sexta-feira, janeiro 13, 2012

A Trafaria Faz Doer


Sempre que vou à Trafaria, interrogo-me sempre: «porquê todo este abandono?»

Pensar que no princípio de século era a praia mais "fina" da Margem Sul e uma das mais concorridas pelas classes mais favorecidas - isso explica a existência de tantos palacetes em ruínas ou a precisarem de obras.

Imagino as dificuldades que passam os autarcas daquela pequena terra, quase abandonada à sua sorte, pelo poder local e nacional.

Fico sempre com a sensação que o 25 de Abril não chegou à Trafaria.

Os Trafarienses, a Vila e o Tejo não mereciam isto.

13 comentários:

Luis Eme disse...

(Girassol, agradeço a visita. De uma forma inadvertida apaguei o comentário...)

é, a paisagem do país também está deprimida e abandonada...

elvira carvalho disse...

Fui uma única vez à Trafaria há mais de 40 anos. Realmente é triste ver as casas em degradação. Mas a foto que posta aqui é muito bela e não denuncia o abandono que descreve. Parece uma praia de pequenos pescadores.
Um abraço e bom fim de semana

CAP CRÉUS disse...

Chegou sim.
Por isso é que esse abandono existe.
E as pessoas que aí vivem também têm culpa.
Está-se tudo nas tintas.

Observador disse...

Há muito tempo que a Trafaria faz doer.

Primeiro, com autarcas da CDU, depois PS.

Não entendo que espécie de espinha se encontra cravada naquela freguesia.

Quam segue da Trafaria para a Costa de Caparica chega a um local que sente algo como que mudar de ambiente.
E muda. Para melhor.
Apesar da freguesia vizinha (Costa de Caparica) não ser grande coisa, tem algumas infraestruturas e o mar.

O que se passa com a Trafaria?
Pergunta para que responda quem saiba.

Luis Eme disse...

está como há quarenta anos, Elvira, mas tudo mais velho e abandonado...

Luis Eme disse...

pois têm, Cap.

mas os protestos nem sempre alcançam os objectivos.

agora por exemplo estão em risco de perder o barco que faz a travessia do Tejo...

Luis Eme disse...

também não entendo, a falta de dinheiro não explica tudo, Observador.

Anónimo disse...

Felizmente o governo voltou atrás. As carreiras não serão suprimidas.
Ainda bem!
Bom fim de semana.
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Cris Caetano disse...

Eu acho que tem a ver com o mal planeamento urbano. Por exemplo: se constroem shoppings e a população se anima com a novidade de morarem colados a um shopping (eu detesto) - já que sempre fazem habitações coladas a shoppings, com isso novas ruas surgem e também dezenas de novas habitações. É incrível como se um muda há um êxodo para uma nova localidade. Acho que daí é um pulo para palacetes em ruínas, como nesse caso... e se não há habitantes o abandono é gerado. E depois ninguém, por aí, pensa em reestruturação urbana, enfim... como arquitecta percebia coisas que me deixavam muito triste.

Beijos, Luis

Luis Eme disse...

tem a ver com tanta coisa, Cris.

má vontade, desinteresse pelas pessoas e pela localidade, etc.

Carlos Caria disse...

A Trafaria parou. Fui criado aí pelos anos 50/60 do século passado até aos finais de 70, e pouco mudou desde então. Os edificios mais antigos e emblemáticos, como o Casino Costa Rica, A Empresa da Camionagem Piedense, as antigas fábricas de conserva, a Bateria de Artilharia de Costa da Raposeira e Alpena, o Presídio Militare mais recentemente o Quartel do BRT, que tanta vida dava à localidade, fecharam. Está rudo moribundo, e em vias de morrer, tal como a população velha e cansada de tanto lutar por uma vida, que não vai chegar. Estou longe mas sinto de perto que pouco se fez, por quem de direito que muito deveria ter feito.
Carlos Caria

Anónimo disse...

EU VIVO EN FRANCE PASSEI ALGUNS DIAS DE FERIAS E UN SITIO MUITO BONITO E CALMO. A TRAFAIA FAS PARTE AINDA, de localidades preveligiadas que a France tem i que da valor. O que falta talves e que a camara fasa conhecer e preserver a otenticidade con os barcos de pesca e uma animaçao o momento das ferias e nao deixar a trasferencia de barco que vai para lisboa acabar. O probleme sera o silho de milho e as pesoas que em isso como paisagen. Desculpem os eros de gramatica

artur barata disse...

Em criança até aos 20 anos sempre para aí fui para a Cova do Vapor onde ainda não havia barracas só o Oleoduto da Nato e a tasca do Sr. Manuel pescador. os meus pais todos os anos alugavam um quarto a ele para passarmos uns dias, e quando a maré baixa com os pés íamos calcar dentro de água para se apanhar Chocos, e também sempre houve muito Berbigão.