Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
terça-feira, março 21, 2017
domingo, março 19, 2017
Um Sábado Cheio de Cultura...
Ontem foi tive um sábado cheio de Cultura...
De tarde foi o lançamento do livro e inauguração da exposição, "O Feitiço da Água" do meu amigo Modesto Viegas, um dos grandes fotógrafos da margem Sul, na Sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada).
De tarde foi o lançamento do livro e inauguração da exposição, "O Feitiço da Água" do meu amigo Modesto Viegas, um dos grandes fotógrafos da margem Sul, na Sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada).
Não tenho qualquer problema em dizer que esta é uma das melhores exposições de fotografia que vi em Almada, nos últimos anos.
À noite fui ver os "Bonecos de Luz" do Romeu Correia, encenado por Rodrigo Francisco e e interpretado pela Companhia de Teatro de Almada, no Auditório Lopes Graça do Fórum Romeu Correia.
Apesar do começo "periclitante" (e confuso) da peça, as coisas compuseram-se e sai da sala satisfeito com o trabalho desenvolvido pelas personagens, que conseguiram saltar do livro e encher o palco.
(Fotografias de Luís Eme)
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quarta-feira, março 15, 2017
"O Feitiço da Água " do Modesto Viegas
Modesto Viegas é um dos bons fotógrafos almadenses, que não só gosta, como explora com grande qualidade, a fotografia de natureza.
Entre outras virtudes, o Modesto é extremamente generoso. E embora não seja de muitas falas, tem me ensinado bastantes coisas (às vezes só com uma frase...) sobre esta arte, cada vez mais popular, que ao contrário do que muito boa gente pensa, não vive apenas do "clique".
É por isso que no sábado lá estarei, na sede da SCALA, para ver as suas bonitas fotografias na parede e também no seu livro, pois desta vez o Modesto também se transformou em "feiticeiro"...
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sábado, março 11, 2017
A Arte de Rua é Outra Coisa...
O património de Almada continua a ser vítima de gente sem classificação possível, que com toda a certeza envergonha todos aqueles que se dedicam à Arte de Rua, tão em voga nos nossos dias.
Esta fotografia tirada hoje de manhã à Fonte da Pipa, um dos Monumentos históricos da Cidade de Almada, situado à beira do Tejo, diz tudo da selvajaria perpetuada por meia dúzia de cobardes, incapazes de respeitar o bem público, aquilo que pertence a todos nós...
(Fotografia de Luís Eme)
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sexta-feira, março 10, 2017
Fregueses ao "Abandono" em Almada...
Há um pensamento generalizado de que foi uma estupidez ter-se acabado com algumas das juntas de freguesia em Almada, com o qual concordo plenamente.
Mas estou convencido de que este pensamento poderia ser facilmente ultrapassado se as pessoas que dirigem hoje a União de Juntas de Freguesia de Almada, Cova da Piedade, Cacilhas e Pragal, interiorizassem qual é o seu verdadeiro papel na sociedade local.
O fim da proximidade que existiu até às últimas eleições não pode ter apenas como desculpa a união de freguesias. Muito menos o comportamento dos autarcas de hoje, que de uma forma geral, primam pela ausência, tanto nas ruas das localidades como no acompanhamento das colectividades e outras instituições do concelho.
Muitas pessoas que conheço dizem isto à "boca fechada", por serem militantes ou simpatizantes da força política que venceu as últimas eleições (PCP versus CDU).
Sei também que os habituais leitores críticos do "Casario" vão fazer uma leitura transversal do que eu escrevi. Mas deviam encarar este problema de frente, e pensar em arranjar candidatos às próximas eleições, pelo menos com a qualidade do Carlos Leal, Fernando Mendes, ou do saudoso Renato Montalvo, que andava sempre por aí, atento e disponível, tentando resolver os problemas dos almadenses e da Cidade.
Continuo a pensar que quem é eleito para cargos públicos, tem como primeiro objectivo servir a população onde está inserido. Mas se calhar estou errado...
(Fotografia de Luís Eme)
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terça-feira, março 07, 2017
"A Natureza Move-se..."
A "Natureza Move-se..." é o título da exposição de gravura e xilogravura de Conceição Freitas, que será inaugurada na sexta-feira, 10 de Março, às 21 horas, na Galeria de Arte da IMARGEM.
