segunda-feira, maio 04, 2015

O Abandono do Ginjal é uma Constante...


Ao passar pelo Ginjal vi que o seu histórico "Corredor" estava transformado em lixeira.

Entrei e vi que a casa onde a Júlia morou quase toda vida tinha a porta escancarada.

Não resisti e entrei, para tirar fotografias das janelas que olham para o Tejo.

Antes da Júlia ali morar, foi espaço da "Pensão Bom Gosto", que foi inspiração de um dos meus poemas do caderno, "Ginjal 1940, poemas dois", que vos ofereço:

pensão bom gosto

A mulher que apareceu no postigo
Disse que aquilo não era bem uma pensão
eu sabia mas fiz-me desentendido,
saciava-se mais o corpo que o coração.

«A clientela é quase toda de Lisboa»,
sorriu-me ela de uma forma enigmática.
Paguei o quarto e subi sem geografias,
abraçado à minha companhia simpática.

Depois de abrir a porta e a deixar entrar
Dei alguns passos em frente, até à janela.
Não tinha pressa nem ninguém à espera,
abri a janela e fiquei a ver as barcas à vela

Preferi imaginar-me um cliente casual
e pedir à minha companheira de viagem
para não fechar completamente o cortinado,
porque não queria deixar fugir a paisagem.

(Luís Milheiro)

quinta-feira, abril 30, 2015

Novo Objecto Promocional do Ginjal


Embora seja quase ridículo falar do desabamento de uma pequena parte do Cais do Ginjal, se pensar na tragédia que aconteceu no Nepal, não posso deixar de comentar o comunicado do Município, que empurra toda a responsabilidade do que aconteceu  para cima da empresa - Tejal - Empreendimentos Imobiliários Lda. - proprietária de 90 % daquela área.

A Câmara Municipal de Almada queixa-se da ausência de resposta da empresa, quando lhe foi solicitado que fizesse obras de beneficiação no local, por este estar cada vez mais em risco para todos aqueles que por ali circulam.

Também diz que foi decidida a interdição total da circulação automóvel naquele espaço.

Embora saiba que há acordos que se estabelecem entre várias entidades (e devem ser respeitados...) faz-me alguma confusão que toda a margem do rio rente ao Ginjal seja considerada "privada". Será que no futuro podemos ser proibidos de circular por ali? Podem-nos "roubar" o Tejo?

E claro que ainda hoje circularam carros pelo Ginjal, sem contar com os parados, de todos aqueles que utilizam o espaço como "parque de estacionamento" (e não existe qualquer sinal de proibição visível)...

Não deixa de ser curioso que o veiculo acidentado - a fotografia foi tirada na tarde de hoje - continue no mesmo local onde caiu (como foi notícia na televisão, talvez esteja a ser utilizado como objecto promocional do Ginjal)...

domingo, abril 26, 2015

E Agora? O Ginjal Fica Cortado ao Meio?


Ontem passei pelo Ginjal e estranhei (do alto do miradouro da Boca do Vento) ver gente a passar para cá e para lá com aqueles fatos com cores luminosas, ao longo do Cais do Ginjal.

Desci e quando me aproximei do local que anteriormente já estava protegido com grades (devido à destruição de  parte do paredão), um bombeiro veio barrar-me a passagem e dizer que tinha de voltar para trás. Vi que se passava para o outro lado com relativa facilidade, mas com o alarmismo do "soldado da paz", que colocara em perigo a sua própria vida (palavras dele...) para me vir avisar, não tive outro remédio se não voltar para trás. Não tirei qualquer fotografia, porque nem sequer me deixaram aproximar muito do local.

À noite pude ver uma imagem com um carro caído no interior da cratera (não sei como foi possível, já que esta estava sinalizada, talvez um descuido do condutor...), agora muito maior...

Não sei se é desta que  os vários poderes (Porto de Lisboa e Câmara Municipal de Almada) que empurram as responsabilidades para os ombros uns dos outros vão continuar a encher o Ginjal de placas e de grades ou se farão - finalmente - alguma coisa. Estamos cá para ver e escrever.

Em 2011 escrevi algo sobre a proibição da passagem de carros, até por ser um lugar de risco, em 2014 voltei à carga, mas os "sabões" querem lá saber dessas coisas...  

Quando já estava a subir as escadarias que me levavam à Boca do Vento, reparei que até um patrulha da Polícia Marítima andava a cirandar a zona.

sábado, abril 25, 2015

Em Almada há o Liberdade F. C.


