quinta-feira, dezembro 18, 2008

Era Mais um Lobo Disfarçado de Cordeiro

O seu sorriso nunca me agradou, assim como o seu cinismo.

Tinha uma grande audiência nas suas "Conversas em Família" (até a minha mãe gostava de ouvir o senhor...), pois conversa nunca lhe faltou.
Mas com todas estas palavras, nunca explicou o porquê das perseguições que moveu a centenas de homens livres, nem a obrigatoriedade dos jovens participarem numa guerra em defesa de um império, que só existia na imaginação de alguns sonhadores
O meu pai não gostava dele, como não gostara antes de Salazar. Ambos simbolizavam a antítese dos homens livres, aquilo que ele sempre quis ser. Se não tivesse outra razão, esta sobejava-me.
Ainda hoje...

8 comentários:

  1. "nem a obrigatoriedade dos jovens participarem numa guerra em defesa de um império..."

    Esta sem dúvida, uma das facetas que marcava muito.

    Beijos, Luís M.

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  2. Era exatamente como o título que deste, não há palavras para explicá-lo melhor. Minha avó o adorava, tendo inclusive uma foto dele no quarto dos fundos. Hoje acho que aquele local era o único apropriado à ele. Era ainda muito pequena e detestava aquele retrato sem ter noção do que ele representava e sem saber da sua importância histórica e política. O sobrenome que assino e tenho é o mesmo por pura coincidência (é o sobrenome de meu avô materno).

    Beijinhos

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  3. Chamaram ao seu mandato "Primavera marcelista", mas não houve flores, foi a continuidade daquilo que todos conhecemos e que finalmente conduziu a um lindo dia de Abril.
    Quando voltará essa Primavera?

    Abraço

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  4. E as perseguições feitas na actualidade são feitas em nome de quem? E de quê?

    Marcelo Caetano sempre soou a falso.
    Mas alguns dos democratas do presente não lhe ficam longe.

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  5. sem dúvida, M. Maria Maio...

    coisa que nunca procurou resolver, nem com as insistências e ameaças de Spinola...

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  6. pois, são coincidências das vidas, Cris, tal como a de ele ter vivido os últimos dias no Brasil.

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  7. foi uma primavera muito cinzenta e preversa, Rosa...

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  8. deve existir uma cartilha nos partidos, em que deve estar escrito que nunca se faz o que se promete, Observador...

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