segunda-feira, setembro 28, 2015

Visita Guiada ao Caramujo


No sábado à tarde participei numa visita guiada à antiga zona industrial da Cova da Piedade, que tinha como epicentro o Caramujo, pela sua proximidade com o Tejo, organizada pelo Museu da Cidade e pelo Centro de Arqueologia de Almada.

Aprendi algumas coisas, como acontece sempre nestes passeios. Por exemplo não fazia ideia que o cais que se prolongava ao longo do Caramujo esteve activo até ao final dos anos 1960, princípios dos anos 1970 (começou a ter problemas de assoreamento depois da construção dos Estaleiros da Lisnave...).

Mas o pior de toda aquela história é o seu abandono (aqui também entra a Câmara Municipal de Almada, proprietária dos Silos e de toda a zona envolvente). 

Provavelmente acabará por ser tudo destruído, depois de anos e anos de pilhagem, só não sabemos em que ano...

No final da visita guiada realizou-se um colóquio no Museu da Cidade onde se iriam debater questões relativas ao passado, presente e futuro do espaço. Não tinha pensado ir por várias razões. Uma delas é o facto de estar cansado de participar em encontros onde se dizem muitas coisas interessantes para no fim ficar tudo na mesma...

sexta-feira, setembro 25, 2015

Bombeiros de Cacilhas em Festa na "Rua Direita"


Os Bombeiros Voluntários de Cacilhas estão a festejar o seu 125º aniversário na Rua Cândido dos Reis, com uma exposição dos seus carros mais emblemáticos e com mais história.

As viaturas de outros tempos, assim como outro material auxiliar, podem ser visitados até domingo, naquela que foi a Rua Direita de Cacilhas durante muitos anos.

É uma visita que vale a pena.

E parabéns à mais velha colectividade de Cacilhas, que continua a ser um dos orgulhos dos cacilhenses, assim como a todos os seus "Soldados da Paz".

terça-feira, setembro 22, 2015

«O poder chama sempre os oportunistas.»


Ainda a propósito da conversa de ontem, ela acabou por "resvalar" para a actualidade, para as eleições de 4 de Outubro.

Conhecedores da pacatez do nosso amigo resistente comunista (ninguém diz o que está ali, porque ele sempre gostou de usar os louros apenas na comida...), oferecemos-lhe algumas "farpas", com factos da governação comunista da nossa Cidade.

Em algumas coisas deu-nos razão, noutras nem tanto. Para depois nos dizer o que já todos sabíamos:
«Não tenham ilusões, o poder, seja ele qual for, chama sempre os oportunistas.»

E com esta nos calou...

segunda-feira, setembro 21, 2015

«Belos tempos aqueles em que fiz campismo selvagem!»


Falava-se de justiça, do uso e abuso das escutas telefónicas, e claro, da evolução tecnológica nesse campo, que permite ouvir conversas a longa distância, quando um antigo resistente antifascista se saiu com esta:
«Belos tempos aqueles em que fiz campismo selvagem!»

E depois com mais sorrisos e histórias de outras lutas, contou que o campismo foi uma das melhores formas que eles encontraram para lutar contra a PIDE e os seus bufos, quase sempre sem pedalada para os seguirem nas longas caminhadas pelos campos (confessou não se lembrar de ter existido nenhum infiltrado nos grupos campistas de que fez parte, embora pudessem estar alguns presentes...). Ainda acrescentou: «no meio da natureza, nos campos abertos, só os pássaros tinham ouvidos, mas esses tinham mais que fazer que perderem tempo connosco.»

E quando a conversa avançou para as redes sociais, ainda exclamou, entre sorrisos: «Na minha juventude não me lembro de sentir curiosidade por saber coisas da vida, dos outros. Acho que era assim com toda a gente, tirando uma ou outra coscuvilheira, que faziam de jornal da rua.»

Nova risota geral.