Como acontece todos os anos, Abril reúne uma boa parte das Colectividades Almadenses, no centro de Almada, depois de um desfile onde se dão vivas ao 25 de Abril e escutam alguns discursos dos políticos da Terra.

Passei por lá, quase de fugida. Ainda tirei algumas fotografias. Esta talvez seja a mais simbólica, ao aproveitar a presença de atletas do Liberdade F. C. (fundado a 28 de Maio de 1920), sentados a assistir à festa deste dia especial...

quinta-feira, abril 23, 2015

Abril Aproxima-se, Mas...


Não sei porquê, mas este é o ano que estou mais a leste de Abril.

Acho que estou farto disto tudo. Da hipocrisia de sempre, especialmente de quem se sente mais "dono" de Abril que o resto do mundo (sim, estou a falar da esquerda que tem e está no poder, como acontece aqui em Almada...).

Muitos dos seus gritos estão carregados de falsas emoções, não escondem uma vida cheia de "ismos", a começar nesse mesmo, o oportunismo que cabe em todas as revoluções, aproveitado pelos "bem falantes", que sempre foram melhores a "caçar" votos que os verdadeiros democratas, empurrados para as filas de trás...

Tudo isto para dizer que não foi Abril que falhou, foram sim as pessoas, que têm e tiveram poder.

O óleo é de Nikias Skapinakis.

domingo, abril 19, 2015

Os Contrastes do Modesto


Na tarde de ontem assisti ao lançamento do livro de fotografias, "Contrastes  / naturezavsurbano", da autoria do fotógrafo almadense, Modesto Viegas, na Livraria Ferin.

A obra foi apresentada por Rúben  Neves, amigo, fotógrafo e companheiro de muitas das aventuras registadas  no álbum (com e sem animais).

Gostei de ter aparecido e de assistir a uma apresentação onde o companheirismo e a amizade, substituíram com grande vantagem a coloquialidade que surge por vezes nestes lugares,  oferecendo mais alegria e descontracção ao momento.

O livro é de uma beleza inquestionável, com oitenta belas imagens, num "contraste" que passa a ser, por agora, o melhor cartão de visita do Modesto, enquanto "fixador de imagens".

sexta-feira, abril 17, 2015

Ver Passar os "Eléctricos"


Na minha paragem do "metro" há um grupo de homens da terceira idade que se junta por ali, sentados, a ver passar as composições do comboio (que também é eléctrico para uns tantos...).

Não sei do que falam, talvez das pessoas que entram e saem pelas portas automáticas, da outra cidade desaparecida, que tinha ali a chamada "fonte luminosa"... ou até de futebol ou mulheres, de preferência mais roliças que eles...

domingo, abril 12, 2015

A Ternura e a Verdade do Orlando


Num tempo em que a hipocrisia e o cinismo parecem ganhar uma série de batalhas por esse quotidiano fora, sabe bem saber (e sentir...) que somos amigos de alguém que é admirado sobretudo por ser um ser humano de excepção, que procura ser coerente com os seus ideais e com os seus princípios, dia sim dia sim.

Refiro-me a Orlando Laranjeiro, uma referência para todos aqueles que amam as suas colectividades, sem estarem a espera de receber qualquer dividendo em troca, que não seja a honra de as bem servir.

Sei que isto parece coisa do século passado mais ainda existe (felizmente)...

E este seu parágrafo diz tudo:

«Aqueles homens que davam parte substancial da sua vida à sua Colectividade trabalhando desinteressadamente para a comunidade, só podiam irradiar dos seus olhos e dos seus gestos: Ternura! Eu sou associativamente um humilde produto dessa gente; desse Associativismo emulativo e de paixão; desse Associativismo eminentemente popular quer se queira quer não.»

quinta-feira, abril 09, 2015

Tarde de Poesia com Orlando Laranjeiro


No sábado, dia 11 de Abril, às 16 horas, será inaugurada a exposição, "Era uma Vez um Associativista...", no Espaço Doces da Mimi (Almada), organizada pela SCALA.

Após a inauguração decorrerá a "Tarde de Poesia com Orlando Laranjeiro", um dos bons poetas de Almada, que consegue oferecer uma musicalidade muito própria às suas palavras bonitas.

Ofereço-vos um dos seus poemas, muito simbólico em relação aos dias de hoje...

