quarta-feira, julho 08, 2009

Balada do Cais das Colunas


Balada do Cais das Colunas (a José Cid)

Cais das Colunas, janela
Do Tejo, do Mar da Palha
Registas um barco à vela
Que noite e dia trabalha
Bote, batel ou canoa
Bateira, falua, enviada
Traz o peixe de Lisboa
No preço de quase nada
Varino, muleta, fragata
Cangueiro, proa redonda
Catraio onde a serenata
Não tem voz que responda
E a palha que deu nome
Ao mapa deste estuário
Pode ser sinal de fome
Num lugar ao contrário
Da Chamusca, alagados
Os campos sem animais
Sobe a água nos valados
Há notícias nos jornais
Mistério, o Tejo amplia
Em homens e cacilheiros
E na faina do dia a dia
Os sonhos são verdadeiros
E povoam todo o luar
Da noite do que persiste
As horas de trabalhar
Não dão para ser triste
Inscrevem-se na paisagem
Nos barcos, mercadoria
Ligam uma, outra margem
Na mais teimosa alegria

José do Carmo Francisco


Recebi este poema do José do Carmo Francisco, com um agradecimento por ter chamado os barcos do Tejo pelo seu nome, no livro, "Cacilhas, a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais", que escrevi com Fernando Barão. Eu é que agradeço esta bonita Balada...

9 comentários:

Lúcia disse...

Lindíssimo! palavras e imagem que nos trazem o cheiro do tejo.
Beijos, Luís

Rosa dos Ventos disse...

E eu daqui a imaginar o rio a correr docemente, cheio de reflexos prateados e os cacilheiros para cá e para lá...
Bela balada a do teu amigo!

Abraço

Observador disse...

Muito bonito.

E, como curiosidade, lá vemos o "Nacional".

Luis Eme disse...

também gostei da surpresa, Lúcia...

Luis Eme disse...

é verdade, Rosa...

Luis Eme disse...

sim, e a foto foi tirada este ano.

felizmente ele continua a navegar pelo Tejo, Observador...

ivone disse...

deixo_te com o tejo dos madredeus....
achei apropriado:


madrugada
descobre-me o rio
que atravesso tanto
para nada

e este encanto
prende por um fio
é a testemunha do que sei dizer

e a cidade
chamam-lhe Lisboa
mas é só o rio
que é de verdade,
só o rio,
é a casa de água
casa da cidade em que vim nascer.

Tejo, meu doce Tejo, corres assim,
corres há milénios sem te arrepender
és a casa da água onde há poucos
anos eu escolhi nascer

Luis Eme disse...

e achaste muito bem, Ivone...

e bonito e tem outra particularidade.

sabias que a Teresa Salgueiro tem raizes cacilhenses? a avó dela tinha uma casa de pasto onde se comiam excelentes caldeiradas?

日月神教-向左使 disse...

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