A fotografia é da autoria do meu amigo Fernando Barão, também ele campista nesses tempos diferentes...

domingo, setembro 13, 2015

Fim de Tarde no Ginjal


O que vejo?
Dias cada vez mais curtos...
Um céu povoado de nuvens, pelo menos hoje.
Há menos pessoas nas esplanadas.
O areal, esse promete...
Umas coisas acabam, outras começam, e a vida, essa continua.

quarta-feira, setembro 09, 2015

Revisitar Cacilhas Através da Pintura de Carlos Canhão


Esta é uma das obras da exposição, "Junto ao Tejo e Mais Além" (de Carlos Canhão, Maria de Lurdes Couto e a Tânia Franco), que pode (e deve) ser visitada na Oficina de Cultura de Almada, na Praça S. João Baptista, da autoria de Carlos Canhão. 

O pintor almadense pintou a praia da Margueira, com vista para o Largo de Cacilhas e também para a Lapa (que desapareceu com as obras da estrada que liga Cacilhas à Cova da Piedade).

Felizmente através da pintura é possível reconstruir o passado...

terça-feira, setembro 08, 2015

A Praia da Fonte da Pipa


O Sol felizmente ainda continua quente, para satisfação de quem está de férias.

A Margem Sul continua a ser uma atracção para muitos turistas, que talvez queiram fugir da Capital, onde quase se fala mais inglês que português.

Na Margem Sul, olha-se mais e fala-se menos...

Na fotografia as escadas que nos levam para a pequena praia da Fonte da Pipa, logo a seguir ao Ginjal e ao Elevador Panorâmico.

quinta-feira, agosto 27, 2015

O Turismo quase Arqueológico


O Ginjal é mesmo um pólo de turismo. Os restaurantes "Atira-te ao Rio" e o "Ponto Final" são a delícia de milhares de turistas que escolhem o nosso país para passear à descoberta do que não há lá pelas suas terras.

Como tenho escrito invariavelmente por aqui, o Tejo é o melhor chamariz desta gente que também gosta da proximidade das ruínas e do ar abandonado, algo que encontram com mais facilidade em Portugal, Itália e Grécia, que nos seus países "politicamente correctos", cheios de regras (que nos têm impingido com demasiada facilidade) e hipocrisias.

Só estranho que não haja mais gente a molhar os pés (e até um pouco mais...) na Praia das Lavadeiras, que banha estes dois lugares de boas comidas e vistas. A água até já começa a ser transparente...

quarta-feira, agosto 26, 2015

Um dos "Hotéis" Sem Estrelas na Nossa Banda


Não deixa de ser curioso que os novos "nómadas" que fogem da guerra e arriscam a vida para chegar ao Velho Continente, quando são entrevistados para a televisão, sonham com a Suécia e com a Alemanha, nunca com Portugal...

Eles conhecem o mundo e sabem o que querem e o que não querem. Sabem quais são os países de primeira, de segunda e de terceira na Europa.

E o que não querem mesmo é ficar num dos muitos "hotéis" sem estrelas, que abundam no nosso país.

Este que ficou na fotografia fica na Cova da Piedade, rente às velhas fábricas do Caramujo...

quarta-feira, agosto 19, 2015

Cacilhas e o Tejo ao Fim da Tarde


Uma legenda?

Campolide é já ali, entre S. Jorge e Seixal, com  Lisboa lá longe, do outro lado do Tejo...

terça-feira, agosto 18, 2015

A Solidão de Lisboa em Agosto


Estamos tantas vezes sós, no meio de uma multidão...

Senti isso no meio desta Lisboa cheia de gente garrida, com pele quase vermelha, que adoram tudo o que é português, até as pessoas simpáticas (menos os portugueses que não gostam de trabalhar e que lhe aparecem nas reportagens "manipuladas" das televisões dos seus países...) que lhes respondem em inglês - por muito manhoso que seja - ou por gestos a praticamente todas as suas questões.

Acho que começam aí as diferenças. Ai de nós se desatarmos a fazer perguntas em português em Paris ou Londres (os hipotéticos portugueses que nos podem responder na nossa língua mãe, só estão dentro das anedotas, a não ser que lhes pisemos os calos e eles soltem um sonoro, "foda-se", cabrão de merda, vai pisar outro!", identificando-se automaticamente). Levamos sobretudo com narizes empinados, ar enfastiado, e claro, a língua deles, ao seu ritmo, por vezes perto do incompreensível...

