sábado, junho 12, 2010

Sim, Somos Isto

Confesso que tenho má memória para os nomes de rua, sempre fixei mais o rosto das pessoas e a geografia dos lugares, que a sua identidade oficial.
No entanto gosto de descobrir algumas preciosidades, como esta travessa de Arraiolos, que graças à nossa extraordinária era do digital, permite-nos fotografar quase tudo, sem pensarmos muito...
E esta placa simboliza tanto este país socrático (talvez mais socretino, como muitos lhe chamam...), até ver.

quarta-feira, junho 09, 2010

A Cadeira, a Mesa e o Pavão

O pavão ainda me fez uma vénia com a cabeça, quase a convidar-me para me sentar à sua mesa, mas eu não estava com paciência para aturar pavões.
Tinha-me bastado o da véspera, capaz de contar mil vezes a mesma história, puxando dos galões e do penacho garboso, preso ao passado, que tem tanto de glorioso como de duvidoso, quando foi presidente disto e daquilo.
Curioso é nunca falar do que fez, das obras que deixou, do serviço que prestou à comunidade. Fala apenas de ter sido presidente, porque para ele, mais importante que a obra, são os cargos. É o que fica para a posteridade...
O país é muito isto. Gente que quer cargos, ser isto e aquilo, apenas para o currículo, não para ser útil aos outros ou para se realizar profissionalmente.

quarta-feira, junho 02, 2010

Vestigios de Outro Ginjal (3)

Foram muito mais de mil barcas, que chegaram e partiram do Ginjal, ao longo dos tempos.
Não são menos os vestígios que perduram rente ao cais, corroídos pelo tempo e pelo sal que se mistura na foz do rio e tempera a água que chamamos doce.

domingo, maio 30, 2010

Quatro Anos Depois...

Quatro anos depois, ainda cá estamos, neste "Casario", ligeiramente cansados e sem grande vontade de falar das mesmas coisas (neste país e nesta Margem Sul, parece que os problemas são sempre os mesmos, que pouca coisa muda...).

É por isso que nos últimos tempos tenho preferido "postado" fotografias e fazer a respectiva legenda.
Acho que começa a ser notório que o "Largo da Memória" é o blogue principal cá da "casa", o "Casario" e as "Viagens" são cada vez mais, espaços regionais, que não pretendo abandonar, mas que começam a ser secundarizados, por falta de tempo e também de assunto.
Esta fotografia foi tirada debaixo do cais do Olho de Boi, numa maré baixa das boas, dando o efeito quase de gruta.

Nota: O mais curioso, é que se não tivesse passado pela "Dona Redonda" (também em festa...), este aniversário tinha passado ao lado...

sábado, maio 29, 2010

Sporting Vence Taça Challenge em Almada

O Sporting venceu ao fim da tarde a Taça Challenge de andebol, no Pavilhão dos Desportos de Almada (Feijó), frente à equipa polaca, MMTS Kwidzyn.

Pensar que estive ali a gritar pelo Sporting, que depois de ter chegado ao intervalo a vencer com uma diferença de sete golos, acabou a partida com apenas um golo de avanço.
Cada vez tenho menos dúvidas, de que os "lagartos" estão mesmos condenados ao sofrimento...
Mas foi um grande jogo e uma grande vitória.

Centros de Lazer Ambulantes

Lisboa é invadida diariamente por paquetes gigantescos, que dão um bom contributo à economia das duas margens (há grupos com refeições marcadas para restaurantes ribeirinhos de Cacilhas).
Claro que não pernoitam nos hotéis da Capital, têm a "barca" gigante da imagem, onde encontram um pouco de tudo, para se divertirem, para descansarem ou para outra coisa qualquer...
Felizmente turistas não faltam a Lisboa e arredores, gente de todas as idades, gostos e nações...

quinta-feira, maio 27, 2010

Contar Barcos...

Ontem esteve uma tarde daquelas, boa para contar barcos, a entrarem e a saírem do Tejo.
Além dos paquetes, passarem muitos cargueiros, alguns cacilheiros com turistas que devem ir até quase ao largo de Cascais, e claro, alguns veleiros, a aproveitar o vento do fim da tarde...

sexta-feira, maio 21, 2010

Vestigios de Outro Ginjal (2)

Durante décadas foi lugar de "amarração" de barcos de vários tamanhos, que vinham carregar os seus porões de mercadoria.
Mercadoria que tanto podia ser barris de vinho (antes de aparecerem as garrafas e os garrafões...) como fardos de cortiça...
Hoje é um pedaço de ferro, que pode servir de banco a pescadores ou de um motivo para fotografar o Tejo...

quarta-feira, maio 19, 2010

Uma Fotografia do Ginjal

Ao folhear um álbum de fotografias de viagens de um inglês (num alfarrabista, o qual não fixei o nome...), vi uma fotografia do Ginjal, que aparece como sendo de Lisboa, é "Tejo, Lisabon".
O mais curioso foi esta fotografia ter sido a única tirada de Lisboa, impressa no livro. Havia um pouco de tudo, de margens de rios, desde o Sena, ao Tamisa, passando pelo Danúbio.
A fotografia era desta porta aberta, escancarrada para o Rio, não deste meu ángulo. Tinha sido tirado de frente, talvez de manhã, por não existirem reflexos de Sol nas águas do Tejo.
E é normal que seja identificada como Lisboa, para qualquer turista, ambas as margens do Rio pertencem a Lisboa...

sábado, maio 15, 2010

A Margem do Rio Está Mais Colorida

Lisboa, rente ao Cais Sodré, está mais colorida, com a colocação de vários "bancos-canteiros" multicolores, com oliveiras, à beira Tejo.