A Conceição é reconhecida sobretudo como uma excelente escultora (recordo várias obras que ofereceram uma beleza especial à Festa das Artes da SCALA...). As obras de gravura e a xilogravura acabam por ser produto do seu trabalho como professora, o que não deixa de nos deixar curiosos, por esta sua nova fase artística.
É por isso que na sexta-feira lá estaremos, na IMARGEM, a ver a "Natureza a Mover-se..."
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sábado, março 04, 2017
Os "Compromissos" de D' Souza
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sexta-feira, março 03, 2017
O Escritor que não Lia Livros
No próximo domingo, às 16 horas, o Cénico Incrível Almadense apresenta a peça, "O Escritor que não Lia Livros", de Pedro Magalhães, no Salão de Festas da Colectividade.
Alberto Oliveira, um dos actores em palco, levanta estas questões, na sinopse da peça:
«Deve um escritor assumir as suas dúvidas num jardim público? No limite por termo à rotina dos dias sempre iguais para que o cidadão foi formatado? Entender nas entrelinhas as palavras não escritas de quem lhe ouve as interrogações? E ler os livros de quem também escreve? Vamos ouvi-lo?»
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quinta-feira, fevereiro 23, 2017
Mais uma Porta Fechada para o Rio...
Ontem à tarde fui surpreendido com uma grade metálica que nos proíbe de descer as escadas da Boca do Vento para o Ginjal.
Mesmo que tenha havido alguma derrocada (algo que estranho, porque toda aquela parte da arriba está protegida por redes metálicas...) e seja perigoso caminhar por ali, continuo a não gostar de grades, de muros ou de placas proibitivas e intimidatórias.
Ainda perguntei ao funcionário do elevador, se com a interdição da passagem pelas escadas, a viagem de elevador era gratuita. Disse-me que não e apontou-me a descida na direcção do Olho de Boi...
O que lamento é que seja fechada mais uma "porta" para o rio e para as suas margens, que continuam a ser pouco convidativas para os almadenses...
Às vezes penso que sou "estrangeiro", porque pelo que observo quase diariamente tudo indica que só os estrangeiros (e os pescadores...) é que gostam da beleza do Tejo e do Ginjal...
(Fotografia de Luís Eme)
domingo, fevereiro 19, 2017
"O Baile do Amor" do Orlando
Uma das atracções da manhã de sábado nos festejos da "Semana do Amor" organizada pelo Museu da Cidade com o apoio do Movimento Associativo, foi a pequena demonstração histórica representada pelo Cénico Incrível Almadense sobre o funcionamento os bailes nas colectividades dos anos quarenta e cinquenta do século passado.
Destaco as mães sentadas, sempre bem vigilantes aos pares das filhas... e também a presença do chamado "mestre de sala" (o histórico Castelino representado pelo grande Chico Gonçalves...), com ordens para separar os casais de dançarinos, cuja inspiração musical (e não só...) ia ao ponto de quase colar os corpos...
Destaco as mães sentadas, sempre bem vigilantes aos pares das filhas... e também a presença do chamado "mestre de sala" (o histórico Castelino representado pelo grande Chico Gonçalves...), com ordens para separar os casais de dançarinos, cuja inspiração musical (e não só...) ia ao ponto de quase colar os corpos...
Este pequeno número cénico foi feito a partir de um bonito conto de Orlando Laranjeiro, "O Baile do Amor".
(Fotografias de Luís Eme)
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sexta-feira, fevereiro 17, 2017
Os Corações Podem e Devem Ter Poesia...
Vou publicar aqui mais uma fotografia e também uma quadra que fazem parte da "Semana do Amor" em Almada.
A fotografia foi tirada no interior de um dos muitos barracões abandonados no Olho de Boi. A quadra, é isso mesmo uma quadra que quer ter amor e graça ao mesmo tempo:
Por
onde Ela passa
Irradia
alegria e paixão
E o
seu sorriso cheio de graça
Faz
bater o nosso coração
(Fotografia de Luís Eme)
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quarta-feira, fevereiro 15, 2017
Mais uma Quadra (e uma Fotografia, claro)...
Quase que podia dedicar esta quadra a uma menina que me disse hoje, com um sorriso, que eu era pouco romântico (sim falo de ti, a "romântica qb"...).
