem a incendiar as casas, que em poucos minutos, envolveram toda a área em chamas e fumo, semeando o pânico entre as gentes da Trafaria, que corriam para todos os lados, quase sem roupa no corpo, muitas transportando crianças ao colo e velhos às costas...
A chacina não foi completa porque alguns soldados, compadecidos com a aflicção dos habitantes da aldeia, transgrediram as ordens de Pina Manique e deixaram algumas clareiras abertas, para que pudessem escapar...
A povoação, essa ficou reduzida a cinzas...
Este foi um dos actos mais bárbaros da governação do Marquês de Pombal, ao qual não tem sido dado grande relevo, pelos nossos historiadores.»

Nota: Sei que tem havido alguma polémica sobre o assunto no "Facebook", que não visito nem uso, porque houve alguém que republicou o que escrevi aqui no "Casario" (algo que poderão fazer sempre que quiserem, desde que não se esqueçam de citar a "fonte"). 
Escrevi este texto porque depois de ler o livro de Camilo, fiquei impressionado sobre o que fora relatado, que desconhecia, pelo menos com todos aqueles contornos e gravidade.
Claro que admito que Camilo poderia não gostar muito do Marquês de Pombal e terá "carregado na caneta" a falar deste assunto. Mas factos são factos... Em relação ao número de habitantes (5.000), que à primeira vista poderá parecer exagerado, poderiam estar contabilizados todos os habitantes da Caparica, que envolvia o Monte de Caparica, a Costa de Caparica e a Trafaria.

(Fotografia de Luís Eme - Trafaria)

segunda-feira, outubro 21, 2019

Manuel Lima: a Excelência da Ciência para Todos


O professor Manuel Lima apresentou no sábado, em Corroios mais um livro da sua autoria ("À Descoberta dos Fósseis em Portugal"), onde volta a demonstrar a sua grande capacidade intelectual, como pedagogo, escritor e observador, sempre atento a tudo o que está relacionado com as ciências da natureza.

À qualidade literária a que Manuel Lima já nos habituou - com uma linguagem cientifica acessível a todos -, juntam-se as centenas de fotografias que ilustram a obra, também da sua autoria, que é do melhor que já se fez nesta área, no nosso país.

É uma maravilha este "À Descoberta dos Fósseis em Portugal".

sexta-feira, outubro 18, 2019

Benfica Visita o Cova da Piedade para a Taça


O Benfica visita logo, ao começo da noite, o Desportivo da Cova da Piedade, actualmente a equipa mais representativa do concelho no "desporto-rei", num dos jogos da Taça de Portugal.

A fotografia que publico (com pouca qualidade e de autor desconhecido), é de 1972, mais concretamente, de 23 de Abril de 1972, quando o Benfica também visitou o Cova da Piedade para a Taça de Portugal, e venceu por 6-3.

Nesta fotografia com os jogadores das duas equipas vêeem-se entre outros, Rui Jordão - que nos deixou hoje e foi um dos grandes avançados do nosso futebol -, Eusébio, Artur, Humberto Coelho, Tony, Nené e Jaime Graça. Não consigo identificar nenhum jogador do Cova da Piedade (embora o último jogador de pé, ao lado do Artur, pareça o meu vizinho Castro, que era defesa do Desportivo nessa época...).

Embora seja benfiquista, não ficava muito chateado se houvesse "taça", como ontem em Alverca, e o Desportivo derrotasse o Campeão Nacional...

quarta-feira, outubro 16, 2019

domingo, outubro 13, 2019

Música no Jardim do Castelo


Ontem à tarde a banda da Academia Almadense deu música aos almadenses, no coreto do Jardim do Castelo, na Almada Velha.

Hoje de manhã foi a vez dos músicos da banda da Incrível Almadense, actuarem, naquele local histórico.

E no próximo fim de semana será a vez das bandas filarmónicas da Musical Trafariense e da SFUA Piedense, animarem o Jardim do Castelo.

É uma pena a pouca divulgação destes eventos junto da população...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, outubro 09, 2019

A "Lavandaria do Idoso" Está Fechada há Dois Anos


Não consigo perceber porque razão a "Lavandaria do Idoso" está fechada há dois anos. A minha primeira preocupação não vai para as instalações fechadas e para as máquinas  sem qualquer uso, vai sim para os seus utentes, gente com alguma idade, carenciada e com problemas de mobilidade, que se viu privada de um serviço, que era um grande apoio para as suas vidas.

Sei que esta lavandaria nasceu no seio da Câmara em 1993, através do pelouro da Acção Social e que era gerida pela ACAI (Associação Concelhia de Apoio ao Idoso). Embora não tenha em meu poder todos os dados, informaram-me que é mais uma vitima dos "cortes cegos" que o Município Socialista fez no movimento associativo almadense...