Mas eu nem era para escrever sobre estas visões de um Agosto que se quer prolongar pelo ano inteiro, graças aos guias que dizem que Lisboa é o melhor destino turístico da Europa. Queria escrever sobre o café ausente dos amigos que escolhem Agosto para escaparem à "solidão" da Cidade...

sábado, agosto 15, 2015

Muito Tejo, Muito Tejo...


O Vento apareceu esta semana e tem oferecido ondas ao Tejo.

E os cacilheiros já fazem parte do Rio, e como diz Ary dos Santos no seu poema "O Cacilheiro" (final):

Se um dia o cacilheiro for embora
Fica mais triste o coração  da água
E o povo de Lisboa dirá, como quem chora,
Pouco Tejo, pouco Tejo, muita mágoa.

terça-feira, agosto 11, 2015

Flores do Ginjal


Sem nada para dizer, publico esta minha  fotografia de Julho, que é o que é: Flores do Ginjal.

Isto acontece porque o "Casario" há já algum tempo que também é um blogue de retratos do Luís Eme...

sexta-feira, agosto 07, 2015

Uma Dupla Festividade


Hoje dia 7 de Agosto, há dois grandes almadenses que comemoram o seu aniversário. 

António Henriques se estivesse entre nós comemorava hoje o seu centésiimo aniversário, pois nasceu em Cacilhas, a 7 de Agosto de 1915.

Orlando Laranjeiro comemorou hoje o seu 85º aniversário, numa festa partilhada com os seus principais amigos, ele que nasceu em Sesimbra a 7 de Agosto de 1930.

Publicamos a capa do CD comemorativo do centenário de António Henriques, porque as letras no seu interior cantadas por Luisa Basto e o poema declamado por Orlando Laranjeiro, são da autoria do próprio Orlando, um poeta almadense que oferece uma musicalidade especial às suas palavras rimadas.

terça-feira, agosto 04, 2015

Fim de Tarde no Ginjal


Há pouco Tejo neste fim de tarde (domingo...), com o rio praticamente sem ondas.

Ando e sinto que nada mudou nas paredes, nem nas pessoas...

São quase todas de fora, os que passeiam e os que se plantam nas esplanadas do "Atira-te ao Rio" e do "Ponto Final".

Escuto distraído inglês, francês e espanhol (este de forma mais audível, porque os nossos vizinhos são muito mais palavrosos...). Pouco português, porque até os empregados de mesa tentam acompanhar a "dança" das palavras dos clientes.

Perguntam-me porque tenho de voltar sempre aqui.

Respondo com uma frase curta: «porque amo este lugar».

quinta-feira, julho 16, 2015

As Praias Abandonadas da Outra (Nossa) Banda


Quando escutei que a praia da "Ponta dos Corvos" (ou Ponta do Mato...), entre o Alfeite e o Seixal, tinha sido premiada pela Quercus, pela qualidade da sua água, pensei nas praias mais próximas do Oceano, do Ginjal ao Olho de Boi, onde apenas meia dúzia de míudos mais entregues a si próprios se aventuram nas suas águas...

domingo, julho 12, 2015

O Fascínio da Cor


No jardim próximo do elevador da Boca do Vento, há várias pinturas urbanas (hoje chamo-lhe isto...) que são escolhidas como cenário da fotografias, provavelmente pela cor, pois não acredito que seja pelo "design"...

Hoje de manhã encontrei vários modelos femininos a fazerem poses nestes bancos.

quinta-feira, julho 09, 2015

Teatro, Ginjal, Almada e Lisboa


Nesta fotografia cabem o Teatro, o Ginjal, Almada e Lisboa.

terça-feira, julho 07, 2015

Uma Agradável Surpresa no Miratejo


Ontem fiz parte do júri que apreciou os trabalhos finais do Curso Profissional de Técnico de Turismo da Escola Ruy Luís Gomes, do Miratejo.