E lá vai a quadra, acompanhada de mais uma fotografia da exposição, "Olhares cm Amor"...
Eu finjo que um dia
Ainda te vou amar
Por sentir amor e alegria
Quando fixo o teu olhar
(Fotografia de Luís Eme)
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terça-feira, fevereiro 14, 2017
segunda-feira, fevereiro 13, 2017
A "Semana do Amor" em Almada
O Museu da Cidade de Almada organiza de 13 a 19 de Fevereiro, a "Semana do Amor", com uma série de actividades, alusivas ao tema, em que se procura fazer uma viagem no tempo, através dos afectos e das memórias dos lugares mais emblemáticos da Almada, com o apoio do movimento associativo almadense.
Além de ser um dos participantes da exposição de fotografia, "Olhares com Amor", patente na sede da SCALA, também escrevi um poema e algumas quadras "amorosas".
Durante esta semana além de colocar as minhas fotografias que fazem parte da exposição, também publicarei as quadras aqui no "Casario"...
(Fotografia de Luís Eme)
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quinta-feira, fevereiro 09, 2017
Os Gatos do Ginjal
Eu sei que Almada é uma terra curiosa, em vários aspectos.
Por exemplo, o animal doméstico mais popular é o gato (felizmente, são muito mais cuidadosos que os cães - e os seus donos, claro - que mesmo em minoria, deixam mais marcas por onde passam...).
Acho que isso também se deve à sua independência e ao seu amor à liberdade.
Um dos lugares onde sempre encontrei gatos foi no Ginjal. Talvez seja um bom local de caça, talvez existam algumas comunidades de ratos entre as ruínas...
(Fotografia de Luís Eme)
sexta-feira, fevereiro 03, 2017
terça-feira, janeiro 31, 2017
O 31 de Janeiro e a "Almada Velha"
Muito boa gente não sabe o significado histórico do dia 31 de Janeiro (de 1891), embora normalmente nas suas cidades e vilas exista uma rua com este nome.
É a data do primeiro golpe dos republicanos portugueses contra a monarquia (frustrado... como tantos outros que aconteceram depois, contra o salazarismo), que teve como epicentro a cidade do Porto.
Mas apeteceu-me falar desta data por outra coisa. Por sentir que o pulsar das Terras também tem muito que ver com os nomes das suas ruas.
Uma coisa que me deixa satisfeito é que na chamada "Almada Velha" (o centro histórico da cidade) existam tantas artérias que continuam a manter bem vivos os nomes de alguns dos heróis republicanos. Por exemplo aquela que ainda é a rua principal de Almada (a antiga Rua Direita...), tem o nome de um dos heróis do 31 de Janeiro de 1891, a Rua Capitão Leitão...
(Fotografia de Luís Eme - aproveito e homenageio também a minha Incrível...)
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quinta-feira, janeiro 19, 2017
Adeus Gena
Vou recordar-me sempre do teu sorriso e da tua alegria contagiante, e claro, do teu companheirismo, e da capacidade, cada vez menos comum, de fazer coisas e de as partilhar com os outros.
Eu sei que só és mesmo insubstituível para o Américo, mas também sei que nos vais fazer muita falta.
Adeus Gena.
(Fotografia de Luís Eme)
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segunda-feira, janeiro 16, 2017
Memórias Atrás de Papeis...
Ando desde o começo do ano a tentar desfazer-me de "papeis", que fui acumulando com os anos e que enchem a garagem. Como disse no "Largo", não é fácil...
O bom das "arrumações" é descobrirmos preciosidades, que já nem imaginávamos que tínhamos guardadas. Folheio jornais antigos e fotocópias, e claro, penso na importância da imprensa regional, e de tantos apaixonados pelas letras e pela história local que escreveram nas páginas de: "O Almadense", "Gazeta do Sul", "Jornal de Almada", Praia do Sol" e nos boletins das colectividades de Almada.