Recupero as palavras de uma reportagem do "Diário de Notícias" de Abril de 2010, em que exemplifica o papel da ACAI junto da população: «Em Almada a Associação Concelhia de Apoio ao Idoso (ACAI) lava, seca e passa a ferro milhares de quilos de roupa de cerca de um milhar de idosos carenciados. "O grosso das pessoas que nos aparecem aqui são carenciadas, têm dificuldade em pagar e por isso mesmo, pagam consoante as suas reformas", explicou Amável André, membro da ACAI.»

Até posso acreditar que o seu encerramento se tenha ficado a dever à questões que envolviam a sua gestão. O que já não aceito é que ninguém se tenha preocupado em reabri-la, num curto espaço de tempo.

É uma vergonha terem passado dois anos e ninguém, de direito, se ter preocupado com o serviço que deixou de ser prestado aos seus utentes (e com as máquinas, que estão sem funcionar, e com toda a certeza sem qualquer tipo de manutenção...). Ou seja, deixou-se de prestar um serviço à população, ao mesmo tempo que se está a "deitar fora" um investimento feito com o dinheiro de todos nós.

É uma situação demasiado triste e absurda, para que faça mais comentários.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, outubro 06, 2019

"Sobreda Ontem e Hoje" do Centro de Arqueologia de Almada

Ontem à tarde o bonito Solar dos Zagalos encheu-se de gente para receber a festa do lançamento do livro, "Sobreda Ontem e Hoje", um trabalho de investigação de Elisabete Gonçalves e do Centro de Arqueologia de Almada, editado pela Junta de Freguesia de Charneca de Caparica e Sobreda.

Houve uma pequena exposição, animação musical (com um excelente duo e o rancho folclórico da Morgadinha, segundo as palavras do seu representante, o mais antigo do Concelho), os discursos do costume e uma excelente apresentação da obra por parte da Elisabete, também ela uma "sobredense" (é o termo que vem no livro...), pois foi ali que cresceu e se fez mulher. Explicou como foi realizada a investigação e fez um resumo da obra, capítulo a capítulo, sem se esquecer de ir agradecendo o apoio das pessoas, que estavam na plateia.

Infelizmente o Centro de Arqueologia de Almada - provavelmente a colectividade que mais tem feito pela história do concelho nas últimas décadas, com a sua acção junto das escolas e da população do Concelho - passa pelas mesmas dificuldades que a maior parte das associações almadenses, graças à indefinição e falta de apoio do Município, com quem desenvolveram inúmeras parcerias, no passado recente. 

Quem tem conhecimento do muito que se fez, sabe que a Autarquia só ficou a ganhar, com o trabalho de excelência produzido pelos elementos do Centro de Arqueologia de Almada.

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)

sexta-feira, outubro 04, 2019

O Estranho Encerramento do Museu da Música Filarmónica


Ainda não consegui perceber porque razão o Município resolveu fechar o Museu da Música Filarmónica (por questões económicas, não será, pela certa...).

A medida ainda é mais estranha, se pensar que a Presidente da Câmara cresceu no meio da música, é filha de um dos nossos grandes maestros, que ainda não há muito tempo teve um programa televisivo, em que andou de Norte a Sul, atrás das bandas filarmónicas e dos seus sons.

Quando foi inaugurado no final de 2012 fez-se gala em dizer que era o primeiro Museu de Música Filarmónica em Portugal e que contava a história das filarmónicas criadas pelas colectividades do Concelho. E fora instalado na casa do maestro e compositor Leonel Duarte Ferreira, grande referência musical de Almada (recordado de uma forma dinâmica no interior do museu...).

É importante referir, que se  o Concelho ainda mantém quatro bandas filarmónicas em actividade (com as suas escolas de música, de quatro  Colectividades Centenárias - Incrível, SFUAP, Academia e Trafariense -, isso deve-se essencialmente aos seus associados, porque o  apoio que é dado pelo Poder Local, é meramente simbólico...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, outubro 02, 2019

Mais um "Ensaio Sobre a Surdez"...


Soube que António Vitorino de Almeida apresentou na minha Cidade Natal (Caldas da Rainha) um livro, que aborda a forma como se ouve (e o que se ouve...) música no nosso país.

Mesmo sabendo que não é de bom tom "misturar águas", sei que este título poderia facilmente ser transportado para a presidência da sua filha, Inês Medeiros, na nossa Cidade (que no fundo, é igual a quase todas as outras do nosso país, que continua povoado de autarcas que têm sempre mais certezas que dúvidas...).

Eu sei que este é o tempo em que as pessoas gostam mais de falar do que de ouvir, mas isso nunca poderá servir de desculpa para quem governa uma urbe de mais de 150 mil pessoas.