Foi uma agradável surpresa ver as excelentes apresentações daqueles catorze alunos, a maior parte delas dedicadas ao Concelho de Almada e que poderiam ser colocadas em prática com relativa facilidade (e sem grandes custos...), beneficiando o turismo do nosso Concelho. 

Sei que uma das coisas coisas mais fáceis de fazer quando se fala das escolas é dizer mal do ensino... mas ao assistirmos ao trabalho realizado e ao ouvirmos os agradecimentos dos alunos às professoras e professores, percebemos que há muito coisa bem feita nas "casas da educação".

Era importante que os sectores do turismo e da educação do Município estivessem atentos a estas iniciativas e tirassem proveito da criatividade e do espírito de iniciativa destes alunos. 

Ficávamos todos a ganhar, com toda a certeza. 

domingo, julho 05, 2015

A Criatividade e o Cinema


Quando vi este cartaz da "23 ª Edição das Curtas - Vila do Conde" (que decorre de 4 a 12 de Julho), achei-o muito bem conseguido.
O autor é o João Faria, que está de parabéns, assim como os teimosos que continuam apostados em levar o cinema e a cultura a uma mediana cidade portuguesa.

Eu sei que às vezes é mais fácil fazerem-se coisas em pequenos centros urbanos que nas chamadas grandes urbes, mas mesmo assim não deixam de estar de parabéns.

Há já quase 20 anos também fiz o projecto de um Festival de Cinema em Almada, que nunca passou do papel, por várias razões, a principal: falta de apoios concretos. Eu já sabia que lá de cima só costuma cair chuva, de vez em quanto, e uma tarefa que quisesse ter sucesso teria de ser bem alicerçada, em meios humanos e materiais, o que nunca foi possível obter...

Hoje olho para trás e penso que já passou o meu tempo de fazer iniciativas que querem saltar das fronteiras de Almada (até por já ter chatices de sobra...).

sábado, julho 04, 2015

sábado, junho 27, 2015

A História das Artes Plásticas em Almada


A história das Artes Plásticas em Almada, continua por fazer. Felizmente ainda estão entre nós vários "actores" dos primeiros grandes movimentos artísticos que se realizaram em Almada, e que sempre que são convidados falam da história de Almada no campo das artes, que acaba por se confundir com a história das suas vidas, com essa coisa agradável, de acrescentarem sempre mais algum dado novo e importante.

Foi o que aconteceu no serão de sexta feira, quando a IMARGEM (na sua excelente programação da "Arte em Festa", que decorre até ao fim do mês), convidou Francisco Bronze, Jorge Norwick e Louro Artur, para nos falarem de "Artes Plásticas: Três Monentos - Três Comentários".

Louro Artur falou mais que os seus dois companheiros, provavelmente por ter a memória mais fresca e também por sempre se ter interessado pela componente histórica no mundo das artes (até por ter sido professor...). 

Viajámos pelas exposições do Convento dos Capuchos (anos 1950), pelo movimento artístico do café "Dragão Vermelho" (1959 a 1961), sem ignorar as várias exposições feitas nas Colectividades e o papel cultural das bibliotecas associativas, muitas vezes contrariado pelas direcções... E claro, os elementos que colaboraram nas muitas iniciativas realizadas, alguns apenas apoiantes, como foi o caso de Jaime Feio e Alfredo Canana, mas não menos importantes na sua divulgação.

Falámos ainda do "Manifesto Cultural" dos anos 1960, do mistério dos imensos quadros perdidos ao longo dos anos, oferecidos ao Município Almadense (desde os anos 1950...) e com mais suavidade do que a organização queria, do "Alternativa - Festival Internacional de Arte Viva" (teve três edições em Almada, 1981, 1982 e 1983).

Tudo isto para dizer que foi muito bom ouvir estes três artistas plásticos, que são uma parte importante da história das Artes Plásticas de Almada, até como fundadores da IMARGEM.