É sempre bom verificarmos que se começa a olhar o Rio de frente, que se deixa de viver de costas voltadas para um dos aspectos mais bonitos e luminosos de qualquer cidade: o leito de água doce, neste caso particular já com o "saleiro" da foz (e claro com ar quase de mar)...

terça-feira, maio 11, 2010

Levar, Ler, Libertar... Agora em Almada

Levar
, Ler, Libertar, é a melhor forma para caracterizarmos o "bookcrossing", o acto de deixar livros num espaço público, depois de os lermos, para que possam ser encontrados por outros, que irão continuar a cadeia, transformando o mundo numa biblioteca.

Felizmente este projecto está a chegar às escolas de Almada (Agrupamentos de escolas Comandante Conceição e Silva e D. António da Costa), envolvendo todo o pessoal dos estabelecimentos de ensino, desde os alunos aos funcionários.
A professora Ana Rodrigues, é uma das responsáveis por este projecto no Concelho, que tem o apoio do Município e pretende alargar o seu território aos espaços públicos de Almada. Já tive a tive oportunidade de conversar com a professora Ana e de sentir o seu entusiasmo por esta iniciativa que anda por aí, a girar pelos cinco continentes.
A escolha do meu livro para ilustrar esta notícia não foi de todo inocente, pois ele também anda por aí, a ser "levado, lido e libertado" (há quase um ano)... embora eu não saiba nada dele. Mas segundo os testemunhos, é frequente alguns livros, só darem notícias passados anos, em cidades, países e continentes diferentes.

sábado, maio 08, 2010

Oscilações Temporais...

O Tejo estava extremamente transparente na quinta-feira, não me lembro de conseguir ver os peixes com tanta facilidade, mesmo a alguma profundidade, nas águas do rio.

As margens estavam cheias de pescadores. Nunca sei se esta avalanche de gente a "dar banho à minhoca", se deve às marés e aos peixes, ou a desocupação dos homens (este desemprego que não se vai embora...).
Fiquei a olhar as águas, quase ao lado de um pescador cuja idade deveria andar entre os sessenta e setenta e acabei por trocar algumas palavras com ele.
Também não se lembrava de ver o Tejo tão límpido.
Falámos do fim da indústria, do tratamento dos esgotos, do aumento da quantidade de peixes e também da existência de uma maior variedade de espécies. Contou-me que nos anos sessenta e setenta, quando pescava, muitas vezes tinha de lavar os fios e as próprias canas de pesca, por causa da "nafta"...
Talvez esta transparência fosse um aviso, sobre a chuva que vinha aí...

quarta-feira, maio 05, 2010

Vestigios de Outro Ginjal (1)


Quando era uma propriedade, havia uma ponte, um cais, ambos privativos...
Agora é outra coisa qualquer. Nem tudo ruiu, ainda há uma placa, para nos recordar ontem.
É aquilo que se chama um "museu" vivo...

sábado, maio 01, 2010

Um de Maio não é Um de Abril

Afinal não era nada assim, os gajos que mandam neste país não iam prescindir das ajudas de custo a que têm direito, nem dos prémios, muito menos dos carros e motoristas pagos pelo estado (sim esses, ministros, secretários de estado, deputados, gestores públicos, assessores políticos, etc).

Eles querem sim, é acabar com a "malandragem" que não quer fazer nada e vai para o Sol da Caparica e Carcavelos, ver se chove na praia, à custa do subsídio de desemprego "milionário". Até porque foram eles que "deitaram o país abaixo".
Ontem ao ver a reportagem/ sondagem televisiva sobre se as pessoas estavam dispostas a "oferecer" o décimo terceiro mês à crise, vi que nem toda a gente anda a dormir. Houve mais que uma pessoa a dizer, sim senhor, vamos lá sacrificar-nos (mais uma vez...) pelo país, mas os exemplos têm de começar de cima.
O problema é que esta "Ilha" solarenta não é a Irlanda, é outra coisa entre Angola, Brasil, Marrocos e Lusitânia (sem esquecer Roma e Nova Iorque, claro). E esta gente pensa que todas as crises têm de ser pagas pelo "povo"...
O óleo é de Edward Hopper.

quarta-feira, abril 28, 2010

Maré Baixa...