Até porque vou aproveitar este Outubro, para lançar um olhar crítico pelo que se tem feito de "incompreensível" (para mim claro...) nesta nossa Almada, nos dois últimos anos.

terça-feira, outubro 01, 2019

Os 171 Anos da Incrível Almadense


A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense comemora hoje o seu 171.º aniversário.

Infelizmente não existem grandes motivos para sorrir, com toda a indefinição que rodeia a sede - a renda que já se está a pagar, é incomportável para a realidade actual da Colectividade -, também ela centenária (a Incrível instalou-se naquele edifício pouco tempo depois da instauração da República no nosso país).

Apesar de pertencer ao seu Conselho Consultivo, não posso deixar de registar, que cada vez tenho mais dificuldades em perceber a passividade da direcção da Incrível...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, setembro 30, 2019

Brincar com as Tradições


O protesto do Centro de Cultura Libertária, pode ter sido mais positivo do que se poderá pensar. E não estou a pensar nos animais, mas sim nas pessoas.

O que se organizou no passado domingo não tem nada que ver com as "burricadas" (a corrida sem burros é uma coisa mais carnavalesca que tradicional...).

É preferível manter os passeios (no fundo as burricadas eram isto, passeios de burro guiados, com vários percursos pelo Concelho) no Largo de Cacilhas e o comércio nas ruas, mas colocar de lado as "palhaçadas"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

domingo, setembro 29, 2019

O Museu Naval e a Lisnave


No fim da tarde de sexta feira assisti à apresentação do catálogo da exposição, "Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada", patente numa das salas do Museu Naval de Almada há já vários meses (e que merece a visita dos almadenses e de toda a gente que se interessa por história...).

Como me perco quase diariamente por aquelas paragens (o Museu fica depois da Fonte da Pipa, a caminho do Olho de Boi...), conheço bem o Museu (ao contrário da maior parte dos almadenses, que nunca por lá passou...).

Embora a sua localização não seja desculpa para que este não seja visitado, é verdade que está longe de ser um local de passagem...

Não sei se alguma vez verei a "Cidade da Água" (já passaram mais de vinte anos desde os primeiros projectos...), mas era boa ideia existir por lá um núcleo do Museu Naval, até por esta ficar nos mesmos terrenos onde esteve implantado aquele que foi um dos maiores estaleiros navais do mundo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, setembro 27, 2019

As Burricadas em Cacilhas


Como já escrevi no meu "Largo", no dia 29 de Setembro (domingo) realizam-se as habituais "Burricadas", fazendo jus a uma velha tradição local, organizada pelos escuteiros de Cacilhas.

Quem não vai estar pelos ajustes, é o Centro de Cultura Libertária, com sede na rua Cândido dos Reis, por onde de faz o habitual percurso das "Burricadas", que divulgou no seu blogue que iria organizar uma "jornada de protesto" silenciosa, junto ao seu espaço, com o VOE (Veganismo de Oposição à Exploração).

O CCL irá colocar uma faixa com estas palavras: "Os animais não são um brinquedo" e farão ainda uma pequena performance "O burro triste".

Claro que há um excesso de proteccionismo aos burros, que contraria o uso que tradicionalmente se dá a estes animais domésticos (mesmo nos lugares onde existem associações de protecção dos Burros, é normal serem realizados passeios no seu dorso, quase sempre por crianças...). 

Mas todos os "radicalismos" acabam por nos fazer pensar... E neste caso particular, acho que os Escuteiros  deviam  ser alheios à organização, pois como defensores da natureza, deviam proteger todas as espécies animais...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 26, 2019

O "Capítulo Maldito"...


Há um capítulo do meu caderno "25, uma experiência associativa em almada (1994-2019)",  mais polémico que todos os outros, onde faço uma análise fria e objectiva sobre a relação do poder autárquico com o associativismo ("O Poder Local e o Associativismo").

Não tenho qualquer problema em apontar o dedo a quem em vez de distribuir "canas de pesca", distribuiu "caixas de peixe" (e não existe qualquer desculpa, para quem exerceu o poder durante mais de quatro décadas...) pelas colectividades almadenses.

Embora reconheça que já seja tarde para discutir o que quer que seja, gostava que as minhas palavras servissem para algo mais, que as habituais discussões de café...

Claro que também gostava que alguns amigos meus comunistas não tivessem ficado incomodados com as minhas palavras, que apenas dão "voz" ao meu olhar atento e à minha experiência associativa de 25 anos, mas...

terça-feira, setembro 24, 2019

O Comércio no Largo de Cacilhas


Há meia-dúzia de dias quando saía do cacilheiro, vi mais bancas de venda que o costume, logo ali rente ao cais, quando as pessoas aceleram o passo para apanharem os transportes que as levam de volta a casa.