A fotografia é de Gena Souza.

quinta-feira, junho 25, 2015

segunda-feira, junho 22, 2015

O "Fado Incrível" do Orlando


No sábado Luísa Basto cantou pela primeira vez, ao vivo, no Salão de Festas da Incrível Almadense, o "Fado Incrível", com letra de Orlando Laranjeiro e música de João Fernando, no final da Cerimónia de Abertura das Comemorações do Centenário de António Henriques, que teve como ponto alto o lançamento da biografia de António Henriques, escrita por mim e pelo meu amigo Carlos Guilherme.


Fado Incrível

Mora na Rua Direita
Filha ilustre d’Almada
Nas virtudes é perfeita
Com história de vida feita
A amar e ser amada

Quando em Outubro nasceu
À mesa de uma taberna
Logo o povo se rendeu
Por amor lhe prometeu
Que teria vida eterna

Por julgarem impossível
Tão linda maternidade
Deram-lhe o nome de Incrível
Nesse dia inesquecível
Houve vivas à liberdade

Música, a inspiração
E cultura seu desígnio
Velha de cravo na mão
Ainda inspira paixão
Mantém o mesmo fascínio
  

domingo, junho 21, 2015

"Rio de Prata"


Esta é a fotografia com que participei na "Associa Artes 2015 - III Bienal de Artes Plásticas do Distrito de Setúbal, exposição organizada pela IMARGEM e que está patente ao público no Solar dos Zagalos até ao dia 13 de Setembro.

quarta-feira, junho 17, 2015

Um Livro Especial


Dia 20 de Junho, sábado, às 16 horas, o Salão de Festas da Incrível vai acolher a apresentação da biografia, "António Henriques, o Associativista e o Historiador de Almada e das Suas Colectividades" escrita por mim e por Carlos Guilherme Sanches de Almeida.

É um livro especial, por várias razões. 

Por me ter aproximado da vida e obra de António Henriques, um grande Incrível e um grande Almadense, no ano do centenário do seu nascimento. Não tenho qualquer dúvida que se não me envolvesse neste trabalho biográfico não teria a noção de toda a sua grandeza humana e intelectual.

Por ter sido escrito com  um daqueles amigos que dizem sempre presente, e que foi muito importante na concepção desta obra. 

Claro que nem tudo foram rosas. Tudo indica que este livro irá marcar o meu afastamento - pelo menos nos tempos mais próximos - da historiografia de Almada. 

Isso não acontecerá por falta de projectos, mas sim por falta de apoios  - e de respeito por autores com obra feita (este é o meu décimo primeiro livro sobre a história do Concelho...).

Provavelmente os responsáveis do Município e das Juntas de Freguesia estão à espera que além de todas as horas de trabalho em investigação e a aquisição de documentos (nunca contabilizados nos custos), ainda tenhamos de arcar com as despesas de impressão dos livros. 

Em relação à minha pessoa, podem esperar, mas levem um banquinho.

segunda-feira, junho 15, 2015

Associa Artes 2015


Vou participar pela segunda vez na "Associa Artes - III Bienal de Artes Plásticas do Distrito de Setúbal", com uma fotografia (desta vez em representação de O Farol - Associação de Cidadania de Cacilhas", da qual sou sócio).

Esta exposição organizada pela IMARGEM será inaugurada no próximo sábado (um dia cheio de culturas em Almada...) e conta com a participação de artistas das seguintes associações: AACA, ARTESFERA, CACAV, IMARGEM, O FAROL, SCALA.

sexta-feira, junho 12, 2015

quarta-feira, junho 10, 2015

"Arte em Festa" na Cidade


A Imargem vai organizar de 15 a 30 de Junho, a "Arte em Festa", com um conjunto de iniciativas ligadas à Arte no Concelho de Almada.

Há várias associações culturais almadenses que se associaram a esta iniciativa, que não é mais vasta, porque o "poder local" pareceu assustado com a possibilidade da Cultura (que não controla...) sair para as ruas de Almada.