“O Amigo”
                           
Esqueceste amigo!
Quando mais era preciso
Que te lembrasses
Esqueceste amigo!
Ou talvez não saibas
Que quando a dor
Nos abafa e deprime
Quando o peito estala
E nos oprime
Necessitamos por vezes
De uma simples palavra de conforto
Ou de um pequeno gesto a dizer-nos:
Estou contigo!
E é tão fácil amigo
E tão verdade
Quando dentro de nós
Mora de facto a amizade.
Mas se nada disto sentes
Se nada disto entendes
Ou achas que não mereço
Então…
É com mágoa que reconheço
E te digo
Que não és
Nem nunca foste
Meu amigo!                                                                                                              
Orlando Laranjeiro

segunda-feira, abril 06, 2015

Abril, Mês de Cravos e de Águas Mil


Depois de uns dias quase de Verão, o verdadeiro Abril, da sabedoria popular, apareceu lá fora, pintando o céu de negro e fazendo cair as suas águas mil...

Parece que ao sair de casa, tenho de levar chapéu e uma roupa menos leve...

É caso para dizer: Abril no seu esplendor.

sexta-feira, abril 03, 2015

Arte e Bom Gosto em Abril


Não vou falar da "falácia" da capa, da Agenda de Almada de Abril, em que depois do 25 de Abril, alguém escreveu que o povo é quem mais ordena. Antes fosse. Talvez estivesse mais gente importante atrás das grades...

Mas não é sobre isso que eu quero falar. Quero falar do design (Henrique Cayatte), da capa (José Monginho) e do departamento gráfico do Município, que fazem desta publicação ("Almada Agenda") muito mais que um objecto informativo.

E apesar de todos os revezes, mesmo em Terras que se dizem de Abril, é bom que não se esqueçamos de continuar a gritar, «25 de Abril, Sempre!»

segunda-feira, março 30, 2015

O Ginjal Pintado de Azul


Neste fim de Março o Sol tem aparecido e já dá um cheiro a Verão na Primavera.

O Ginjal pinta-se de azul e acolhe turistas de vários países, porque os seus guias de papel têm por lá assinalados os restaurantes "Atira-te ao Rio" e "Ponto Final", certamente com boas novas sobre as suas esplanadas e a beleza única do Tejo, que até inventa praias com ondas e areia, na maré baixa...

sexta-feira, março 27, 2015

Que o Teatro se Cumpra em Almada


Gosto pouco de obras de fachada, apenas para inglês ver.

Neste Dia Mundial do Teatro, gostava que o teatro se cumprisse em Almada, para lá dos "milhões" que são distribuídos anualmente para a Companhia de Teatro de Almada.

Gostava que o novo "Teatro António Assunção" fosse aberto a todas as companhias do Concelho e que funcionasse mesmo, que não passasse a maior parte do tempo fechado, como tem acontecido até aqui.

Gostava muito que Almada não fosse apenas a "Capital do Teatro" em Julho, quando fica bem aparecer na televisão, na fotografia do jornal ou dizer banalidades em qualquer entrevista de um dos jornais que são vendidos de Norte a Sul.

Que o Teatro se cumpra em Almada!

sábado, março 21, 2015

Porque Ainda se Festeja a Poesia...


Porque ainda se festeja a Poesia, a Primavera e as Árvores...

PRIMAVERA

Fico emocionada
Com a Primavera
Quando os verdes campos
Estão à minha espera
É tudo tão verde
E com tanta flor
Corações em festa
Falam-nos de amor.
Verdes são os campos
Da mãe natureza
Que com seus encantos
Falam de beleza.
Searas tão belas
São da cor do ouro
Sendo tão singelas
São nosso tesouro.
Papoilas vermelhas
No meio do trigal
Com o verde da esperança
Canta Portugal…

                          Clara Mestre

 (O óleo é de Parviz Payghamy)

quinta-feira, março 19, 2015

"O Amor é uma Invenção do Cinema" Volta aos Palcos



No próximo sábado, dia 21 de Março,  o CIA vai apresentar mais uma vez a minha peça, "O Amor é uma Invenção do Cinema", com duas sessões, às 17 e as 21.30 horas, no Salão de Festas da Incrível.

A entrada é livre.

terça-feira, março 17, 2015

Nada é Eterno


O "passeio público" do Ginjal (hoje apeteceu-me chamar-lhe isto...) levou mais um chega para lá do Tejo, num daqueles dias em que o vento sopra forte e o rio se arma em Mar.

A protecção civil alertada, colocou logo umas grades para que ninguém se descuide, ao mesmo tempo em que se livra de responsabilidades.