A diversidade de venda de produtos (frutas, legumes, queijos, roupas, malas...) fez com que pensasse pela primeira vez, na possibilidade de se criar um "mercadito de venda", com mais espaço para os vendedores e consumidores, ali naquele mesmo sítio...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, setembro 09, 2019

Dá-me Luz...


Apesar da falta de iluminação (que mau cartão de visita de Almada para tanto turista dos sete cantos do mundo...), todos os caminhos - mesmo depois de cair a noite - vão dar aos dois restaurantes "internacionais" do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, agosto 30, 2019

O Ginjal Quase no Fim de Agosto...

Pois é... 

Deixou de ser novidade.
No Ginjal deixou de haver estações altas ou baixas... 
Há sempre gente para trás e para a frente. 
Há reservas feitas nos dois restaurantes com meses de antecedência.
Toda a gente quer fotografar, o Rio, a Ponte, o Paredão, as Ruínas...

Os mais pacientes até ficam à espera do pôr do Sol...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 22, 2019

O Ginjal não Começa nem Acaba...


Não sabem onde começa e onde acaba...

Uns pensam que acaba no último armazém em ruínas, outros quando o rio fecha portas (Quinta da Arealva).

Claro que isso não tem qualquer importância... o Mundo sempre me pareceu melhor sem fronteiras, apesar de haver muita gente que gosta de viver rodeada de muros...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, agosto 17, 2019

Campos e Jardins de Verão...


É quase um "oásis", o jardim que fica entre o final do Ginjal e a Fonte da Pipa...

Tanto pode ser solário como um espaço de convívio e de piquenique...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, agosto 12, 2019

A Praia das Lavadeiras com Meninas...

Neste Agosto coberto de incertezas climáticas, gostei de ver algumas meninas a brincar na Praia das Lavadeiras, coração do Ginjal (junto aos famosos restaurantes "Atira-te ao Rio" e "Ponto Final")...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, agosto 03, 2019

A "Piscina" do Jardim Está Vazia...

Antes de ir de férias reparei que a fonte junto aos azulejos de Manuel Cargaleiro, num dos Jardins Públicos (que ficava bem com o nome do pintor...) de Almada estava vazia.

Já em Agosto, reparei que se mantinha sem água.

Sei que é "terrível" para a malta que fazia daquele tanque a sua piscina, neste Verão quente, mas é uma boa medida para a saúde pública. Pois a água, apesar de circular, estava longe de manter as condições de higiene desejadas, muitas vezes via-se com dificuldade o fundo, apesar da fonte ter menos de um metro de profundidade....

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, julho 12, 2019

Almada na História


Já saiu mais um número do boletim "Almada na História" (nº 32), publicada pelo Arquivo Histórico do Município de Almada.

Este boletim de fontes documentais é dedicado inteiramente à Costa de Caparica.

E a distribuição continua a ser gratuita.

Aproveitem!

quinta-feira, julho 11, 2019

O Calor, o Tejo e as Praias do Ginjal


As praias do Ginjal são mais que uma tentação em dias quentes, como o de hoje.

Apetece molhar muito mais que os pés.

Felizmente há quem se atreva...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, julho 06, 2019

O Poder nunca Gostou do "Contraditório"


De longe a longe tenho algumas conversas que me fazem lembrar as discussões sobre o "sexo dos anjos". 

A última delas foi com alguém próximo da CDU, que desabafou sobre a falta de um bom jornal em Almada, capaz de denunciar todos os problemas que estão ser criados pela presidência actual socialista.

Talvez não estivesse à espera que eu lhe recordasse, que a CDU nunca apoiou o "Jornal de Almada", de forma a que este pudesse subsistir, porque este tentava exercer o "contraditório" (por vezes de forma excessiva...), o que não agradava a quem exercia o poder há décadas (e quase sempre com maiorias...).

A boca fugiu-lhe para a verdade quando disse que o "Jornal de Almada" sempre fora um "pasquim" da igreja.

Pois é, quando se dão notícias "contra nós", os jornais têm sempre todos os defeitos do mundo...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, julho 03, 2019

A Solução do Costume...

Hoje passei por Cacilhas e descobri que a escultura de Jorge Pé-Curto, que homenageia Cacilhas, as crianças e as tradições (Burricadas), estava vedada.

Como de costume, a solução para os problemas em Almada são placas de aviso (o Ginjal está cheio delas, embora muitas já estejam quase ilegíveis...) ou vedações a proibir a passagem das pessoas (que normalmente não são cumpridas, com a da escadas que vão dar ao parque de estacionamento do Morro de Cacilhas, com já mais de um ano...).

As obras de recuperação ou de melhoramentos, essas, normalmente são inexistentes...

(Fotografia de Luís Eme)