terça-feira, dezembro 26, 2006

Um é Mais que Zero

Estou convencido de que a maior virtude da época natalícia é ser um espaço de reunião e convívio entre as pessoas.
Vou mesmo mais longe, se não existisse o Natal estávamos anos sem falar com familiares e amigos de quem gostamos, porque a "vida" está sempre a criar distâncias e barreiras entre nós, levando-nos, por vezes, para países diferentes e distantes...
Até mesmo um simples telefonema ou uma mensagem, é melhor que nada. E provavelmente, se não existisse o Natal, não seria feito...
É por isso que digo que um é sempre mais que zero, mesmo que a religião seja relegada para quarto ou quinto lugar, ou que o Menino Jesus e o Pai Natal não passem de meros figurantes de uma festa, que pode e deve ter os significados que quisermos.

16 comentários:

Maria P. disse...

Excelentes palavras, concordo.

Um abraço:)

jcfrancisco disse...

A grande diferença é que quando somos pequenos tudo é grátis mas com a idade tudo começa a ter um preço - passamos a «pagar» tanto os beijos como as lágrimas. Para muitos de nós não é fácil o Natal.

Rosa dos Ventos disse...

Concordo contigo e concordo com o jcfrancisco.
Sabemos uns dos outros, por uns e por outros que vamos encontrando, mas chega o 24 e é um corropio para falar com aqueles, e há sempre desses em todas as famílias, que estão longe da vista e às vezes do coração...
E dizemos sempre o mesmo...que a partir de agora vamos telefonar mais vezes ou mesmo combinar um almoço porque não está certo encontrarmo-nos só em casamentos e funerais.
Infelizmente mais em funerais.
Daí o Natal não ser fácil por tanto lugar vazio...

Anónimo disse...

Subscrevo inteiramente o que o Luís escreveu...

A (des)propósito, lembra-se do que lhe disse sobre os "dias internacionais e mundiais de isto, d'aquilo e daquel'outro"?
Neste caso, tal como no Natal, alguma coisa (por muito pouca que seja...) é sempre melhor que nada....

Não tenho grande tradição natalícia no meu núcleo familiar, mas aproveitamos esta ocasião como mais uma oportunidade para nos reunirmos... para estarmos juntos, num convívio saudável e sem pretensiosimos...
É mesmo esta a única virtude do Natal, sob o meu ponto de vista...

Além do mais, repugno certas hipocrisias que no Natal parecem proliferar e o que me dá mesmo a volta ao estômago são os falsos cristãos, que se lembram dos valores cristãos no dia 24 e 25, marcam o ponto na missa do Galo e... já está. Para o ano há mais...

Anónimo disse...

É verdade, Luís, no natal sempre se manda ou se recebe uma mensagem, tal como no fim de ano, e se calhar cada vez mais vai sendo assim pelas razões que apresentas...
É uma pena não podermos conviver mais com os nossos amigos... por falta de tempo ou pela distância...

Um abraço

Anónimo disse...

Olá, é sempre uma boa surpresa encontrar um conterrâneo. 8)

Luis Eme disse...

Maria P.
Não deixa de ser curioso, que todas estas tecnologias que inventamos, nos tornem cada vez mais solitários e distantes...

Luis Eme disse...

Eu sei Zé do Carmo, o Natal além da alegria também trás a nostalgia e até a melancolia...

Luis Eme disse...

Havia tanto a dizer sobre estas coisas que afloramos sempre apenas pela "rama", Rosa dos Ventos...

Luis Eme disse...

Há medida que os anos passam, os dias, os meses e os anos, encurtam.
Ficamos quase submersos por uma vida feita em "contra-relógio", muitas vezes sem espaço para nós próprios, quanto mais para os outros (sem egoismos...).
Eu por exemplo, adoro ler, e tenho lido tão pouco nos últimos anos, Maria...

Luis Eme disse...

Olá Mio.
Aparece mais vezes.
Fui visitar-te e embora concordasse com Faulkner, não consegui "comentar"...

Luis Eme disse...

Tinhas e tens toda a razão Dulce, um é mais que zero...

Anónimo disse...

Tens toda a razão.

Um abraço

Luis Eme disse...

Bom ano de 2007 Nuno.

Ida disse...

Puxa, rapaz, ha'tanto tempo q nao vinha cá... fiquei-me pelo Oeste, o teu, e o trabalho, o meu. E adorei essa obs q fazes sobre a época de efemérides. Vou ler com calma os outros posts, que me pareceram bastante apetitosos. beijinhos!

Luis Eme disse...

Esta época não é só de festas, férias e pontes... parece que ainda há quem trabalhe, Ida.
Pelo menos no Porto, o Rui Rio deu mais uma razão aos "nortistas" para dizerem que no Norte trabalha-se e no Sul goza-se, ao cortar-lhes a tolerãncia de ponto de 26.
Espero é que esta atitude do Rio não leve os funcionários a "emigrarem" para Gaia... onde o senhor Meneses espera tudo o que venha da Capital do Norte de braços abertos (repara só no que me foste lembrar, com a história do trabalho, Ida...).