Hoje, logo pela manhã, a maré estava mais baixa que o costume, ao ponto de se avistarem várias praias na margem esquerda do Tejo...
Nas fotos podem apreciar as praias da Fonte da Pipa, do Olho de Boi e das Lavadeiras...

domingo, abril 25, 2010

Abril não é Isto

Almada continua a comemorar Abril, trinta e seis anos depois.

Muita coisa mudou nestes anos, até a presidente já começa a receber coros de assobios, durante o seu discurso, mesmo com a distribuição de cravos e com a música de Janita Salomé e dos "OqueStrada", uma banda cá do burgo.
Mas o que mudou para pior foram as licenças para vendedores. Este ano apenas foi permitida a venda a três "roulotes", na praça S. João Baptista (hoje disseram-me que na rua em frente ao Fórum, estavam mais duas roulotes...), cada uma com a sua especificidade ( farturas, pão com chouriço e comes e bebes). O facto de só existir um vendedor de farturas na praça, fez com que surgissem filas intermináveis, para quem gosta de saborear este frito português com um cházinho, em casa, sem ter sequer possibilidade de escolha.
Sei que o comunismo de Almada há muito que se confunde com outras palavras acabadas em "ismo", especialmente nos direitos dos seus trabalhadores, só não esperava que alimentassem estes pequenos "monopólios" de uma forma tão notória (deve ter sido uma noite em cheio para estes três comerciantes, ao contrário dos outros, escondidos...), numa data que nos é tão querida, que não se resume apenas a discursos, que acabam com gritos de "25 de Abril Sempre", com a sempre cantável, "Grândola Vila Morena" e com um excessivo fogo de artifício.
Sobra a beleza do cartaz deste ano, do artista plástico almadense, Albino Moura...

sábado, abril 24, 2010

Era Bom...

Era bom, mas assim que "voou" o PREC, as ilusões foram embora e todos acabámos por perceber, que se há alguém que ordena, não é o povo, de certeza, mesmo nos "territórios" da esquerda, como em Almada...

sexta-feira, abril 23, 2010

O Prazer de Ler

Sei que o prazer de ler não se cinge apenas aos livros. Há quem tenha prazer em ler jornais, revistas e até fascículos de banda desenhada . Mas hoje o dia é dos livros...
Além disso ler um livro é diferente. Sei que ao principio pode ser estranho,
então se não tiver imagens ainda parece menos estimulante.
Parece, porque as palavras têm o dom de nos levar a qualquer parte do mundo, por mais distante que seja.
Talvez por isso, também seja bom recordar que há quem esteja realmente arredado deste prazer. Falo daqueles, que por circunstâncias da vida nunca puderam frequentar a escola. Felizmente hoje são uma minoria, fazem quase todos parte da geração dos nossos avós.
Sei que eles, em qualquer altura da sua vida, sentiram o vazio, de não puderem ler um livro... para eles a rádio e a televisão, acabaram por ser os "livros" que nunca puderam ler.
Hoje apetecia-me perguntar-lhes o que pensam realmente do livro, se sentem curiosidade nos mistérios que desvendam, nas histórias que contam...

quinta-feira, abril 22, 2010

Dia da Terra

Comemora-se hoje o Dia da Terra, pela quadragéssima vez.

É um exemplo, mais um, das muitas festividades que surgiram por aí para serem comemoradas num só dia. Os outros trezentos e tal dias, é para deixar a Terra a circular, bem devagarinho, com os votos que não nos chateie.
O problema é que ela já não está pelos ajustes, e resolveu mesmo começar a chatear-nos. E faz muito bem, diz - com uma voz que até faz o chão tremer - que quem manda aqui, nesta coisa grande e redonda, é ela, e não o "bicho" homem.
Não tenho dúvidas que os terramotos, os marmotos, os tufões, os tornados, e até os vulcões, são a sua forma de nos dizer: «BASTA!»
Estúpidos como somos, fingimos que o aviso é para os macacos ou elefantes...
Para que nem tudo seja negativo, escolhi a fotografia de Aníbal Sequeira, "O Mar e o Céu", que nos mostra o lado bom da Terra...

terça-feira, abril 20, 2010

A Luta pela Sobrevivência dos Pequenos Clubes

O Almada Atlético Clube foi durante anos o clube desportivo mais representativo da Cidade.