Mesmo correndo o risco de me esquecer de alguém, vou mesmo enumerar uma boa parte das pessoas que escreveram coisas realmente importantes sobre a nossa terra nos jornais: Francisco Noronha, João Luís da Cruz, Luís Queirós, Conde dos Arcos, José Carlos de Melo, José Alaiz, António Correia, Romeu Correia, Mário Bento, António Henriques, Fernando Barão, Henrique Mota, José Palminha Silva, Eduardo Alves, José Leone, Gil Antunes, Manuel Lourenço Soares, Raul Pereira de Sousa, Alexandre Castanheira, Mário Rodrigues, Carmo Vaz, Vasco Alves, Victor Aparício, José Freitas, Abrantes Raposo, Artur Vaz, Fernanda Policarpo, Joaquim Candeias, e tantos outros.
E pergunto mais uma vez: como é possível Almada não ter na actualidade um único jornal (mesmo que tivesse edição apenas online), apesar de ser uma urbe com mais de 150 mil habitantes?
(Óleo de Karoly Ferenczy)
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domingo, janeiro 15, 2017
Falar Para Ficar Tudo na Mesma...
Ontem assisti à primeira parte do colóquio (intervenções da mesa...) sobre associativismo na Oficina de Cultura, sobretudo pela amizade que me liga a um dos convidados da mesa e a um dos organizadores.
Sabia que ia ouvir as mesmas coisas (embora desta vez uma jovem da mesa dissesse coisas diferentes, e até quase inverossímeis - como que havia jovens de Lisboa que não sabem onde fica Almada...).
Há já algum tempo que tinha decidido não participar nestas acções, por se dizerem muitas coisas bonitas, mas depois não se criarem condições para dar um único passo para se mudar o que está mal...
Ou seja, nunca gostei de participar em acções em que se fala, fala, para que depois fique tudo na mesma.
Até mesmo num meio relativamente pequeno (pelo menos no campo dos proventos), há muitos interesses instalados, e sobretudo, mais vontade de falar que de agir...
Foi também por isso que assim que foi dada "voz à plateia" dei corda aos sapatos e vim embora. Falam quase sempre os mesmos (os "excelentíssimos" que se gostam de ouvir), muitas vezes com mais teoria que prática, do tal mundo do associativismo...
(Fotografia de Luìs Eme)
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segunda-feira, janeiro 09, 2017
Ruas com Mais Gritos que Palavras...
Embora me faltem dados sociológicos, penso que há cada vez uma maior dificuldade das pessoas em dialogarem. Facilmente se parte para a ofensa verbal ou mesmo para a violência física.
Há poucos minutos assisti a uma cena, que apesar de caricata e ridícula, me fez pensar naquilo que nos estamos a tornar e que faz com que muita gente de mais idade sonhe com "salazares", para acabar com toda esta selvajaria.
Um taxista que transportava alunos deficientes para uma escola, resolveu parar no meio da estrada (e tinha espaço para estacionar na berma...) e foi ajudando o rapaz a sair e a preparar a espécie de andarilho que o auxilia a deslocar-se, como se tivesse todo o tempo do mundo, enquando atrás dele se formava uma fila enorme de carros, que começaram a buzinar passados segundos.
Nada que incomodasse o chófer de praça, que foi acompanhando o jovem até à escola, enquanto iam conversando. Quando regressava, em vez de se deslocar para o carro e avançar, resolveu ir travar-se de razões com o dono da primeira viatura. Ainda não começara a falar, quando saiu disparado do segundo carro, um individuo grande e com cara de poucos amigos, com o dedo a apontar para o táxi e a mexer os braços, à medida que se deslocava na sua direcção, sem se esquecer de chamar um nome feio à sua mãe.
Felizmente o taxista percebeu a mensagem e sem mais perdas de tempo, acelerou o passo, entrou no carro e fez-se à estrada.
Penso que, num país onde imperasse o bom senso, o taxista teria estacionado o carro em cima do passeio e não interrompia o trânsito (os condutores de ambulâncias também adoram fazer isto, mesmo que tenham lugar para estacionar junto à urgência, preferem ficar parados no meio da estrada. Quem vier que espere...).
Voltando ao primeiro parágrafo, e sem saber se há alguma ligação ao facto de as pessoas estarem a perder o hábito de falarem umas com as outras (a não ser por mensagens ou diálogos virtuais...), penso que alguma coisa terá de mudar, sem precisarmos de mandar vir "salazares". Pois se isso acontecer, ficamos todos a perder...