A apresentação desta iniciativa realiza-se amanhã, às 21 horas, na sede da Imargem.

domingo, junho 07, 2015

A Versatilidade do Cénico da Incrível


Gostei bastante de ver "O Patife", uma peça tão antiga e tão actual, bem encenada pela Geninha.

Desta vez o palco foi entregue aos homens (quase na totalidade) do Cénico da Incrível, que não se fizeram rogados e divertiram todos aqueles que não quiseram perder esta comédia, estreada há poucas horas.

Boas interpretações do Vitor, do Alberto e do Pedro. E claro do Chico, que com os seus 85 anos, continua a ser único nos palcos, em qualquer papel, pequeno ou grande.

Estas duas estreias a que assisti, são a melhor prova da vitalidade e versatilidade do Cénico Incrível Almadense, que muito honra o teatro amador.

quinta-feira, junho 04, 2015

Sábado há Mais Uma Estreia Teatral na Incrível


No próximo sábado há mais uma estreia no Salão de Festas da Incrível. "O Patife" promete, segundo o cartaz, é divertido e louco.

O CIA continua em grande.

quarta-feira, junho 03, 2015

Que União de Juntas é Esta em Almada?


Como já disse mais que uma vez, faço parte de uma Associação Cultural em Almada (SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada), que tem dois defeitos - para quem governa a Cidade -, farta-se de fazer cultura e é apartidária.

Em Março descobrimos que tínhamos sido "apagados" da lista de Associações da União de Juntas de Freguesia de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas. Demos mostras da nossa indignação através de ofício (que para variar não mereceu qualquer resposta...) estranhando que uma Autarquia que se apelida de "União" seja divisionista em relação ao Movimento Associativo.

Hoje passei pelo seu site e verifiquei que a SCALA foi mesmo "banida" da lista de Associações, apesar de ser uma Colectividade de Utilidade Pública.

Mas gostei de ver por lá (sem qualquer desprimor para ambas...)  a Associação de Amizade Portugal-Cuba ou a Liga de Mulheres Moldavas em Portugal, e ainda meia-dúzia de clubes almadenses que só  existem de nome, já que estão praticamente inactivos.

Pelo menos não "apagaram" (ainda) nas respectivas listas de obras editadas os livros dos autores Scalanos. 

São estes comportamentos sem classificação possível que fazem com que tenhamos saudades da Junta de Freguesia de Cacilhas, da Junta de Freguesia de Almada e dos seus antigos presidentes.

segunda-feira, junho 01, 2015

Grande Miguel!


O motociclistaa almadense Miguel Oliveira, com apenas 20 anos, tornou-se ontem no primeiro português a vencer uma prova do Campeonato do Mundo de Motociclismo. Conquistou a vitória no mítico Grande Prémio de Itália, disputado no Circuito de Mugello na categoria "moto 3".

Grande Miguel!

(a fotografia foi retirada do site de "A Bola")

domingo, maio 31, 2015

A Fulana, a Beltrana e a Sicrana


Ontem à noite fui à Incrível assistir à representação da peça, "Fulana, Beltrana e Sicrana". 

É uma peça agradável representada por três boas actrizes amadoras, com humor e qualidade.

(Foi pena que a senhora autarca que colocou em dúvida a existência de Cultura na Incrível, não tenha aparecido. Talvez tivesse sorrido e aplaudido a peça e percebesse que a grandeza histórica e cultural da "Sociedade Velha" não se mede apenas pelo seu passado, mas também pelo seu presente)

sábado, maio 30, 2015

Espelho Meu, Espelho Meu, Há Alguém Melhor que Eu?


Claro que quando algumas pessoas se viram para o espelho e perguntam: «espelho meu, espelho meu, há alguém melhor que eu?», antes que o espelho responda, elas adiantam-se e com voz de ventríloquo dizem, «Não!»

Este começo não surge aqui por acaso. Hoje estive no lançamento do livro de um amigo e além de não estar à espera de ir para a mesa de honra, ainda esperava menos falar...