Nasceu da fusão entre o União Sport Clube Almadense e o Pedreirense Futebol Clube, a 20 de Julho de 1944, com a ambição de se criar um clube melhor e maior em Almada.
Em parte o objectivo foi cumprido.
O futebol e o andebol sempre foram (e continuam a ser...) as modalidades mais importantes do clube. Se no futebol nunca atingiu o escalão máximo, o mesmo não aconteceu com o andebol, que andou muitos anos na primeira divisão e foi uma excelente "fábrica" de campeões e internacionais da modalidade.
É por tudo isto que dói saber das suas dificuldades para enfrentar o dia a dia, porque as receitas são cada vez menos, ao contrário das despesas...
Este é o cenário cada vez menos animador do desporto popular em Portugal, com responsabilidades repartidas pelo Estado, pelas Autarquias Locais e pelos dirigentes desportivos.
Se não se fizer nada, não tenho dúvidas que centenas de clubes irão fechar as portas, de Norte a Sul, nos próximos anos.

sexta-feira, abril 16, 2010

Abril Águas Quase Mil

Como choveu muito neste Inverno, pensava que era desta que o ditado ficava a descansar, à espera do próximo ano. Pensava...
A chuva veio com força nestes últimos dias, até trouxe uma pouco habitual "tromba de água" ao Tejo, que fez estragos por onde passou e foi notícia, como mini-tornado...
Lá voltaram as poças de água, até uma lata abandonada, ficou quase transformada em espelho de água...

sábado, abril 10, 2010

Sábado com Sol

O Jardim do Rio, entre o Ginjal e o Olho de Boi, é um lugar apetitoso para se "curtir" este Sol quase de Verão.
A fotografia é da semana passada, neste sábado o céu está azul e dispensou as nuvens, mesmo as de algodão...
As bicas que se avistam são da famosa "Fonte da Pipa", construída no século XVIII, que até aos anos quarenta do século XX foi o principal abastecedor de água de Almada.

quinta-feira, abril 08, 2010

A Nossa Arqueologia Industrial

A Margem Sul é especialmente rica em Arqueologia Industrial, mesmo que todo este património esteja completamente entregue à "bicharada".
Então no Ginjal os vestígios têm sido engolidos por um tempo que deixa quase sempre, marcas demasiado tristes...
Praticamente já só restam as paredes das fábricas, dos armazéns...
Esta porta escancarada é da Quinta da Arealva, aliás, do pouco que resta da Quinta onde se fabricaram uns bons vinhos, mais virados para a importação (aliás, exportação - "gracias" Nabisk) ao longo de todo o século XX.

sexta-feira, abril 02, 2010

As Coisas que Encontraste da Janela...

Olhaste para o lado de lá da janela e eu perguntei o que encontraste.
Respondeste-me:

«Vejo um jardim, vejo árvores, vejo o rio, vejo a ponte, vejo duas pessoas a passearem, vejo um barco, vejo uma parede branca, espera, e vejo uma pomba...


(Cenário: Casa da Cerca, Centro de Arte Contemporânea de Almada, janela da sala principal de exposições)

quarta-feira, março 31, 2010

Almada na História

"Almada na História" é o título de um pequeno boletim de fontes documentais, que tem sido publicado desde 2001 (já vai no número 16, embora tenham saído alguns números duplos), pela Divisão de História Local e Arquivo Histórico de Almada, com a direcção do historiador Alexandre M. Flores.

Embora a publicação tenha como principal alvo os estudiosos de história local, tem interesse para todas as pessoas que se interessam por história. Nas suas páginas são transcritos documentos que fazem parte do acervo histórico do Município de Almada, desde o século XII até ao século XX.
É uma obra distribuída graciosamente pela Autarquia de Almada.

domingo, março 28, 2010

Há Capas e Títulos Especiais

Gosto muito da capa do último livro de poesia de Teresa Rita Lopes. Mas gosto ainda mais do título.
"O Sul dos Meus Sonhos" tem qualquer coisa de especial, não fosse a autora algarvia. Até o nome da editora, "Gente Singular", é especial...
Para quem não conhece a autora, acrescento que se trata de uma professora universitária, estudiosa da obra de Fernando Pessoa, autora de várias obras de poesia e de teatro, e que até há pouco tempo residia no concelho de Almada.

sábado, março 27, 2010

Dia Mundial do Teatro em Almada


O Teatro Municipal de Almada homenageia o actor Morais e Castro, postumamente, com um bom leque de iniciativas, que têm como epilogo a exibição da peça, "O Fazedor de Teatro", às 21.30 horas, encenada por Joaquim Benite.
Por ser o Dia Mundial do Teatro, as entradas são gratuitas...

quinta-feira, março 25, 2010

A Vida Antes de Nós

"A Vida Antes de Nós, Fósseis e Geistória da Região Almada-Lisboa na Época Miocénica", é o título da última obra publicada pelo prof. Manuel Lima, com fortes ligações aos concelhos de Almada (concelho onde nasceu) e Seixal (concelho onde reside e dá aulas).