Acho que gosto de ir para o Ginjal, entre outras coisas, por ser um território livre, onde ninguém se responsabiliza por nada, afixando placas de perigo e de proibição, que ninguém leva a sério.

Claro que corremos o risco de ficar sem passagem para o outro lado, se se continuar a colocar apenas placas e grades, cada vez que há uma derrocada, porque nada é eterno...

sábado, março 14, 2015

Uma Situação Única em Almada


Durante algum tempo contive o meu desagrado pela forma como o Município de Almada trata a Colectivdade da qual sou sócio e dirigente (SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada).

Mas penso que dois anos e quase um mês depois já chegam, ainda por cima sem que algum responsável da Autarquia tenha alguma vez falado abertamente connosco sobre o problema. Vão adiando, adiando, sem nos darem uma resposta ou justificação plausível. Mas vamos lá ao problema:

A Câmara Municipal de Almada cedeu-nos um espaço (uma fracção num prédio urbano), que seria repartido com outra Associação. Assinámos o contrato de comodato, recebemos as chaves e quando nos queríamos instalar, foi-nos proibida a entrada no edifício pela administração do condomínio, com o argumento de que este destina-se apenas a habitação e não a sede de colectividades.

Dois anos depois o Município não só não resolveu o problema, como não nos ofereceu qualquer situação alternativa.

Não sei quanto tempo se irá prolongar esta situação.  

Para já, desde a assinatura do contrato, já passaram dois anos e 20 dias. E da informação pública da sua atribuição, por parte da então Presidente do Município, já passaram três anos, um mês e dois dias.

Mas Almada na voz dos seus autarcas continua a ser "A Capital do Associativismo", etc, etc.

Só que o dia a dia das Colectividades como a SCALA não se faz com "música de serrote"...

É caso para dizermos: não é só "Cristo-Rei" que está de costas voltadas para Almada.

terça-feira, março 10, 2015

Não Sei se nos Outros Países Também é Assim...



Este abandono que nos persegue, cada vez em mais ruas, faz com que me interrogue, se este fenómeno também acontece por essa Europa fora.

Acredito que não. Lembro-me da primeira vez que saí do país, com dezoito anos, e logo de visita à nossa "querida" Alemanha, onde era impossível encontrar um papel no chão... Talvez as coisas já não sejam tanto assim, com a reunificação das duas alemanhas, mas...

Mas não acredito que se abandonem lugares como a Lisnave e se deixem entregues ao vazio do tempo, à pilhagem e ao vandalismo.

quinta-feira, março 05, 2015

Fim de Tarde no Ginjal


O vento soprava, quase com vontade de nos transformar em pássaros.

O café soube bem e depois fomos embora.

Não resisti e disparei contra a mesa, acertando nas quatro chávenas, que quase baloiçavam ao mesmo ritmo das ondas do Tejo.

Alguns turistas morriam de inveja, também queriam ter um rio com ondas lá na terra de onde vieram, com os reflexos do bonito céu azul e branco português.

terça-feira, março 03, 2015

Ainda os UHF


Só agora é que ouvi  "Uma História Secreta dos UHF" e foi óptimo reviver algumas das suas canções memoráveis.

E "Os Vampiros" do Zeca continuam especiais...

Nada melhor que ilustrar estas palavras com os UHF no Ginjal.

segunda-feira, março 02, 2015

Uma História Secreta



A revista "Blitz" deste mês oferece um cd dos UHF, a banda histórica de Almada de António Manuel Ribeiro, com o título: "Uma História Secreta dos UHF".

São dez temas, com alguns clássicos, como "Os Cavalos de Corrida", o "Modelo Fotográfico", "Sarajevo Verão 92" ou "Noite Dentro". Há também três inéditos, um deles, "Os Vampiros", do Zeca, promete...

sábado, fevereiro 28, 2015

O Poder Local e o Associativismo Almadense


Há cerca de vinte anos que estou ligado ao associativismo almadense.

Isso faz com que saiba muito bem como funcionam as coisas na esfera do poder local, como são atribuídos os subsídios (até por pertencer a uma Associação que não recebeu qualquer subsídio autárquico em 2013 e 2014, provavelmente por ser apartidária, já que é a Colectividade Cultural que desenvolve mais trabalho cultural em Almada...), como quase se tem de "esmolar" qualquer pedido de apoio, mesmo que seja para uma actividade relevante para o Concelho.

Há uma clara falta de respeito pelo trabalho voluntário e não remunerado das pessoas ligadas às colectividades almadenses, que se tem agravado nos últimos anos.