E quando falei a minha boca acabou por fugir para a verdade e exprimi o meu desagrado pela forma desigual com que são tratados os agentes culturais e as associações de Almada.

O senhor que estava na mesa, que não fazia ideia quem era, que se apresentou como adjunto do vereador da cultura e acrescentou que estava ali em representação do presidente da Autarquia, no meio do seu discurso, resolveu responder-me, armado em "defensor da pátria". Como sabia do que falava e não tinha dito alguma mentira, apenas lhe disse que mantinha tudo o que dissera. Não fui mais longe por duas razões: não queria de todo estragar a festa de um amigo, e muito menos entrar em diálogo com um mero funcionário do Município, que defendeu quem lhe paga o salário.

Mas continuo a lamentar que as pessoas que governam em Almada (ou os seus representantes...) não tenham qualquer sentido auto-crítico e aproveitem todos os bocadinhos para fazer demagogia e armarem-se em gente de bem, que tratam todos os artistas e associações da mesma maneira, etc, etc.

Infelizmente a realidade almadense é muito diferente, os seus governantes não recebem nem tratam toda a gente da mesma maneira. Por exemplo, a SCALA e os Lions de Almada, ainda estão à espera de resposta ao pedido de audiência feito ao senhor presidente do Município, em Outubro de 2013, logo após as eleições...

O óleo é Laura Knigh.

sexta-feira, maio 29, 2015

Teatro em Estreia na Incrível


Hoje estreia a peça, "Fulana, Beltrana e Sicrana", encenada pelo Cénico Incrível Almadense, no seu Salão de Festas.

Quem não puder aparecer hoje, ainda tem a possibilidade de assistir à peça, amanhã.

A entrada é livre.

quinta-feira, maio 28, 2015

Modesto em Cacilhas


Modesto Viegas apresenta o seu livro bonito de fotografia, "Contrastes, natureza vs urbano", em Cacilhas.

A apresentação será do fotógrafo Ruben Neves e realiza-se no próximo sábado, às 16.30 horas, na Biblioteca da Escola Cacilhas-Tejo.

domingo, maio 24, 2015

A Crítica da Crítica no Casario


Um amigo meu que costuma passar aqui pelo "Casario" (do vasto "clube" dos que lêem e não comentam...), disse-me que eu era demasiado exigente para com os governantes de Almada.

Não lhe respondi de imediato, até porque nunca ter pensado a sério no assunto. Mas depois acabei por lhe dar razão, mas com uma justificação, que vale o que vale.

Expliquei-lhe que era mais exigente porque os comunistas (pelo menos os que nos governavam) se tinham em tal conta, que não só se achavam melhor que todos os outros, como estavam acima de qualquer crítica ou suspeita.

E havia ainda outra questão, estavam no poder desde as primeiras eleições autárquica, ou seja, não tinham qualquer margem para atirar as culpas dos erros cometidos nos quase últimos 40 anos, para cima de quem quer que fosse.

Para não ser muito chato, falei apenas nos problemas de ordenamento do concelho, dos mesmos excessos e exageros urbanos (tanto dentro da cidade como nas suas freguesias) que provocaram um crescimento feio e desordenado. 

E como não podia deixar de ser, falei de todos os anos que governaram de costas voltados para uma das praias com mais potencialidades do país, a Costa de Caparica...

E não fui às "quintas" e aos "condados" das culturas, dos recreios e dos desportos...

quinta-feira, maio 21, 2015

Pensar o Futuro?


Eu sempre gostava se saber como é que governantes quer estão no poder há mais tempo que Salazar, cada vez com menos sentido autocrítico e capacidade de aceitar (e respeitar...) quem pensa de forma contrária, podem pensar o futuro em Almada...

segunda-feira, maio 18, 2015

Dia dos Museus


Hoje todos os nossos Museus podem ser visitados gratuitamente, porque se comemora o Dia Internacional dos Museus.

De manhã fui com a minha filha ao Museu da Cidade (de Almada) ver a exposição "Ir a Banhos", que faz um bom resumo da história das nossas praias (Costa de Caparica e Trafaria, e também de algumas fluviais, como as da Margueira...).