Num sábado cheio de cultura por estas margens do rio, resolvi optar pelo tema que achei mais interessante, a apresentação desta obra, na sede da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense (as cócegas que este nome deve ter feito durante a ditadura...), que tem a mesma idade da Incrível Almadense (não sabia...), por ter sido convidado pelo autor e por saber o que me esperava...
O prof. Manuel Lima é um comunicador por excelência, e como gosta de se fazer acompanhar por imagens nas suas prelecções, sabia que o meu filhote também ia gostar, até por ser uma das suas áreas de estudo preferidas.
No final o saldo foi mais que positivo, pois todos gostámos desta viagem no tempo, em que recuámos perto de 20 milhões de anos, para ficarmos pelos vestígios da Época Miocénica, muito bem apresentados, oralmente e visualmente por Manuel Lima.
O livro é muito bom, além da explicação histórica, numa linguagem acessível (virada para os alunos do ensino secundário) está repleto de fotografias a cores de fósseis encontrados em Almada e Lisboa, em áreas como Costa de Caparica, Pragal, Lagoa da Albufeira ou Benfica, Carnide e Musgueira, tornando o livro num objecto bonito de ler e folhear.

domingo, março 21, 2010

Almoço de Poetas no Ginjal

A mesa estava posta, para quatro, e eu sem saber quem iria aparecer...
O Sol brilhava lá fora, tornando o Ginjal ainda mais belo, ao mesmo tempo que as águas tranquilas do Tejo davam um abraço amorável à Primavera.
O primeiro que apareceu foi o "Poeta Militante". Estava distante quando ele me tocou com suavidade no ombro. Olhei-o e recebi o seu sorriso quase de menino, que se escondia na sua cabeleira branca farta. Sentou-se e falou-me do rio, dos passeios que deu, apenas com a companhia das palavras que o Tejo lhe sussurrava. Pouco tempo depois fomos interrompidos pela Sophia, tão serena e luminosa, agradada por o dia estar quase perfeito, por o céu estar tão azul, acompanhado por uma mão cheia de nuvens de algodão.
Minutos depois reparámos no homem fino, do chapéu e dos óculos redondos, que estava encostado ao balcão, a saborear um moscatel da cidade do Sado. Tímido, como sempre, não sabia o que fazer para se juntar ao trio que estava sentado na melhor mesa do restaurante...
Sem combinarmos, acenámos os três em simultâneo, para que ele se chegasse a nós e nos fizesse companhia...
Ele veio, tal como as palavras, com a beleza que só os grandes e simples, conseguem transmitir.
Eu limitei-me a escutar aquelas vozes diferentes, que vinham do Tejo...

sábado, março 20, 2010

Pequenos Gestos que Fazem Toda a Diferença

A Ecoteca da Câmara Municipal de Almada, por esta altura, oferece uma planta mediterrânea a cada munícipe que se dirija às suas instalações, além de dispensar informação sobre como plantar e cuidar correctamente da planta adoptada. O ano passado fui lá com o meu filho e trouxe um loureiro e um alecrim (não sei se chama apenas assim...), este ano trouxe um pinheirinho e um carvalho.

É uma forma diferente de comemorar (bem) o Dia da Árvore, com o objectivo de colmatar erros do passado recente, em que enchemos tudo o que nos rodeava de cimento e alcatrão...
A foto é do Parque da Paz, o pulmão verde de Almada.

quarta-feira, março 17, 2010

Arte de Mãos Dadas com a Madeira


Um pintor amigo (Mártio), que participa nesta acção de solidariedade (juntamente com dezenas de artistas plásticos), pediu-me que a divulgasse.
Algo que faço com todo o gosto.

sexta-feira, março 12, 2010

«Money For The Boys» Para Ti Também

Percebe-se que o ministro das finanças já não o que era, a crise sem fim e as "desautorizações" socráticas adivinham o seu adeus, um dia destes.

Embora lhe reconheça competência e seriedade, penso que Teixeira dos Santos foi extremamente injusto para os homens e mulheres que fazem parte das Juntas de Freguesia e que considero serem os melhores autarcas do país.
Além de serem eleitos pelo povo, raramente são "boys" (segundo o retrato que tenho dessa gente, ex-jota qualquer coisa, sempre motivada por aspirações muito superiores a de um simples presidente de junta...). Por vezes são pessoas reformadas, que dão o seu contributo à sociedade como presidentes e membros de executivos de Juntas de Freguesia, sem nunca terem tido até aí um papel relevante nos partidos a que pertencem.
É importante recordar que o facto de existir uma grande proximidade com os fregueses, faz com que tenham um papel social relevante no local onde estão inseridos.
Ficava-lhe bem retratar-se, mas não o acho capaz disso, nem Sócrates daria autorização...
A janela-porta de Nikias Skapinakis, pintada de homenagem a Picasso, está aberta...

quarta-feira, março 10, 2010

Notícia Preocupante


Embora seja uma notícia "atrasada" (só agora é que a li...), não deixa de ser preocupante, saber que Almada foi o Concelho do Distrito de Setúbal que registou a maior subida da taxa de desemprego em 2009.
Infelizmente, esta reportagem contrasta com as notícias sempre felizes, oferecidas no boletim municipal "Almada"...

sexta-feira, março 05, 2010

Livros Reciclados

De vez em quando há alguém que descobre a pólvora (já meio inerte... pudera com este tempo), e transforma em notícia algo que é encarado com normalidade pelas editoras e até algumas autarquias.

