sábado, fevereiro 28, 2026

Olho de Boi, entre o longe e o perto...


A tempestade também andou por Almada. Felizmente, com menos dramas humanos que na Costa de Caparica ou Porto Brandão.

Um dos lugares atingidos foi a estrada que liga a Boca do Vento ao Olho de Boi e ao Ginjal.


Desta vez a Autarquia não esperou um mês (foram apenas umas três semanas...) para retirar a lama, a terra e os restos de árvores, abrindo de novo a estrada aos moradores e turistas, amantes da Margem Sul do Tejo. 

Ontem vi uma máquina e um camião a levar tudo o que caiu da encosta (ou arriba...), que só torna ainda mais visíveis as nossas fragilidades naturais, quase sempre olhadas de forma desatenta pelos governos e governantes...

(Fotografias de Luís Eme - Olho de Boi)

Nota: publicado também no "Largo da Memória".


quinta-feira, fevereiro 19, 2026

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Mau tempo no cais...


Num mês povoado de desgraças, de Norte a Sul, devido aos ventos tempestivos e às cheias, passei pelo Ginjal e encontrei um paredão mais esburacado e umas árvores a quererem ficar na praia das Lavadeiras...


Fiquei a pensar que foi muito boa ideia o que fizeram entre Abril e Maio, deitando abaixo os armazéns e restos de habitações que se mantinham de pé.

Se não o tivessem feito, tinha acontecido agora mais uma desgraça, provavelmente com várias vítimas...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Eu finjo que isto só se passa aqui, mas deve ser "geral"...


Continuo a gostar de viver nesta minha Cidade, mesmo que seja governada por gente que devia estar a fazer outras coisas.

Tirei esta fotografia nestes dias com rastos de "Ingrid´s" e "Kristin´s", num daqueles intervalos em que o Sol aparece, mesmo que seja por pouco tempo.

Mais uma vez a "protecção civil" do Município, fez aquilo que é mais fácil (em Almada esta gente é especialista nisso...), colocar placas proibitivas ou barreiras para evitar passagens. Ou seja, fechou o parque de estacionamento mais central da Cidade, porque há uma parte do seu interior que precisa de obras, há pelo menos meia-dúzia de anos. Mas como sempre, os políticos têm-se limitado a assobiar para o ar, enquanto vão metendo o dinheiro dos clientes no "saco"...

Provavelmente, isto passa-se de Norte a Sul, gente que finge que governa e resolve os problemas, mas que depois fica à espera que eles se resolvam sozinhos, até perceberem que se trata mesmo de uma impossibilidade e têm de arregaçar as mangas.

Mas isso é o que menos me interessa. Vivo em Almada. E por isso mesmo gostava que a minha terra fosse governada por gente competente, atenta e com um sentido mais humanista.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)