sexta-feira, janeiro 09, 2015

"Ginjal 1940, Poemas Dois"


Amanhã será apresentado, às 17 horas, no "Espaço Doces da Mimi", o caderno de poemas, "Ginjal 1940, Poemas Dois", da minha autoria.

Desta vez escrevi sobre os lugares e deixo aqui o poema, "A Praia das Lavadeiras":

a praia das lavadeiras
  
A água nasce ali mesmo
Naquele bonito areal.
As mulheres descem as escadas
vindas de Almada
com alguidares à cabeça
numa manobra ousada.

Assentam arraiais na praia
e depois falam e esfregam a vida
juntamente com a fronha e o lençol
para depois esticarem a roupa
que por ali fica a secar ao sol.

Os homens que por ali cirandam
são corridos com um palavreado
digno de estivadores e fragateiros.
A praia é o seu único reinado
e não precisam de olheiros.

3 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Um retrato poético, do que foi o lugar e a vida das gentes noutros tempos.
Um abraço

Cris Caetano disse...

E como foi? Um sucesso, né? :)

Beijinhos, Luis

poesia de vieira calado disse...

Aprecio o género.
Até tenho um livro sobre Lagos do passado.
Um forte abraço!