terça-feira, dezembro 18, 2012

Não Fui, Não vou à Missa


Se tivesse alguma dúvida, em ir ou não à missa, perdia todas as que tivesse ao ouvir aquele "beato Salu", deliciado com o Natal cheio de pobres e desta caridadezinha (falo disso no "largo"...) que lhes enche o "coração". 

Provavelmente é um dos muitos que enchem o confessionário de histórias para receber o perdão desejado, pois segunda feira começa uma nova semana com novos pecados, porque deus lá estará à sua espera, no dia de conversar a sós com o padre, naquele cubiculo, onde até se pode falar da cobiça pela vizinha, mais uma vez, coisa que se resolve com dois ou três "pais nossos" ou "avé marias"...

A superioridade que saltava do seu corpo era tanta em relação a nós (talvez herejes ou pior...), que devia estar convencido que já tinha um banco no céu, aliás um sofá, que tinha muito mais a ver com ele.

Não, não fui, nem vou à missa. Nem sou do clube destes "cristãos". Sou pela solidariedade e não pela caridade.

E continuo satisfeito por não querer ser mais nem menos que ninguém...

8 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Só vou em circunstâncias oficiais...e lamento profundamente que a Igreja através de alguns dos seus "ministros" continue parada no tempo, do lado dos poderosos !
Também é verdade que sem a "caridadezinha" parte das suas instituições fechariam e como é que o seu poder se manteria?

Abraço

CAP CRÉUS disse...

E o presépio no vaticano? 21 mil euritos...
Muito bom, não é?

Menina Marota disse...

Há anos que não vou à missa. A minha Fé não engloba padres, nem tudo o que eles comportam.
Gosto de ir a uma igreja vazia.Há anos que assim é.

Um abraço e Feliz Natal!

elvira carvalho disse...

Vou à missa sempre que posso. Vou lé para rezar e para ouvir as leitura da Sagrada Escritura. Não julgo quem lá vai ou quem não vai. Sempre que passo por uma igreja que tenha as portas abertas entro, digo uma oração ou fico só uns momentos em contemplação e saio. Porquê? Porque me sinto bem.
Até ter 14 anos e ir trabalhar para a Seca, vá lá que tivesse um vestido novo, ou um par de sapatos. Minha mãe estava sempre doente, meu pai sustentava 6 pessoas com um salário de miséria. Vestiamos e calçávamos o que já não servia aos filhos do Sr. Capitão e aos filhos dos empregados de escritório. Por isso dentro daquilo que posso eu tento retribuir hoje. Se é caridade ou solidariedade eu não lhe sei dizer. Sei que fico de bem comigo se tiver possibilidades de ajudar. Para o Banco Alimentar, Unicef, Missão Sorriso ou outras. E que fico triste quando me pedem e não tenho mesmo como ajudar. Ás vezes penso que já estou velha pois não entendo certas coisas. Por exemplo 375.000 € para a arvore de Natal na Praça do Comercio com tanta gente a passar fome neste País? Outra coisa que não entendi. A revolta dos autarcas numa terra do Norte, em que o presidente da Câmara resolveu trocar a iluminação do Natal por brinquedos para crianças carênciadas.
Enfim é o mundo que temos.
Um abraço e desculpe alongar-me

Luis Eme disse...

também lamento, tem quase tudo para ser uma casa de bem, quase, Rosa.

Luis Eme disse...

desses nem vale a pena falar, Cap.

vivem num mundo à parte.

Luis Eme disse...

eu também, MM.

Luis Eme disse...

às vezes penso que algumas pessoas ligadas à igreja vivem num outro mundo, Elvira, arredado da realidade...

e não tem nada que ver com a fé, nem com a prática do bem.