Apesar disso, penso continuar a colaborar nas Colectividades que gosto, embora cada vez me mantenha mais afastado dos cargos importantes, porque penso que a função do dirigente  associativo não é "pedir esmola", mas sim apresentar projectos e ser olhado como um parceiro, como alguém com quem se pode dialogar e trabalhar e não explorar (muitas vezes a pensar em dividendos eleitorais).

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

O Fascínio do Tejo


Este blogue existe muito graças ao Tejo, que é muito mais que o rio da minha aldeia (aqui nunca tomei banho nu, ao contrário do pequeno rio da minha aldeia...).

Também é por isso que 80% das minhas fotografias não fogem dele (mesmo as tiradas em Lisboa, sempre que podem, tentam ficar com um pedaço do seu azul esverdeado...).

Talvez seja até um pouco obsessivo, é possível.

Também já fui acusado de ser um "escritor regional" na ficção, por não fugir do espaço geográfico onde me mexo. Mas como nunca fui à Polinésia, é difícil escrever sobre o que há por lá de exótico...

Esta é uma das fotografias que expus este ano na "Festa das Artes da SCALA", e que intitulei, "Olho de Boi Florido" (já a tinha mostrado aqui, um ou dois dias depois da ter tirado). Como escolhi janelas viradas para Tejo, esta foi mais uma...

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Falar sobre Fotografia e Arte


Sei que as pessoas cada vez falam menos umas com as outras. Preferem utilizar outros meios de comunicação, preferem "carregar em botões a dar à língua". 

Claro que há sempre uns teimosos, que preferem olhar, falar e escutar os outros ao vivo.

Foi por isso que a SCALA escolheu a tarde do próximo domingo, para conversar e descobrir se "A Democratização da Fotografia faz bem à Arte?".

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Os Cacilheiros do Luís Serra


Almada é uma Terra de excelentes artistas. Uns mais conhecidos, outros menos.

Luís Serra é um deles, não fosse um fazedor de cacilheiros em miniatura, com uma perfeição que espanta.

No dia 25 de Fevereiro os seus barcos visitam a Escola Cacilhas-Tejo e ficam por lá até ao dia 6 de Março, na exposição, "Memória (s) dos Barcos do Tejo".

sábado, fevereiro 21, 2015

A Festa das Artes da SCALA de 2015


A Festa das Artes da SCALA é inaugurada hoje, às 16 horas.

Esta é a capa do folheto (com uma boa parte das obras expostas no seu interior) que será oferecido a todos aqueles que visitarem a Oficina de Cultura de Almada.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

A Festa das Artes da SCALA


Participo mais uma vez, com quatro fotografias na "Festa das Artes da SCALA", que será inaugurada no próximo sábado, na Oficina de Cultura de Almada.

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

O Treze e a Sexta Feira


Nunca me aconteceu nada de estranho numa sexta feira treze.

E por acaso até gosto do número.

Quando joguei futebol gostava das camisolas com os números três, cinco, sete e treze.
E também gosto de outras coisas associadas a este dia de "sorte" e de "azar", como gatos pretos e raramente me lembro que não se deve passar debaixo de escadas...

Acho que as pessoas gostam de inventar coisas, de correr atrás e à frente (e até empurrar...) do azar.

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Passamos a Vida a Desiludir os Outros...


Já não acho, tenho a certeza.  Passamos a vida a desiludir os outros, quase sempre involuntariamente.

Apenas por que não somos o que esperam de nós. Aliás, o que querem que nós sejamos.

E nós homens ainda somos mais tramados. Apesar das aparências, somos mais difíceis de domar que qualquer cãozito. Isso também explica o porquê de se verem por aí tantas mulheres atreladas a bichinhos de estimação, quase sempre pouco ferozes.

Mas há ainda outra coisa que me irrita, só somos teimosos e mal educados com quem podemos ser (os nossos subordinados...). Neste país ainda se pratica (muito...) a vénia para os "chefes" de qualquer coisa...

Palavra de quem trabalha "sem amo" e sem "servos" (deve ser por isso que sou cada vez mais libertário...).

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Mais uma Fotografia Minha para um Poema de Maria Gertrudes Novais


Voltando à 1ª exposição de poesia ilustrada da SCALA (patente no Espaço Doces da Mimi, em Almada), publico uma da minha fotografias, ilustrada com um poema de Maria Gertrudes Novais.