(Fotografia de Luís Eme)
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domingo, janeiro 08, 2017
Uma Mensagem que Faz Todo o Sentido
Esta mensagem, que fazia parte do pequeno folheto (só em tamanho, emprestado por mão amiga) com a programação de mais um aniversário da Incrível no primeiros anos da década de 1970, continua a fazer todo o sentido neste ano que se inicia, pois a Incrível Almadense está a iniciar um novo ciclo, com uma nova presidente (Mara Martins) e um novo grupo de Corpos Gerentes (da qual faço parte, integrando o Conselho Consultivo).
Como facilmente se percebe, não se trata de uma mensagem contra ninguém, mas sim a favor da "Sociedade Velha", que tem de continuar a ser passado, presente e futuro, no panorama associativo almadense, não fosse ela a "Mãe" de todo este edifício colectivo criado, em 1848, na nossa Almada.
(Fotografia de Luís Eme)
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quinta-feira, janeiro 05, 2017
Um Céu Demasiado Cinzento...
Volto aqui ao Casario, em 2017, com um Ginjal e um céu demasiado cinzento.
Não é bem nevoeiro, é uma coisa mais estranha, que brinca às escondidas com partes da ponte, mas que apenas cobre com uma pequena névoa a margem norte do Tejo.
Houve alguém que saboreava uma cerveja, enquanto olhava as vistas, que acabou por ficar na fotografia...
(Fotografia de Luís Eme)
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sexta-feira, dezembro 30, 2016
A Homenagem a Elias Garcia
Tal como tem acontecido nos últimos anos, O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas, vai mais uma vez prestar homenagem a José Elias Garcia, uma das grandes figuras do movimento republicano, na segunda metade do século XIX, que chegou inclusive a ser presidente do Município de Lisboa.
Apesar de ser um dos seus biógrafos (penso que o livro que escrevi com Abrantes Raposo, continua a ser a única biografia existente...), não tenho participado nesta homenagem.
Não o faço porque não me parece que seja algo que dignifique a vida e obra deste grande cacilhense, que foi tantas coisas, muitas das quais permanecem praticamente desconhecidas pelos almadenses (sim, eu sei que a maior parte das pessoas não lêem os livros que escrevemos...).
Ano após ano, penso que se poderiam explorar as suas várias facetas, como a de deputado, jornalista ou ainda de principal reformador da educação em Lisboa ainda na monarquia (onde fez um trabalho muito meritório com a criação das primeiras escolas primárias públicas...).
Não tenho nada contra esta homenagem. Apenas penso que Elias Garcia merece muito mais que um ramo de flores e meia-dúzia de palavras de circunstância, na passagem do seu aniversário.
(Fotografia de Luís Eme)
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quarta-feira, dezembro 28, 2016
A Destruição e Banalização do Bem Público
Se há coisa que me incomoda nestes tempos quase de selvajaria, é a destruição e banalização do que é de todos, o que se entende por bem público.
A Margem Sul é pródiga em "bandidos" que se entretêm a riscar paredes, portas, muros, e até monumentos.
O "burro e as crianças", continua igual em Cacilhas. Igual não. Agora está protegido por São Ronaldo, que espreita (um bom exemplo do que se pode fazer com tintas...).
Mas mais que esta protecção "divina", já devia ter sido alvo de limpeza por quem de direito (a União de Juntas...), para oferecer uma outra imagem de Cacilhas, aos muitos turistas que passam pelas ruas Cândido dos Reis e António Feio.
De Agosto a Dezembro, passaram mais de quatro meses.
(Fotografia de Luís Eme)
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quinta-feira, dezembro 22, 2016
domingo, dezembro 18, 2016
Uma Cidade Quase a Gritar, ao Fim do Dia...
A festa de Natal da SCALA tinha acabado e lá vim eu a pé, até Cacillhas. Já na Avenida Afonso Henriques reparei na fila enorme de carros e nos polícias que condicionavam o trânsito, proibindo a passagem por algumas ruas.
Olhava as pessoas dentro dos carros, quase em fúria, provavelmente a maldizer a hora que tinham vindo às compras ou simplesmente passear na Cidade...
Já na Gil Vicente perguntei a um polícia se tinha havido algum acidente. Disse-me que não, era apenas a "Corrida de São Silvestre de Almada".
