quarta-feira, dezembro 05, 2012

Joaquim Benite (1943 - 2012)


Joaquim Benite deixou-nos, hoje.

Embora não fosse muito próximo, falámos diversas vezes, sempre com cordialidade, inclusive em situações inesperadas, como aconteceu uma vez à porta de um restaurante, em que ambos estávamos à espera de pessoas diferentes, apenas unidas pela falta de pontualidade.

Joaquim Benite deixa uma obra notável em Almada, no campo teatral, que espero que não seja destruída com o seu desaparecimento físico e com a "crise". O seu "Festival de Teatro" era um dos mais importantes da Europa e trazia sempre muita gente de fora a Almada, no começo do Verão.

Apesar da sua grande capacidade como encenador e director teatral, estava longe de ser uma figura consensual nos meios teatrais almadenses. Isso acontecia mais por razões materiais que por outra coisa. Como a sua Companhia absorvia uma grande fatia do orçamento da Autarquia para a Cultura, isso sempre provocou algum mau estar no sector cultural local. 

Essa foi também uma das razões que me levou a afastar um pouco do seu teatro, pois como agente cultural de uma Cidade, que gosta de se afirmar pela justiça social e pela solidariedade, tenho de confessar que nunca achei muita piada que Almada fosse pouco democrática nos apoios dados à Cultura...

Adenda: Além de ter entrevistado o Joaquim Benite para o Record, também  lhe "desenhei" um perfil no Jornal de Almada, numa rubrica que assinava e tinha como titulo, "Almada no Centro do Mundo". Fica aqui o link.

10 comentários:

Maria disse...

Conheci-o ainda em Campolide.
É um dia triste para todos nós.

Abraço-te.

João H. disse...

Um camarada a menos na Cultura de Almada.

Embora Benite me mereça todo o respeito, esperoo que o teatro almadense passa a ser mais democrático, que o dinheiro seja mais bem dividido.

elvira carvalho disse...

Uma surpresa bem desagradável já que nem sabia que estava doente.
Morreu o homem ficou a obra.
Que descanse em paz.
Um abraço

Rosa dos Ventos disse...

Cada vez mais pobres!

Abraço

Observador disse...

Pouco há a acrescentar.
Que descanse em paz.

Luis Eme disse...

é, Maria.

há poucos com a sua teimosia e qualidade.

beijinhos

Luis Eme disse...

não dependia dele, João.

ele não governava a cultura em Almada.

Luis Eme disse...

sim, ficará a obra, grande, de um grande homem de teatro, Elvira.

Luis Eme disse...

sim, Rosa. :(

Luis Eme disse...

claro, Observador.