É uma exposição que merece ser visitada por todos os que gostam de visitar o passado, pelas muitas imagens antigas que nos são oferecidas e também pelos objectos expostos, no mínimo curiosos (desde fatos de banho antigos a materiais de salvamento).

quinta-feira, maio 14, 2015

Vamos a Banhos


No próximo sábado, dia 16 de Maio, às 16 horas, será inaugurada no Museu da Cidade de Almada a exposição, "Ir a Banhos", onde se fará uma retrospectiva histórica da evolução dos hábitos e costumes das nossas idas à praia, dando uma particular atenção às praias da Trafaria e da Costa de Caparica de outros tempos.

Se não gosta das confusões das inaugurações (e dos discursos, etc), pode aproveitar para visitar o Museu no domingo e da segunda, que estará aberto excepcionalmente, por se comemorar o Dia Internacional dos Museus a 18 de Maio.

terça-feira, maio 12, 2015

O Eduardo e o Urbano


O escritor almadense, Eduardo M. Raposo, vai fazer uma apresentação do seu livro, "Urbano, o Eterno Sedutor", na Biblioteca da Escola Cacilhas-Tejo, no próximo dia 14 de Maio, às 20 horas.

É uma boa oportunidade para os almadenses conhecerem um pouco melhor a vida e obra de Urbano Tavares Rodrigues.

sábado, maio 09, 2015

O Carro Já Era, Ficou o Buraco...


Já "despacharam" o carro que estava de pernas para o ar no Ginjal (não era assim tão grande como isso...), provavelmente por via fluvial.

Agora fica o buraco, com as grades ainda mais caídas, que não deixa de ser um "lugar de interesse turístico", no meio de novas placas de proibição afixadas, agora amarelinhas...

sexta-feira, maio 08, 2015

Sei que Nunca vou Perceber...


Não me sinto muito confortável a fazer o papel de "moralista", mas de vez enquanto tem de ser. Tudo isto porque sinto que nunca vou perceber esta maneira de ser portuguesa, de se transformarem sítios abandonados em lixeiras.

Acho que nunca fomos muito bem educados a respeitar o próximo. Primeiro foi o "respeitinho" que diziam ser "muito bonito", depois vieram as "liberdades" que muitos continuam a confundir com "libertinagens"...

Eu sei que posso fingir que não vivo neste país, mas nunca passará disse mesmo, de um fingimento.

Há sempre quem diga que essas coisas se deviam ensinar na escola. Porque há sempre quem tente empurrar os problemas e as responsabilidades para cima dos outros.

Só que não há escola que resista, quando os filhos vêm os pais deitarem o lixo para o chão ou atirarem beatas acesas pela janela...

segunda-feira, maio 04, 2015

O Abandono do Ginjal é uma Constante...


Ao passar pelo Ginjal vi que o seu histórico "Corredor" estava transformado em lixeira.

Entrei e vi que a casa onde a Júlia morou quase toda vida tinha a porta escancarada.

Não resisti e entrei, para tirar fotografias das janelas que olham para o Tejo.

Antes da Júlia ali morar, foi espaço da "Pensão Bom Gosto", que foi inspiração de um dos meus poemas do caderno, "Ginjal 1940, poemas dois", que vos ofereço:

pensão bom gosto

A mulher que apareceu no postigo
Disse que aquilo não era bem uma pensão
eu sabia mas fiz-me desentendido,
saciava-se mais o corpo que o coração.

«A clientela é quase toda de Lisboa»,
sorriu-me ela de uma forma enigmática.
Paguei o quarto e subi sem geografias,
abraçado à minha companhia simpática.

Depois de abrir a porta e a deixar entrar
Dei alguns passos em frente, até à janela.
Não tinha pressa nem ninguém à espera,
abri a janela e fiquei a ver as barcas à vela

Preferi imaginar-me um cliente casual
e pedir à minha companheira de viagem
para não fechar completamente o cortinado,
porque não queria deixar fugir a paisagem.

(Luís Milheiro)