domingo, março 22, 2026

Quando as conversas nos fazem pensar e mudar (para melhor)...


Uma das coisas que mais gosto das conversas é quando sinto que me enriquecem e ajudam a pensar melhor.

Foi mais ou menos isso que aconteceu ontem, na sede da SCALA, depois da inauguração da minha exposição de fotografia, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos".

Continuámos à beira Tejo e começámos uma boa conversa sobre o "Ginjal: memória e futuro", animada por Henrique Mota, Teresa Ribeiro e Carla Carvalho, aberta a todos os presentes.

Embora tivesse escrito no texto que publiquei ontem, que tinha sido uma boa decisão "terraplanar" todo aquele espaço, à medida que ia ouvindo outras opinião e olhando para as fotografias que saltavam das paredes, percebi que tinha sido uma estupidez não ter deixado pelo menos duas ou três paredes de pé, para servirem de inspiração aos vários "grafiteiros" que passavam pelo Ginjal.

Ainda fui capaz de pensar melhor e perceber que se podia ter mantido a entrada e a passagem do Corredor do Luís dos Galos" (e da Júlia...)... Mas para isso acontecer, era preciso que as pessoas encarregadas de deitar tudo abaixo, gostassem de "museus a céu aberto"... Onde também poderia ter "sobrevivido" um painel dos azulejos azuis e brancos da bonita fachada da casa da Júlia (e claro do Henrique, da Carla e da restante família)...

Mas isto são quase palavras de um "sonhador"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, março 21, 2026

"Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos (e conversas)


Inauguro hoje em Almada na sede/ galeria da SCALA, uma exposição de fotografia sobre o Ginjal. Escolhi como título, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos". Por a palavra memória ser um pouco "perigosa", normalmente anda em busca de coisas antigas, saliento o facto de todas as minhas fotografias expostas serem do século XXI.

Mas a palavra memória continua a fazer sentido, pelo menos para mim, porque as trinta imagens (são quase cinquenta, algumas foram transformadas em "mosaicos"...) que apresento foram tiradas ao longo de todo o século XXI e mostram um Ginjal, ainda com paredes e muita cor, o que já não existe, desde 2025, quando se resolveu terraplanar todo aquele espaço, cada vez mais povoado por habitantes clandestinos, que viviam em situações completamente indignas...

Há um movimento de antigos habitantes e gente que gosta do Ginjal, que tenta defender este espaço, para que ele não seja retirado a pessoas como eu, que tanto prazer têm em passear por ali, de mão dada com o Tejo. É por isso que depois da inauguração da exposição, decorrerá uma conversa, dinamizada por elementos deste movimento, intitulada: "Ginjal: memória e futuro".

Poderá parecer a muito boa gente que  estas conversas não grande fazem sentido, por vivermos num tempo pouco receptivo à defesa de interesses colectivos. Como eu penso exactamente o contrário, acho que esta exposição é mais uma boa oportunidade para dizermos o que não queremos que transformem o Ginjal.

Penso que todos estão de acordo, em não querer que o Ginjal se torne numa espécie de Tróia (onde até as viagens de barco se tornaram quase um luxo...), com a invenção de vários condicionalismos, criados com o objectivo de limitar a passagem pelo Cais a todos aqueles que gostam de passear rente ao rio e conversar com o Tejo.

Como os nossos políticos se distraem com facilidade, é preciso dizer isto aos governantes da nossa Cidade, de uma forma clara.

Nota: Texto publicado inicialmente no"Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


terça-feira, março 17, 2026

"Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos"



Esta minha exposição de fotografias do Ginjal, tem duas particularidades, mostra apenas fotografias do século XXI (sim, são todas do "velho novo milénio"...), mas quando ainda existiam as paredes dos velhos armazéns e habitações, que nos acompanhavam de Cacilhas até ao Ponto Final...

Serás inaugurada no próximo sábado, às 16 horas, na sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada).

Adenda: Depois da inauguração da exposição, haverá uma conversa aberta sobre o "Ginjal: memória e futuro".


segunda-feira, março 09, 2026

A Centenário do Parque Mayer na Incrível Almadense


No próximo sábado, dia 14 de Março, às 15.30 horas, a Incrível Almadense é o palco da apresentação do documentário multimédia de Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas, "Parque Mayer, 100 anos de Memórias, Vivências e Glórias (1922-2022)".

Estes dois almadenses têm-nos habituado à apresentação de excelentes trabalhos, cheios de cor e de imagens históricas, bem secundados pela escolha musical como pano de fundo.

Este documentário ainda deverá ser mais rico, pela abrangência da nossa "Broadway Portuguesa", onde se realizaram centenas de revistas memoráveis nas suas salas mais emblemáticas.

E também deverá ser relevada a sua envolvência, com casas de jogos, palcos montados ao ar livre para outros espectáculos (como foram o boxe e a luta livre), divertimentos de feira, e claro, vários restaurantes memoráveis...

Quem aparecer na Incrível, de certeza que dará a tarde por bem passada.


quinta-feira, março 05, 2026

A Festa das Artes da SCALA


No sábado será inaugurada a Festa das Artes da SCALA, na Oficina de Cultura de Almada.

É muito provável que esta seja a minha última participação na Festa das Artes da SCALA, porque a associação cultural mudou muito nos últimos anos e perdeu algumas das características que a tornavam única no panorama associativo almadense...