quarta-feira, outubro 04, 2006

O Poder Local Ilusório - Parte Dois


Quando começamos a escrever ao sabor da pena, por vezes perdemos a objectividade. Foi o que aconteceu no meu último "post", em que usei demasiadas generalidades, sem falar em nomes.
Não tenho qualquer problema em falar dos Municípios mais individados, até por serem do conhecimento geral. De certeza que não me estava a referir a Almada, que pelo que sei goza de uma saúde financeira razoável, pelo menos para os tempos que correm. Estava a falar sim de cidades como Lisboa, Porto, Setúbal, Coimbra, Aveiro, Faro, Leiria, Santarém, Braga, entre outros concelhos mais modestos, com menos proventos e por isso mesmo, dificuldades acrescidas, graças a gestões autárquicas, que se podem e devem, considerar danosas.
Continuo a dizer, alto e a bom som, que na maior parte das Autarquias, a grande preocupação dos governantes tem sido o seu enriquecimento pessoal e não a melhoria da qualidade de vida dos seus concidadãos.
Quantas cidades cresceram de uma forma equilibrada no nosso país nos últimos trinta anos? Acredito que possam existir algumas, mas devem contar-se pelos dedos de uma mão...
Nem mesmo as cidades comunistas conseguiram resistir ao canto da sereia do "capitalismo" (como tem sido o caso de Almada...), com a construção desenfreada por tudo o que são espaços livres e com a implantação de grandes superfícies comerciais, que se assumem, cada vez mais, como "a morte anunciada" do chamado comércio local.
É importante referir que as grandes vitimas deste "desgoverno local" têm sido as pequenas autarquias, ou seja as Juntas de Freguesia. Além de receberem sempre uma "fatia do bolo" insignificante, ainda são obrigadas a participar em jogos partidários, viciados logo à partida, por possuirem uma cor política diferente da sede dos Concelhos a que pertencem.
Em relação à última parte do texto, é sabido que vamos ser nós, contribuintes locais, a pagar esta e outras crises.
Quem tiver dúvidas, só tem de esperar meia dúzia de meses...

13 comentários:

Alice C. disse...

Embora não tenha comentado o artigo anterior, concordo com a generalidade das coisas que diz, Luís. Tal como neste. Também penso que vamos ser nós a pagar com as mudanças no financiamento das autarquias.
Não ligue aos "provocadores", até porque está fazer um bom trabalho pelo nosso concelho (isso faz comichão a muita gente).

Luis Eme disse...

Concerteza que não vou ligar aos provocadores, especialmente a este último, que acabou por se identificar, deixando a sua "dor de corno", demasiado visivel.
Como a Alice sabe, a blogosfera é o espaço de opinião mais livre que existe, qualquer idiota pode chegar aqui, refugiar-se no anonimato e dizer os disparates que quiser.
Só há uma maneira de evitar esta gente, é condicionar os comentários. Não me apetece nada ter de fazer isso...

100smog lda. disse...

É sempre interessante passar por aqui! Uma escrita incisiva e muito porreira! Parabens! Abrimos no nosso site uma nova secção BLOGS AQUI BEM PERTO claro que colocamos lá o teu! Espero que não te importes! Vamos passando e passa por lá! Quem sabe se n podemos ter aqui uma cloaboração talvez de um artigo assinado por ti la no nosso site ou uma cronica era interessante! de qq forma vamos passando....passou a ser habito assim como por outros ;)

Luis Eme disse...

Agradeço as palavras simpáticas em relação à minha escrita. Quanto à colaboração, porque não?

Jorge Freitas disse...

Vim aqui parar por acaso e gostei do que vi.
Em relação a esta crónica, concordo plenamente com aquilo que escreveu. E se me permite, vou relevar aqui um ponto: não é por acaso que entre as câmaras mais endividadas, estão a que construiram estádios para o "euro 2004".
É o que dá ter mais olhos que barriga.

Jorge Pereira disse...

Luis
Concordo que não ligues a provocadores. Mas gostaria de saber porque é não tens assumido o com o teu nome em certos escritos,nomeadamente quando atacas o municipio de Almada.
Talvez falta de coragem ou simplesmente cobardia literária.

Luis Eme disse...