Muito sinceramente, acho que as editoras têm toda a legitimidade de destruirem os livros que editaram, desde que tenham informado os autores das obras e lhes tenham pago os respectivos direitos (o que parece que nem sempre acontece, pelas queixas que se vão ouvindo por aí...).
E o que se deve dizer da prática de algumas autarquias, que aceitam dádivas de livros, para depois deitar fora o que não lhes interessa?...
Para quem é viciado em livros, como eu, qualquer das práticas, tem muito que se lhe diga...
Talvez seja preciso criar um verdadeiro "Clube dos Amigos do Livro", para sensibilizar as editoras e autarquias, guardando estas sobras e destribuir por aí, por quem ainda gosta de ler uma boa história e nem sempre tenha dinheiro para distribuir pelas livrarias...

O óleo "Fuga" é de Isabel de Sá.

terça-feira, março 02, 2010

Vasco Lourenço nas "Tertúlias do Dragão"


O coronel Vasco Lourenço, figura cimeira da Revolução de Abril, é o próximo convidado da SCALA nas "Tertúlias do Dragão", que se realizam na primeira quinta-feira de cada mês, no café Dragão Vermelho, no centro de Almada.

Quem gosta de "tertuliar", pode e deve aparecer no primeiro andar do café almadense. A sessão começa às 21 horas (se quiser jantar, deverá aparecer pelo menos uma hora antes).

sábado, fevereiro 27, 2010

Tributo Poético a Almada

Foi hoje apresentado o caderno de poesia, "Tributo a Almada", da autoria do prof. Alexandre Castanheira, inserido na colecção "INDEX POESIS" - que já chegou ao número 78 - antecedendo a habitual sessão de "Poesia Vadia", que tem lugar no café "Le Bistro", em Almada, no último sábado de cada mês.

A apresentação foi animada por Francisco Naia, que cantou e musicou alguns poemas do bonito caderno, de uma das grandes referências da vida cultural almadense.
Não é por acaso que a capa é do pintor Albino Moura, pois as palavras poéticas agora editadas, de Alexandre Castanheira, acompanharam o álbum da exposição, "Almada do Meu Olhar", da sua autoria, que esteve patente na Oficina de Cultura em 2008.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Cacilhas de João Vaz

Ainda fui a tempo de ver a bonita exposição de João Vaz, organizada pelo Município de Setúbal, na Casa da Baía (Avenida Luísa Todi), que só está patente ao público até ao dia 28 de Fevereiro.

João Vaz (1859 - 1931) foi um excelente pintor de "Marinha", que também pintou Cacilhas, como podem ver neste belo óleo, que escolhi para capa do livro que escrevi com Fernando Barão. Fez parte do "Grupo do Leão", que reuniu alguns dos melhores pintores naturalistas do século XIX e XX.
Melhor que esta exposição só a bela surpresa que encontrei no Museu do Trabalho.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Dias com Quatro Estações

Os dias não estão apenas pintados de negro, em apenas um só dia encontramos a calmia primaveril, o brilho do Sol de Verão (de trovoada...), o cinzento e o castanho do Outono, e claro, a chuva e o frio de Inverno...

a fotografia mostra um "grafitte" da Quinta da Arealva.

domingo, fevereiro 21, 2010

A Festa das Artes da SCALA

Ontem, a meio da tarde, depois da inauguração da Festa das Artes da SCALA - que pode ser visitada na Oficina de Cultura de Almada, até ao dia 28 de Fevereiro -, foi apresentada a obra, "a palavra, o traço, a imagem - antologia de artes e letras de almada", com a presença da generalidade dos autores e também muitos amigos que encheram esta sala de Cultura da nossa cidade.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

A Palavra, o Traço, a Imagem

Amanhã, após a inauguração da "Festa das Artes da SCALA", na Oficina de Cultura de Almada, será apresentada a obra, "a palavra, o traço, a imagem - antologia de artes e letras de almada" (a qual coordenei), com trabalhos artísticos de trinta scalanos, de poesia, conto, ensaio, pintura, ilustração, artesanato, escultura e fotografia.:

Abrantes Raposo, Alberto Afonso, Américo Morgado, Aníbal Sequeira, Artur Vaz, Conceição Freitas, D’Souza, Diamantino Lourenço, Fernando Barão, Jorge Gomes Fernandes, José Manuel Oliveira, Jukka Murtosaari, Laura Guinot, Luís Alves Milheiro, Luís Bayó Veiga, Lurdes Andrade, Manuela Vasconcelos, Manuel Alves Pereira, Manuel Delgado, Mara Mendes, Maria Amélia Cortes, Maria Gertrudes Novais, Maria Ermelinda Toscano, Maria Luísa Nunes, Maria Manuel Pires, Mártio, Nogueira Pardal, Roger, Victor Aparício, Zulmira Laram.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Festa das Artes da SCALA


A Oficina de Cultura começa a ser pequena para a Arte dos Scalanos, como poderão comprovar no próximo sábado, na inauguração da Festa das Artes da SCALA, às 16 horas.