Jardim

No jardim da saudade,
Onde o tédio é companheiro
Existe amor e verdade
Em tarde de soalheiro.
No búlicio da cidade
Mesmo ali ao lado,
Há tanta desigualdade
Num sentimento fechado.
O verde da natureza
Atenua a solidão,
Mata um pouco a tristeza
Que há dentro do coração.
Se for diferente o teu olhar,
De força e de coragem,
Poderás ainda sonhar,
Nesta vida, de passagem.

sábado, janeiro 31, 2015

O Ginjal é Isto...


Esta fotografia está fresquinha, foi tirada ontem ao fim da tarde.
Uma tarde quase feia, cheia de cinzentos, com um vento capaz de fabricar ondas no Tejo. 

Mesmo assim apeteceu-me sair de casa e andar (preciso muito de andar, todos precisamos...). Andar este que se pode confundir com passear, ou até como busca pessoal, aquela procura de pequenos nadas que surgem entre o vazio e a solidão.

Vou quase sempre para o mesmo lugar, não tanto pelo Ginjal (mais que visto e revisto...), mas sim pelo Tejo, que é mesmo um rio imenso, um "mar" de mão cheia...

Os casebres abandonados que vou encontrando aqui e ali (como o dono desta janela), não são mais que uma metáfora deste país...

Muitas vezes penso que a única coisa que ainda não nos abandonou (apesar de tão maltratada) é a natureza.

Não tenho dúvidas que de Norte a Sul somos um país bonito...

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Quase um Mês de Poesia no "Casario"...


Tem sido quase um mês de poesia, por aqui no "Casario".

Provavelmente a poesia ajuda a passar o tempo e a pensar em coisas bem mais felizes que a realidade que nos cerca.

E não me refiro apenas à nacional, porque infelizmente a local não difere muito. 

Quando descobrimos várias "ruas" onde mora a desigualdade, mesmo com a governação do partido que levanta mais alto a bandeira da igualdade e da justiça social, está tudo dito...

A única coisa que sei, é que Portugal e os Portugueses mereciam muito mais. E Almada e os Almadenses, também, claro.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

A Minha Fotografia para um Poema de Clara Mestre



Cacilhas e o Tejo

Cacilhas tem muitas histórias famosas
Espalhadas pelas ondas murmurantes
E meigas confidências amorosas
Que ela ouve, em suspiros sussurrantes.
Mar lindo, de intensa aguarela.
A ponte sobressai sobre este mar
Cada onda tem pincelada singela
No céu rosado, o Sol o vem beijar…

Clara Mestre
  

sábado, janeiro 24, 2015

O Meu Poema para uma Fotografia de Clara Mestre


Participei com um poema na "1ª Exposição de Poesia Ilustrada", tentando ilustrar esta fotografia de Clara Mestre:

A Mãe Natureza
            
Quando ouvi o chamamento
Da encantatória mãe natureza
Não resisti e fui atrás da sua beleza,
Quase levado pelo vento

Daí a nada
Apeteceu-me gritar de felicidade
Mas fiquei ali em silêncio
Numa manobra de bom senso
A ver os peixes nadarem em liberdade

Pouco depois
O silêncio foi quebrado
Por um bando de pardais chilreantes
Com almas livres e errantes
Que voavam por todo o lado

Fizeram-me perder a vontade de nadar.
Afinal o que eu queria mesmo era voar
No meio da natureza
Onde é tão fácil descobrir a beleza.

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Abraço Poético e Fotográfico


No próximo sábado, dia 24 de Janeiro, às 16 horas, realiza-se a 1ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA, no Espaço Doces da Mimi (rua da Liberdade, 20 A, Almada).

Por se tratar de um trabalho conjunto entre fotógrafos e poetas, chama-se: "Abraço Fotográfico e Poético".

Eu participo com um poema e quatro fotografias.

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Os (Desaparecidos) Restaurantes do Ginjal em Poema...


Continuando a "saga" dos poemas publicados no caderno, "Ginjal, 1940 (poemas dois)", publico "A Floresta Bem Acompanhada", em mais uma viagem no tempo:

a floresta bem acompanhada

A escadaria das mil conchas
deslumbra e torna especial
a caminhada de quem escolhe
comer na Floresta do Ginjal.
Mas a sua beleza
não se esgota aqui,
há ainda a bela paisagem
que só por si vale a viagem.

E depois temos os companheiros
a Fonte da Alegria, o Grande Elias,
o Abrantino e o Gonçalves,
que não ficam atrás na qualidade
dos seus peixes e mariscos do dia
e apostam sempre no bom gosto
e na simplicidade.