Concordo consigo Jorge Freitas, isto de ter mais olhos que barriga tem que se lhe diga...

Cristina disse...

Sou uma amante de blogue. Vivo em Montalegre e através de uma busca encontrei o Casaro do Ginjal. Há anos estive no Ginjal em Cacilhas, porque tenho um amigo que é, penso eu que ainda é, sócio de uma associaçao cultural que dá pelo nome de Farol. Segundo ele me disse existiu no Ginjal um farol.
Felicidades...

Luis Eme disse...

Existiu um Farol no Largo de Cacilhas (desde o final do século XIX até aos anos setenta do século XX) e agora existe uma associação chamada Farol, que defende o património e a cidadania local.
Aparece sempre Cristina.

Jorge Lemos disse...

Acho que não deves restringir os comentários no teu blog. Assim davas razão aos que te atacam, mostravas medo. Fazias o mesmo que fazem os que gostam de censura e que vêm para a rua ou noutros sítios dizer que são amantes da liberdade.
O haver gente que insulta ou mente, não faz mal, às tantas têm a paga sendo desmascarados.
Na liberdade correm-se riscos, são os ossos do ofício. Senão é o estilo do fascismo ou dos comunistas.
Continua, porque o esclarecer faz falta, mesmo que às vezes não tenhas razão.

Jorge Pereira disse...

Jorge Lemos,gostei dessa" Continua porque o esclarecer faz falta, mesmo que às vezes não tenhas razão".
Em português correcto, mesmo que continue a mentir Snr Luis Milheiro.
Acho que o Snr José Ricardo demonstrou ter descoberto a verdade da dita Chapelada e afins...

jorge lemos disse...

Vocês é que têm afirmado, baseados no que sabem ou pensam que o dr. Milheiro é mentiroso, não fui eu que apenas o conheço de vista.
Se é mentiroso acho mal, mas eu só disse que achava mal se ele fizesse censura, que, em qualquer lado é feio e fartos de censura ficámos nós no fascismo, nem me quiz referir às pessoas que o contrariam, terão as suas razões mas não estou dentro do assunto.
Se mente, é mau, é uma vergonha, mas não vou condenar sem saber. Só o que achava mesmo mal era ele fazer censura para tapar bocas e nessa perspetiva é que falei, o comentar em livre acho que está certo.

Minda disse...

Luís, tenho a lamentar, sinceramente, que este espaço que criaste com tanto zelo esteja a descambar numa tela onde se despejam impropérios mal fundamentados que acabam por fazer esquecer o conteúdo dos teus artigos.
Sabes bem que nem sempre temos as mesmas opiniões. Discutimos e expomos as nossas ideias frontalmente, às vezes um acaba por convencer o outro, noutras situações cada um fica na sua, sempre com respeito pelo pensamento de cada um. Por isso, somos amigos.
E é como amiga que, se me permites, te dou um conselho: não entres em diálogo com gente sem nível… não merecem resposta! Dizem tanta asneira que acabarão por se enrolar na teia que criam e ao responderes estás a dar-lhes importância demais. Além disso, enervaste e acabas por te precipitar… e não vale mesmo a pena. Se tiveres que te irritar, que seja por coisas sérias e não parvoíces destas.
Quanto àquilo que é o conteúdo do teu artigo, venho apenas reforçar o que já disse no anterior: as autarquias não são modelos de excelência. Têm muitas falhas a nível de gestão financeira e no âmbito do urbanismo, então, nem se fala.
Corrupção existe e não é pouca, mas também é verdade que não pode o ónus cair apenas sobre os autarcas… também há funcionários e outros agentes que acabam por contribuir para essa má imagem do poder autárquico e, infelizmente, não são tão poucos assim.
Mas uma das principais causas é, continuo a afirmar categoricamente, a falta de formação profissional… cometem-se muitas asneiras por pura ignorância do óbvio, o que é indesculpável. Tira-lhes o dolo do acto, mas não retira a negligência. Como tal, são culpados de muita da insensatez que se comete a todos os níveis! É caso para dizer: instruam-se e apareçam, depois logo falamos! E o barrete serve a quem servir… (autarcas, funcionários, cidadãos em geral e comentadores em particular).