Já tinha estranhado a data da prova, mas nunca mais liguei ao assunto. Agora voltei a estranhar, o dia e também a hora. Para quem não saiba as "Corridas de São Silvestre" normalmente realizam-se no último dia do ano e festejam (embora a morte não seja uma festa...) a data do falecimento de São Silvestre, um papa mártir da igreja católica, ainda dos tempos do Império Romano, que depois foi canonizado, sendo um dos primeiros Santos da Religião Católica.
O que é facto é que os organizadores das provas de corrida, que nem sequer devem saber (ou ter a curiosidade de...) quem foi Silvestre, acham que, tal como o Natal, a corrida de São Silvestre também pode ser quando o homem quiser...
E claro que é um absurdo fazer esta corrida tradicionalmente nocturna, às 19 horas, no centro de Almada... pois é hora de ponta em qualquer cidade num sábado das vésperas de Natal...
(Fotografia de Luís Eme)
sábado, dezembro 10, 2016
"Conflito de Interesses"...
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quinta-feira, dezembro 08, 2016
terça-feira, dezembro 06, 2016
"50 Anos - 50 Pontes, do Tejo e de Abril"
"50 Anos - 50 Pontes, do Tejo e de Abril" é o título da minha exposição de fotografia que vai ser inaugurada na próxima sexta-feira, em Almada, na sede da SCALA (rua Conde Ferreira - antiga Delegação Escolar), às 17 horas.
Se estiverem por Almada e quiserem aparecer, serão bem recebidos e verão a forma como consegui escolher 50 fotografias com a Ponte Sobre o Tejo, de ambas as margens e também do meio do rio e "construir" uma exposição...
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sábado, dezembro 03, 2016
Um Associação, um Leilão, uma Fotografia...
Eu sei, o tempo não vai ser uma grande ajuda para logo. Mas também sei que existem chapéus de chuva, carros e que dentro da sede da SCALA até estamos confortáveis...
Já falei várias vezes por aqui da SCALA, a Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, a primeira colectividade de que me fiz associado em Almada (com o privilégio de ser o seu primeiro sócio não fundador...). Isso aconteceu em 1994, o ano da fundação da Associação.
Fui e sou dirigente há vários anos, porque esta sim, é a "minha colectividade" de Cidade que escolhi para viver em 1987 (parece que afinal não caí de para-quedas...). Penso como o Orlando, não se pode gostar de todos os clubes da mesma maneira. Quando isso acontece, provavelmente não gostamos de nenhum...
É por isso que a SCALA e a Incrível Almadense são os meus "clubes" de Almada (o meu clube pequeno e o meu clube grande...). Poderei ser associado de outras colectividades, mas por razões que já se afastam do coração.
Isto de escrever directamente no "bloguer" tem esta coisa boa de nos fazer divagar e afastar do tema principal que nos ditou a prosa. Hoje à tarde realiza-se um pequeno "leilão" de obras (maioritariamente pinturas) oferecidas por vários sócios criadores da SCALA, que se disponibilizaram logo para ajudar (com a oferta de obras) quando o Município de Almada nos cedeu o espaço que hoje é a nossa sede e que precisava de obras de beneficiação. Como a SCALA não é mal agradecida decidiu organizar a "Exposição Colectiva de Pequeno Formato", com 36 obras de vinte artistas, integralmente oferecidas à nossa Associação.
Embora a maior parte das obras sejam pinturas em resolvi oferecer uma fotografia (sim, este Cacilheiro...), que quase disfarcei de pintura, para que não ficasse "desajustada" na exposição.
E agora só esperamos que esta sessão benemérita seja um sucesso.
Se por acaso não sabe o que vai oferecer a este ou aquele amigo, apareça logo na sede da SCALA, a partir das 16 horas (rua Conde Ferreira - Antiga Delegação Escolar - Almada). Tem muito por onde escolher e a preços simpáticos.
(Fotografia de Luís Eme)
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quarta-feira, novembro 30, 2016
Duas Cidades (Aparentemente) com Ideias Trocadas...
Sei que posso não ter os dados todos, por estar afastado do desporto (pelo menos muito mais que há 20 anos em que fazia jornalismo desportivo...) e por não viver nas Caldas.