São quase nove dezenas de obras de pintura, ilustração, desenho, escultura, artesanato e fotografia.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

A Política de Proximidade das Juntas

Por saber das dificuldades que as Juntas de Freguesia enfrentam em termos financeiros, sinto que a generalidade das Autarquias do Concelho de Almada cumprem muito bem o seu papel, através de uma política de proximidade para com os cidadãos.

Um dos bons exemplos é o Gabinete de Apoio ao Cidadão, da Junta de Freguesia de Almada, gratuito.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

O Tarzan do Café

Antes de começar a escrever estas palavras no café, pensei em como o frio é terrível, pois até tinha afastado o "Tarzan" do nosso café...

Estou a falar de um senhor simpático, presença diária no "Repuxo", que de vez em quando me conta algumas das suas aventuras futebolisticas, dos tempos em que era um avançado centro de eleição, de uma equipa que já não há, "Os Unidos de Lisboa", que andou pela primeira divisão no tempo dos cinco violinos.
Uma das suas maiores glórias - e prazeres, diga-se de passagem -, foi ter metido um golo ao Azevedo, guarda-redes dessa equipa mítica onde "tocavam" os cinco violinos (Travassos, Vasques, Jesus Correia, Albano e Peyroteo) e da selecção, no campo do Sporting, no Campo Grande.
Era muito jovem na época e houve um colega de trabalho que lhe deu uma encomenda para entregar ao guarda-redes do Sporting. Antes do início do jogo lá foi fazer a entrega. Mas foi tão mal recebido pelos "leões" (num tempo em que os jogadores mais antigos eram tratados por senhor pelos mais novos, além de terem ainda outros privilégios de balneário...).
Não esperava aquela recepção, cheia de piropos ofensivos. Irritado deixou a encomenda num dos bancos e virou costas às "vedetas" que faziam as delícias nos campos de futebol da época, deixando-os de boca aberta com o atrevimento. Não estavam era à espera que o atrevimento continuasse dentro do terreno de jogo...
"Tarzan" fez uma grande jogatana, trocando os olhos aos defesas do Sporting, em especial a Octávio Barrosa, um central grande e intratável. Marcou um golo que ainda hoje recorda, escapando ao defesa leonino que não gostou nada da brincadeira e lhe apontou o dedo, como quem diz, «cá estou à tua espera». E não esperou pela demora, levou mais dois ou três nós cegos, que só não deram golo, porque o Azevedo era mesmo um guarda-redes extraordinário...
Depois de escrever estas palavras, lá chegou o "Tarzan", acenou-me à entrada do café e sentou-se na esplanada, ao lado do seu companheiro de todos os dias. Desde que foi proibido de fazer nuvens de fumo no interior do café, fica sempre na esplanada, faça frio, chuva, vento ou calor...
É caso para dizer, o senhor Pereira continua a fazer jus à alcunha que ficou dos estádios, continua um autêntico "Tarzan", mesmo no café...

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

As Palavras em Jogo de José do Carmo Francisco

A obra, "As Palavras em Jogo" da autoria de José do Carmo Francisco, já chegou às livrarias, editada pela Padrões Culturais.

Ao longo das suas 220 páginas são recuperadas do pó do relativo esquecimento 30 entrevistas e 1 memória, lembrando deste modo 30 anos de jornalismo do autor. No universo multifacetado dos entrevistados há um abrangente olhar sobre o Desporto e a Sociedade: Álvaro Cunhal, Américo Guerreiro de Sousa, António Alçada Baptista, António Roquete, Carlos Mendes, Clara Pinto Correia, Daniel Sampaio, David Mourão-Ferreira, Dinis Machado, E.M. Melo e Castro, Eduardo Guerra Carneiro, Eduardo Nery, Fausto, Francisco dos Santos, Francisco José Viegas, Helena Marques, Joaquim Pessoa, José Duarte, José Fernandes Fafe, José Manuel Mendes, José Nuno Martins, José Quitério, Lídia Jorge, Luís Filipe Maçarico, Mário Jorge, Matos Maia, Mia Couto, Nicolau Saião, Rita Ferro, Romeu Correia e Urbano Tavares Rodrigues.
As entrevistas e a memória de Francisco dos Santos (1878-1930), o primeiro português a jogar em Itália, foram publicadas entre 1992 e 1996 na Revista A BOLA MAGAZINE que entretanto cessou publicação. Algumas delas foram mais sintéticas devido à falta de espaço mas todas apresentam o interesse do depoimento das diversas figuras públicas sobre a sua relação com o Desporto. Apenas dois aspectos: primeiro – algumas trazem anexos em verso e em prosa do entrevistado que muito enriquecem o conteúdo final; segundo – a partir destes textos é possível organizar um perfil do futebol em Portugal no século XX desde a memória de Francisco dos Santos em Roma na primeira década ao Eusébio da década de setenta aqui recordado por José Duarte passando pelo Mário Jorge dos anos oitenta e sem esquecer António Roquete que jogou nas década de vinte e de trinta além de Francisco José Viegas que recorda Madjer e de Dinis Machado que lembra nomes dos anos 40, 50 e 60 como Araújo, Passos, Jesus Correia, Arsénio, Vasques, Travassos, Germano, Matateu, Jaime Graça, Hernâni, Águas, Humberto Coelho, Ian Rush, Yazalde, Carlos Gomes, Azevedo, Bento, Banks, Yashine, um nunca acabar de homens, de memórias e de mitos. Sem esquecer as motos de Eduardo Guerra Carneiro e as bicicletas de Lídia Jorge.
A presença de Romeu Correia, entre os 30 entrevistados, merece uma referência, não fosse ele cacilhense e também guardador das margens do Tejo e do Ginjal.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Um Absurdo por Corrigir...