Mas quando vejo que Almada se candidatou a "Cidade Europeia do Desporto 2018" e as Caldas da Rainha a "Cidade Europeia da Criatividade 2020", ficou com a sensação que bem poderiam trocar de candidaturas.
Almada, embora possua muito melhores infraestruturas que em 1996 (para recuar apenas os tais 20 anos...), tem muito menos "vida desportiva", menos clubes e menos gente a praticar desporto. E se pensarmos na vocação e qualidade competitiva, ainda ficamos mais para trás.
Nessa época os clubes mais representativos da Cidade estavam no auge (Ginásio Clube do Sul e Almada Atlético Clube), além de terem as suas equipas de andebol nas divisões principais, em praticamente todos os escalões, praticavam outras modalidades com sucesso. A Naide Gomes, por exemplo, fez atletismo no Ginásio. A SFUAP tinha uma das melhores equipas de natação do país. E também existiam mais competições populares (mais corridas de estrada por exemplo...) e os "desaparecidos" Jogos Desportivos de Almada (penso que era assim que se chamavam...), e como seria normal, mais clubes populares.
O desporto ainda não se tinha "burocratizado", dificultando a vida aos chamados "clubes pobres" (e também aos "ricos", o Almada e o Ginásio que o digam...), com uma série de obrigatoriedades, que embora fossem necessárias, a já habitual desresponsabilização do Estado, fez com que a factura final fosse endereçada aos clubes...
Mudando de Cidade, as Caldas é uma "terra onde quase não se passa nada" no campo cultural, e a única criatividade que salta à vista é a dos alunos da Escola Superior de Arte e Design, mas distante dos caldenses. Exactamente o contrário de Almada, onde há quase um "criativo" por lar...
Mas os "inteligentes" de cada uma destas duas cidades é que sabem com que linhas se cozem...
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quinta-feira, novembro 24, 2016
Romeu no Centro Cultural de Belém
A exposição de retratos de Fernando Lemos que está patente numa das salas do Centro Cultural de Belém, merece ser visitada por todos os amantes de fotografia e também por quem gosta de ver pessoas famosas retratadas.
Claro que nos anos quarenta e cinquenta ser-se famoso era uma coisa muito diferente dos nossos dias, não havia televisão e muito menos programas de "fama instantânea"...
Romeu Correia está muito bem acompanhado nesta excelente mostra de retratos de Fernando Lemos, que foi um "renascentista" da cultura, pois também se dedicou às letras e às artes plásticas e fez parte do movimento surrealista português, antes de emigrar e se fixar no Brasil.
(fotografias de Luís Eme)
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segunda-feira, novembro 21, 2016
A Escrita e a Pintura de Romeu Correia e Louro Artur
Romeu Correia e Louro Artur serão homenageados amanhã, às 18 horas, na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, com a sessão comemorativa, "Romeu Correia e Louro Artur - A Escrita e a Pintura".
Merecerão um destaque especial os 40 anos da publicação do livro de contos, "Um Passo em Frente" (Prémio Literário Ricardo Malheiros); os 8 anos do "Painel de Azulejos sobre a Obra de Romeu Correia, da autoria de Louro Artur; e claro, a passagem do 99º aniversário do escritor almadense.
(Fotografia de Luís Eme)
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sábado, novembro 19, 2016
A Cidade do Teatro
Hoje, ao começo da tarde (às 15 horas) vai ser apresentado na Casa da Cerca o livro, "A Cidade do Teatro", coordenado por Sarah Adamopoulos com textos de António Vitorino, Isabel Mões, Nuno Bernardo e Xico Braga.
Estou curioso em folhear esta obra que pretende historiar (embora vá mais longe...) os vinte anos da Mostra de Teatro de Almada (uma espécie de festival do teatro amador - ou parecido - que se faz por aqui).
Esta curiosidade deve-se ao facto de ter conversado com a Sarah Adamopoulos, coordenadora da obra, várias vezes, especialmente sobre a história do teatro da Incrível e de ter cedido várias imagens do teatro e da sua história. A seu pedido também acabei por escrever um pequeno texto sobre o que entendi ser o período de ouro da "Arte de Talma" na "Sociedade Velha" de Almada (anos 50 e 60 do século passado).
sexta-feira, novembro 18, 2016
Uma Bela Surpresa na Dom Sancho
Eu que pensava que era cedo demais para se estar a comemorar Romeu Correia, não tenho feito outra coisa, que não seja escrever sobre o Romeu aqui no "Casario"...
Claro que isso tem acontecido mais por culpa de "terceiros" (só ontem é que publiquei uma carta minha...).
Ontem, por exemplo, estive nas instalações da Universidade Sénior Dom Sancho I, onde assisti à inauguração da sua biblioteca e também de uma exposição sobre a vida e obra de Romeu Correia. Exposição que antecedeu o inicio de um ciclo de conversas sobre o escritor (com a satisfação de ouvirmos o Romeu antes dos convidados, graças à projecção de uma entrevista que ele deu à RTP), que irá acontecer todos os meses, ao dia 17, dia de aniversário do autor almadense, até ao mês de Novembro do próximo ano.
Os primeiros convidados desta excelente iniciativa foram Jorge Silva (que apenas conhecia de vista), as professoras Elisa Araújo, Natália Pinto e o João Vasco, neto do Romeu. Todos eles deram o seu testemunho pessoal, sem qualquer artificialismo e com bastante emoção (especialmente o Vasco). Foi também aquele o Romeu que eu conheci...
Gostei particularmente da intervenção da professora Elisa, por ter ela contado a história da passagem da Escola Secundária do Feijó (conhecida pela "escola das vacas", por ter uma vacaria rente à escola... e que eu desconhecia) a Escola Secundária Romeu Correia.
(Fotografia de Gena Souza)
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quinta-feira, novembro 17, 2016
Uma Carta Para o Romeu...
«Não sei se ainda andas por aqui, como o Chico nos costuma contar (sim ele diz que não vamos logo embora, ficamos por cá uns tempos a ver como param as modas...), Romeu.
Se andas, talvez estejas um pouco espantado por teres ganho tantos amigos novos, especialmente agora que te aproximas dos cem anos (hoje ainda são só noventa e nove...), essa idade sempre memorável.
Mas ainda bem que é assim, é sinal que não te vão esquecer, pelo menos nos tempos mais próximos. E tem ainda outra vantagem, todos aqueles que nunca souberam da tua existência, talvez sintam alguma curiosidade em conhecer-te melhor e peguem num dos teus livros, que tanto pode ser um romance, uma peça de teatro ou uma colectânea de contos (os ensaios e biografias não recomendo tanto, porque não têm a tua magia de extraordinário contador de histórias), e vão de viagem contigo.
Claro que há quem não tenha esquecido a tua "vaidade", e até me fale do tempo em que usaste laço em vez de gravata e andavas nas ruas de Almada de nariz empinado. Outros continuam a insistir na tese de que não devias ter aceitado dar o teu nome a uma rua, por estarmos em plena ditadura. Não te preocupes, eu "desarmo-os" sempre com a mesma "arma" que gostam de usar: a tua "vaidade". Se eras vaidoso como te pintavam, por que carga de água não ias aceitar a atribuição de uma rua? Ainda por cima quando normalmente este privilégio só era concedido depois de se partir...
Claro que tenho de ter cuidado com os argumentos que uso, não posso falar da tua simplicidade, e até insegurança, a espaços, que notava nas nossas conversas, ainda dizem que estou a inventar um "Romeu novo"...
E antes que me esqueça, parabéns Romeu.
Mas festa festa, vai ser a do ano que vem. Por isso vê lá se ficas por cá, pelo menos mais um ano. Até por saber que te vais emocionar e divertir bastante, nesta caminhada festiva.»
(Fotografia de Fernando Lemos)
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sábado, novembro 12, 2016
Romeu Recordado com Palestra e Visita Guiada
Depois da excelente palestra do historiador Alexandre Flores sobre a vida de Romeu Correia, a que assistimos nas instalações da USALMA, Louro Artur - autor do mural sobre o escritor almadense, que foi colocado em frente das piscinas que pertenceram à Academia - fez uma visita guiada à sua obra de arte, contando vários pormenores sobre a sua história e também sobre as personagens que retratou.
Ou seja, ontem foi uma boa tarde para recordar Romeu em Almada.
(Fotografia de Luís Eme)
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quarta-feira, novembro 09, 2016
A Biografia de Romeu Correia
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