Com o aparecimento do metro de superfície em Almada, verificaram-se uma série de alterações no trânsito local. Algumas acabaram por ser revistas, como as mudanças de sentido de algumas ruas (sem qualquer sentido, feitas apenas a olhar para as plantas e mapas da cidade...), que não melhoraram em nada a circulação rodoviaria.

Uma das coisas que não se alterou, infelizmente, foi a inexistência de qualquer paragem coberta dos autocarros dos TST, no eixo central da cidade.
Com este tempo chuvoso, não consigo perceber porque razão as pessoas têm de estar à chuva, à espera do respectivo autocarro.
Apesar de Almada se afirmar como cidade solidária e igualitária, nota-se que existem cidadãos de primeira e de segunda, consoante o tipo de transporte que utilizam...
Se se trata de uma questão estética, há muitos tipos de paragens cobertas que se enquadram na paisagem urbana, sem que a cidade fica mais feia...

domingo, fevereiro 07, 2010

O Jardim do Castelo

Este coreto recuperado, do centenário Jardim do Castelo de Almada, já deu muita música aos almadenses e visitantes, especialmente quando as Bandas Filarmónicas eram um dos principais meios de difusão musical nas vilas e cidades do nosso país.
Foi também palco de concertos onde esteve patente a grande rivalidade associativa entre a Incrível e a Academia Almadense, como nas festas de S. João de 1921.
Nesse ano a Incrível resolveu ensaiar "A Campanone", uma zarzuela muito bonita, para fechar o espectáculo. Como as paredes desse tempo também já tinham ouvidos, o eco chegou à Academia, que como actuava primeiro, resolveu ensaiar a mesma, estragando a surpresa Incrível.
Como devem ter calculado, esta afronta irritou e de que maneira os Incríveis, que acharam aquele plágio "criminoso".
Mas o maestro Alfredo Reis de Carvalho não se deu por vencido e fez algo único, depois de colocar a sua banda a tocar a bonita "Campanone", saiu do coreto e deixou os músicos a tocarem sem a sua regência, para espanto de toda a gente.
Esta prova de confiança do maestro deixou toda a gente maravilhada, especialmente os Incríveis, que foram os últimos a rir, e os que riram com mais felicidade...

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

As Manifestações Estudantis

Ontem estranhei logo de manhã a confusão de trânsito, rente à escola de Cacilhas-Tejo. Ao passar percebi, os meninos e as meninas estavam em greve, e pasme-se, queriam correr com a Alçada, que ainda há pouco tempo resolveu os diferendos entre o ministério e os sindicatos.

Estranhei ainda mais passar pela Capitão Leitão e ver o nosso principal tribuno, o vereador António Matos, de megafone na mão, a incentivar a luta dos estudantes.
Afixaram umas tarjas nos Passos do Concelho, numa diziam que queriam acabar com os exames nacionais (pudera, era muito melhor passar sem ter de estudar, isso todos sabemos...) e também contra a privatização do ensino público. Esta ainda me deixou mais perplexo, porque tirando o ensino superior, não me parece que o ensino obrigatório possa ser privatizado. Claro que sempre existiram colégios particulares, não é coisa de agora.
O que ainda é mais caricato é assistirmos a reportagens televisivas, em que se percebe claramente que muitos daqueles miúdos não sabem o que estão ali a fazer, nem quais são as suas reivindicações. Embora isto também se passe em muitas manifestações de gente crescida...

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

As Escadas do Ginjal

As chuvas e o mau tempo também deixaram marcas no Ginjal.

Como as arribas são arenosas, vão sempre caindo pedaços de terra que se transformam rapidamente em barro. Isto acontece com frequência nas escadas que fazem a ligação entre o final do Ginjal e a Boca do Vento, embora desta vez tenha sido mais que o habitual, ao ponto de obrigar os visitantes a fazerem alguma ginástica, pelo menos a subir, já que a meio as escadas, estas estão cobertas de lama, pedras e pequenos de troncos de árvores.
Estou a falar dos visitantes que não se intimidam com placas proibitivas ou com separadores metálicos que tentam cortar o respectivo caminho.
Acho bem que coloquem estes sinais, mas acho ainda melhor que removam a areia, as pedras e os troncos que caíram, sem ficarem à espera que chegue a Primavera, à boa maneira portuguesa...